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10º ENCONTRO PAULISTA DE FUNDAÇÕES”

 

“ÉTICA E INTEGRIDADE PARA UM NOVO BRASIL “ foi o tema de debate do “10º ENCONTRO PAULISTA DE FUNDAÇÕES”

No evento também aconteceu a entrega Prêmio Pedro Kassab 2017 (PPK)

O 10º ENCONTRO PAULISTA DE FUNDAÇÕES, promovido pela Associação Paulista de Fundações – APF, reuniu na manhã da última terça-feira, 29 de agosto, no Espaço Sociocultural – Teatro CIEE, mais de 350 pessoas, entre autoridades, dirigentes de entidades, advogados e profissionais ligados ao Terceiro Setor, para debaterem o tema ÉTICA E INTEGRIDADE PARA UM NOVO BRASIL – COMPLIANCE: Como enfrentar os riscos do ambiente regulatório e contribuir para a criação de novas práticas institucionais no País, o qual gerou grande interesse e interação.

Dando as boas-vindas aos presentes, o presidente do Conselho de Administração do CIEE/SP e do Conselho Diretor do CIEE NACIONAL, Luiz Gonzaga Bertelli, citou a importância da realização de evento desta magnitude naquele local.

Na sequência, a presidente da APF, Dora Silvia Cunha Bueno, agradeceu a presença dos debatedores e do público, falou sobre a atual realidade do Terceiro Setor e do Brasil, anunciando, ao final de sua fala, o promotor de Justiça de Fundações da Capital/Ministério Público do Estado de São Paulo, Airton Grazzioli, para proferir a palestra de abertura, o qual discorreu detalhadamente sobre a ética e a integridade das organizações como instrumentos de controle e governança.

A mesa redonda, constituída por Belisário dos Santos Jr. (Rubens Naves Santos Jr. Advogados), Cláudia Taya (CGU/Brasília), José Roberto Covac (Covac Advogados), Ricardo Monello (diretor do FENACON) e Vivian Sueiro Magalhães (AACD), debateu o Programa de Integridade ou Compliance como boa prática de gestão nas Fundações e Entidades do Terceiro Setor.

Na ocasião também aconteceu a entrega do Prêmio Pedro Kassab 2017 (PPK), que valoriza iniciativas ligadas à defesa do saber, da liberdade individual e do bem comum. Na sétima edição do prêmio, a TUCCA – Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer foi homenageada com a premiação na categoria Pessoa Jurídica pela dedicação e comprometimento no tratamento de crianças e adolescentes carentes com câncer. Já Custódio Pereira, presidente do Fórum Nacional de Instituições Filantrópicas – FONIF e membro honorário da Academia Paulista de Educação, foi agraciado com o prêmio na categoria Pessoa Física pela idealização, entre outros, do projeto Mackenzie Voluntário, que auxilia diversas entidades e conta com mais de 45 mil colaboradores.

Para finalizar o encontro com chave de ouro, jovens do Coral do Polo Júlio Prestes do Guri Santa Marcelina apresentaram obras do cancioneiro popular, que encantou o público presente.

Sobre a APF

A APF é uma entidade civil, sem finalidade econômica, constituída para defender os interesses institucionais, integrar e representar as fundações do Estado de São Paulo nas mais distintas e importantes áreas para o progresso brasileiro: Educação, Saúde, Ciência, Tecnologia, Assistência Social, Cultura, Pesquisa, Comunicação e Meio Ambiente, dentre outras. Foi fundada em 1998, por um grupo de executivos e dirigentes de fundações preocupados com a manutenção e desenvolvimento de suas instituições, que nem sempre são suficientemente apoiadas pelas políticas públicas e a legislação.

Informações: apf@apf.org.br / www.apf.org.br

http://www.apf.org.br/encontro2017

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#ADCom, #Comunicação de #Resultados

 

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Compliance no Terceiro Setor

*por Dora Silvia Cunha Bueno

Dora Silvia 1

Muito se fala em Compliance. Mas, afinal, o que é? O termo tem origem no idioma inglês e vem do verbo to comply, que significa agir de acordo com regras internas de uma organização, seja ela uma empresa ou uma entidade do Terceiro Setor sem fins lucrativos. Em resumo, é se estar em conformidade com regulamentos internos e externos. É a obrigação que principalmente gestores têm de cumprir – e fazerem os colaboradores cumprir – as leis de uma organização.

Em relação ao Terceiro Setor, o Compliance também é uma questão muito séria que deve ser cumprida com rigor. Como todos sabemos, o maior retorno de um trabalho voluntário é o bem que se faz a pessoas, comunidades, à sociedade como um todo, tornando a vida do assistido mais digna e, principalmente, alegrando nossa alma e valorizando nossa existência neste plano.

Contudo, apesar de não ser remunerado, este trabalho tem também obrigações, deveres. É importante o voluntário ter comprometimento com o que se dispôs a fazer. Mesmo se não possui muito tempo, enquanto atua voluntariamente deve fazê-lo com regularidade e dar o seu melhor. Deve considerar como se exercesse uma atividade profissional remunerada. E, por isso, a questão do Compliance no Terceiro Setor, ao exercitarmos a Filantropia, é também rigorosa, envolvendo, inclusive, sanções penais.

Instituições sem fins lucrativos, assim como qualquer companhia, também devem contar com uma administração profissional. A diferença é que os resultados financeiros positivos são revertidos para a ampliação do trabalho social.

Tanto associações como fundações mudam de diretoria de tempos em tempos, de acordo com o seu estatuto. Por isso, regras a serem seguidas devem ser bem claras e objetivas, além de os gestores atuais terem de conhecer bem todas as ações da gestão anterior para que se possa viabilizar o planejamento de atividades.

A maioria dos recursos financeiros das entidades filantrópicas vem de doações e também de patrocínios. Por mais que se necessite deles para se realizar os projetos, os gestores devem tomar muito cuidado para analisar a sua origem e quem está doando, entre outros fatores, a fim de se manter a reputação e imagem junto aos mantenedores e, principalmente, à opinião pública.

Por isso, é exigida, cada vez mais, transparência na gestão de entidades e novas normas são editadas constantemente. Podemos citar, por exemplo, a Lei Anticorrupção – que prevê responsabilização independentemente de comprovação de culpa em casos de corrupção – e o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, que aumenta regras de fiscalização e controle.

As penalidades são duras para o descumprimento de regras. Isto é importante para uma gestão mais transparente. Aí entra o Compliance, ação eficaz para diminuir os riscos de uma instituição. Dele fazem parte: regras, diretrizes internas e externas além de políticas e atividades contábil e jurídica, com atuação ética e implementação de certificações. Compõem o conjunto de ações as responsabilidades social e ambiental, de acordo com padrões internacionais.

O Compliance também atua em sintonia com os objetivos estratégicos da entidade, como missão, visão e valores.

Recentemente, o nosso evento anual, que levou o tema: “Ética e Integridade para um Novo Brasil – Compliance: como enfrentar os riscos do ambiente regulatório e contribuir para a criação de novas práticas institucionais no País”, contou com numeroso e interessado público que assistiu e participou de debates de alto nível com participantes renomados na área com o objetivo de discutir as boas práticas de gestão nas Fundações e demais entidades filantrópicas do Terceiro Setor.

Vamos então sempre fazer o bem respeitando regras e sendo transparentes para colhermos os resultados verdadeiros que todos almejamos para uma vida e um Brasil melhores.

*Dora Silvia Cunha Bueno é presidente da diretoria da Associação Paulista de Fundações – APF, presidente da Confederação Brasileira de Fundações – CEBRAF, assessora para assuntos parlamentares da Federação Brasileira de Associações Sócio Educacionais de Adolescentes – FEBRAEDA e diretora vice-presidente do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas – FONIF.

Sim, o Brasil tem jeito!

*por Dora Silvia Cunha Bueno

Dora Silvia - 2010

Vivenciamos, diariamente, ações de altruísmo, de ajuda ao próximo, de construção de uma sociedade mais justa e digna e, neste campo, as entidades do Terceiro Setor tem tido um papel relevante. Sim, isto existe e está bem arraigado ao jeito brasileiro de ser, apesar de vivermos momentos de incerteza, de falta de valores, reputação em baixa e um desânimo que leva à diminuição da autoestima. Contudo, sempre, em qualquer situação, é importante vermos a metade do copo cheia.

Não é à toa que todos que aqui visitam ficam apaixonados por nossa gente hospitaleira. Contudo, infelizmente, há contaminação do clima pesado junto ao nosso povo. E não podemos ficar passíveis frente ao que está ocorrendo. Urge que se restabeleça o comportamento calcado na ética e integridade em todos os segmentos de nossa sociedade.

Vemos que o governo, em todas as esferas – municipal, estadual e federal –, sem o apoio da sociedade civil, tem tido dificuldades para suprir a totalidade das necessidades da população. E, na atual conjuntura, onde a arrecadação de recursos diminuiu, menos ainda. Para tal, a sociedade deve se organizar – como vem fazendo e deve fazer cada vez mais – e agir sempre em consonância com o poder público, abrindo frentes de diálogo e de participação conjunta. É por este motivo que o Terceiro Setor vem ganhando importância crescente. Digo inclusive que, atualmente, é imprescindível. Sem ele, estaríamos em situação calamitosa.

Fundações e Associações, chamadas de Organizações da Sociedade Civil (OSCs), que compõem o Terceiro Setor, vêm trabalhando para a melhoria da qualidade de vida no Brasil nos vários setores: assistência social, educação, saúde, pesquisa e tecnologia, cultura, meio ambiente, entre outros. Além de ser protagonista de mudanças, o Terceiro Setor promove o diálogo a partir das reivindicações da população.

Numa democracia cada vez mais consolidada e madura como a nossa, pessoas têm cada vez mais voz e vez e devem exercer o seu direito pleno a participar das discussões, ações e decisões do governo. E, por isso, canais de diálogo são vitais.

Dados do Mapa das Organizações da Sociedade Civil elaborado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) apontam que, em 2015 (dado mais atual disponível), o número de Fundações e Associações sem fins lucrativos era de 391 mil. A entidade que presido, a Associação Paulista de Fundações – APF, reúne Fundações com relevantes serviços prestados à sociedade e trabalha com grande empenho na defesa da causa deste segmento.

Anualmente, realizamos evento para reunir associados e interessados no tema que desejam ser protagonistas da história do Brasil. Neste ano, o encontro – que ocorre em 29 de agosto, das 8h às 12h30 no Espaço Sociocultural do CIEE no Itaim Bibi, em São Paulo – tem como tema: “Ética e Integridade para um Novo Brasil – Compliance: como enfrentar os riscos do ambiente regulatório e contribuir para a criação de novas práticas institucionais no País”. O debate, exatamente neste momento crucial que vivemos, contará com participantes renomados na área com o objetivo de discutir as boas práticas de gestão nas Fundações e entidades do Terceiro Setor. O termo Compliance, em resumo, diz respeito às regras que devem ser seguidas e como detectar ou tratar qualquer desvio ou inconformidade que possam ocorrer.

E é isto que o nosso Brasil precisa: respeitar regras, diretrizes, deveres e instituições para que possamos, todos juntos, lutar por mais justiça social, direitos plenos e uma vida mais digna. Para tal, o Terceiro Setor deve ser cada vez mais atuante, respeitado, conhecido e reconhecido. Nosso grupo, na APF, trabalha neste sentido, valorizando o trabalho e atuação das Fundações para o bem de nosso País e da sociedade brasileira. Sim, o Brasil tem jeito; basta querermos e todos agirmos para tal.

*Dora Silvia Cunha Bueno é presidente da diretoria da Associação Paulista de Fundações – APF, presidente da Confederação Brasileira de Fundações – CEBRAF, assessora para assuntos parlamentares da Federação Brasileira de Associações Sócio Educacionais de Adolescentes – FEBRAEDA e diretora vice-presidente do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas – FONIF.

 

Lobby não é corrupção

Fonte: O Globo (escrito por Cristiane Brasil em 22/6/2017 – hoje)

 
Os denominados ‘lobistas’ pela mídia ou Ministério Público estão bem longe de qualquer definição clássica dessa profissão. O termo ganhou conotação pejorativa

 

Lobby é diferente de corrupção. Numa democracia moderna, a defesa de interesses legítimos de empresas, entidades e organizações junto aos agentes públicos é fundamental para a vitalidade do processo democrático e na tomada de decisões estratégicas pelo Poder Executivo ou Congresso Nacional. A melhor forma de decidir é ter à disposição inúmeras visões e perspectivas antagônicas em relação ao mesmo fato. Tudo precisa acontecer de maneira transparente para todos os lados, sem movimentos nas sombras ou em conversas sem testemunhas. É nesse contexto que defendo a regulamentação da atividade de lobby no Brasil, como já acontece nas maiores economias do planeta. Se queremos ser uma nação vibrante, atrativa para investidores e transparente para os cidadãos, precisamos criar um marco regulatório para essa questão. Isso é lobby.

 
Corrupção é diferente de lobby. O que assistimos nos últimos anos a partir da Operação Lava-Jato — sucessivas prisões de figurões da República, tenebrosas transações e malas de dinheiro sendo distribuídas na calada da noite — é corrupção. Os denominados “lobistas” pela mídia ou Ministério Público estão bem longe de qualquer definição clássica dessa profissão. O termo ganhou conotação pejorativa e se transformou em sinônimo de tramoias, fraudes contra o patrimônio público e acordos nos quais apenas os envolvidos se beneficiam em prejuízo da sociedade. Isso é corrupção.

 
Os brasileiros que acompanham o noticiário e ficam estupefatos com a prisão quase diária de “lobistas” precisam entender que essas pessoas são corruptas no sentido mais preciso da palavra. Elas não defendem posições legítimas de grupos organizados da sociedade, mas os seus próprios interesses ou das organizações criminosas que as abrigam.

 
Minha obrigação como parlamentar, eleita pelo povo do Rio de Janeiro, é levar aos meus outros 512 colegas da Câmara dos Deputados e também aos 81 senadores, quando possível, a visão de que o lobby regulamentado será melhor para o país.
Dessa forma, poderemos ter um mapa mais claro dos interesses que gravitam em torno de determinados assuntos em discussão no Poder Legislativo. Tanto aqueles de interesse do setor privado quanto dos trabalhadores, representados nas ações de lobby dos seus sindicatos.

 
Ao apresentar esse projeto de lei, também ambicionei envolver os brasileiros interessados no assunto. E não são poucos. As consultas feitas mensalmente no Google Brasil sobre esses temas mostram os movimentos dessa opinião pública digital. Há 47 formas de buscas para as palavra lobby e lobista. Por mês, em média, ocorrem 23 mil pesquisas sobre o que é lobista e cinco mil para a expressão lobby.
A discussão do projeto que regulamenta o lobby precisa sair de Brasília. Vou utilizar as redes sociais para chegar a cada um dos 117 milhões de brasileiros com acesso à internet, e assim influenciar a maior quantidade de pessoas nesse debate.

 
Normatizar o lobby é dar dignidade a uma categoria profissional, hoje confundida com saqueadores do dinheiro público, e permitir que eles saibam — e que todos nós saibamos — como devem trabalhar. É preciso dar transparência às atividades de representação de interesses e regular a forma como são remuneradas.

 
Acreditar que exista a simples dicotomia entre interesse público e privado não é postura democrática. O interesse público é uma construção que deve ser erguida a partir de instrumentos transparentes. O sistema eleitoral brasileiro, o princípio democrático que estabelece o valor de “uma pessoa, um voto” é o melhor e mais justo que pudemos construir na busca de igualdade, mas é incompleto.

 
É preciso regulamentar a representação de interesses, garantindo transparência às escolhas públicas e assegurando que agentes privados não prevaleçam sobre os interesses da sociedade, mas possam contribuir com informações para a tomada de decisão.
Cristiane Brasil é deputada federal (PTB-RJ) e relatora na Comissão de Constituição e Justiça do projeto que prevê a regulamentação do lobby

Nossa crise de imagem de todos os dias

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Redes Sociais amplificaram e pulverizaram mini crises de imagem que, se não tratadas, podem ser explosivas

 

Por Alberto M. Danon

 

Quem me conhece sabe que não gosto de usar a palavra “crise”. Geralmente uso: “momento delicado”, “situação que requer maior atenção”. Porém, ela está aí, instalada, e não podemos negar.

Contudo, desejo falar de outra: a crise de imagem. Muitas organizações e pessoas, em determinado momento, passam por esta situação que, se não for bem conduzida, pode ocasionar prejuízos substantivos e irrecuperáveis. Tanto de imagem como na lucratividade diretamente. Para tal, quanto maior o “capital positivo” que se tem, menos a crise de imagem afetará a organização. Trocando em miúdos, se a empresa tem um planejamento consistente e atuação contínua em comunicação em suas várias frentes, certamente terá uma reputação positiva junto a seus diversos públicos-alvos. A crise de imagem irá requerer, portanto, um pouco menos de esforço para ser resolvida. De qualquer forma, se não for conduzida de maneira correta, profissional e eficiente, pode colocar tudo a perder em algumas horas apenas.

Sabemos de casos onde a imagem de pessoas e organizações foram construídas, por anos a fio, tijolo por tijolo, e, por uma má resposta a uma crise de imagem, pôs tudo a perder e amargou prejuízos estratosféricos – muitas vezes sem condição alguma de voltar ao patamar anterior.

Sempre brinco que desisti do curso de engenharia civil na Poli-USP para o bem da humanidade pois um projeto mal feito pode matar pessoas. Saibam que a comunicação mal feita, também. Há alguns anos, um profissional da área de saúde foi capa de uma revista semanal por seus erros em suas atividades. Não aguentou a repercussão e, depois de três meses, suicidou-se. Todos sabem que a palavra fere mais que uma espada. Porém, poucos se lembram disso numa situação destas.

Quando um cenário mais grave se instala, antes de comunicarmos para o público externo, urge que conversemos e expliquemos a situação aos funcionários e, se possível, também a seus familiares. Primeiramente, é uma questão de respeito. Em segundo, o colaborador será também um porta-voz para a sua respectiva rede sobre os reais fatos, diminuindo drasticamente ruídos e informações desencontradas.

Na sequência, fornecedores e clientes devem ser informados e, imediatamente depois, a imprensa e o público em geral. É importante um comunicado sucinto, direto, objetivo, verdadeiro do que ocorre. E o porta-voz deve ser alguém com equilíbrio, treinado, já que momentos como este trazem impactos emocionais intensos.

Mas o artigo em questão é mais focado nas mini crises que ocorrem no dia a dia, nas redes sociais. Hoje em dia, nenhuma organização pode ficar fora da internet. Quem não está lá não existe para o público. Ou até pior: se for alvo de crítica dura, as pessoas não têm um ponto de referência para conhecerem a versão verdadeira e o diz que diz aumenta e até altera a reclamação inicial. É importante ter, no mínimo, um site, uma Fan Page no Facebook, um perfil no Twitter, outro no Instagram, uma Company Page no Linkedin, um canal no Youtube e até, se possível, um Blog também. E, como sabemos, estes meios – graças a D´us – são democráticos. Deram voz e vez às pessoas comuns que podem emitir livremente seu ponto de vista. A ideia é sempre se trabalhar sobre a verdade para que uma marca possa encantar, tornar-se referência, criar paixão e elo inquebrantável entre ela e seus diversos públicos. Porém, como sabemos, não dá para agradar todos o tempo todo. E, óbvio, opiniões divergentes estarão nos comentários.

Uma empresa inteligente poderá aproveitar os construtivos para efetuar melhorias. Mas, tanto em relação a estes e aos outros que estão lá para apenas detonar, é preciso que se responda rapidamente, de maneira educada e consistente. O público também acompanha como é o diálogo da marca com os seus interlocutores. Se passar a imagem arrogante, aí tudo cai por terra. Por isso, uma política planejada e embasada de comunicação não é apenas imprescindível e estratégico; é vital!

Hoje em dia, a maioria das pessoas anda ansiosa e quer resolver tudo imediatamente. Então, falando destas reclamações ou críticas nas redes, a resposta deve ser a mais rápida possível. Há pouco tempo, dizíamos que em até 24 horas. Este prazo agora ficou muito longo. Em até oito horas é o ideal. Enfatizo o “em até” pois, o quanto antes, melhor. E, mais do que isto, deve ser personalizada pois cada problema é único – mesmo parecido com outro, cada caso deve ser tratado de forma individualizada.

Caso a empresa comece a ter um volume muito grande de reclamações, ela deve resolver imediatamente o(s) problema(s) gerador(es) de tais críticas e, de forma concomitante, dimensionar a quantidade de profissionais que cuidará da ação de gerenciamento para resolver em tempo hábil e reverter a tendência de queda da imagem e reputação.

Mesmo quando o problema for de um fornecedor ou de um funcionário, nunca os culpe. Chame para si a responsabilidade. Afinal, você concordou em fazer aquela determinada ação e é o responsável por ela. Passar para outros irá irritar muito mais ao passo que assumir a responsabilidade irá demonstrar seriedade, humildade, honestidade e comprometimento.

Se a reclamação for mal educada, num tom mais alto, cuidado para não jogar álcool no fogo. Apazigue a situação, fale com educação, seja cordial e desate o nó. Certa vez, aqui na agência, o cliente de um cliente nosso foi muito mal educado e conseguimos reverter, com educação, resolvendo o problema rapidamente. Ele pediu que então nós apagássemos toda a conversa pois ficou com vergonha. Nós pedimos para manter a fim de mostrar para outros que tudo pode ser resolvido de forma pacífica e ordeira. E assim foi feito, ficando o exemplo para outros eventuais casos também.

Todavia se a falta de educação persistir – com o uso de palavrões, por exemplo –, este fato desrespeita os demais participantes. Aí não tem jeito mesmo. A pessoa deve, primeiramente, ser advertida para não usar tais termos. Caso ela não respeite, então deve ser bloqueada e o comentário, apagado (veja artigo recente meu a respeito). Porém, reitero que isto somente em caso extremo, quando há total falta de respeito e educação.

Last but nos least, a premissa maior é humildade. Se houve erro mesmo, tem-se de reconhecer e resolver imediatamente. E se não houve, tentar explicar, de forma educada, ouvindo mais do que falando, porém informando a situação real. Além disso, a comunicação deve ser curta, direta e objetiva para não permitir dupla interpretação. E, claro, trabalhar para que ele não volte a se repetir e manter uma política de comunicação constante para que os diversos públicos conheçam mais a fundo a organização diminuindo eventuais impactos negativos que possam surgir novamente.