Jornalistas acreditam que blogs podem pautar a imprensa

Notícias exclusivas e assuntos diferenciados postados em blogs podem pautar a grande imprensa. É o que os jornalistas reunidos no painel “Jornalismo na rede”, na Campus Party, acreditam. Um exemplo é o PEbodycount, blog sobre segurança pública, mantido pelo jornalista Eduardo Machado e  equipe, que retrata os índices de violência em Pernambuco. A página já chegou a pautar veículos e programas como Le Monde, Los Angeles Times, Profissão Repórter e Fantástico.

O blog apresenta números de homicídios e detalhes dos crimes que são atualizados diariamente. “A força disso é que quando o governo dizia que tinha tido um dia tranquilo, ou que a violência estava diminuindo, nós tínhamos esses dados para confrontar”, explica Machado.

O jornalista, que também é repórter do Jornal do Commercio de Pernambuco, conta que já rebateu uma informação oficial, de que uma das mortes registradas no Estado teria sido causada por um atropelamento, saindo assim dos índices de criminalidade. Na realidade, os dados do blog, obtidos por fontes confiáveis, afirmavam que a pessoa havia sido morta a tiros. Para confrontar a informação oficial, os blogueiros postaram o texto “Atropelado por três tiros”, que gerou grande repercussão.

Para manter o blog, Machado conta com mais três profissionais na equipe e apoio da Associação do Ministério Público de Pernambuco (AMPE), que oferece R$ 1,5 mil de orçamento mensal para a manutenção da página.

Caminhos alternativos
Sem encontrar espaço nos grandes veículos ou patrocínio, muitos jornalistas optam por criar páginas independentes, como é o caso de Paulo Fehlauer, do blog garapa.org, coletivo multimídia, e André Deak, que mantém, ao lado de outros profissionais, o Haiti.org.br. No caso do portal sobre o Haiti, que é atualizado com informações gerais sobre o país, os jornalistas pretendem levantar uma verba para viajarem até o Haiti  para cobrir o país de perto. Outra ideia é uma exposição com o trabalho dos principais fotógrafos que atuaram no Haiti.

Em todas essas investidas, os jornalistas não sabiam se teriam algum retorno ou não. “Nós sempre fizemos as coisas sem saber qual seria o retorno financeiro disso”, diz Fehlauer.

Nos blogs e sites alternativos, os profissionais acreditam que conseguem fazer o tipo de jornalismo que pretendem e investir nas reportagens multimídias, um grande diferencial. Deak só não entende porque os veículos brasileiros se afastam desse tipo de trabalho. “Os jornais do Brasil não valorizam a reportagem multimídia. É uma cegueira dos chefes de redação”.

Apesar de concordarem que o bom jornalismo custa caro, os profissionais criticam a cobrança de conteúdo na web. “Cobrar pelo conteúdo na internet é a vanguarda do atraso”, contesta Deak.

Exercício do jornalismo
Para exercer a profissão de jornalista, os palestrantes defenderam o fim da obrigatoriedade do diploma. Para eles, a faculdade é importante, mas não deve ser uma exigência para fazer jornalismo.

“Os melhores sites de Economia são feitos por economistas. A faculdade é importante, mas é como no caso de publicidade, que é um curso aberto”, defendeu Marcelo Soares, jornalista profissional que escreve para o blog E você com isso?, da MTV.

Deak também é da mesma opinião. ”Os blogs nos mostraram que existe vida inteligente fora das redações”.

Maurício Stycer concorda e compara o trabalho de um blogueiro a de um jornalista. “Existem coisas que valem para qualquer mídia, como a apuração. São os princípios do bom jornalismo. A ideia do blog como ferramenta jornalística tem me fascinado”, declara.

Fonte: Comunique-se, matéria da jornalista Isabela Vasconcelos

Pesquisa revela comportamento dos internautas brasileiros em mídias sociais

Estudo confirmou o potencial influenciador dos usuários

redes-sociais

Para fazer o melhor aproveitamento desse novo fenômeno virtual, as mídias sociais, foi realizado estudo específico sobre os hábitos de uso e principais interesses dos internautas brasileiros ativos nas redes sociais. Mais de 1.200 questionários foram distribuídos para concluir quais ferramentas eles mais utilizam, qual o uso que fazem de cada uma delas e qual a influência delas como fontes de informações para formar opinião entre os usuários.

Foram entrevistados internautas de todas as capitais brasileiras, apesar da maior concentração estar entre São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, reflexo também da penetração de internet no Brasil. A média de idade dos entrevistados é de 28 anos e a maioria tem alta renda familiar, trabalha, estuda e tem nível de escolaridade superior completo. Em torno de 63% dos participantes do estudo são homens e por volta de 36% são mulheres.

Entre as mídias sociais citadas no estudo estão: Twitter, Orkut, blogs, grupos de e-mail, Facebook, YouTube, Windows Live Spaces, Linkedln, Flickr/Fotolog, Fóruns e outros. Dentre eles, os mais utilizados são: Twitter, Orkut, YouTube e blogs.

Um dos grandes destaques da pesquisa foi a descoberta dos diferentes usos de cada mídia social pelos internautas. Os principais motivos que levam os usuários a acessar essas ferramentas e as torna as mais usadas na rede são:

– Twitter: Manter-se atualizado;

– Orkut: Manter-se próximo a sua rede social;

– YouTube: Busca por passatempo e informações sobre lazer e entretenimento;

– Blogs: Divulgar o próprio conteúdo e busca de informações e notícias.

A pesquisa buscou também descobrir o grau e a forma de atuação dos usuários na web 2.0. Algumas atividades de maior destaque são:

– Assistir a vídeos online: 98,2%;

– Deixar algum tipo de comentário em um blog ou site de notícias: quase 90%;

– Escrever um blog próprio: cerca de 74%.

Gerar discussão sobre produtos e serviços também é rotina para alguns usuários. No Twitter, 27% dos usuários reclamam sobre produtos ou serviços. E nos blogs, cerca de 15%. Ambos somam os maiores índices dessa atividade entre as ferramentas mais utilizadas. Na pesquisa, 90% dos entrevistados afirmam pesquisar opções de produtos e serviços na internet antes de comprar e 43% recomendam produtos e serviços a outras pessoas na rede.

Sobre o uso da internet no cotidiano, foi constatado que os internautas permanecem até 41 horas semanais navegando. Cerca de 63% dos twiteiros e 44,7% dos blogueiros ficam mais de 41h por semana online. Já 28,8% dos orkuteiros ficam online menos de 16h por semana.

Entre as ferramentas que receberam o maior número de cadastros novos nos últimos três meses destacam-se: o Twitter, com 43,6%; seguido do Facebook, com 10%; e do Linkedln, com 4,3%. Já o Orkut, que reúne o maior número de usuários pesquisados, 89,6%, mostra-se estagnado em atração de novos usuários nesse período.O Twitter é o segundo colocado em número de cadastrados identificados no estudo, com 80,1%. Em terceiro, vem o YouTube, depois os blogs e o Facebook. Além disso, 65,5% dos entrevistados têm blog ativo.

Fonte: In Press Porter Novelli
Autor: Adriana Rodrigues
Revisão e Edição: Jaqueline Crestani

Empresas requerem profissionais para trabalhar em blogs, redes sociais e universo on-line em tempo integral

Fonte: jornal Folha de S. Paulo deste domingo, 23 de agosto de 2009

Blogueiro oficial

Empresas criam cargos para fomentar mídias sociais

Profissional passa a se dedicar ao universo on-line em tempo integral

probloggers

Em julho, 21,9 milhões de pessoas navegaram por blogs no país -o equivalente a 60% dos internautas ativos, segundo o Ibope Nielsen Online.

Os números, sempre crescentes, fizeram com que firmas -especialmente as B2C (venda ao consumidor)- repensassem as estratégias em relação a essa ferramenta. Nesse movimento, a estrutura organizacional também passou por alterações.

Se antes os blogs eram feitos por profissionais que acumulavam outras funções, hoje têm se tornado mais estruturados. Não é raro encontrar colaboradores que se dedicam apenas ao universo virtual, que inclui elaboração e manutenção de blogs e gerenciamento de redes sociais, como Facebook e Orkut.

Algumas firmas foram além e criaram gerências para administrar as ferramentas. A Tecnisa foi uma das pioneiras e delegou a gerência ao publicitário Roberto Aloureiro, 37.

Há dois anos, seu dia a dia é voltado para redes sociais -e o blog corporativo toma a maior parte de seu tempo. Com foco em informações sobre o mercado imobiliário, a ferramenta não é “divulgação, mas relacionamento”.

Prova disso, diz, é a busca por respostas para dar aos internautas, mesmo que não estejam relacionadas à atividade da firma ou aos temas dos posts. “Já fui atrás de três ou quatro pessoas para orientar um leitor que queria ter uma horta na varanda no apartamento.”

Restrito
Para especialistas, esse movimento ainda é restrito. A crise financeira e o estágio do desenvolvimento de blogs corporativos, considerado embrionário por alguns, são fatores que inibem a criação de cargos.

Apesar disso, as empresas continuam investindo em blogs, mas delegando o trabalho a agências especializadas.
Na Edelman (companhia de comunicação corporativa), há uma área em que os profissionais têm de abastecer e manter blogs corporativos, entre outras incumbências.

A Pólvora! Comunicação foi criada, há um ano, apenas para desenvolver projetos de mídias sociais para as empresas. “As companhias estão terceirizando para ver aonde vai esse movimento”, destaca o diretor de operações, Marcio Cavalieri.

Twitpay movimenta dinheiro por microblogging

Twitpay movimenta dinheiro por microblogging

19/12/08

Recém-inaugurada, uma start-up chamada de Twitpay permite que as pessoas realizem transferências monetárias pelo Twitter, preenchendo apenas o valor e o nome do usuário.

Apesar de usar a plataforma do Twitter, o serviço não tem nenhum vínculo oficial com a rede. Sem limite de caracteres nas postagens, basta o usuário estar cadastrado no site para poder enviar uma quantia em dinheiro. Mas, antes, precisa dizer o porquê está fazendo a doação. Exemplo, “@infoonline $10 contribuição para festa”.

Assim, o dinheiro é transferido para uma conta de modo parecido com o serviço PayPal. Ainda na fase de testes, por enquanto, o Twitpay permite somente que, depois de acumular quantia superior a 10 dólares, o usuário possa ‘sacar’ seu saldo em forma de um cartão virtual de compras no site da Amazon.com. A cada US$ 1 transferido, o Twitpay recebe 5 centavos.

A idéia dos desenvolvedores é obter financiamentos e expandir o recurso para ser útil em situações de arrecadações de dinheiro em situações emergenciais, e também se tornar uma referência entre as pessoas que querem dar um presente ou pagar uma dívida de modo rápido.

O endereço do site é http://twitpay.me/

Fonte: Plantão Info

Leitura de blogs influencia compra de produtos, revela pesquisa

Fonte: portal Imprensa

http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2008/11/11/imprensa24076.shtml

Publicado em: 11/11/2008 16:46
 
Leitura de blogs influencia compra de produtos, revela pesquisa

Redação Portal IMPRENSA

Uma pesquisa realizada pela Júpiter Research, nos Estados Unidos, revelou que metade dos leitores de blogs no país acredita que estas páginas virtuais são úteis para se obter informações a respeito de produtos.

De acordo com o site Blue Bus, o estudo apontou, ainda, que a partir do que lêem nos blogs, os usuários seguem para outras ações relacionadas à compra. Conforme a pesquisa, 17% lêem resenhas na web, 16% buscam mais informações e 16% visitam o site do fabricante do produto ou da loja que está vendendo.

De acordo com o eMarketer, o número de consumidores influenciados por blogs deve aumentar em razão do próprio crescimento da leitura desse tipo de página da internet. A estimativa é de que 67% dos internautas norte-americanos lerão blogs em 2012, um aumento de 17% em relação ao ano de 2007.