Conversa de alto nível…

Reproduzo aqui a postagem da Organização Feminina WIZO de São Paulo a respeito do evento de alto nível ocorrido ontem à noite, do qual tive a honra de ser o mediador.

“Ontem tivemos uma noite incrível, com um debate que foi uma verdadeira aula sobre censura, Oriente Médio, sociedade israelense e kibutzim. Parabéns à escritora e jornalista Sabrina Abreu e ao professor Samuel Feldberg, pela conversa cheia de conteúdo, e a mediação sempre impecável do jornalista Alberto Mauricio Danon.”

Link do post (com fotos lá e logo abaixo, aqui):

MediacaoWIZOlivroOUltimoKibutz (7)

[12:50, 19/10/2017] Edgar Lagus : Falaram que tava bom mesmo!!!

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Elogios com Resultados Motivantes em #Brotas

Brotas

Lembrança de quatro anos atrás.

#ADCom foi, por dois anos, a agência responsável pela divulgação de #Brotas para todo o #Brasil. Segundo o próprio prefeito à época – Du Barreto – e a então secretária de turismo, em entrevista à Rede Globo, turistas, em grande número – e de locais novos – chegavam à cidade.

“Estamos muito felizes com o número maior de turistas que vem para cá de novas localidades graças ao excelente trabalho desenvolvido por nossa agência de comunicação”, disseram na reportagem.

Aproveitando então esta marcação do #Facebook, agradeço novamente, em nome de todo o nosso #time, a esta motivante deferência que nos impulsiona a fazermos cada vez mais, melhor e de forma moderna, atual e antenada.

#ADCom, #Comunicação de #Resultados

Mais um gol do time #ADCom

10º ENCONTRO PAULISTA DE FUNDAÇÕES”

 

“ÉTICA E INTEGRIDADE PARA UM NOVO BRASIL “ foi o tema de debate do “10º ENCONTRO PAULISTA DE FUNDAÇÕES”

No evento também aconteceu a entrega Prêmio Pedro Kassab 2017 (PPK)

O 10º ENCONTRO PAULISTA DE FUNDAÇÕES, promovido pela Associação Paulista de Fundações – APF, reuniu na manhã da última terça-feira, 29 de agosto, no Espaço Sociocultural – Teatro CIEE, mais de 350 pessoas, entre autoridades, dirigentes de entidades, advogados e profissionais ligados ao Terceiro Setor, para debaterem o tema ÉTICA E INTEGRIDADE PARA UM NOVO BRASIL – COMPLIANCE: Como enfrentar os riscos do ambiente regulatório e contribuir para a criação de novas práticas institucionais no País, o qual gerou grande interesse e interação.

Dando as boas-vindas aos presentes, o presidente do Conselho de Administração do CIEE/SP e do Conselho Diretor do CIEE NACIONAL, Luiz Gonzaga Bertelli, citou a importância da realização de evento desta magnitude naquele local.

Na sequência, a presidente da APF, Dora Silvia Cunha Bueno, agradeceu a presença dos debatedores e do público, falou sobre a atual realidade do Terceiro Setor e do Brasil, anunciando, ao final de sua fala, o promotor de Justiça de Fundações da Capital/Ministério Público do Estado de São Paulo, Airton Grazzioli, para proferir a palestra de abertura, o qual discorreu detalhadamente sobre a ética e a integridade das organizações como instrumentos de controle e governança.

A mesa redonda, constituída por Belisário dos Santos Jr. (Rubens Naves Santos Jr. Advogados), Cláudia Taya (CGU/Brasília), José Roberto Covac (Covac Advogados), Ricardo Monello (diretor do FENACON) e Vivian Sueiro Magalhães (AACD), debateu o Programa de Integridade ou Compliance como boa prática de gestão nas Fundações e Entidades do Terceiro Setor.

Na ocasião também aconteceu a entrega do Prêmio Pedro Kassab 2017 (PPK), que valoriza iniciativas ligadas à defesa do saber, da liberdade individual e do bem comum. Na sétima edição do prêmio, a TUCCA – Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer foi homenageada com a premiação na categoria Pessoa Jurídica pela dedicação e comprometimento no tratamento de crianças e adolescentes carentes com câncer. Já Custódio Pereira, presidente do Fórum Nacional de Instituições Filantrópicas – FONIF e membro honorário da Academia Paulista de Educação, foi agraciado com o prêmio na categoria Pessoa Física pela idealização, entre outros, do projeto Mackenzie Voluntário, que auxilia diversas entidades e conta com mais de 45 mil colaboradores.

Para finalizar o encontro com chave de ouro, jovens do Coral do Polo Júlio Prestes do Guri Santa Marcelina apresentaram obras do cancioneiro popular, que encantou o público presente.

Sobre a APF

A APF é uma entidade civil, sem finalidade econômica, constituída para defender os interesses institucionais, integrar e representar as fundações do Estado de São Paulo nas mais distintas e importantes áreas para o progresso brasileiro: Educação, Saúde, Ciência, Tecnologia, Assistência Social, Cultura, Pesquisa, Comunicação e Meio Ambiente, dentre outras. Foi fundada em 1998, por um grupo de executivos e dirigentes de fundações preocupados com a manutenção e desenvolvimento de suas instituições, que nem sempre são suficientemente apoiadas pelas políticas públicas e a legislação.

Informações: apf@apf.org.br / www.apf.org.br

http://www.apf.org.br/encontro2017

https://www.facebook.com/pg/adcomcomunicacao/photos/?tab=album&album_id=1585034291547807

#ADCom, #Comunicação de #Resultados

 

Compliance no Terceiro Setor

*por Dora Silvia Cunha Bueno

Dora Silvia 1

Muito se fala em Compliance. Mas, afinal, o que é? O termo tem origem no idioma inglês e vem do verbo to comply, que significa agir de acordo com regras internas de uma organização, seja ela uma empresa ou uma entidade do Terceiro Setor sem fins lucrativos. Em resumo, é se estar em conformidade com regulamentos internos e externos. É a obrigação que principalmente gestores têm de cumprir – e fazerem os colaboradores cumprir – as leis de uma organização.

Em relação ao Terceiro Setor, o Compliance também é uma questão muito séria que deve ser cumprida com rigor. Como todos sabemos, o maior retorno de um trabalho voluntário é o bem que se faz a pessoas, comunidades, à sociedade como um todo, tornando a vida do assistido mais digna e, principalmente, alegrando nossa alma e valorizando nossa existência neste plano.

Contudo, apesar de não ser remunerado, este trabalho tem também obrigações, deveres. É importante o voluntário ter comprometimento com o que se dispôs a fazer. Mesmo se não possui muito tempo, enquanto atua voluntariamente deve fazê-lo com regularidade e dar o seu melhor. Deve considerar como se exercesse uma atividade profissional remunerada. E, por isso, a questão do Compliance no Terceiro Setor, ao exercitarmos a Filantropia, é também rigorosa, envolvendo, inclusive, sanções penais.

Instituições sem fins lucrativos, assim como qualquer companhia, também devem contar com uma administração profissional. A diferença é que os resultados financeiros positivos são revertidos para a ampliação do trabalho social.

Tanto associações como fundações mudam de diretoria de tempos em tempos, de acordo com o seu estatuto. Por isso, regras a serem seguidas devem ser bem claras e objetivas, além de os gestores atuais terem de conhecer bem todas as ações da gestão anterior para que se possa viabilizar o planejamento de atividades.

A maioria dos recursos financeiros das entidades filantrópicas vem de doações e também de patrocínios. Por mais que se necessite deles para se realizar os projetos, os gestores devem tomar muito cuidado para analisar a sua origem e quem está doando, entre outros fatores, a fim de se manter a reputação e imagem junto aos mantenedores e, principalmente, à opinião pública.

Por isso, é exigida, cada vez mais, transparência na gestão de entidades e novas normas são editadas constantemente. Podemos citar, por exemplo, a Lei Anticorrupção – que prevê responsabilização independentemente de comprovação de culpa em casos de corrupção – e o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, que aumenta regras de fiscalização e controle.

As penalidades são duras para o descumprimento de regras. Isto é importante para uma gestão mais transparente. Aí entra o Compliance, ação eficaz para diminuir os riscos de uma instituição. Dele fazem parte: regras, diretrizes internas e externas além de políticas e atividades contábil e jurídica, com atuação ética e implementação de certificações. Compõem o conjunto de ações as responsabilidades social e ambiental, de acordo com padrões internacionais.

O Compliance também atua em sintonia com os objetivos estratégicos da entidade, como missão, visão e valores.

Recentemente, o nosso evento anual, que levou o tema: “Ética e Integridade para um Novo Brasil – Compliance: como enfrentar os riscos do ambiente regulatório e contribuir para a criação de novas práticas institucionais no País”, contou com numeroso e interessado público que assistiu e participou de debates de alto nível com participantes renomados na área com o objetivo de discutir as boas práticas de gestão nas Fundações e demais entidades filantrópicas do Terceiro Setor.

Vamos então sempre fazer o bem respeitando regras e sendo transparentes para colhermos os resultados verdadeiros que todos almejamos para uma vida e um Brasil melhores.

*Dora Silvia Cunha Bueno é presidente da diretoria da Associação Paulista de Fundações – APF, presidente da Confederação Brasileira de Fundações – CEBRAF, assessora para assuntos parlamentares da Federação Brasileira de Associações Sócio Educacionais de Adolescentes – FEBRAEDA e diretora vice-presidente do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas – FONIF.

Sim, o Brasil tem jeito!

*por Dora Silvia Cunha Bueno

Dora Silvia - 2010

Vivenciamos, diariamente, ações de altruísmo, de ajuda ao próximo, de construção de uma sociedade mais justa e digna e, neste campo, as entidades do Terceiro Setor tem tido um papel relevante. Sim, isto existe e está bem arraigado ao jeito brasileiro de ser, apesar de vivermos momentos de incerteza, de falta de valores, reputação em baixa e um desânimo que leva à diminuição da autoestima. Contudo, sempre, em qualquer situação, é importante vermos a metade do copo cheia.

Não é à toa que todos que aqui visitam ficam apaixonados por nossa gente hospitaleira. Contudo, infelizmente, há contaminação do clima pesado junto ao nosso povo. E não podemos ficar passíveis frente ao que está ocorrendo. Urge que se restabeleça o comportamento calcado na ética e integridade em todos os segmentos de nossa sociedade.

Vemos que o governo, em todas as esferas – municipal, estadual e federal –, sem o apoio da sociedade civil, tem tido dificuldades para suprir a totalidade das necessidades da população. E, na atual conjuntura, onde a arrecadação de recursos diminuiu, menos ainda. Para tal, a sociedade deve se organizar – como vem fazendo e deve fazer cada vez mais – e agir sempre em consonância com o poder público, abrindo frentes de diálogo e de participação conjunta. É por este motivo que o Terceiro Setor vem ganhando importância crescente. Digo inclusive que, atualmente, é imprescindível. Sem ele, estaríamos em situação calamitosa.

Fundações e Associações, chamadas de Organizações da Sociedade Civil (OSCs), que compõem o Terceiro Setor, vêm trabalhando para a melhoria da qualidade de vida no Brasil nos vários setores: assistência social, educação, saúde, pesquisa e tecnologia, cultura, meio ambiente, entre outros. Além de ser protagonista de mudanças, o Terceiro Setor promove o diálogo a partir das reivindicações da população.

Numa democracia cada vez mais consolidada e madura como a nossa, pessoas têm cada vez mais voz e vez e devem exercer o seu direito pleno a participar das discussões, ações e decisões do governo. E, por isso, canais de diálogo são vitais.

Dados do Mapa das Organizações da Sociedade Civil elaborado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) apontam que, em 2015 (dado mais atual disponível), o número de Fundações e Associações sem fins lucrativos era de 391 mil. A entidade que presido, a Associação Paulista de Fundações – APF, reúne Fundações com relevantes serviços prestados à sociedade e trabalha com grande empenho na defesa da causa deste segmento.

Anualmente, realizamos evento para reunir associados e interessados no tema que desejam ser protagonistas da história do Brasil. Neste ano, o encontro – que ocorre em 29 de agosto, das 8h às 12h30 no Espaço Sociocultural do CIEE no Itaim Bibi, em São Paulo – tem como tema: “Ética e Integridade para um Novo Brasil – Compliance: como enfrentar os riscos do ambiente regulatório e contribuir para a criação de novas práticas institucionais no País”. O debate, exatamente neste momento crucial que vivemos, contará com participantes renomados na área com o objetivo de discutir as boas práticas de gestão nas Fundações e entidades do Terceiro Setor. O termo Compliance, em resumo, diz respeito às regras que devem ser seguidas e como detectar ou tratar qualquer desvio ou inconformidade que possam ocorrer.

E é isto que o nosso Brasil precisa: respeitar regras, diretrizes, deveres e instituições para que possamos, todos juntos, lutar por mais justiça social, direitos plenos e uma vida mais digna. Para tal, o Terceiro Setor deve ser cada vez mais atuante, respeitado, conhecido e reconhecido. Nosso grupo, na APF, trabalha neste sentido, valorizando o trabalho e atuação das Fundações para o bem de nosso País e da sociedade brasileira. Sim, o Brasil tem jeito; basta querermos e todos agirmos para tal.

*Dora Silvia Cunha Bueno é presidente da diretoria da Associação Paulista de Fundações – APF, presidente da Confederação Brasileira de Fundações – CEBRAF, assessora para assuntos parlamentares da Federação Brasileira de Associações Sócio Educacionais de Adolescentes – FEBRAEDA e diretora vice-presidente do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas – FONIF.