A verdade. Sempre a verdade

por Alberto Maurício Danon

Verdade

Há alguns anos, um famoso apresentador de TV, com imensa credibilidade à época, ávido por liderança na audiência, forjou uma entrevista com falsos integrantes de uma facção criminosa onde os indivíduos ameaçavam personalidades de todos os meios, incluindo apresentadores de TV, políticos, empresários, entre outros. É claro que, naquele momento, o caso gerou um grande barulho, com enorme visibilidade e pavor.

Todavia, esta busca frenética por audiência corrompeu as regras do bom jornalismo ao inventar uma entrevista totalmente absurda, falsa, mentirosa. Era tudo lorota! Ele subestimou a capacidade investigativa dos colegas jornalistas e foi desmascarado na hora. E, aí, mergulhou numa profunda crise de imagem a qual teve graves consequências para ele e seu programa.

A regra, sempre, é falar a verdade. Mesmo quando se erra, de forma proposital, dá para se fazer uma mea culpa, reconhecer humildemente o fato, e pedir desculpas.

Frente a isso, o apresentador teve chance de ouro – e única – de se recuperar, mas a jogou no lixo. Foi aí que sua caída foi derradeira. O espaço dado a ele –  o “sofá da Hebe” -, no programa de Hebe Camargo, com enorme audiência, seria a salvação, mas ele não soube aproveitar.

No dia seguinte, em cadeia nacional, neste prestigiado programa, o sofá da apresentadora era todo seu para dizer, exatamente, o que aconteceu. Ele vivia uma séria CRISE DE IMAGEM e, numa hora destas, SOMENTE A VERDADE deve ser dita, mesmo se for preciso “cortar na própria carne”. Mas, em vez de assumir para si a molecagem e a falta de responsabilidade por aquele grave ato (a vida de pessoas estava envolvida, entre outros agravantes), disse que estava gripado, que chegara mais tarde à emissora e que a culpa toda era de sua produção. Balela e o Brasil não engoliu. Aliás, mesmo que fosse, ele era líder daquela equipe e deveria assumir a responsabilidade. Em vez de chamar a si a verdadeira culpa, conseguiu piorar, e muito, a sua imagem e reputação.

Nunca mais se recuperou. Perdeu credibilidade, audiência, anunciantes, verbas publicitárias, parceiros de negócios, sendo, a emissora e ele, multados. Nunca mais ganhou do principal concorrente, naquela época, em audiência. Mudou de horário para não precisar mais passar pela humilhação da derrota a quem sempre disputava, ponto a ponto, a índice de audiência. Mas não adiantou. Mais do que isso, a emissora perdera a confiança nele.

Passados 14 anos desta história, o apresentador hoje está em outro canal de TV e parece ter recuperado boa parte do capital perdido. Contudo, demorou muito para que isto ocorresse e, certamente, não voltou plenamente como fora no passado. A história é implacável com a mentira, com a enganação, sendo que, em qualquer crise, a verdade tem de ser admitida, doa a quem doer. Somente a verdade, aliada à humildade e ao reconhecimento do erro, é que faz com que a reputação possa ser restabelecida mais rapidamente. Do contrário, como se vê neste caso concreto, a perda da reputação e a desvalorização da imagem, além de acarretar um prejuízo moral, afetou substancialmente o faturamento e lucro financeiro das empresas do apresentador, do programa e da emissora.

Daí concluímos que agir corretamente, falarmos sempre a verdade e comunicarmos corretamente aos nossos públicos não é somente estratégico, mas vital para qualquer pessoa e organização. Agir de forma ética e comunicar nossas ações sempre de forma coerente, certa e verdadeira é, sem dúvida, o capital mais precioso do ser humano e de qualquer organização.

 

Inspiração de sucesso em época de tanta sujeira e falcatrua

Exemplo de empresários bem sucedidos como Elie Horn, fundador da Cyrela, nos inspiram, nos motivam e nos fazem seguir no caminho do crescimento honesto, ético, humano e colaborativo

por Alberto M. Danon

Elie e Ovadia Horn
Elie Horn (à esquerda) ao lado de um de seus irmãos, o nosso querido amigo Ovadia Horn z”l, falecido há um ano, e cujo livro de família em homenagem a ele tenho a honra de revisar e organizar
Há algum tempo, participei de uma palestra deste empreendedor de sucesso que contou com numeroso público ávido por ouvir um dos empresários mais respeitados da sociedade brasileira (e até internacional) – tanto pelo sucesso que conquistou, como pela sua maneira de agir e jeito de ser.

Avesso aos holofotes e com estilo low-profile, Horn resolveu falar ao público para passar a mensagem de que é possível ter sucesso com honestidade e ética, praticar a caridade e seguir os desígnios de D´us por meio da fé.

O empresário, avesso a badalações, fotos e aparições na mídia, falou de como chegou, com sua família, ao Brasil, em 1956, quando tinha 12 anos. “Meu pai (Rafael) já tinha certa idade e não era fácil começar tudo outra vez, em outro país, numa nova realidade, juntamente com a família. Mas, mesmo assim, ainda conseguia praticar a caridade, ajudando instituições de ensino religioso para meninos. Foi daí que aprendi a importância da beneficência”, afirmou.

Horn disse que começou a trabalhar com 19 anos e que seu pai faleceu quando ele tinha 35. Logo depois de se casar, começou, em suas atividades profissionais, a fazer e acumular dinheiro rapidamente. Disse também trabalhar muito, sempre de forma prazerosa. “Não sou diferente de ninguém; apenas trabalho muito mais que a média. Tirando o período de Shabat (sábado, onde é proibido realizar quaisquer tipos de atividades na fé judaica), labuto de domingo a sexta-feira, das 5h às 22h”, revela. Horn também disse que soube realizar, ao longo de sua vida profissional, sociedade com pessoas influentes e importantes e que este fator também o auxiliou no crescimento.

O palestrante citou casos bastante interessantes de sua vida pessoal e profissional fazendo com que o público não piscasse um minuto sequer. Por meio destes relatos, falou como foi acumulando riqueza e auxiliando as pessoas que precisam. “O dinheiro pode ser vilão ou santificado; tudo depende do uso que fazemos dele. O ego e a exposição exagerada podem fazer com que ele seja um bandido que corrói a pessoa e a sociedade também”, alertou. Um dos casos mais marcantes para ele foi quando auxiliou na cirurgia urgente de uma criança de dois anos que, depois, se salvou. “É esse o verdadeiro uso do dinheiro: salvar vidas e almas, abençoando-o”.

Dando sequência, Horn afirmou que nenhum de nós está neste mundo por acaso. “Todos temos uma missão. Cabe a cada um conectar-se a D´us para descobri-la. Cada pessoa que deseja auxiliar o seu semelhante saberá, através desta conexão, para quem e onde destinar seu auxílio, seus recursos – sejam de qual natureza forem, pois não precisam ser apenas financeiros”, aconselhou.

O empresário contou que nasceu em uma família sefaradi (judeus de origem espanhola que seguiram para o norte da África, Oriente Médio, Holanda e região dos Bálcãs após sua expulsão da Península Ibérica na Idade Média)  religiosa e fez uma revelação: “Em determinado momento, procurei, avidamente, por D´us e demorei alguns anos para entendê-Lo perfeitamente. Tanto é que quase casei com uma pessoa não adequada aos preceitos judaicos”.

Com ideias claras e ordenadas, Horn seguiu em sua prédica. Ele alertou para que as pessoas sigam fortemente as suas convicções e não se deixem levar pelos modismos e pela sociedade, em geral, pois sucumbir a essas tentações, de acordo com ele, enfraquece os indivíduos. “E nem se deixar contaminar por comportamentos antiéticos e por energia negativa”, complementou.

Um outro ponto importante foi a questão da educação. Horn participa de uma rede mundial de empresários que proporciona a 18 mil jovens universitários de todo o planeta estudo periódico. Ele salientou a importância de se ler, capacitar-se continuamente. “Há livros à disposição em muitas entidades, de forma gratuita, para toda a comunidade. Eu gosto de ler e leio muito! Eu não iria gostar, nem um pouquinho, de chegar ao mundo vindouro sem conhecimento, sem cultura. Pois, o que levamos realmente desta vida é a nossa essência, nossa educação e cultura”, disse.

Horn continua: “Posso afirmar que o único dinheiro que é realmente nosso é aquele que doamos para beneficência. O resto não é. Ele pode ir e vir. Porém, o que é investido em auxiliar o próximo gera ‘créditos’ para a vida eterna. Quanto mais se dá para este fim, mais se ganha. Além de enriquecer, pode-se dar sentido ao recurso financeiro, transformando o dinheiro em algo sagrado”, continuou o palestrante. De acordo com Horn, se alguém pedir para D´us, de forma sincera, a possibilidade de enriquecer para que se possa auxiliar o semelhante, ele será atendido. “É importante praticarmos o altruísmo, pois o egoísmo não leva a nada, não traz benefício algum”, aconselhou.

É sabido que no ramo de atuação de sua empresa, construção civil, os finais de semana são os mais rentáveis para a realização de negócios. São os períodos onde as pessoas mais procuram visitar e conhecer os empreendimentos para se decidirem pela compra. Mesmo assim, em determinado momento, resolveu fazer algo arriscado: não deixar que nenhuma empresa e funcionário de seu grupo ou prestadores de serviço (em ação para o grupo Cyrela) trabalhassem aos sábados (por conta de sua fé). Funcionários de confiança o alertaram para o perigo, mas Horn, tranquilo e confiante no seu modus vivendi fundamentado nos preceitos judaicos e ligados a D´us, foi em frente e ratificou a decisão. Resultado: no ano seguinte, o faturamento triplicou. “Realmente, quando se segue sua missão, se é coerente consigo mesmo, dentro dos preceitos de sua fé, o resultado é o sucesso. Não há o que temer pois a bênção de D´us sempre vem!”, finalizou tranquilizando os presentes.

Recentemente, Elie Horn doou mais de 60% de sua fortuna ao The Giving Pledge, programa criado em 2010 por Bill Gates e Warren Buffett com a finalidade de reunir bilionários dispostos a doar metade de suas fortunas ao longo da vida para investir em causas sociais. É o primeiro brasileiro a aderir.

“E é sempre tempo de darmos início a novas iniciativas, colocarmos em prática ideias criativas” aconselhar Horn que, depois de 55 anos de atividades no setor de construção civil, quer partir para novos negócios – e vai começar pelo segmento de saúde.

É deste Brasil inspirador, motivante, honesto, ético, altruísta, colaborativo e construtivo que esperamos ter notícia cada vez mais daqui para frente.

Post apagado. Certo ou errado?

Por Alberto Maurício Danon

Primeiramente, é importantíssimo dizer que nunca mais poderemos nos sujeitar à censura, seja ela de que forma for. A seleção natural do mercado é que determina a qualidade e a possibilidade de, consequentemente, aquela ação, produto, texto, serviço ter continuidade, sucesso ou não.

O que pretendo apresentar aqui é a questão de comentários grosseiros, mal educados, que são postados como respostas em fóruns de discussão.
Tanto no meio virtual como no real, o que rege é a educação. Acima de tudo, a educação. Podemos ser duros, defender uma posição com efusividade, vigor, energia, porém a educação deve nortear toda a conversa. Sem este item, não há diálogo!
Recentemente, em uma rede social de um cliente administrada por nosso time, foi postado um comentário que até era pertinente, mas com extrema falta de educação pelo uso de palavras de baixo calão. Como então manter um texto como aquele, abaixando o nível do que poderia ser um debate enriquecedor? Aqueles termos certamente ofenderiam qualquer pessoa de bem.
Conversamos muito aqui na agência e decidimos pelo seguinte: apagar o post e dizer que fulano havia postado um comentário de forma mal educada, usando termos inapropriados e que o espaço estava aberto para ele repostar, caso quisesse, sem utilizá-los. E também o avisamos.
Vejam bem; repito: não se trata de cercear e sim manter o nível de debate saudável e agradável, respeitando os diversos pontos de vista e os participantes. Aliás, um debate tem este nome pois apresenta várias visões. E é isso que o enriquece e o torna rico e democrático.
Dois dias depois do episódio, ele voltou a postar, de forma mais calma, sem as palavras ofensivas, o que resultou numa troca de ideias bastante produtiva com resoluções efetivas e realizáveis para a área de atuação daquele grupo específico.
Por isso, amigos, amigas, vamos sempre expressar nossos pensamentos, mesmo de forma apaixonada, mas com civilidade e educação. Temos direitos mas, também, deveres. E isso é viver em sociedade, sempre respeitando os outros para também sermos respeitados.

O poder da meditação (ainda mais nesta época de estresse)

Mais um trabalho produzido pela #ADCom.

Confira!

Medicação e meditação possuem o mesmo radical; na língua portuguesa significa que são palavras da mesma família. A meditação pode ser compreendida então como a medicação da alma. Muitas são as técnicas, porém, para a Dra. Kátia Haranaka, a mais eficiente consiste em estar presente de corpo e alma durante todas as atividades que realizar. Assista ao vídeo e saiba mais sobre essa técnica milenar, que segundo estudos aumenta a imunidade e ajuda a lidar melhor com momentos de estresse.

Comunicação com a equipe ajuda a aumentar a produtividade

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A produtividade no trabalho acontecendo de forma excelente, impacta diretamente nos resultados de toda a empresa, principalmente nos números! E é claro que todos, sem exceção, desejam o crescimento. Esse sentimento é comum em todos os níveis pois sabemos que se a empresa melhora, naturalmente os que estão no “barco” caminham juntos. Porém, para que isso aconteça é fundamental que a comunicação seja bem estruturada e direcionada para o objetivo para aumentara produtividade.

Leia mais: http://migre.me/weN0T

Por que sua empresa precisa estar nas redes sociais

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Você, que é empreendedor (ou empreendedora) ou está caminhando para isso, com certeza já está de saco cheio de ler textos que falam sobre ‘a importância das redes sociais para as empresas’. São toneladas de links na internet que colocam as redes sociais como principal ferramenta para o crescimento dos negócios.

E isso não é por acaso. Sabe por quê? Por que essa informação é, de fato, importante. Ainda que pareça esquisito falar de algo tão batido e repetitivo, quando terminar de ler essas três informações que vão mudar a sua maneira de ver as redes sociais para empresas, você vai entender a diferença entre apenas falar da importância delas e o que fazer para sua marca ser, de fato, importante nelas.

Leia mais: http://migre.me/wcPhA

Quatro maneiras de fazer o tempo trabalhar para nós…

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Tempo: você pode matá-lo, chamá-lo, servi-lo, guardá-lo, cria-lo ou fazê-lo voar. Mas uma coisa que os empresários não devem fazer com o tempo, segundo David Schonthal, é deixá-lo em estado líquido.

As restrições, devidamente utilizadas, podem ser uma das forças mais poderosas por trás da inventividade. Nenhuma restrição é mais poderosa do que o tempo.

Existem várias maneiras de aproveitar o tempo com sucesso. Independentemente de estar decidindo acelerar ou retardar processos, impor prazos ou reservar tempo para a reflexão, a chave é estar consciente de quanto tempo você tem e ser realista sobre como pretende alocar esse tempo.

Schonthal, professor clínico associado de inovação e empreendedorismo na Kellogg School e diretor de portfólio da IDEO, oferece quatro sugestões importantes para os inovadores poderem usar o tempo a seu favor.

Leia mais: http://migre.me/wa4xM