Jornalismo e Comunicação Empresarial / Blog do Danon

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Governo argentino tenta reeditar censura

Quinta-feira, 8 Outubro, 09 · 2 Comentários

Antes da reprodução da matéria do jornal O Estado de S. Paulo (logo abaixo), digo que, infelizmente, depois de anos de ditadura e cerceamento dos meios de comunicação e da liberdade de imprensa e individual, governos da América Latina tentam, de alguma forma, estabelecer censura para poder controlar a opinião pública. Aqui mesmo, no Brasil, o governo Lula tentou, por diversas vezes, instaurar o fatídico Conselho Federal de Jornalismo, que, graças a D´us, não vingou. Mas, vira e mexe, tenta-se, de alguma forma, cercear a liberdade de informação. De repente, eis que vemos jornalistas de oposição perderem emprego, serem afastados, ficarem “na geladeira”. Muito estranho…

Se este tal Conselho Federal de Jornalismo tivesse passado, escândalos como os de mensalão, dos dólares na cueca e outros inúmeros, que nos enojam – tanto pelo ato em si como por ninguém ser culpado e pagar a conta, a não ser a população – certamente não viriam à tona.

Agora vemos, na Argentina, a mesma coisa. E os Kitcher cada vez mais próximos do ditador venezuelano Hugo Chávez. Sim, embora não seja oficialmente, Chávez é realmente um ditador e um demagogo da mais baixa qualidade.

Foi ridículo – para não dizer até leviano, apesar de abusivo e ditatorial - este casal Kirchner, que “controla a Argentina”, mandar um mutirão de fiscais, juntos, ao jornal Clarín numa clara demonstração de intimidação. E depois, na maior cara de pau, dizer que não tem nada a ver com isso. Além de abuso de poder e cerceamento de liberdade, Cristina e seu marido Néstor são mentirosos da pior espécie (isso sem dizer que também são péssimos administradores do país).

Bem, temos de ficar de olho pois nunca, jamais, poderemos voltar a perder nosso direito – e também o dever – de falar, reclamar, criticar e até elogiar quando assim for o caso.

Abaixo, reprodução da matéria do Estadão…

Kirchner e Lula... união na tentativa de calar a boca da imprensa?!?
Kirchner e Lula… união na tentativa de calar a boca da imprensa?!?

  

Kirchners mantêm conflitos constantes com a mídia

Casal evita o contato com jornalistas e não digere com facilidade as críticas veiculadas

BUENOS AIRES - Desde que chegaram ao poder, em 2003, Néstor e Cristina Kirchner mantiveram a relação mais tensa entre o Poder Executivo e a imprensa desde o final da Ditadura Militar, em 1983. O casal – que costuma evitar o contato com jornalistas – não digere com facilidade as críticas das mídia e com frequência afirma que os meios de comunicação são “golpistas”. A própria presidente Cristina esbravejou, dias atrás: “sou vítima de um fuzilamento midiático”.

 

 

Em 2007, quando os Kirchners estavam no auge do poder, um dos ministros do gabinete disse, em off a um grupo de correspondentes estrangeiros, entre eles o Estado, que “Néstor e Cristina falam direto com o povo. Portanto, não precisam de intermediários como os jornais”.

 

Desde o início do ano passado, quando o governo entrou em conflito com os produtores ruralistas, o casal Kirchner está acusando permanentemente diversos meios de comunicação – especialmente o Clarín e seu canal da notícias por TV a cabo Todo Notícias – tentar “desestabilizar” o governo.

 

Organismos de defesa da liberdade de imprensa afirmam que vários jornais, canais de TV e rádios foram comprados nos últimos anos por empresários sem tradição na área de mídia. No entanto, todo tinham em comum o fato de serem amigos dos Kirchners.

 

Associações de jornalistas denunciaram ao longo dos últimos anos intensas pressões do governo aos profissionais da mídia, grampos telefônicos e ameaças diversas. Nos últimos meses, escritórios do jornal Clarín foram atacados por ‘comandos anônimos’ com pichações de simpatizantes do casal Kirchner.

 

Sequer os jornalistas famosos salvaram-se das pressões. Esse foi o caso de Pepe Eliaschev, removido da estatal Rádio Nacional por entrevistar líderes opositores em seu programa de notícias. Outro caso é de Nelson Castro, um dos mais famosos jornalistas políticos do país, demitido da Rádio Del Plata – por pressões dos Kirchners – após fazer comentários sobre um estranho desmaio da presidente Cristina. “Esse é o verdadeiro Kirchner. O Kirchner intolerante!”, diz Castro.

 

Kirchner, enquanto foi presidente, nunca deu uma coletiva de imprensa, sequer aceitou entrevistas com meios internacionais. Sua esposa Cristina concedeu um punhado de coletivas. Ela só aceitou entrevistas exclusivas com meios de comunicação aliados do governo.

 

‘Não-indepentente’

 

O governo não coloca publicidade oficial nos jornais críticos com a administração Kirchner. Mas, os empresários amigos do governo conseguem publicidade oficial farta. Esse é o caso de Rudy Ulloa, ex-office boy e ex-chofer dos Kirchners, que transformou-se em magnata da mídia no sul do país.

 

No ano passado Ulloa lançou a revista “Atitude”, que na capa ostentava um controvertido slogan: “uma revista que não é independente”.

 

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STF julga nesta quarta-feira futuro da Lei de Imprensa

Quarta-feira, 1 Abril, 09 · Deixe um comentário

Entidades representativas dos meios de comunicação e dos jornalistas apoiam o fim da lei, mas defendem novas normas 

Em 2008, o Supremo já havia suspendido provisoriamente a eficácia de 20 dos 77 artigos dessa legislação, criada em 67, sob a ditadura 

Fonte: jornal Folha de S. Paulo 

O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) pode decidir hoje a manutenção ou a revogação de dois preceitos criados pela ditadura militar (1964-85) para disciplinar assuntos relativos à imprensa: a Lei de Imprensa (1967), conjunto de 77 artigos que preveem atos como apreensão de publicações e censura prévia, e a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão (1969, leia texto nesta página).
Em fevereiro do ano passado, o STF já havia suspendido provisoriamente a eficácia de 20 dos 77 artigos da lei (5.250/67), grande parte dela já transformada em “letra morta” pela jurisprudência firmada pelos tribunais após a promulgação da Constituição de 1988.
Caso mantenha-se a tendência de anulação parcial ou total da Lei de Imprensa, reforça-se o debate sobre a necessidade de haver uma nova regra. Entidades representativas dos meios de comunicação e dos jornalistas apoiam o fim da lei, mas defendem novas normas.
A ANJ (Associação Nacional de Jornais) é a favor de uma legislação mínima que conteria, entre outros pontos, mecanismos para inibir a censura prévia e regras para que o direito de resposta e as indenizações por dano moral não extrapolem limites considerados inibidores da atividade jornalística.
“Essa regulamentação deve ser mínima e de natureza instrumental, com o objetivo de regular os direitos individuais que se contrapõem à liberdade de expressão”, escreveu em artigo no mês passado a presidente da ANJ, Judith Brito, diretora-superintendente da Folha.
O presidente da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), Daniel Pimentel Slaviero, afirma que o assunto extrapola o interesse de empresas de comunicação e de jornalistas e defende, para a nova legislação, mecanismos que inibam decisões judiciais que têm barrado a veiculação de notícias de interesse geral.
A Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) propõe, entre outras coisas, um rito sumário para o direito de resposta, o fim da pena de prisão para os delitos de imprensa (que passariam a ser punidos com multa ou prestação de serviço à comunidade) e a obrigatoriedade dos meios de comunicação de terem um canal no qual o cidadão possa se manifestar.
O problema é que o principal projeto de lei sobre o assunto que tramita no Congresso Nacional, o 3.232/92, do ex-deputado Vilmar Rocha, está parado desde 1997. E vários congressistas defendem a tese de que não é necessária nova lei, já que a Constituição e os códigos Penal e Civil seriam suficientes para disciplinar o assunto.
“A Constituição já fixa todos os critérios para assegurar a liberdade de imprensa. Não há razão para uma lei menor se a maior já fixou as regras”, escreveu em artigo no ano passado o hoje presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). Ele mantém a posição.
O deputado Miro Teixeira (PTD-RJ), autor da ação que resultou no julgamento de hoje, também argumenta que uma nova lei poderia servir a tentativas de restrição à liberdade de imprensa. “A Constituição assegura o direito do cidadão de se manifestar e de ser informado livremente. Esse direito é “irregulamentável’”, afirmou.
Hoje ele defenderá no STF a interpretação de que, pelo artigo 37 da Constituição (que submete a administração pública aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência), o agente público não pode mover processos por crime contra a honra por causa de reportagens jornalísticas.
O governo federal se manifestou no processo, por meio da AGU (Advocacia Geral da União), defendendo a permanência, entre outros, da previsão de penas mais duras para jornalistas condenados por crime contra a honra.

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Muito além da execução

Sábado, 6 Dezembro, 08 · Deixe um comentário

Matéria interessante de como deve agir, na atual conjuntura, uma agência de comunicação empresarial. Nós, da ADCom Comunicação Empresarial, praticamos estas ações há muito tempo. Aliás, nossa inquietude em busca de novas soluções, intensa pró-atividade e desempenho visando o lucro do contratante já é uma característica apontada a nós pelos próprios clientes.

A fonte da matéria é a revista “Negócios da Comunicação” edição 30. Recomendo a leitura!

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Imprensa deve dar espaço a outros esportes que também fazem bonito. O Rugby é um deles…

Terça-feira, 21 Outubro, 08 · 4 Comentários

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Crédito da imagem: br.fotolia.com

 

O Brasil é e sempre será o “país do futebol”. Ultimamente, também já é o o “país do vôlei”, “do basquete”, “do judô”, “das corridas”… enfim, de uma infinidade de esportes. Que bom, pois o esporte, além do aspecto saúde, é um importante elemento de agregação social e de incentivo à cidadania. Convém salientar, porém, que existe a necessidade imperiosa de se ter mais incentivo do governo pois quanto melhores forem os nossos resultados, mais interesse para que a iniciativa privada patrocine, já que a visibilidade torna-se maior.

Este post tem a intenção de chamar atenção a um esporte que, confesso, eu mesmo não tinha muitas informações a respeito: o Rugby. Fiquei sabendo que a seleção brasileira desta modalidade esportiva está fazendo muito bonito. O Brasil derrotou a seleção de Trinidad & Tobago por 24 a 12 na luta pela Copa do Mundo de 2011 (assim como o futebol, ela acontece a cada quatro anos). E, segundo especialistas, as chances de o Brasil estar lá, através de uma boa campanha, são muito grandes. Vale a pena os colegas jornalistas prestarem mais atenção ao Rugby. Fonte para consulta: www.rugbymania.com.br

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Preparação do porta-voz para perguntas delicadas

Quinta-feira, 2 Outubro, 08 · 2 Comentários

Certa vez, num café da manhã com a ex-Ministra Cláudia Costin e mais dois amigos, conversamos batante sobre a questão da preparação do porta-voz para entrevistas. Ainda mais quando o assunto é árido, como numa crise de imagem, a porta-voz tem de ser muito bem preparado para todo o tipo de pergunta. Ele deve levar em conta também que no caso de telejornais, a resposta deve ser curta, objetiva e se deve passar apenas a informação solicitada pelo jornalista, de forma mais sintética possível.  Se não souber, diga que não sabe e que irá se informar; mas nunca, nunca tente enrolar. Naquela ocasião, a ex-Ministra nos disse que, continuadamente, os seus assessores solicitavam a ela a “ingrata lição de casa” de relacionar uma série de tópicos desagradáveis a respeito dos quais ela não desejaria falar. E, sobre este material, eles elaboravam uma série de perguntas, das mais diversas formas, para que ela pudesse e soubesse responder da forma mais clara, tranparente e segura possível . Este exercício é muito importante para que o entrevistado não seja pego de surpresa, possa responder com tranqüilidade, serenidade e passar a informação correta, fidedigna. Agora, por mais que prepararemos o porta-voz, por mais que abordemos todos os ângulos da questão, devemos deixar um espaço para o imprevisto. Mas até o imprevisto tem de ser o “mais previsível possível”. Pois foi o que ocorreu no vídeo deste post. Independentemente de posicionamento político-partidário, o caso em si mostra que, por mais preparado que seja um porta-voz, por mais competente que seja seu assessor de comunicação, sempre há algo imprevisto. E foi isso que quis provocar ao perguntar, há alguns anos, quando José Serra era candidato à Presidência da República, no Programa do Jô, sobre qual nota daria ao governo Fernando Henrique Cardoso. Notem o misto de surpresa e satisfação na cara do perplexo Jô Soares e a hesitação inicial de Serra com o questionamento inesperado. Ele gagueja, confunde as coisas, mas depois retoma. Isso acontece com todo mundo. Até com os maiores comunicadores da história. É preciso aprender com estas questões para nos prepararmos de forma mais completa possível. No dia seguinte, a maioria dos jornais de todo o país estampavam manchetes com a nota dada por Serra ao governo FHC. Dois dias depois, o governador de São Paulo à época, Geraldo Alckmin, aumentava em meio ponto a nota e o assunto voltava às manchetes dos jornais. Assista ao vídeo acima e veja, abaixo, algumas repercussões…

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u32465.shtml

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG48903-6009,00-SERRA+DA+NOTA+A+SUA+ATUACAO+NA+SAUDE.html


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