Sobre juros bancários. Carta deste missivista no jornal Folha de S. Paulo desta quinta-feira, 30 de julho…

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz3007200910.htm

Roberto Setúbal
“Muito interessante a entrevista concedida pelo sr. Roberto Setúbal (Dinheiro, 26/7). Porém, preciso discordar, veementemente, quando ele diz que deve manter as altas taxas de juros por conta da inadimplência. Ora, a inadimplência está alta por conta das altas taxas de juros que os bancos desejam. Se os juros baixassem, certamente a inadimplência seguiria o mesmo caminho. Não é possível que ele e seus colegas invertam o fato, transformando a vítima em culpada.”
ALBERTO MAURÍCIO DANON
(São Paulo, SP)

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Economia brasileira é atrativa para quem está ávido por lucros

Fonte: jornal Financial Times
lucros

 

A forte alta das ações e moeda brasileiras nos últimos dois meses deixou muitos analistas à procura de explicações convincentes.

O índice da Bolsa de Valores de São Paulo, a Bovespa, valorizou de 35 mil pontos no início de março para quase 52 mil pontos na manhã de quarta-feira.

O índice subiu mais de 75% desde sua queda em outubro passado, apesar de ainda estar longe de sua alta de mais de 73 mil pontos há um ano.

Enquanto isso, o real – que se desvalorizou frente ao dólar americano de R$ 1,62 para R$ 2,48 entre agosto e dezembro – era negociado a R$ 2,12 na manhã de quarta-feira.

Ele se recuperou tão rapidamente nesta semana que o Banco Central começou novamente a comprar os dólares americanos pela primeira vez desde setembro.

“Eu vou te dizer, é muito confuso”, disse Alvise Marino, analista de mercados emergentes da IDEAglobal, uma firma de pesquisa de Nova York.

Por um lado, as notícias econômicas que vêm do Brasil – assim como de todos os mercados emergentes e do mundo em geral – não são tão boas.

A produção industrial caiu mais de 10% em março, em comparação ao ano passado, após três quedas mensais consecutivas de cerca de 17%.

As vendas de veículos – um indicador chave, que despencou em dezembro mas se recuperou neste ano, graças a uma isenção temporária de impostos – caiu de novo em abril em 13,6% em comparação a março.

Pequenas recuperações nas vendas no varejo e na confiança dos consumidores e das empresas não são suficientes para explicar o ânimo dos investidores.

Por outro lado, entretanto, as perspectivas do Brasil certamente são favoráveis se comparadas às de outros países.

Suas reservas de moeda estrangeira de US$ 200 bilhões fornecem um amortecimento sólido contra volatilidade e afastam qualquer ameaça de calote à dívida.

De fato, o Brasil é credor líquido para o mundo e está se preparando para emprestar dinheiro ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Apesar do espaço de manobra do governo no lado fiscal ser limitado pela queda da receita tributária e aumento de gastos com folha de pagamento, deixando pouco dinheiro para gastos destinados a estímulo econômico, o governo conta com bastante espaço na política monetária.

O Banco Central tem reduzido sua taxa de juros referencial neste ano, mas a 10,25% ela ainda é muito alta e o banco deverá prosseguir nos cortes enquanto a inflação permanecer sob controle.

Outra explicação é que com as taxas de juros reais nos países desenvolvidos próximas de zero, os investidores que estavam guardando seu dinheiro estão novamente à procura de rendimento.

Os investidores estrangeiros retiraram mais de R$ 26 bilhões da Bolsa de Valores de São Paulo entre junho e janeiro.

De lá para cá, mais de R$ 5,7 bilhões retornaram, incluindo R$ 3,8 bilhões apenas no mês passado.

“Os Estados Unidos estão buscando políticas monetárias muito agressivas, expansionistas, e isso cria um aumento muito forte na liquidez”, disse Marino. “Investidores que estavam avessos a risco agora estão mais à vontade em retornar ao mercado. O fato é que o real brasileiro continua atraindo o apetite internacional por risco.”

Síntese das principais notícias de hoje, 18 de novembro de 2008

Fonte: clipping Radiobrás

18 de novembro de 2008

bebejornal1

O Globo

Manchete: BB e CEF dão mais R$ 13 bi para ampliar financiamentos
A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil já se preparam para jogar mais R$ 13 bilhões na economia. A Caixa oferecerá R$ 8 bilhões para servidores públicos federais comprarem imóveis em até 30 anos. Além disso, a própria Caixa e o Banco do Brasil estão ampliando os recursos para crédito com desconto em folha (consignado) em até R$ 5 bilhões no ano que vem. Ontem, o Citigroup anunciou que cortará 53 mil empregos no mundo, incluindo o Brasil. O JPMorgan deve demitir 3 mil pessoas e o banco UBS vai suspender temporariamente o pagamento de bônus a altos executivos. (págs. 1 e 17 a 19)

MEC fecha 1.337 centros de teleaulas
O Ministério da Educação desativou 1.337 centros de ensino superior a distância, proibindo novos vestibulares. Cerca de 60 mil alunos estudam nesses centros, ligados a quatro universidades. De acordo com o MEC, eles funcionam precariamente, sem biblioteca e laboratório. (págs. 1 e 5)

Juiz que prendeu Dantas é mantido

Por dois votos a um, o juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal, foi mantido pelo Tribunal Regional Federal de SP à frente do processo em que o banqueiro Daniel Dantas é acusado de corrupção. Hoje, o juiz será julgado pelo Conselho Nacional de Justiça. A pedido dos ministros Tarso Genro e Jorge Félix, a AGU vai recorrer da decisão do juiz Ali Mazloum que proibiu a Abin de acompanhar a perícia da PF sobre documentos apreendidos na agência. (págs. 1, 3 e Luiz Garcia)

Cultura: ‘Da miséria para a desimportância’

Na posse de Sérgio Mamberti como presidente da Funarte, o primeiro a reclamar da verba oficial foi o ministro da Cultura, Juca Ferreira: “Saímos da miserabilidade para a desimportância.” Mamberti substitui Celso Frateschi, que se demitiu após O GLOBO revelar irregularidades em sua gestão. (págs. 1 e 5)

Taxa de homicídios cai ainda mais

O número de homicídios dolosos no Estado do Rio caiu 17,9%, em agosto, em comparação com o mesmo mês de 2007. Foi a sétima queda consecutiva no índice, de acordo com o boletim divulgado pelo estado. “Para nós, é um alento”, disse o secretário de Segurança, Mariano Beltrame, para quem, no entanto, ainda não é possível comemorar. Em SP, 20 homens armados, usando camisetas com inscrição da Polícia Civil, invadiram um condomínio, amarraram moradores e fugiram levando carros. Ninguém foi preso. (págs. 1, 10 e 11)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Juiz do caso Dantas deve permanecer, Diz tribunal

TRE (tribunal Regional Federal) da 3ª Rgião decidiu manter o juiz federal Fausto de Sanctis como magistrado responsável pela ação penal e pelos inquéritos relativos a acusações contra o banqueiro Daniel Dantas de crimes de corrupção e delitos financeiros. Por dois votos a um, a decisão contrariou o pedido de afastamento do juiz feito pelos defensores da Dantas. Os advogados elegaram que de Sanctis estava alinhado á Policia Fedral e ao Ministério Público para condena-lo. A defesa disse que recorrerá ao Superior Tribunal de Justiça. Hoje, o conselho Nacional de justiça julga pedido de abertura de processo administrativo contra De Sanstis por supostos repasse de senha de cadastro delefônico a policia Federal. A AGU (Advogacia Geral da União) encaminhou também hoje á 7ª Vara Federal criminal de SP pedido para que equipe da Abin possa acompanhar perícia da PF nos computadores apreendidos no orgão. ( Págs. 1 Brasil )
“Bolha do subprime agrícola estourou”, avalia Blairo Maggi 

Os EUA disseram ao brasil que o presidente do Tribunal de contas do Estado de SP, Eduardo Bittencourt. Movimentou lá pelo menos US$ 2 milhoões, relata Lilian Cristofoletti. A saida do valor não foi declarada ao fisco. Investigado por suposto enriquecimento ilicito, lavagem e evasão de divisas, Bittencourt nega. (Págs . 1 e A 10 )

Médicos criticam o Incra por não indicar exame de toque retal

Urologistas contestam decisão do Instituto Nacional de Câncer de desaconselhar os exames de toque retal e PSA para homens sem sintomas de câncer de próstata. Para a Sociedade Brasileira de Urologia, esperar pelos sintomas ”pode fazer com que o câncer de próstata esteja em estágio avançado, com impssibilidade de curar”. O Incra diz não haver evidências de que o rastreamento reduza a mortalidade causada pela doença. (Págs. 1 e C 9 )

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O Estado de S. Paulo

Manchete: FMI defende gastos de US$ 1,2 tri contra a crise
O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, defendeu ontem o uso de até 2% do PIB mundial, ou USS 1,2 tri­lhão, como estímulo fiscal para estancar a espiral de recessão – que agora é oficial no Japão e na zona do euro. Segundo o FMI, as economias avançadas devem ter um recuo de 0,3% do PIB em 2009, “É hora de usar todos os instrumentos”, disse Strauss-Kahn. Em comunicado conjunto, as maiores empresas da Europa pediram aos governos redução de impostos, corte de juros, acesso a crédito e a conclusão da Rodada Doha para enfrentar a crise. Fortalecidas pela recessão nos países ricos, China e Índia informaram ontem que não abrirão seus mercados. Segundo ambos, serão os países ricos que terão de fazer concessões para permitir um acordo comercial até o fim do ano, conforme acertado pelo G-20. (págs. 1 e B4 a B7)

BC já injetou R$ 158 bi para crédito e câmbio

O governo já injetou R$ 158 bilhões para combater os efeitos da crise. Segundo dados do Banco Central, só na tentativa de estabilizar o câmbio foram gastos R$ 106 bilhões, pela cotação de sexta. O governo já havia usado R$ 44 bilhões para restabelecer o crédito, e ontem anunciou R$ 8 bilhões em financiamento imobiliário para servidores. A conta exclui R$ 56 bilhões em depósitos compulsórios liberados. (págs. 1 e B1)

Com verba maior, saúde indígena tem resultado pior

Especialistas dizem que o ministro José Gomes Temporão acertou ao criticar a Funasa. Embora a saúde indígena receba R$ 900 per capita, contra R$ 270 do resto da população, a mortalidade segue alta. (págs. 1 e A6)

TAM: polícia deve indiciar ex-dirigentes da Anac

A Polícia Civil de São Paulo, com base em laudo antecipado pelo Estado, anunciou que vai indiciar cerca de dez pessoas pelo acidente com o Airbus da TAM em julho de 2007, que deixou 199 mortos. Os nomes dos indiciados só serão revelados na sexta, mas é dado como certo que entre eles figuram ex-integrantes da cúpula da Anac, além de funcionários da Infraero e da TAM. Em caso de condenação, cada réu poderá pegar até seis anos de prisão. (págas. 1 e C1)

Tribunal nega pedido para afastar juiz da Satiagraha

A Justiça negou o pedido de afastamento do juiz Fausto de Sanctis e o manteve no comando da Satiagraha, investigação sobre suposta organização cri­minosa envolvendo o banqueiro Daniel Dantas. Foi a primeira vitória dele no caso. (págs. 1 e A4)

Artigo: A tarefa do Brasil

Ilan Goldfain: A melhor contribuição do Brasil na crise é se manter estável. (págs. 1 e A2)

Notas e informações: O G-20 e o desafio imediato

A primeira reunião do G-20 foi mais produtiva do que se esperava, mas o principal desafio não é reformar o sistema financeiro internacional e sim atenuar e abreviar a crise. (págs. 1 e A3)

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Jornal do Brasil

Manchete: Crise já consumiu R$ 150 bi do Brasil

O governo brasileiro já retirou de seus cofres cerca de R$ 150 bilhões, destinados a evitar a contaminação da crise financeira internacional. Na conta, incluem-se gastos com leilões de dólares e linhas de empréstimos para os setores automobilístico, comércio exterior e construção civil. Mais otimista do que em declarações anteriores, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse que o Brasil vai crescer acima da média mundial. Mais pessimista, o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, anunciou que vai segurar a maior parte dos US$ 700 bilhões do pacote anticrise até que Barack Obama assuma o governo em janeiro. (pág. 1 e Tema do dia, págs. A2 a A5)

Com menos fiscais, Ibama trabalha melhor

Quatro fiscais do Ibama foram afastados, acusados de integrar uma quadrilha que cobrava por laudos ambientais irregulares e ignorava crimes contra a fauna e florestas do estado. No total, 31 fiscais já saíram desde 2006, mas, apesar disso, os que sobraram garantem que não houve queda na produtividade. (pág. 1 e Cidade, pág. A13)

Governo decide votar reforma

A reforma tributária vai a votação até quinta-feira. O governo quer tirar da equipe econômica a responsabilidade do atraso, mas a tática é de risco: não há garantia de apoio dos governistas ao parecer do relator, deputado Sandro Mabel (PR-GO). (pág. 1 e País, págs. A6 e A7)

Juca Ferreira

Ministro anuncia: não vai tirar do Rio a sede da Funarte. (pág. 1 e Hildegard Angel, pág. B5)

Juiz afastado do caso VarigLog

A Justiça de São Paulo acolheu o pedido de suspeição formulado pelos sócios brasileiros da VarigLog Marco Audi e Marcos Haftel, e determinou o afastamento do juiz José Paulo Camargo Magano do processo de dissolução de sociedade da Volo/VarigLog. (pág. 1 e País, pág. A12)

Mutação torna tuberculose letal

Diferentemente do que muitos pensam, a tuberculose não é uma doença do passado. Uma das mutações mais recentes e letais é a conhecida pela sigla XDR-TB, causada por bactérias que resistem aos antibióticos usados normalmente. (pág. 1 e Vida, Saúde & Ciência, pág. A24)

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Correio Braziliense

Manchete: Servidor terá R$ 8 bi para comprar imóvel

Banco do Brasil e Caixa Econômica abrem linhas de crédito com juro subsidiado para funcionários públicos federais ativos e inativos. Empréstimos começam hoje. Objetivo é esquentar a economia em tempo de crise. (págs. 1 e 17) 

Recessão já paira sobre o Brasil

Economistas brasileiros calculam que o país vai entrar oficialmente em recessão, tal qual o Japão e a Europa. A má notícia, segundo eles, será dada em março do ano que vem, quando o PIB deve cair pelo segundo trimestre seguido. Com a perspectiva de desemprego, as centrais sindicais pedem cláusulas antidemissão nos contratos com empresas que receberem ajuda do governo. (págs. 1 e 13 a 15)

Mensalidade escolar até 30% mais cara

Levantamento feito pelo Correio revela que escolas particulares preparam aumentos que variam de 5% a 30,9% para o próximo ano. Procon orienta pais a analisarem com cuidado a planilha de custos. (págs. 1 e 19)

Concurso do Senado sub júdice

Ministério Público Federal inicia ação civil pública e pede à Justiça que anule provas subjetivas ministradas no último dia 9. Procurador vê falhas no edital e quer que regras e exames sejam refeitos. (págs. 1 e 18)
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Valor Econômico 

Manchete: BB negocia alterações radicais no crédito rural

Maior financiador do setor agrícola, com uma carteira de dois milhões de contratos, o Banco do Brasil negocia com o governo uma ampla alteração nas regras do sistema de crédito rural, instituído em 1965. O banco propôs uma “reengenharia” para ampliar garantias de preços, indenizar perdas climáticas e assumir riscos e custos de crédito do produtor.
Em documento inédito, o BB defende o estabelecimento de taxas de juros pelo risco da operação, a obrigatoriedade da adesão ao seguro rural, proteção de preços (hedge), fundos garantidores e de catástrofe, além da criação de um plano de safra plurianual com bandas de intervenção e políticas diferenciadas de acordo com o perfil do produtor e do segmento.

A proposta do BB inclui o fim das prorrogações das dívidas rurais e o compartilhamento de riscos entre bancos e o Tesouro Nacional a partir do histórico do produtor. Defende ainda a criação de empréstimos rotativos e renováveis para o conjunto de empreendimentos da propriedade. Hoje, o produtor tem de fazer contratos individuais para cada lavoura. Também propõe a subvenção para a produção e os preços rurais. 

União prepara novas normas na mineração

No início de 2009, o governo deverá encaminhar ao Congresso projetos de lei para promover a maior reforma no marco regulatório da mineração desde que o código do setor foi promulgado, em 1967. Entre as propostas estão a criação de uma agência reguladora, a permissão à exploração por estrangeiros na faixa de fronteira e o uso do direito minerário como garantia ao crédito bancário.
Ao contrário do esperado, a reforma não deve alterar o monopólio constitucional na exploração de urânio, restrita às Indústrias Nucleares do Brasil (INB), mas poderá viabilizar parcerias com a livre iniciativa. Às mineradoras estrangeiras será dado o direito minerário em faixa de fronteira desde que a empresa avance na cadeia produtiva da matéria-prima explorada. (págs. 1 e A14) 

Sistema de preços de minério em xeque

As negociações de preços do minério de ferro de 2009 poderão ser mais duras e demoradas do que o previsto. Vale, Rio Tinto e BHP Billiton, que dominam 75% do mercado, deverão propor a adoção de sistemas diferentes de fixação de preços.
Segundo o diretor de ferrosos da Vale, José Carlos Martins, já existe urna proposta para substituir o tradicional sistema de “benchmark” por um novo esquema de cotação conhecido como Index. “A posição da Vale será de defesa do benchmark”, afirma Martins. (págs. 1 e B1) 

Oi desenha o plano de integração com a BrT

Enquanto aguarda a autorização do governo para concluir a compra da Brasil Telecom (BrT), a Oi (ex-Telemar) trabalha no plano de integração. A companhia prepara o desmembramento de algumas diretorias, como a financeira, de infra-estrutura e de gestão de negócios.
Na diretoria financeira, uma nova área será mais estratégica – cuidará, por exemplo, da gestão de custos e do endividamento da Oi, que vai crescer bastante por causa da aquisição. O diretor escolhido é Alex Zornig, vice-presidente do Banco Safra e ex-executivo do BankBoston no Brasil. A outra diretoria será responsável pela controladoria e por integrar a estrutura interna da BrT.
 
A diretoria de infra-estrutura dará lugar às áreas de engenharia e tecnologia da informação, de um lado, e de construção e operação de rede, de outro. A gestão dos negócios terá dois segmentos: de serviços integrados – os da atividade principal da companhia, como telefonia fixa, móvel e banda larga – e o de serviços não integrados – TV por assinatura e pagamentos via celular. “Quando você tem um negócio novo, achamos que o melhor modelo é deixá-lo rodar sozinho até ele gerar receita suficiente”, explicou Luiz Eduardo Falco, presidente da Oi. (págs. 1 e B3) 

Exportações de maçã

Produtores de maçãs estão otimistas com a venda da produção de 2008, que será colhida no primeiro trimestre. Mesmo com a crise nos países ricos, a alta da taxa de câmbio garantirá rentabilidade maior na exportação. A União Européia é a principal compradora da maçã brasileira. (págs. 1 e B12)

Perdas na previdência

Fundos de pensão dos países desenvolvidos já perderem mais de US$ 4 trilhões até meados de outubro, segundo a OCDE. Algumas carteiras mais arriscadas, com grande presença de ações, perderam quase 50% de seu valor. (págs. 1 e C3)

Responsabilidade social

Vencedora do Prêmio Eco na categoria Comunidade, a Microsoft Brasil investiu R$ 35,6 milhões no ano passado em inclusão digital e educação a distância, beneficiando diretamente 668 mil pessoas, entre estudantes e educadores, diz o presidente da empresa, Michel Levy. (pág. 1)

Indústria americana

A produção industrial nos Estados Unidos se recuperou em outubro e aumentou 1,3% em relação ao mês anterior, depois de recuar 3,7% em setembro. A recuperação foi superior às previsões dos analistas, que esperavam uma alta de 0,2%. A utilização da capacidade instalada ficou em 76,4%. (págs. 1 e A10)

Queda da cotação leva Rússia a cortar imposto de exportação de petróleo (págs. 1 e A10)

GM reduz projeção de receitas no Brasil, mas preserva investimentos, diz Jaime Ardila (págs. 1 e B7)

Idéias

Delfim Netto: Estados autárquicos tornaram-se inviáveis hoje. (págs. 1 e A2)

Idéias

Yoshiaki Nakano: crise obriga Brasil a fazer ajustes de forma favorável. (págs. 1 e A13)

Idéias

Raymundo Costa: Dilma e Serra usam figurino de melhor gestor da crise. (págs. 1 e A8)

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Gazeta Mercantil

Manchete: GM teme contaminação da matriz na venda local

A General Motors do Brasil, que se considera blindada contra o perfil deficitário da matriz nos Estados Unidos, anunciou que finaliza projeto para investir mais US$ 1 bilhão no Brasil para renovação da maior parte da linha de veículos até 2012. Mas a manutenção dos postos de trabalho vai depender da reação das vendas até o fim do primeiro trimestre de 2009. “Vamos esperar o
comportamento do mercado para saber que decisão tomar”, afirmou Jaime Ardila, presidente da General Motors no Brasil e no Mercosul.
O sindicato que reúne fabricantes de autopeças termina estudo sobre efeitos da crise no setor, que antecipou investimentos, adotou terceiro turno e que agora enfrenta ociosidade. “Não há dúvidas de que haverá demissões na indústria de autopeças”, disse Paulo Butori, presidente do Sindipeças.

Jaime Ardila considera que a injeção de R$ 8 bilhões dos governos federal e paulista para o financiamento de veículos já começou a recuperar as vendas, que caíram 12% em outubro. Para 2009, ele trabalha com dois cenários: conservador (2,6 milhões de unidades) e otimista (2,9 milhões). Para a GM, as vendas totais crescerão este ano 15% e chegarão a 2,85 milhões – a previsão anterior era de 3 milhões. 

Exportações

Comércio Brasil-Coréia soma US$ 8 bilhões. (págs. 1 e A7)

Liminar favorece Sabesp contra ECT

A Sabesp conseguiu liminar na Justiça que a autoriza a continuar entregando as contas de água diretamente aos consumidores. A ECT deve recorrer da decisão. (págs. 1 e A11)

Pequenos produtores de petróleo adiam projetos

Pequenos produtores de petróleo, que normalmente atuam em poços terrestres, não aproveitados pelas grandes empresas por serem considerados de baixa produção para o tamanho das petrolíferas, já adiam os seus projetos exploratórios por conta da queda livre do preço do barril, que ontem fechou abaixo de US$ 55 na bolsa nova-iorquina. A Aurizônia começaria a perfurar novos poços no Sergipe no próximo ano, mas o recuo do petróleo, aliado à escassez de crédito, inviabilizou o projeto. “Vamos postergar o projeto de desenvolvimento, que seria feito em 2009”, afirma o diretor-presidente da Aurizônia, Oswaldo Pedrosa.
O projeto campo-escola, realizado pela Agência Nacional do Petróleo em parceria com universidades federais, também resolveu adiar “investimentos em perfuração”, conta Luiz Medeiro Júnior, um dos responsáveis pelo programa. (págs. 1, C1 e A12) 

Cinco brasileiros entre os bancos mais lucrativos

As instituições financeiras latinas ganharam espaço no ranking dos vinte bancos de capital aberto mais lucrativos da América Latina e dos Estados Unidos, elaborado pela Economatica. Pouco ou nada expostos às hipotecas de alto risco do mercado norte-americano, havia nove latinos na lista ao final de setembro, em relação aos cinco contabilizados um ano antes, sendo cinco brasileiros. Bradesco, com lucro de US$ 997,9 milhões, e Banco do Brasil, com US$ 975,3 milhões, ocupam o terceiro e quarto lugares, respectivamente. (págs. 1 e B3)

Governo baiano dá garantias ao investimento da Stora Enso

A Stora Enso reafirmou ontem ao governador baiano, Jaques Wagner, em Estocolmo, na Suécia, a disposição de manter o investimento de US$ 2,5 bilhões no projeto Veracel 2 para duplicar a produção de celulose. Inaugurada há três anos no sul da Bahia, a Veracel teve sua ampliação comprometida em função da grave crise financeira pela qual passa a Aracruz, sócia brasileira no empreendimento. Do encontro participaram também o presidente da Veracel, Antonio Sergio Alipio, e os secretários Rafael Amoedo, da Indústria e Comércio, e Juliano Mattos, do Meio Ambiente. O governador baiano está otimista com a solução do impasse e a possível transferência do controle da companhia para o grupo sueco-finlandês. “Vamos aguardar nosso retorno ao Brasil, receber a documentação da Stora Enso e trabalhar junto ao governo federal a fim de facilitar esse importante investimento para a Bahia.” (págs. 1 e A5)

Citigroup vai demitir 50 mil funcionários

O Citigroup confirmou, ontem, que planeja cortar 50 mil funcionários. A crise econômica e a piora das condições globais de crédito pressionam o banco norte-americano a rever sua estrutura de custos no mundo. Os cortes, que devem acontecer no curto prazo, vão se somar às 23 mil vagas que foram fechadas pela instituição nos primeiros nove meses de 2008.
O banco perdeu mais de US$ 20 bilhões no último ano, atingido por dívidas de difícil recuperação freqüentemente vinculadas a hipotecas. Alguns analistas afirmam que a instituição pode não ser lucrativa antes de 2010.
 
Em nota, a unidade brasileira alega que não há dados precisos referentes ao Brasil, pois “trata-se de mais um trabalho em andamento do que um fato consumado”. (págs. 1 e B3) 

O 13º será gasto no consumo

Apesar das turbulências, neste fim de ano 37% dos trabalhadores pretendem gastar o 13º salário com compras. Apenas 9% vão aplicar o dinheiro. (págs. 1 e INVESTNEWS.COM.BR)

Reforma tributária é a prioridade

“A principal medida a ser adotada para facilitar os negócios no Brasil é a reforma tributária e não se deve permitir que as discussões a seu respeito sejam interrompidas devido à crise mundial”, disse ontem o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, no Congresso Paulista de Jovens Empreendedores, promovido pela Fiesp e Gazeta Mercantil. (págs. 1 e A6)

Custos de fretes caem e beneficiam exportadores

A desaceleração da economia mundial começa a se refletir nos custos das operações de comércio exterior. A queda na cotação do barril de petróleo provocou a redução nos preços dos fretes marítimos e aéreos. Segundo Ary Chander, gerente da Hellmann Worldwide Logistics do Brasil, o frete aéreo para Estados Unidos e Europa caiu 11% desde julho.
Na Indústrias Romi, fabricante de máquinas-ferramenta, essa redução foi inferior a 10%. “Quando o preço do insumo dispara, o repasse é imediato. Mas quando as cotações despencam a inércia é grande”, avalia Hermes Lago, diretor da empresa.
 
A queda dos preços de commodities como o cobre melhora a competitividade de empresas como a Black & Decker. Segundo Domingos Dragone, diretor da companhia, com esse ganho, mais a variação cambial, a companhia espera recuperar competitividade e enfrentar a concorrência chinesa no mercado latino-americano. (págs. 1 e A4)

Agravamento da recessão preocupa Japão

A economia japonesa, a segunda maior do mundo, entrou em recessão no terceiro trimestre de 2008, afetada pela crise financeira que derrubou os investimentos das empresas, segundo dados oficiais divulgados ontem em Tóquio.
O governo japonês e economistas disseram acreditar que as condições podem ainda piorar, pois a crise financeira global afeta as exportações e isso leva as empresas a reduzirem significativamente suas previsões de lucros e cortarem investimentos.
 
O PIB do Japão retrocedeu 0,1% em comparação com o segundo trimestre e 0,4% no cálculo anual, marcando a entrada oficial do país em recessão, tecnicamente definida como dois trimestres consecutivos de crescimento negativo. (págs. 1 e A12) 

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Estado de Minas

Manchete: IPTU vai ficar 6% mais caro em BH

Esta é a projeção da inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E), que deve ser usado no reajuste do imposto, a exemplo dos anos anteriores. Outra opção seria a correção pela planta de valores que leva em conta as melhorias e a valorização dos imóveis, mas dependeria de aprovação este ano pela Câmara Municipal. Por maioria de dois terços, de projeto de lei não enviado até ontem pela prefeitura, o prazo é curto para costurar difícil acordo político. (pág. 1)

Brasil deve cumprir meta do milênio antes do prazo (pág.1) 

Bancos do país estão entre os mais lucrativos

O Brasil tem cinco bancos entre os 20 mais lucrativos das Américas. Há outras empresas, porém, tendo e ver investimentos para pagar o 13º. Segundo o presidente do banco Central, Henrique Meirelles, o país já ganhou R$ 150 bilhões no combate à crise. (pág.1) 

R$ 3,2 milhões

É a verba para obras que os mineiros tentam garantir no Orçamento da União de 2009.(pág.1) 

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Jornal do Commercio

Manchete: Arrastão e terror em rua do Rosarinho

Usando dois carros para fazer uma espécie de sanduíche, quadrilha prendeu veículos na Rua Teles Júnior. Depois, sob ameaça de armas, recolheu os pertences dos passageiros e motoristas acuados. Moradores cobram segurança na área. (pág.1)

Newton se livra da intervenção (pág.1)

Falta de recursos suspende internações no Barão de Lucena (pág.1) 

Segunda economia do mundo, Japão também já enfrenta recessão (pág.1)

Além de convocar ontem uma entrevista coletiva, a GM publica hoje comunicado em jornais para evitar que o clima de incerteza da matriz contamine o consumidor brasileiro. Ardila diz que o Brasil tem operação rentável desde 2006 e que a matriz aguarda empréstimo-ponte do governo norte-americano. O executivo afirmou que a GM foi pega de surpresa nos EUA pela crise quando se reestruturava, “mas não vai pedir concordata”. (págs. 1 e C3) 

Segundo cálculos do BB, para “proteger” toda a safra de soja e milho, de 118 milhões de toneladas, com subsídio para 50% do prêmio, o governo gastaria apenas R$ 864 milhões em seguro rural e R$ 460 milhões em hedge de preços. Com R$ 1,324 bilhão, portanto, protegeria R$ 38 bilhões em produção. Para comparar: o Tesouro gastou R$ 10,6 bilhões de 2005 a 2007 em subsídios na comercialização, equalização de juros e Proagro. E outros R$ 10,1 bilhões para rolar as dívidas rurais de 2000 a 2006.

Desde 2002, os produtores “perderam” 31 milhões de toneladas (diferença entre safra projetada e colhida), cuja receita evaporou-se. Além disso, o setor viu a fatia do crédito rural cair para apenas um terço do custo de produção. Isso fez o crédito minguar, o custo financeiro explodir e o risco aumentar, inclusive na carteira do banco, cujas provisões foram elevadas. (págs. 1 e B12) 

Para governador de MT, falta de crédito tem consequências graves. Máquinas de agricultores inadimplentes já são recolhidas no Estado ( Págs. 1 e B 1 )

Comunicação, educação e pesquisa para a informação fidedigna

Há mais de vinte anos, a Organização Feminina WIZO de São Paulo, entidade beneficente constituída há 85 anos, vem promovendo um concurso voltado a alunos da rede estadual de ensino do Estado de São Paulo com a finalidade de impulsionar a pesquisa, a informação correta e fidedigna, e a arte, envolvendo o nosso país e Israel. Infelizmente, informações desencontradas sobre este país do Oriente Médio induzem à incorreta formação de opinião. Através desta ação, alunos, professores e familiares envolvem-me de forma prazerosa, cultural e saudável em prol da fidedigna informação. Na semana passada, mais precisamente em 11 de novembro, ocorreu a cerimônia de premiação no auditório da Secretaria do Estado da Educação de São Paulo. Tive a honra e o prazer de ser o mestre de cerimônias pelo sétimo ano consecutivo. Na foto, estou com Valdemir Varandas, diretor de marketing da empresa Dynacom, antes do sorteio final ao público presente. Leia, abaixo, a síntese da ação.

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CONCURSO WIZO DE PINTURA E DESENHO teve como tema, nesta edição, “FLORES E FRUTAS”

 

Dirigido aos alunos da Rede Estadual de Educação do Estado de São Paulo, o Concurso tem como foco valorizar a pesquisa, o conhecimento e o intercâmbio cultural

 

Com o apoio da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, a Organização Feminina WIZO de São Paulo realizou mais uma edição do Concurso, ação direcionada aos alunos dos cursos fundamental e médio da rede estadual de ensino com o objetivo de desenvolver sua criatividade, propiciando a  realização de trabalhos artísticos, além de promover o intercâmbio entre Brasil e Israel.

 

O tema “BRASIL / ISRAEL – Flores e Frutas” teve como foco principal motivar o aluno a refletir e a pesquisar sobre o contraste entre a variedade e beleza exuberantes da flora brasileira e o surpreendente fato de que um país pequeno, como Israel, com mais de 40% de seu território em zona árida e semi-árida, vem obtendo excelentes resultados no cultivo de flores e frutas nativas e não-nativas, triunfo do engenho humano. O aluno teve de desenvolver sua obra destacando os paralelos entre os dois países e sua relação com o mundo. Os participantes foram convidados a desenvolver trabalhos plásticos – pintura em tela ou cartolina, desenho ou mosaico medindo 50cmx70cm – e, orientados por seus professores, expressar sua visão e percepção do tema proposto.

 

 As obras selecionadas através do julgamento foram premiadas em cerimônia no auditório da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, no dia 11 de novembro, em cerimônia bastante tocante e animada. 

 

O Concurso conta com patrocínio do Bradesco, tem curadoria e coordenação de Sema Petragnani, com apoio de Rosa Motta e ativistas, e tem como uma das idealizadoras e constante trabalhadora até os dias de hoje, a presidente de honra da WIZO São Paulo, Sulamita Tabcof.

 

Os prêmios foram: viagem aérea para Brasília com estada de três dias e city tour para o aluno e professor em 1º lugar, MP3 Players Dynacom, videogames Dynavision Radical, kits de pintura e livros de acordo com a classificação, e, ainda, sorteio de um Home Theater Dynacom durante a solenidade de premiação.

Polêmica na fusão Itaú – Unibanco. Será que é mesmo uma boa???

A maioria dos colegas jornalistas é efusiva ao comentar a questão, certamente impelida pelo positivismo do Governo Federal. Mas nem tudo são flores nesta questão. Há quem discorde, como o economista, especializado em finanças, fusões e aquisições e MNA, Laerte Russo Farias. Leia, abaixo, o seu artigo.

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A fusão e o crédito

pelo Economista Laerte Russo Farias

Ao que parece, vivemos uma fase de euforia com a notícia da fusão Itaú-Unibanco neste início de semana. Isto se deve, no meu modo de ver, a uma necessidade do mercado em ver alguma notícia favorável diante de tantas incertezas e perdas das últimas semanas.

Entretanto, a coisa não é bem assim como parece. Quando a euforia baixar, vamos perceber que esta fusão vai criar mais dificuldades para as empresas e para o crédito do que benefícios.

Contrariando nosso ministro que saiu na frente para aproveitar a necessidade de boas novas, esta fusão, assim como a compra e a incorporação de bancos, como já vimos no passado recente, não traz benefício algum ao crédito nem as empresas que necessitam de mais capital para crescer.

Vejamos o caso de uma empresa que tem conta nos dois bancos (e não são poucas) e tem limites de crédito estabelecidos pelas instituições independentes, com avaliação de risco independente. Estas empresas, na grande maioria das vezes, têm limites que serão reduzidos quando uma única instituição de crédito for avaliá-la. É obvio que não vão revisar suas regras de concessão de crédito, nem flexibilizá-las para dizer à empresa que uma instituição avaliava individualmente por um teto, não vai duplicá-lo ou triplicá-lo. O que vai acontecer é um corte de limites como ocorreu em 100% dos casos em que um banco comprou outro até agora.

“O mercado ajusta-se”, diria um analista do setor financeiro. Eu concordo que sim, mas no médio prazo.

O que significa isto? Significa que no curto prazo a premissa de que a fusão fortalece o sistema e pode gerar aumento de crédito é falsa. Estamos sendo novamente enganados pela fala populista.

Outro ponto muito importante a ser observado é que a redução das instituições, concentrando o mercado financeiro (que vai aumentar, pois outros grandes bancos vão procurar ajustar suas posições no mercado), aumenta a força dos agentes de financiamento na concessão de fomento ao mercado, criando dificuldade na política industrial e no crescimento de setores não privilegiados por estas instituições.

Como anda o crédito para as pessoas físicas? – Deve estar ótimo para quem se dispõe a pagar de 7% a 15% ao mês de juros. Isto beneficia quem?

Como anda o financiamento de Capital de Giro para o crescimento do país? – É só tirar o BNDES da lista e ver o que sobra e quanto está disponível.

Também entendo que se nosso sistema financeiro tem instituições fortes e sólidas, cria-se um sentimento de segurança e conforto para os investimentos e para o crescimento da economia; mas o fato gerador deste crescimento, lembrem-se, não está baseado no crédito bancário e sim nos investimentos gerados pelas poupanças das famílias que se sentem mais confiantes e se dispõem a “desentesourar” suas riquezas. Lá, mais adiante, alguém vai confundir tudo novamente e dizer que, como temos um sistema financeiro forte e com grandes instituições, nossa economia vai bem….grande ilusão!

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Laerte Russo Farias é economista e já realizou mais de 60 gestões de recuperação empresarial. É especialista na área de Fusões e Aquisições, Governança Corporativa e Plano de Negócios. É diretor da LRF Consultores e conquistou, entre outros, o Prêmio “Destaque IBEF” em 1998.