Conheça um pouco mais a respeito, através de duas séries de entrevistas com Flávia Virgínia, idealizadora do conceito “Inteligância Ética”: uma com este missivista e outra com Jô Soares. Confira logo abaixo!!!
Cantora e Compositora como o pai, Djavan, Flávia Virgínia utiliza toda a experiência acumulada para trabalhar a melhoria das relações entre pessoas e corporações. Vale a pena conferir…
Todo mundo já ouviu esta expressão, mas, infelizmente, não são todos que a cumprem. Ao primeiro passo de um problema, cada um prefere ir para o seu canto, acumulando ressentimentos, digerindo pensamentos (que, muitas vezes, não refletem a realidade) e aumentando algo que poderia ser resolvido com uma boa, franca e aberta conversa.
Mesmo num tom mais alto no início, nada substitui a conversa "tête-à-"tête"
Isso ocorre pois é mais fácil cada um ficar com a sua posição e com a “sua verdade”, mantendo a inércia do menor esforço. Ora, se vivemos em sociedade, como pessoas e não como ermitões, temos sempre de dialogar, aceitar opiniões divergentes e até dirimir dúvidas em ruídos de comunicação que podem virar uma bola de neve.
Um dos erros mais recorrentes, principalmente em empresas, é quando ocorre uma crise de imagem. A tendência é não querer comentar, fechar-se e tratar a questão apenas na esfera jurídica. Temos sim de acionar os advogados para que atuem juridicamente. Porém, concomitantemente e com a mesma agilidade e importância, deve-se atuar, através de um trabalho profissional, na esfera da comunicação.
A falta deste diálogo com público-alvo e imprensa pode, além de acarretar problemas até na esfera jurídica – por conta de pressões da opinião-pública -, arruinar fortemente a imagem de uma empresa. E aquela expressão de que a primeira impressão é que fica é mais ainda verdadeira neste caso, pois para desfazer é muito mais difícil, trabalhoso e oneroso.
Devemos informar, sempre de forma correta, verdadeira, ética e leal, o ocorrido. Se houve erro, temos de assumir e pedir desculpas. Nada melhor do que o “cara-a-cara” para diminuir a negatividade e criar empatia. Afinal, além da comunicação verbal, temos o grande auxílio da comunicação não-verbal nestes momentos.
Veja, por exemplo, a questão da greve de bancos que começou em 29 de setembro acontece até o dia de hoje, onde quase 8,3 mil agências de bancos, de todo o país, continuam paradas. Se a comunicação fosse contínua, constante, ouvindo e falando, talvez a greve não teria ocorrido e, se tivesse, o impasse não seria tão grande. Por mais que se possa dizer que este diálogo estivesse aberto, não creio que tenha ocorrido. No dia-a-dia, as pessoas e instituições esquecem-se deste importante aspecto e ficam voltadas ao seu cotidiano, empurrando com a barriga uma situação que, “lá para frente”, dá no que dá, conforme o exemplo desta greve nos demonstra.
Infelizmente, é da natureza humana ser mais reativo do que preventivo. Devemos, em tudo que fazemos, ter uma postura de prevenção pois é muito mais difícil tentar mudar algo que já ocorreu. Ao passo que, se trabalharmos constantemente a questão, o fato pode não ocorrer e, consequentemente, o problema não existir. E, se ocorrer, com menor intensidade.
Nossa agência (www.adcompress.com.br) é muito procurada para gerenciamento de crises de imagem. Quando perguntadas, vemos que estas empresas nada fizeram antes para prevenir a questão. Hoje em dia, pagamos seguro do carro para, preferencialmente, não precisarmos utilizar. A comunicação deve ser encarada com o mesmo pensamento (a comunicação deve ser utilizada sempre, mas a comunicação para a crise sempre esperamos que não; porém, é primordial estarmos preparados para tal). Se não houver um trabalho contínuo, focado, com diálogo com os diversos stakeholders (em grosso modo, todos os públicos de interesse da empresa, incluindo a imprensa), como que, na hora da crise, a empresa quer que não se fale mal dela? “Se não o conheço e a primeira coisa que me falam sobre você é algo negativo, por que então vou falar bem? Agora se já o conheço, sou mais um defensor seu e de suas ações!”. É este o pensamento que deve-se nortear pessoas e companhias. E falar bem significa lucros, enquanto uma má imagem tem como consequencia perdas e mais perdas…
Somente conseguimos defender quem conhecemos bem. E, para conhecemos, temos de ter sempre informações, contato, assunto, para formar opinião. Portanto, claro, por mais que conheçamos, uma situação forte de crise pode ocorrer. Porém, o público já vai conhecer quem é a empresa, quem é a pessoa e saberá que pode se tratar mais de fatalidade do que má fé, favorecendo a manutenção da reputação e da imagem.
Um dos erros mais comuns, ainda, infelizmente, é comunicar-se – tanto continuamente como em época de crise – apenas para fora. Temos de lembrar que funcionários, fornecedores, prestadores de serviços, além da imprensa e clientes, entre outros, são também difusores da informação. Como respeito, é este público interno que deve ser informado antes para, depois, ser comunicado o fato ao externo. Inclusive, o público interno, juntamente com seus familiares, será uma forte base de auxílio na difusão da mensagem.
Outro ponto de alto relevo: comunicadores (sejam jornalistas ou relações-públicas) devem trabalhar, em situações de crise, em paralelo, em parceria, com advogados. Estes últimos devem atuar na esfera jurídica e os primeiros na comunicação. O azeitamento desta relação, principalmente em momentos de crise, é de vital importância e traz benefícios enormes à empresas e às respectivas áreas de atuação – jurídica e de valorização da reputação e imagem.
Atualmente, um item que veio auxiliar sobremaneira a comunicação – e, principalmente, nos momentos de crise – são as redes sociais, que, como numa construção civil, fortalecem as bases da reputação e da imagem da empresa, corrigindo eventuais distorções por outros meios. Acaba sendo uma espécie de “blindagem” contra erros ou deformações da mensagem sobre o fato.
Em resumo, temos sempre de conversar com todos, conhecendo e informando, para evitar formação errada de juízo. E, principalmente, em época de crise, não se esconder, não fugir. Enfrentar, falar, comunicar e também ouvir (por mais duro que seja, num primeiro momento, como na foto acima), para que os boatos não fiquem tão, mas tão grandes que se torna difícil diminuí-los.
Abaixo, um exemplo de nosso atendimento a uma de nossas primeiras crises de imagem, quando o assunto foi o principal em todo o Brasil e ainda não existiam as redes sociais para darem o forte auxílio de hoje em dia. Trata-se do caso da clínica Santé com a modelo Cláudia Liz, em 10 de outubro de 1996. Graças a D´us e por um trabalho focado, ético e equilibrado, a imagem e a reputação da clínica foram preservadas (e, depois, até alavancadas) pelo trabalho sério que realiza e que foi demonstrado pela comunicação forte e contínua com todo o público-alvo.
O que está em jogo ao trazer Roberto Justus para o SBT, sob minha opinião, está, claramente, a questão da sucessão na emissora. Há muito tempo, quando Gugu tinha sido contratado pela Rede Globo, Sílvio Santos pegou o avião e foi diretamente à TV carioca, esperou pacientemente ser atendido e trouxe o apresentador de volta, a quem chamou de “continuidade do SBT”.
Contudo, o tempo passou e Gugu, em sua busca frenética por audiência, corrompeu as regras do bom jornalismo e inventou uma entrevista totalmente absurda, falsa, mentirosa. Forjou entrevistar membros de uma facção criminosa que ameaçava sequestrar formadores de opinião, apresentadores de TV, entre outros vips. Era tudo lorota! Foi desmascarado na hora. Teve chance de se recuperar, mas aí foi a sua caída derradeira. O “sofá da Hebe” seria a salvação, mas ele não soube aproveitar…
No dia seguinte, em cadeia nacional, pelo prestigiado programa de Hebe Camargo, o sofá da apresentadora era todo seu para dizer, exatamente, o que aconteceu. Ele vivia uma série de CRISE DE IMAGEM e, numa hora destas, SOMENTE A VERDADE deve ser dita, mesmo que for preciso “cortar na própria carne”. Mas, em vez de assumir para si a molecagem e a falta de responsabilidade por aquele gave ato (a vida de pessoas estava envolvida, entre outros agravantes!), disse que estava gripado, que chegara mais tarde à emissora e que a culpa toda era de sua produção. Balela e o Brasil não engoliu. Em vez de chamar a si a verdadeira culpa, conseguiu piorar, e muito, a sua imagem. Nunca mais se recuperou. Perdeu credibilidade, audiência, anunciantes, verba… e nunca mais ganhou do Faustão em audiência. Mudou de horário e foi para a mesma hora do Fantástico (Rede Globo), já que seu público era outro e não precisaria mais passar pela humilhação da derrota semanal a cada domingo. Não obstante, mais que isso, o “patrão” Silvio Santos perdera a confiança.
E eis que surge um empresário/publicitário/apresentador/cantor (nos três primeiros itens, sob meu prisma, excelente; mas como cantor, deixa, e muito, a desejar) sério, competente, com vontade e com ética (e, como Senor Abravanel – Silvio Santos -, de origem judaica). Nada mais certo do que depositar a ele a confiança de levar à frente o SBT – são muitas as afinidades. Este ponto é um dos mais importantes na “dança das cadeiras” ocorrida nesta semana entre as duas emissoras.
Leia, abaixo, notícia completa a respeito publicada no jornal Folha de S. Paulo deste domingo, 28 de julho.
Quem quer ser um milionário?
Leonardo Wen/Folha Imagem
O apresentador Roberto Justus, na agência de publicidade
em que trabalha, em São Paulo
Depois do sucesso em “O Aprendiz”, Roberto Justus deixa a Record e vai para o SBT; transferência marca agitação das TVs em busca de nomes estrelados
DANIEL CASTRO COLUNISTA DA FOLHA
Fazia tempo que a TV brasileira não passava por dias tão agitados como nas últimas três semanas. A proposta da Record para tirar Gugu Liberato do SBT provocou uma reação em cadeia. Em resposta ao ataque, Silvio Santos passou a assediar profissionais da concorrente.
A disputa teve capítulos decisivos na semana passada. Na quinta, a Record anunciou a aquisição do passe de Gugu Liberato, que receberá R$ 288 milhões apenas em salários nos oito anos de contrato. Na véspera, o SBT já havia finalizado as negociações com Eliana.
Mas a troca de emissora mais surpreendente foi a de Roberto Justus, 54. Alçado à condição de apresentador pela Record, em 2004, o presidente e sócio do Grupo Newcomm (que comanda a maior agência de publicidade do país, a Young & Rubicam) é o mais novo empregado (ele prefere ser chamado de sócio) de Silvio Santos.
Especula-se que Justus ganhará cerca de R$ 1 milhão por mês. “Estão chutando. A única coisa que revelo é que fiz com ele [Silvio Santos] uma sociedade nos resultados do meu programa”, diz o ex-apresentador do reality show “O Aprendiz”.
As negociações entre Justus e SBT duraram só três dias. Começaram na quinta, 18, e foram fechadas na sexta, 19. O contrato de quatro anos, parcialmente redigido pelo próprio publicitário, foi assinado no sábado, 20. Consultada, a Record não cobriu a proposta do SBT.
“O Silvio me ligou e fez uma pergunta: “Você tem contrato com a Record?” Eu falei: “Não’”, conta. Justus revela uma ponta de mágoa da Record. “A Record cometeu um erro, na minha opinião. Como é que você tem um apresentador que está com você há seis anos, produzindo o programa de maior rentabilidade da emissora, com as audiências de dois dígitos, com o público AB que trouxe para a emissora, e você não amarra esse cara a longo prazo, não faz um contrato com ele?”, diz, referindo-se a si mesmo.
A Record fazia um contrato para cada edição de “O Aprendiz”. O último vence na terça.
“A Globo amarra atores e atrizes sem colocar no ar para não dar chance de perdê-los. É natural isso, construir relações de longo prazo com pessoas que te dão retorno. Não é possível! Eles não amarraram!”, diz.
Além disso, o ego de Justus foi seduzido por Silvio Santos. “Quando o Silvio me chamou na casa dele, ele falou: “Você é uma das poucas pessoas que conheci que tem um perfil parecido com o meu. Você tem talento de apresentador e é um grande empresário’”, afirma.
Justus não tem dúvidas de que Silvio fala a verdade. “Eu comecei bem, mas terminei muito melhor”, diz, sobre sua atuação em “O Aprendiz”.
Conta que, caso continuasse na Record, faria apenas mais uma edição do programa. Estava na hora de descolar sua imagem da do reality, avalia.
Dois programas
A partir do final de agosto ou início de setembro, Justus ocupará a faixa das 23h à 0h30 das quartas do SBT. O contrato estipula que o horário não poderá mudar sem seu consentimento.
A ideia do apresentador é fazer dois programas por ano, um em cada semestre. Diz que os formatos ainda não estão definidos, que há uma equipe trabalhando nisso e que só tem dormido quatro horas por noite, de tanto pensar no assunto. Mas solta algumas pistas.
“Não precisa ser um quiz show, mas um game, uma coisa que tenha dinâmica, que dê prêmios grandes, que as pessoas falem “Nossa, o Justus tornou a pessoa milionária!”. Isso combina comigo”, abre.
Justus nega que sua ida para o SBT seja um primeiro passo para, mais para a frente, comprar parte da emissora. “Nem sonhando eu tenho recursos para comprar o SBT”. Diz que, por enquanto, “está mais interessado na carreira de apresentador”, mas não nega que pode ir além. “Que eu tenho interesse de crescer nessa televisão, de fazer outras coisas, eu tenho.”
Sem demissão
Filho de imigrantes húngaros, Justus nasceu e cresceu em São Paulo. Seu pai era empreiteiro. Ele nunca foi empregado. Em 1981, fundou sua primeira agência de publicidade.
Além de apresentador, vem investindo na carreira de cantor. Há um ano, lançou um CD de covers, que vendeu 16 mil cópias. Empolgado, mostra ao repórter DVD em que, ao lado de Agnaldo Rayol, imita Frank Sinatra. “Nunca imaginei que conseguiria isso”, suspira.
Estou pessimamente impressionado com a falta de condução jornalística da revista Istoé. Primeiramente, a capa da semana passada traz, nitidamente, uma informação parcial – o que é contra a regra do jornalismo ético e correto (a respeito da guerra na Faixa de Gaza). Depois, sabe-se que a repórter responsável pela matéria sequer esteve no local do conflito. Como pode ela, então, fazer uma matéria desta importância com tantos dados errados? Para completar a questão, a impressão que dá, nitidamente, é de que se trata de uma matéria comprada, já que na edição desta semana não há sequer uma missiva contra a matéria. Somente de apoio. Se Istoé praticasse realmente um jornalismo sério, certamente publicaria posições contrárias também. Trata-se de uma “barriga” de má intenção sem igual!!!