Entrevista com o presidente da Fadesp, Dr. Hermes Barbosa

Nesta entrevista, o presidente da Federação das Associações de Advogados do Estado de São Paulo (Fadesp), Dr. Hermes Barbosa, fala sobre as atividades realizadas em prol dos advogados e da advocacia em São Paulo e no Brasil. Confira!

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Vantagens aos associados da ABRALOG

Vice-presidente da área jurídica da entidade,  Dr. Walter de Souza Mello explica ao internauta algumas das várias vantagens em ser associado ABRALOG

Preservação do direito ao sigilo da fonte

Advogado defende a preservação do direito ao sigilo da fonte em matérias jornalísticas

 

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Dr. Alexandre Millan (foto) apóia o fato de que para haver efetiva liberdade de expressão é preciso preservar a fonte

 

Para que possam elaborar matérias claras, objetivas, ponderadas e éticas, jornalistas têm de ouvir diversas fontes; devem analisar, de acordo com os dados, quem está falando a verdade, quem o está tentando enganar e, deste mix de informações, redigir uma matéria equilibrada que conte o fato real, a verdade com seus vários pontos de vista. “E, para tal, é necessário manter-se o sigilo destas fontes, pois, do contrário, a credibilidade fica prejudicada pois as informações poderão sofrer interferência pelo fato de que a pessoa possa ser identificada”, afirma Millan.

 

De acordo com ele, se o direito ao sigilo não mais ocorrer, informações passadas ao público podem ficar comprometidas. O advogado, porém, chama a atenção para um fato: “É importante que o jornalista, por sua vez, seja ético, correto e não aja por interesses próprios, manipulando a fonte ou distorcendo informações. Aliás, a ética permeia todos os ramos de atividade, ainda mais para jornalistas, que são formadores de opinião. A própria ‘seleção natural’ do mercado faz com que aquele determinado profissional de imprensa tenha credibilidade e sucesso ou não”.

 

Millan lembra de um fato ocorrido há alguns anos com um famoso apresentador de televisão que levou ao ar entrevistas com falsos membros de uma facção criminosa e paga até hoje por este ato. “Na matéria, os entrevistados faziam ameaças a personalidades, artistas, empresários. O objetivo do apresentador era aumentar a visibilidade do seu programa. Mas o tiro saiu pela culatra, pois, com a farsa levada a público, ele perdeu credibilidade e, com isso, audiência, prestígio e patrocinadores”, relembra.

(Há um post com mais detalhes sobre este caso aqui no Blog: https://amdanon.wordpress.com/2008/10/21/marta-reedita-erro-do-caso-gugu-ela-poderia-ter-se-espelhado-no-exemplo-recente-do-jogador-ronaldo/).

 

Millan chama atenção para o fato de que se uma pessoa sentir-se lesada por determinada matéria, ela tem o direito de utilizar os meios legais para resgatar sua imagem. “Há uma série de ações que podem ser realizadas, inclusive de Danos Morais, além do fato de o veículo de imprensa ser obrigado a reproduzir a informação verdadeira, com o mesmo tamanho e destaque da matéria original”, finaliza Dr. Alexandre Millan.