Jornalismo e Comunicação Empresarial / Blog do Danon

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Empresas garimpam opinião da internet

Sexta-Feira, 4 Setembro, 09 · Deixe um comentário

fonte: Jornais Folha de S. Paulo e New York Times

Cada Cabeça, uma Sentença; cada Expressão, uma Atitude; cada Ação, uma Reputação...

Cada Cabeça, uma Sentença; cada Expressão, uma Atitude; cada Ação, uma Reputação...

PESQUISA >> Programas investigam blogs e redes sociais para tentar decifrar o que pensam os internautas sobre companhias e produtos

A ascensão dos blogs e das redes sociais impulsionou uma alta no mercado de opiniões pessoais: resenhas, classificações, recomendações e outras formas de expressão on-line.
Para os cientistas da computação, essa montanha cada vez maior de dados está abrindo uma janela tentadora para decifrar a consciência coletiva dos usuários de internet.

Uma área emergente conhecida como análise de sentimentos está se desenvolvendo em torno de uma das fronteiras inexploradas do mundo da computação: traduzir as particularidades da emoção humana em dados quantitativos. Isso é mais do que um exercício interessante de programação. Para muitas empresas, a opinião on-line transformou-se em um tipo de moeda virtual capaz de definir o sucesso ou o fracasso de um produto.

As ferramentas de análise de sentimentos estão se tornando capazes de ajudar as empresas não apenas a melhorar a sua lucratividade mas também a mudar o modo como se buscam informações on-line.

O Scout Labs, que conta com o financiamento do fundo de capital de risco criado por Halsey Minor, fundador da Cnet, introduziu recentemente um serviço por assinatura que permite aos seus clientes monitorar blogs, artigos jornalísticos, fóruns on-line e redes sociais a fim de determinar tendências de opinião sobre produtos, serviços ou assuntos veiculados nos jornais.

No início de maio, o Stub- Hub, um serviço on-line de venda e compra de ingressos, usou a ferramenta de monitoramento do Scout Labs para identificar o aumento súbito de um sentimento negativo que surgiu nos blogs após uma chuva ter provocado o adiamento de uma partida de beisebol do Yankees contra o Red Sox.

Funcionários do estádio informaram erroneamente a centenas de fãs sobre o cancelamento do jogo, e o StubHub negou os pedidos de reembolso sob a alegação de que o jogo havia ocorrido. Mas, depois de localizar on-line o começo de uma tendência de sentimento negativo, a empresa passou a oferecer descontos e créditos para os fãs prejudicados. E a empresa está reavaliando as suas normas sobre eventos cancelados por causa do clima.

“O serviço funciona para nós como um primeiro alerta de perigo”, disse John Whelan, diretor da área de atendimento ao consumidor do StubHub.

Com intenções semelhantes, o jornal “Financial Times” passou a usar recentemente o Newssift, um programa experimental que rastreia os sentimentos acerca de assuntos empresariais que surjam nas notícias. Ele vem acoplado a um serviço especializado de busca capaz de organizar as pesquisas dos usuários por tópico, instituição, local, pessoa e tema.
Ferramentas como essas poderiam ajudar as empresas a identificar o efeito de questões específicas sobre o comportamento dos consumidores, o que os ajudaria a responder com estratégias apropriadas de marketing e relações públicas.

Mas traduzir a parte escorregadia da linguagem humana para valores binários será sempre uma ciência inexata. “Os sentimentos são bem diferentes dos fatos convencionais”, disse Seth Grimes, fundador da empresa de consultoria Alta Plana, nos arredores de Maryland. Ele aponta para os vários fatores culturais e as nuances linguísticas que dificultam a transformação de uma sequência de texto escrito em uma simples classificação de sentimento favorável ou contrário a algo. “A expressão “um pecado” pode ser uma expressão positiva, se fizer referência a um bolo de chocolate”, disse ele.

À medida que as ferramentas começarem a incorporar cada vez mais dados aos seus resultados, a distinção entre fato e opinião pode começar a desaparecer, a ponto de “os fatos todos virem acompanhados de pontos de vista”, como disse David Byrne em uma música.

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Lei em favor dos consumidores. Comunicação cliente-empresa deverá ficar mais ágil e justa

Quarta-feira, 26 Novembro, 08 · Deixe um comentário

Agora, a partir de primeiro de dezembro, as empresas não poderão mais demorar além de um minuto para atender o consumidor. Este é um dos itens da nova lei que regulamenta SACs das empresas. A partir deste dia, a comunicação cliente-empresa deverá ficar mais justa e cômoda para o consumidor. Veja, abaixo, o começo de matéria que está na edição atual da revista B2B.

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Polêmica na fusão Itaú – Unibanco. Será que é mesmo uma boa???

Terça-feira, 4 Novembro, 08 · Deixe um comentário

A maioria dos colegas jornalistas é efusiva ao comentar a questão, certamente impelida pelo positivismo do Governo Federal. Mas nem tudo são flores nesta questão. Há quem discorde, como o economista, especializado em finanças, fusões e aquisições e MNA, Laerte Russo Farias. Leia, abaixo, o seu artigo.

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A fusão e o crédito

pelo Economista Laerte Russo Farias

Ao que parece, vivemos uma fase de euforia com a notícia da fusão Itaú-Unibanco neste início de semana. Isto se deve, no meu modo de ver, a uma necessidade do mercado em ver alguma notícia favorável diante de tantas incertezas e perdas das últimas semanas.

Entretanto, a coisa não é bem assim como parece. Quando a euforia baixar, vamos perceber que esta fusão vai criar mais dificuldades para as empresas e para o crédito do que benefícios.

Contrariando nosso ministro que saiu na frente para aproveitar a necessidade de boas novas, esta fusão, assim como a compra e a incorporação de bancos, como já vimos no passado recente, não traz benefício algum ao crédito nem as empresas que necessitam de mais capital para crescer.

Vejamos o caso de uma empresa que tem conta nos dois bancos (e não são poucas) e tem limites de crédito estabelecidos pelas instituições independentes, com avaliação de risco independente. Estas empresas, na grande maioria das vezes, têm limites que serão reduzidos quando uma única instituição de crédito for avaliá-la. É obvio que não vão revisar suas regras de concessão de crédito, nem flexibilizá-las para dizer à empresa que uma instituição avaliava individualmente por um teto, não vai duplicá-lo ou triplicá-lo. O que vai acontecer é um corte de limites como ocorreu em 100% dos casos em que um banco comprou outro até agora.

“O mercado ajusta-se”, diria um analista do setor financeiro. Eu concordo que sim, mas no médio prazo.

O que significa isto? Significa que no curto prazo a premissa de que a fusão fortalece o sistema e pode gerar aumento de crédito é falsa. Estamos sendo novamente enganados pela fala populista.

Outro ponto muito importante a ser observado é que a redução das instituições, concentrando o mercado financeiro (que vai aumentar, pois outros grandes bancos vão procurar ajustar suas posições no mercado), aumenta a força dos agentes de financiamento na concessão de fomento ao mercado, criando dificuldade na política industrial e no crescimento de setores não privilegiados por estas instituições.

Como anda o crédito para as pessoas físicas? – Deve estar ótimo para quem se dispõe a pagar de 7% a 15% ao mês de juros. Isto beneficia quem?

Como anda o financiamento de Capital de Giro para o crescimento do país? – É só tirar o BNDES da lista e ver o que sobra e quanto está disponível.

Também entendo que se nosso sistema financeiro tem instituições fortes e sólidas, cria-se um sentimento de segurança e conforto para os investimentos e para o crescimento da economia; mas o fato gerador deste crescimento, lembrem-se, não está baseado no crédito bancário e sim nos investimentos gerados pelas poupanças das famílias que se sentem mais confiantes e se dispõem a “desentesourar” suas riquezas. Lá, mais adiante, alguém vai confundir tudo novamente e dizer que, como temos um sistema financeiro forte e com grandes instituições, nossa economia vai bem….grande ilusão!

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Laerte Russo Farias é economista e já realizou mais de 60 gestões de recuperação empresarial. É especialista na área de Fusões e Aquisições, Governança Corporativa e Plano de Negócios. É diretor da LRF Consultores e conquistou, entre outros, o Prêmio “Destaque IBEF” em 1998.

Categorias: Polêmica
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