Jornalismo e Comunicação Empresarial / Blog do Danon

Entradas etiquetadas como ‘comunicação’

Atendentes de telemarketing ainda necessitam de MUITO treinamento…

Domingo, 18 Outubro, 09 · 2 Comentários

… matéria do jornal Folha de S. Paulo deste domingo destaca bem esta grave questão. Atendentes devem se esforçar para minimizar a tensão para chegarem aos objetivos, em vez de se deixar levar pela irritação do cliente e desenvolver um “ambiente bélico”, um local de confronto e de guerra. Para tal, é dever da direção de call centers capacitá-los e treiná-los exaustiva e continuamente para um serviço de qualidade…

Fonte: jornal Folha de S. Paulo

Telecatch do telemarketing

Assim como nos espetáculos de luta livre na TV, consumidor e atendentes simulam embates nas conversas telefônicas dia a dia

Leonardo Wen/Folha Imagem

Suzanne Fagundes de Oliveira, 19, que afirma não ter sido bem atendida por um atendente de telemarketing

Suzanne Fagundes de Oliveira, 19, que afirma não ter sido bem atendida por um atendente de telemarketing

Brigar com um operador de telemarketing pode não ser uma boa ideia. Chamados de bestas, incompetentes etc. por consumidores que enfrentam epopeias ao ligar para um SAC (serviço de atendimento ao cliente), os operadores podem devolver as “gentilezas” com métodos próprios de vingança.

Desligar o telefone dando a impressão de que a ligação caiu ou pedir ao cliente “um momento” e colocar a irritante musiquinha de elevador para fazê-lo esperar são algumas das práticas relatadas por quatro atendentes ouvidos pela Folha.

Eles contaram o que já aprontaram com clientes “malas” sob o compromisso de não serem identificados -a reportagem usa nomes fictícios.

“Atendi um cliente que queria, naquele instante, que sua assinatura de TV fosse reativada. Não era possível. Ele me xingou e ameaçou. Apertei o mudo para que ele achasse que a ligação tivesse caído e desligasse”, conta Érica, 30.
Ela diz que essa á uma boa tática para driblar os supervisores dos call centers, que pregam que “o cliente sempre tem razão”. O atendente é, em geral, proibido de desligar as chamadas, mas às vezes corre o risco aproveitando que nem todas as ligações são escutadas.

Para André, 31, que foi atendente por três anos e abandonou a profissão em 2008, a musiquinha é ideal para fazer o cliente “baixar a bola”. “Você diz “um momento, por favor”, põe a música e dá uns 15 minutos para o cara pensar. Dá para aproveitar o tempo para conversar com o colega do lado.”

Outra prática é mandar o cliente para o limbo -um setor qualquer que não poderá resolver a reclamação dele. Mariana, 27, que atua em SAC de um banco conta que um cliente que queria saber quem havia espalhado que ele tinha muito dinheiro.”Era uma reclamação infundada. Fui irônica e perguntei: Como será que souberam né? E o despachei para o primeiro ramal que vi.”

O setor de vendas é um destino comum nesse tipo de caso, já que a oferta de novos produto enerva ainda mais o cliente.

Todos os atendentes ouvidos pela reportagem reclamam das grosserias dos clientes. Mariana diz que, “em cem ligações, o operador é maltratado em 40″.

Setor
Segundo a Associação Brasileira de Telesserviços, o setor é promissor e empregava 850 mil atendentes no início deste ano, a maioria jovens com 2º grau.

Ronaldo Lopes, do Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing, diz que as empresas têm programas de qualidade para treinar esses jovens e buscam selos para atestar o bom nível dos call centers. Casos de falta de respeito com o cliente, segundo ele, são exceções.

Os “surtos” dos atendentes são sem justificativa, para a psicóloga da USP Maria Amélia Azevedo. Ela afirma que o operador deve ser treinado para atender o último do dia como o primeiro. “Se houver estresse, o trabalho tem que oferecer alternativas como mais horas livres. Não pode é virar desculpa para descontar no cliente.”

Roberto Pfeiffer, diretor-executivo do Procon, diz que um atendimento inadequado contraria o Código de Defesa do Consumidor e o decreto que regulamentou os SACs no ano passado, podendo render multas e ações por danos morais.

Categorias: Matéria de jornal
Etiquetado: , , , , , , , , ,

Comunicação não-verbal. Bem-vestido para a entrevista!

Quinta-feira, 1 Outubro, 09 · Deixe um comentário

Nota: é muito difícil causar uma “segunda boa impressão”

Roupa de entrevista de emprego nem sempre é terno. Veja as variações, mas fique atento ao código da empresa

Fonte: revista Você SA (jornalista:DEBORAH TREVIZAN)

Crédito ilustrações: Soud

roupas

A roupa da entrevista não é mais importante que o seu currículo, mas uma impressão ruim pode diminuir suas chances com o entrevistador logo no primeiro encontro. O bom e velho terno serve para quase todas as ocasiões, mas, em alguns casos, pode ser formal demais. Dependendo da empresa e das expectativas para o cargo, uma imagem mais informal contribui para que você pareça adequado.

Para acertar, antes de ir, faça a lição de casa. Assim como você busca informações sobre os negócios da empresa, informe- se também sobre seu código de vestir. E vá um pouco mais sóbrio do que isso. Roberta Borguignon, consultora de imagem, ensina: “Por mais que as pessoas vistam-se informalmente no dia-a-dia, o perfi que se espera de um executivo em uma entrevista ainda é rígido”. Essa dica vale principalmente para empresas da área financeira, consultorias e firmas de advocacia. Conheça as outras possibilidades.

estilo1

estilo2

estilo3

estilo4

 

Categorias: Matéria de Revista
Etiquetado: , , , , , , , , , , , ,

Tecnologia muda cotidiano de aldeias

Quarta-feira, 16 Setembro, 09 · Deixe um comentário

TABA DIGITAL Munidos de telefones celulares, notebooks e minimodens, indígenas já produziram mais de 200 filmes

Fonte: jornal Folha de S. Paulo

Foto: Katia Messias/Divulgação

Pajé tupinambá usa notebook na aldeia Itapoã, na Bahia

Pajé tupinambá usa notebook na aldeia Itapoã, na Bahia

A vida está mudando na aldeia indígena Itapoã, em Olivença, Ilhéus, sul da Bahia. Por lá, a rede de deitar se somou à rede virtual. E, no lugar do arco e flecha, mouse e PC.

Mas eles não param por aí. Enquanto aguardam o orelhão que ainda não chegou à comunidade, fazem filmes com celulares. Munidos de 60 telefones móveis, notebooks e minimodens, quase uma centena de indígenas tupinambás e de mais 24 etnias em 12 Estados brasileiros já produziram mais de 200 filmes. A maioria, curtas-metragens, com duração que varia entre três e dez minutos.

A produção robusta -toda ela elaborada em 2009- é resultado do projeto Celulares Indígenas, iniciativa da rede Índios Online (www.indiosonline.org.br), portal colaborativo que facilita a comunicação e o acesso à informação de dezenas de etnias na internet.

A onda tecnológica que toma conta da aldeia tupinambá em Ilhéus vai receber em breve um reforço extra. No próximo dia 26, a comunidade inaugura o espaço que se tornará a base das produções e experimentações dos indígenas com novas tecnologias e mídias. O nome dado ao lugar, não por acaso, é Ciberoca.

Para os indígenas, a construção do novo espaço representa um avanço importante no tipo de uso que eles fazem das tecnologias. “Com novos recursos, teremos mais condições de reivindicarmos melhorias para nosso povo”, afirma Alex Tupinambá, coordenador da rede Índios Online. O entusiasmo começa a avançar também para fora da aldeia tupinambá.

Na mesma semana, um telecentro com mais de dez computadores começa a funcionar em uma comunidade indígena localizada em São José da Vitória, uma das regiões mais pobres do país. Vizinho de Ilhéus, o município tem um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil, segundo dados de 2000 do Atlas de Desenvolvimento Humano, do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

Categorias: Matéria de jornal
Etiquetado: , , , , , , , ,

Empresas requerem profissionais para trabalhar em blogs, redes sociais e universo on-line em tempo integral

Domingo, 23 Agosto, 09 · Deixe um comentário

Fonte: jornal Folha de S. Paulo deste domingo, 23 de agosto de 2009

Blogueiro oficial

Empresas criam cargos para fomentar mídias sociais

Profissional passa a se dedicar ao universo on-line em tempo integral

probloggers

Em julho, 21,9 milhões de pessoas navegaram por blogs no país -o equivalente a 60% dos internautas ativos, segundo o Ibope Nielsen Online.

Os números, sempre crescentes, fizeram com que firmas -especialmente as B2C (venda ao consumidor)- repensassem as estratégias em relação a essa ferramenta. Nesse movimento, a estrutura organizacional também passou por alterações.

Se antes os blogs eram feitos por profissionais que acumulavam outras funções, hoje têm se tornado mais estruturados. Não é raro encontrar colaboradores que se dedicam apenas ao universo virtual, que inclui elaboração e manutenção de blogs e gerenciamento de redes sociais, como Facebook e Orkut.

Algumas firmas foram além e criaram gerências para administrar as ferramentas. A Tecnisa foi uma das pioneiras e delegou a gerência ao publicitário Roberto Aloureiro, 37.

Há dois anos, seu dia a dia é voltado para redes sociais -e o blog corporativo toma a maior parte de seu tempo. Com foco em informações sobre o mercado imobiliário, a ferramenta não é “divulgação, mas relacionamento”.

Prova disso, diz, é a busca por respostas para dar aos internautas, mesmo que não estejam relacionadas à atividade da firma ou aos temas dos posts. “Já fui atrás de três ou quatro pessoas para orientar um leitor que queria ter uma horta na varanda no apartamento.”

Restrito
Para especialistas, esse movimento ainda é restrito. A crise financeira e o estágio do desenvolvimento de blogs corporativos, considerado embrionário por alguns, são fatores que inibem a criação de cargos.

Apesar disso, as empresas continuam investindo em blogs, mas delegando o trabalho a agências especializadas.
Na Edelman (companhia de comunicação corporativa), há uma área em que os profissionais têm de abastecer e manter blogs corporativos, entre outras incumbências.

A Pólvora! Comunicação foi criada, há um ano, apenas para desenvolver projetos de mídias sociais para as empresas. “As companhias estão terceirizando para ver aonde vai esse movimento”, destaca o diretor de operações, Marcio Cavalieri.

Categorias: Matéria de jornal
Etiquetado: , , , , , , , , , ,

Programa de TV discute televisão brasileira com participação deste blogueiro…

Quarta-feira, 19 Agosto, 09 · Deixe um comentário

DSC03040 menor

Texto: produção do programa “Ver TV”:

Primeiro os telespectadores assistiram ao avanço da TV Record no terreno da Globo, a líder da audiência entre as emissoras brasileiras. A disputa foi direta, com programas semelhantes no mesmo horário e contratação de vários profissionais da emissora carioca. Agora a disputa é pela vice-liderança. SBT perdeu audiência em vários programas para a Record e reagiu tirando da emissora alguns profissionais. Foi uma resposta à contratação do animador de auditório Gugu Liberato, que comandou programas do SBT desde 1988. Os apresentadores e jornalistas foram atraídos por contratos milionários. É uma nova face da já antiga disputa pela audiência, característica da televisão comercial. O que o público ganha com isso e quais são as consequências dessas mudanças para o mercado televisivo brasileiro? Participam deste programa: Alberto Danon, diretor da empresa ADCom Comunicação Empresarial; Bia Abramo, professora de comunicação e colunista da folha de TV da Folha de São Paulo; e Rosualdo Rodrigues, editor de TV do Jornal Correio Braziliense.

Há possibilidade de se assistir ao programa de duas formas: ou através dos links imediatamente abaixo ou via YouTube, cujos endereços estão na sequência (abaixo)…

BLOCO 1: http://www.camara.gov.br/internet/TVcamara/default.asp?selecao=MAT&velocidade=100k&Materia=90285

BLOCO 2: http://www.camara.gov.br/internet/TVcamara/default.asp?selecao=MAT&velocidade=100k&Materia=90286

BLOCO 3: http://www.camara.gov.br/internet/TVcamara/default.asp?selecao=MAT&velocidade=100k&Materia=90287

http://www.youtube.com/watch?v=Yo7rl_xvdGA

http://www.youtube.com/watch?v=N5ZVfgWiJCA

http://www.youtube.com/watch?v=QhG96vRcwPY

http://www.youtube.com/watch?v=Z7q9Wi9kDbE

http://www.youtube.com/watch?v=sNKxVGHFPqg

http://www.youtube.com/watch?v=K20LWa6OvpM

Categorias: entrevista
Etiquetado: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

A arte de se comunicar bem na pechincha… até para produtos em promoção

Quarta-feira, 19 Agosto, 09 · Deixe um comentário

Fonte: Jornal da Tarde

Pechincha vale até para produto em promoção

pechincha 

Na hora da compra, nada de vergonha:especialistas mostram que é possível conseguir bons descontos na aquisição de móveis, eletrônicos e até roupas

Nunca aceitar a primeira oferta. Essa é a recomendação de especialistas para o consumidor na hora da compra. Mesmo quando o preço já está interessante, é possível pechinchar e obter um bom desconto.

“Em certas culturas orientais, o vendedor se sente ofendido se o cliente não negociar. Para eles, aceitar o preço inicial é chamar o vendedor de bobo, já que poderia ter pedido mais e o consumidor compraria do mesmo jeito”, diz Rafael Paschoarelli, Professor de Finanças da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e autor do livro A nova regra do jogo, que trata sobre a negociação envolvendo dinheiro. Para ele, é obrigação do consumidor negociar e evitar lojas em que o vendedor não tem autonomia para dar descontos. “A clássica resposta de que o ‘sistema’ não permite o desconto é equivalente a dizer que o sistema é mais importante que o consumidor.”

O JT foi às ruas e descobriu que é possível pechinchar na maioria das lojas, principalmente nas grandes redes de varejo de móveis e eletrodomésticos, onde sempre se pode obter algum desconto. Na Marabraz, por exemplo, foi possível reduzir de R$ 799 (parcelado em 10 vezes) para R$ 600 (à vista) o preço de um guarda-roupas. E o preço de um sofá de canto (5 lugares) no Magazine Luiza caiu de R$1.349 (em 6 vezes) para R$ 1.100.

Na Casas Bahia, conseguimos desconto em uma TV LCD 29 polegadas da LG que já estava em promoção – de R$ 2.499, saía por R$ 1.699. Após pechinchar bastante, a reportagem conseguiu que o preço baixasse para R$ 1.709.

Nas lojas de roupas e artigos esportivos, os descontos não foram grandes. Na Sandry Fashion, o tênis de futebol society da Adidas caiu de R$ 129,99 (em 4 vezes) para R$ 126. Paschoarelli explica porque há diferença no desconto conforme o produto. “Os fabricantes de móveis variam de loja para loja. Já as marcas de roupas e eletrodomésticos são sempre as mesmas e o preço é quase tabelado.”

A pechincha é um jogo

Na negociação é preciso perder a vergonha, ser ousado e sinalizar que a compra é uma possibilidade, não uma necessidade. “O cliente deve escolher o momento certo de jogar. Já o vendedor é prisioneiro desse jogo e tem que jogar o tempo inteiro”, diz Nacir Sales, consultor empresarial formado em Negociação pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), autor do livro Dr. Negociação.

“Uma dica é ir com cônjuge e uma das partes demonstrar que não quer comprar, dizer que viu uma promoção melhor ou querer ir embora. Isso fará que o vendedor sinta necessidade de oferecer algo adicional”, recomenda Paschoarelli. Para compras de bens de valores altos, o negócio só deve ser fechado com o gerente da loja. “Se não chegou no gerente da loja, não foi boa o suficiente”, garante.

A analista de recursos humanos Evelyn Mellissa Baptista Martins, 23 anos, se considera uma pechincheira nata. Na semana passada, ela foi a uma loja da rede O Boticário comprar presente para o Dia dos Pais e, após pechinchar bastante, obteve desconto de R$ 5 e levou de brinde um batom no valor de R$ 12. Ela conta que é importante apresentar alter nativas ao vendedor. “Não pode só reclamar. Se conseguir um desconto ou brinde, levo algo mais da loja. Se não derem o desconto, eu parto para outra.”

Categorias: Matéria de jornal
Etiquetado: , , , , , , ,

Comunicação divertida com o sentido de integrar equipes…

Sexta-Feira, 31 Julho, 09 · Deixe um comentário

Um dos trabalhos realizados pela ADCom Comunicação Empresarial como encarte para revista de empresa-cliente, também confeccionada pela ADCom…

O bom humor, a alegria e a satisfação pelos resultados alcançados motiva ainda mais a equipe e se perpetua através de variadas ações comunicacionais tanto para público interno como externo…

Getec comunicacao

 Getec Comunicacao continuacao

Categorias: Matéria de jornal
Etiquetado: , , , , ,

Comunicação deve ser planejada para otimizar reuniões

Segunda-feira, 27 Julho, 09 · Deixe um comentário

REUNIÃO EM PAUTA

A eficiência do encontro marcado

Brasileiros estão duas vezes mais insatisfeitos com o planejamento de suas reuniões do que a média global, diz consultoria

Leticia Moreira/Folha Imagem
reuniao

 

 

Fonte: jornal Folha de S. Paulo

Reunião quinzenal de executivos na sede da Volkswagen, em São Bernardo do Campo (SP), para discutir a aplicação dos 14 objetivos estratégicos 

ANDRÉ LOBATO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA 

É impossível pensar em empresa ou projeto que tenha se tornado realidade sem uma reunião. Por outro lado, muitos entram e saem desses encontros com a sensação de que pouco foi feito.
Entre esse grupo estão 38% de 305 executivos brasileiros ouvidos pela consultoria Robert Half, de recursos humanos, em fevereiro e março deste ano. Eles consideram que ao menos metade de suas reuniões são desnecessárias.
Os motivos variam. Falta de preparo de quem as organiza e participa, ausência de figuras-chave, presença de pessoas desnecessárias e falta de foco do time estão entre as principais razões (veja ao lado).
Se no quesito insatisfação com as reuniões o Brasil está um pouco acima da média dos 20 países pesquisados (32%), quando se trata de reclamação sobre o planejamento de pauta da reunião, a diferença é patente: 69% aqui, contra 31% nos restantes dos países, em média.
Isso significa que faltam definição dos temas, envio antecipado aos participantes do material a ser discutido, liderança para coordenar a reunião e objetividade dos envolvidos para que a discussão necessária se transforme em conclusão.

Fora de pauta
“Em geral, o brasileiro coloca em discussão o que não estava na pauta, sobrepujando o que foi discutido”, afirma Vicente Ferreira, professor do Coppead-UFRJ (instituto de pós-graduação em administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro).
A falta de planejamento nas reuniões pode ser um reflexo da ausência de uma estratégia nas empresas, aponta Fanny Schwarz, executiva da Symnetics, consultoria em estratégia.
Segundo Schwarz, é comum a ausência de definições sobre o papel de cada um na reunião e de sua importância para a execução da estratégia da empresa.
Isso leva a usar o tempo do encontro para falar sobre o passado e as razões pelas quais metas foram ou não atingidas. “E não sobre o futuro, o que é preciso ser feito para a execução da estratégia”, completa.

Tecnologia
Marcelo Necho, vice-presidente da Zatix, empresa de rastreamento de veículos, conta que as reuniões ganharam importância conforme sua empresa crescia. “No começo, tinha tudo ao alcance das mãos. Agora passo metade da minha semana em reuniões”, conta.
Mas, para fazer o tempo valer de fato, o executivo teve de tomar medidas como desativar a opção de enviar e-mails para mais de dois destinatários.
A medida, explica, deu resultados. A cultura da mensagem com cópia para dezenas de colaboradores foi substituída por reuniões bem planejadas. Nelas, os participantes são informados com antecedência sobre o que vai ser tratado e saem com objetivos concretos a serem resolvidos.
“Reuniões são imprescindíveis. Saber o tema e o que se quer decidir aumenta a proatividade”, define Patrícia Epperlein, sócia-diretora da Mariaca, especializada em gestão.
“Há empresas que vivem às custas de reunião e outras que buscam aboli-la ao máximo”, conta Flávio Mantovani, diretor da consultoria Robert Half.
Para ele, a presença de um líder que faça o planejamento da pauta ser cumprido é um dos fatores determinantes para a eficiência dos encontros.

BALANCEADA
Na reunião quinzenal, gestores da Volkswagen discutem, por uma hora, a aplicação dos 14 objetivos estratégicos; na média, 25% do tempo é para temas pendentes, 65% para a pauta do dia e os últimos 10% são para imprevistos 

CRIATIVA
Para aliar criatividade e planejamento, a agência Criacittá faz a pré e a pós- reunião pela intranet; nesse encontro de 40 minutos, oito pessoas fazem os ajustes finais deum projeto parao cliente 

QUÍMICA 
A Lanxess realiza uma reunião mensal em que os assuntos já resolvidos ficam de fora; o CEO envia a pauta e o material a serem discutidos; nesse encontro de 40 minutos, os nove gestores expõem expectativas para os próximos 30 dias 

INÍCIO
A primeira reunião da equipe do planejamento estratégico da Visa Vale durou duas horas; temas de gestão de pessoas, como rotinas internas e férias, foram discutidos; a líder apresentou novidades da alta direção da empresa

Categorias: Matéria de jornal
Etiquetado: , , , , , , , , , , ,

O valor da comunicação… por Emílio Odebrecht

Domingo, 5 Julho, 09 · 1 Comentário

EMÍLIO ODEBRECHT

O valor da comunicação

HÁ UMA RELAÇÃO direta entre o desenvolvimento das pessoas e o crescimento das empresas onde estas pessoas trabalham. Uma coisa não acontece sem a outra.
É o desenvolvimento das pessoas que impulsiona o crescimento das empresas e é o crescimento das empresas que estimula o desenvolvimento das pessoas.
Esta associação, entretanto, só ocorre de forma eficaz quando há alinhamento entre líderes e liderados -nos planos cultural, estratégico, moral e psicológico.
O alinhamento cultural é o compartilhamento de crenças e valores e o domínio de uma linguagem comum, que confere à empresa unidade de pensamento e de ação.
O alinhamento estratégico dá a todos clareza quanto ao rumo a seguir e assegura a líderes e liderados uma visão do futuro.
O alinhamento moral e psicológico resulta do acordo entre aqueles que têm em comum o propósito de servir e permite o exercícioda intuição e da coragem por quem tem que tomar decisões sem supervisão, como se sob supervisãoestivesse.
A condição para que isso aconteça é a prática permanente da comunicação em todos os âmbitos. Dentre as tantas definições de comunicação, a que mais me agrada é a que diz que comunicar é influenciar e ser influenciado na busca do que é o certo.
Ou seja: comunicação é via de mão dupla e se dá pelo diálogo direto pessoa a pessoa. O que se escreve nas atas e nos contratos é a ratificação do que ficou estabelecido na conversa.
A palavra falada serve para o conhecimento entre as pessoas, oalinhamento e a criação de relações de confiança entre líder e liderado e para que se chegue ao mais importante na tomada de umadecisão, que é o como e o porquê a decisão se deu.
A tecnologia da informação trouxe para as empresas meios que proporcionaram muitos ganhos em produtividade. Mas se a internet permite que mensagens sejam transmitidas em tempo real para qualquer lugar do mundo, agilizando processos, ela impõe também o desafio de se buscar a dosagem certa de seu uso -porque o e-mail não deve ser o refúgio de quem prefere fugir do confronto de ideias na base do olho no olho.
Comunicação é mais que informação. A informação subsidia, atualiza, nivela conhecimento. A comunicação sela pactos e educa.
Nas empresas, a educação das pessoas será sempre fruto da prática da pedagogia da presença, o que significa que o líder deve oferecer a seu liderado tempo, presença, experiência e exemplos -comunicar-se, enfim, com vistas ao crescimento de ambos, tarefa impossível de ser bem feita somente à base de recados pela internet.


EMÍLIO ODEBRECHT escreve aos domingos no jornal Folha de S. Paulo.

Categorias: Sem categoria
Etiquetado: , ,

Bom e moderno uso da comunicação: twitter é meio de busca por emprego e de “networking”

Domingo, 19 Abril, 09 · Deixe um comentário

Fonte: jornal Folha de S. Paulo deste domingo, 19 de abril…

Profissionais de comunicação usam microblogs para avisar sobre vagas

twitter_bird

Blogs e redes sociais -como o site de relacionamentos LinkedIn- já há algum tempo são encarados por profissionais de diversas áreas como meios para dividir experiências, fazer “networking”, buscar referências e até encontrar emprego.
Agora, a bola da vez é o Twitter, site de microblogs que ganha atenção no Brasil e entrou para o rol de instrumentos de comunicação utilizados para fins profissionais.
A ferramenta é usada principalmente entre os atuantes em comunicação e tecnologia da informação. Uma olhada nos buscadores de “tweets” (posts do Twitter) mostra avisos de oportunidades para designers, programadores e publicitários.
A eficácia da rede foi testada pelo analista de mídia social Adriano Trotta, 29. Ao saber que seria despedido, lembrou-se de ter visto um anúncio de vaga em um Twitter que costumava seguir.
Procurou o “twitteiro” (autor dos microposts), um diretor de empresa de comunicação, mandou currículo, passou por entrevistas e foi contratado.
“Nem cheguei a me cadastrar em sites de emprego. Vi [o Twitter] como um canal, uma facilidade de comunicação.”

“Networking”
O publicitário Guilherme Cury, 21, divulga vagas de que fica sabendo em seu Twitter, que conta com quase 800 seguidores. Também faz do microblog uma ferramenta de “networking”, falando sobre suas atividades profissionais e temas de interesse.
Ele diz prestar atenção na imagem que construiu. “”É preciso se preocupar com o que se fala”, diz Cury, que também já conseguiu trabalhos pelo Twitter, além de ajudar outras pessoas a conquistá-los.
O Twitter também virou opção para quem tem dificuldade em encontrar um funcionário pelos meios tradicionais.
Depois de colocar cartazes em faculdades e consultar conhecidos, sem sucesso, Gabriela Bianco, gerente de relacionamento da agência Dudinka Social Media, anunciou uma vaga para estagiário no microblog.
Como tinha muitos seguidores (hoje são cerca de 900), a oferta se espalhou. “O Twitter amplifica a mensagem. E tem o “retweet” [quando outros "twitteiros" repassam a mensagem de alguém]“, observa.
Ao receber uma indicação, Bianco verificou o Twitter da candidata. “A função envolvia escrita”, diz. Antes de contratar, seguiu o processo tradicional: a entrevista em pessoa.

Categorias: Matéria de jornal
Etiquetado: , , , , , , , , , , ,