Economia brasileira é atrativa para quem está ávido por lucros

Fonte: jornal Financial Times
lucros

 

A forte alta das ações e moeda brasileiras nos últimos dois meses deixou muitos analistas à procura de explicações convincentes.

O índice da Bolsa de Valores de São Paulo, a Bovespa, valorizou de 35 mil pontos no início de março para quase 52 mil pontos na manhã de quarta-feira.

O índice subiu mais de 75% desde sua queda em outubro passado, apesar de ainda estar longe de sua alta de mais de 73 mil pontos há um ano.

Enquanto isso, o real – que se desvalorizou frente ao dólar americano de R$ 1,62 para R$ 2,48 entre agosto e dezembro – era negociado a R$ 2,12 na manhã de quarta-feira.

Ele se recuperou tão rapidamente nesta semana que o Banco Central começou novamente a comprar os dólares americanos pela primeira vez desde setembro.

“Eu vou te dizer, é muito confuso”, disse Alvise Marino, analista de mercados emergentes da IDEAglobal, uma firma de pesquisa de Nova York.

Por um lado, as notícias econômicas que vêm do Brasil – assim como de todos os mercados emergentes e do mundo em geral – não são tão boas.

A produção industrial caiu mais de 10% em março, em comparação ao ano passado, após três quedas mensais consecutivas de cerca de 17%.

As vendas de veículos – um indicador chave, que despencou em dezembro mas se recuperou neste ano, graças a uma isenção temporária de impostos – caiu de novo em abril em 13,6% em comparação a março.

Pequenas recuperações nas vendas no varejo e na confiança dos consumidores e das empresas não são suficientes para explicar o ânimo dos investidores.

Por outro lado, entretanto, as perspectivas do Brasil certamente são favoráveis se comparadas às de outros países.

Suas reservas de moeda estrangeira de US$ 200 bilhões fornecem um amortecimento sólido contra volatilidade e afastam qualquer ameaça de calote à dívida.

De fato, o Brasil é credor líquido para o mundo e está se preparando para emprestar dinheiro ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Apesar do espaço de manobra do governo no lado fiscal ser limitado pela queda da receita tributária e aumento de gastos com folha de pagamento, deixando pouco dinheiro para gastos destinados a estímulo econômico, o governo conta com bastante espaço na política monetária.

O Banco Central tem reduzido sua taxa de juros referencial neste ano, mas a 10,25% ela ainda é muito alta e o banco deverá prosseguir nos cortes enquanto a inflação permanecer sob controle.

Outra explicação é que com as taxas de juros reais nos países desenvolvidos próximas de zero, os investidores que estavam guardando seu dinheiro estão novamente à procura de rendimento.

Os investidores estrangeiros retiraram mais de R$ 26 bilhões da Bolsa de Valores de São Paulo entre junho e janeiro.

De lá para cá, mais de R$ 5,7 bilhões retornaram, incluindo R$ 3,8 bilhões apenas no mês passado.

“Os Estados Unidos estão buscando políticas monetárias muito agressivas, expansionistas, e isso cria um aumento muito forte na liquidez”, disse Marino. “Investidores que estavam avessos a risco agora estão mais à vontade em retornar ao mercado. O fato é que o real brasileiro continua atraindo o apetite internacional por risco.”

ANATEL define cobrança de ponto adicional em TV por assinatura

Agência aprovou alterações no Regulamento de Proteção e Defesa dos Direitos dos Assinantes dos Serviços de TV por Assinatura

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Está oficializado: as operadoras de TV por assinatura no Brasil não podem mais cobrar mensalidade por ponto-extra, somente para a instalação e solicitação de reparos na rede interna. A decisão teve o objetivo de esclarecer aspectos relacionados ao ponto adicional, garantir proteção aos direitos dos assinantes e preservar a integridade e a qualidade das redes de TV por assinatura.

Tal controvérsia arrastava-se desde junho de 2008, quando as operadoras entraram com ação cautelar contra a ANATEL garantindo a continuidade da cobrança até que a questão fosse resolvida de forma definitiva. “Tamanha polêmica fez com que o próprio órgão submetesse o texto a novas consultas públicas sobre o assunto e prorrogasse os prazos – por ela mesma definidos – para análise e definição acerca da questão”, revela o advogado Alexandre Millan.

Um grupo de engenheiros da agência foi nomeado para realizar um levantamento sobre os custos dos pontos adicionais para as empresas do setor, já que era esse o principal argumento alegado para que os pontos continuassem sendo cobrados. A decisão final foi tomada após a análise destes profissionais.

Dr. Millan afirma que, independente da deliberação final da ANATEL, só há uma maneira de as disposições contidas no regulamento serem cabalmente cumpridas. “É necessária uma política eficaz de fiscalização, coibição e repressão de abusos por parte da própria Agência, inclusive por meio da imposição de multas e demais penalidades, pois, caso contrário, as operadoras continuarão utilizando subterfúgios para manterem a cobrança, penalizando o consumidor”, finaliza o advogado.

Temos de divulgar um feito desses… Brasileiros vão ao Chile para tentar entrar no mapa do rúgbi

Esta informação deve ser divulgada pois é um motivo de orgulho para o Brasil.

Fonte: portal UOL

No país do futebol, o rúgbi é pouco divulgado, apesar de mover multidões em outros países, como a Argentina. Aqui, entretanto, é essencialmente amador e constantemente confundido com o similar norte-americano. Quem pratica esse esporte no Brasil tem que pagar para jogar. Mas, no próximo sábado, tudo pode começar a mudar.
A seleção brasileira de rúgbi treina desde janeiro para um único jogo – contra o Chile, em Viña del Mar, pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2011. Mais do que a classificação, está em jogo a esperança brasileira de entrar na primeira divisão mundial da modalidade, o que significaria receber uma verba dez vezes maior da IRB (International Rugby Board), entidade máxima do esporte. Além disso, o Brasil pode quebrar o tabu de nunca ter vencido os chilenos em 70 anos de tentativas.

Além do Chile, a Argentina também nunca perdeu para os brasileiros. Os “hermanos” ocupam a quinta posição no ranking e estão garantidos no Mundial. Os uruguaios estão em 20º, e os chilenos em 24º. O Brasil, em 27º, pode alcançar o top 25 com uma única vitória contra o Chile.

Quem fez as contas foi o francês Pierre Paparemborde, filho de Robert, que fez história no rugby do seu país. Pierre chegou no Brasil há quatro anos e assumiu a missão de desenvolver o esporte. Ele lembra que o potencial brasileiro é reconhecido internacionalmente, mas a estrutura por aqui ainda é bem precária e a parte técnica deixa a desejar.

Pierre explica que o Brasil está no limite que separa o amadorismo do profissionalismo. “Todas as seleções do top 20 do ranking são consideradas de padrão profissional”, explica o francês, lembrando que os 25 primeiros da lista, que tem 95 países, já são considerados parte da elite do esporte. O Brasil saltou da 45ª para a 27ª posição nos últimos três anos – o último avanço veio com a inédita vitória contra o Paraguai, no ano passado.

Assim, os paraguaios foram eliminados da disputa por uma vaga na Copa, que agora está entre Brasil, Chile e Uruguai. Os brasileiros se classificam se vencerem os dois próximos jogos contra os rivais. Uma tarefa quase impossível, segundo o próprio treinador. “O Brasil é como a Costa Rica tentando ganhar da seleção brasileira no futebol. Mas há sempre uma chance”, avalia Pierre, que está focado mesmo é na vaga para o Mundial de 2015.
O grande objetivo da seleção nessas eliminatórias é uma vitória contra o Chile. Já bastaria para que o Brasil entrasse na elite. Assim, a verba da federação internacional, que atualmente é de US$ 50 mil por ano, aumentaria para US$ 500 mil. Um grande incentivo para os praticantes, que bancam a maior parte dos custos dos treinamentos da seleção brasileira.

Segundo o treinador, a preparação para a competição sul-americana custou R$ 250 mil. Deste valor, R$ 130 mil saiu do bolso dos jogadores. A Associação Brasileira de Rúgbi entrou com R$ 70 mil, e o recém-criado Grupo de Apoio ao Rúgbi Brasileiro contribuiu com R$ 50 mil. As passagens aéreas para os compromissos no exterior são pagas pela federação internacional.

O valor para cobrir esses custos poderia vir a partir do ano que vem, com uma simples vitória sobre o Chile, contabiliza Pierre. Ganhar do Uruguai, no entanto, é muito pouco provável. Mas, para os jogadores, somente entrar em campo já é uma satisfação – afinal, pagaram para isso. Capitão da seleção, Ramiro Mina, de 35 anos, não reclama: “A base do grupo é muito unida, estamos juntos quatro vezes por semana, todo mundo na amizade, treinando forte desde janeiro”.

Com 13 anos de seleção brasileira e 20 de rúgbi, Ramiro ganha a vida como empresário do ramo de segurança, e começou no esporte por influência de seu irmão mais velho. Antes, ele jogava tênis, mas a maioria dos jogadores veio do handebol ou do próprio futebol. “Quando se descobre o rúgbi, não tem como largar”, comenta Ramiro, que já não tem esperanças de se profissionalizar.

“Isso vai ficar para os mais novos”, diz o capitão. “Eles teriam que partir para a Argentina, porque lá tem muitos olheiros. Os times de lá também são amadores, mas têm apoio, e o jogador não paga nada para jogar. O caminho é ser descoberto por um olheiro e ir para a Europa”, explica Ramiro.

A seleção brasileira de rúgbi está concentrada em São José dos Campos, sede do clube campeão brasileiro da modalidade. O time embarca para o Chile nesta quinta-feira, e a menos importante das metas é conseguir se classificar para o Mundial. “Nosso projeto é se preparar para 2015”, afirma Pierre, lembrando que a competição é a mais importante da modalidade e a terceira de maior audiência – perde apenas para a Copa do Mundo de Futebol e para as Olimpíadas.

Agora é lei: É PROIBIDO FUMAR!

Finalmente uma excelente lei. Cansei de ir embora de restaurantes onde, embora eu estivessem em local reservado a não-fumantes, algum fumante mal educado acendia o cigarro e o estabelecimento não tinha coragem de avisá-lo. Finalmente, respeito às pessoas que querem preservar a saúde e não desejam ser fumantes passivos. Porém, a lei divide opiniões…

Fonte: revista Veja São Paulo (Vejinha)

É proibido fumar

Como a cidade terá de se adaptar à lei que veta cigarros em bares, restaurantes, empresas, edifícios comerciais, shoppings…

 

Por Camila Antunes, Caio Barretto Briso e Sara Duarte

| 15.04.2009

 

Antonio Gaudério/Folha Imagem
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Garçom acende cigarro de cliente no Spot: cena que não vai se repetir mais

Nos últimos anos, três novas leis foram recebidas com boa dose de desconfiança pelos paulistanos: a que obrigou os motoristas a usar cinto de segurança; a que instituiu o rodízio de veículos; e a Cidade Limpa, que vetou outdoors e redimensionou placas indicativas. Muitos duvidavam que elas iriam pegar. Estavam errados. Apesar da chiadeira inicial, a fiscalização efetiva não deixou brecha para os infratores. Aos poucos, as pessoas se adaptaram, e hoje é raro encontrar quem não apoie as medidas. Essa situação pode se repetir com a aprovação pela Assembleia Legislativa, na última terça, do projeto enviado pelo governador José Serra que proíbe o fumo em locais públicos fechados, como bares, restaurantes, edifícios comerciais, áreas comuns de edifícios residenciais, hotéis e shoppings. Os fumantes praticamente só poderão acender seu cigarro – assim como a cigarrilha, o charuto ou o cachimbo – nas ruas, em espaços ao ar livre ou dentro de casa.

A lei, claro, divide opiniões. Para o apresentador Amaury Jr., ela é discriminatória. “Nós, fumantes, somos dependentes químicos e deveríamos ter nossos direitos respeitados.” Sua colega Ana Maria Braga, que tentou, mas não consegue largar o vício, comemora. “Quem sabe assim as pessoas fumam menos e deixam o cigarro”, afirma. “Acho que todos deveriam parar de fumar.” A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) promete entrar na Justiça para tentar derrubar a restrição. “Se a lei federal permite fumódromos, o governo estadual não pode ir contra”, diz o diretor jurídico Percival Maricato, que nunca fumou. Ele acha que a novidade vai provocar queda de até 15% no faturamento dos bares e restaurantes paulistanos. Muitos proprietários, no entanto, discordam dessa tese alarmista. “Eu sou do tempo em que se fumava no avião, mas esse mau hábito foi proibido e ninguém reclama mais”, lembra o fumante Sergio Kalil, sócio dos restaurantes Ritz e Spot. “As pessoas vão se acostumar a se levantar da mesa para dar suas baforadas na calçada, como ocorre em qualquer outra cidade civilizada.” Para o restaurateur Rogério Fasano, também fumante, a medida é digna de aplausos. “No Rio de Janeiro, uma norma parecida vigora há dois anos e as queixas só duraram uma semana”, conta. “A lei protege os empregados, que têm de trabalhar oito horas por dia engolindo fumaça.” Há quem acredite que, livres do tabaco, os clientes aproveitarão melhor o sabor da comida e da bebida. “Eu mesmo prefiro restaurantes em que o cigarro é proibido”, diz o chef Alex Atala, que tem 40 anos e fuma desde os 18.

Caberá ao administrador de cada estabelecimento afixar o aviso de proibição e zelar pelo cumprimento da lei – podendo, se for o caso, solicitar o auxílio da polícia. Os clientes também podem denunciar ao Procon eventuais infrações. Há ainda a alternativa de acionar a Vigilância Sanitária. “O direito à saúde é básico e está previsto no Código de Defesa do Consumidor”, afirma a advogada Maria Stella Gregori, professora da PUC. As multas para o empresário omisso variam de 149 reais a 3,2 milhões. Apesar de radical, o projeto de lei admite a existência de locais exclusivamente dedicados ao consumo de tabaco, como, por exemplo, clubes de charuto.

A cidade terá de se adaptar. Empresas acabarão com os fumódromos. Se quiserem tragar seus cigarrinhos durante o expediente, os funcionários precisarão negociar com a chefia uma escapadela para a rua. Um efeito colateral pode ser o aumento do número de bitucas jogadas no chão, como se vê em várias cidades do mundo que adotaram restrições semelhantes. “Restaurantes e bares precisarão colocar cinzeiros na calçada”, afirma o secretário das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, outro fumante. “Imagino que as pessoas sejam educadas o suficiente para não emporcalhar o passeio público.”

 

Entenda a nova lei…

Noventa dias após a sanção do governador José Serra, será proibido fumar em qualquer lugar coletivo fechado ou semiaberto no estado de São Paulo. Isso significa que ninguém mais poderá dar baforadas em bares, restaurantes, edifícios comerciais, áreas comuns de edifícios residenciais, hotéis, shoppings… Entram aí até terraços e marquises. Os donos dos estabelecimentos serão os responsáveis pela fiscalização. Recairá sobre eles, também, a punição em caso de omissão. As multas, aplicadas pelo Procon e pela Agência de Vigilância Sanitária, variam de 149 reais a 3,2 milhões – em situações extremas, o local pode ser fechado. Entre as poucas exceções estão os imóveis destinados a cultos religiosos que se utilizam do fumo no ritual, as instituições de saúde que admitem cigarro no tratamento e as associações de apreciadores, como clubes de charuto.

 

…e a de outros países

Os fumódromos estão em extinção em Roma, Paris e Nova York, por causa de exigências difíceis de ser atendidas. Na capital italiana, por exemplo, apenas 2% dos estabelecimentos conseguiram instalar exaustores e portas automáticas. Em Nova York, só mesas ao ar livre podem receber clientes e seus cigarros. Nessas cidades, o próprio fumante paga multa se infringir a lei. São Francisco destaca-se nos Estados Unidos pela severidade. Em respeito a esportistas e crianças, a cidade baniu o cigarro de parques, jardins e praias. Já Amsterdã, na Holanda, fez o impensável: nos “coffee shops” licenciados, fuma-se legalmente maconha, droga proibida em quase todo o mundo – mas tanto neles como em bares e restaurantes é proibido acender cigarros convencionais.

Quando podemos dirigir no corredor de ônibus aqui em São Paulo?

Fonte: revista Veja São Paulo

Quando dirigir no corredor de ônibus?

Mario Rodrigues
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Todo mundo já flagrou algum mau motorista tentando fugir do congestionamento por um dos corredores de ônibus da cidade. Nem sempre, porém, o furão está errado. Uma portaria renovada na virada do mês e válida até setembro autoriza a circulação nessas faixas em horários específicos. Mas faltam placas esclarecendo a brecha aos paulistanos. Quem desrespeitar a norma, como o veículo da foto, flagrado na área exclusiva da Rebouças na tarde da última segunda, receberá multa de 85,12 reais e 4 pontos na carteira. Veja quando automóveis e motos podem trafegar nos corredores:

Segunda a sexta-feira: das 23 às 4 horas
Fins de semana: das 15 horas de sábado às 4 de segunda
Feriados: o dia todo, até as 4 horas da manhã seguinte

Falar em público não é tão complicado como parece…

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Fonte: Revista Você S.A. (matéria de Amanda Salim)

Falar em público não é a tarefa mais fácil do mundo. Suadouro, mãos frias, palpitações, taquicardia…fácil mesmo é travar, gaguejar e dar vexame. Para evitar situações constrangedoras, o professor da Universidade de São Paulo e professor adjunto da FGV/SP, Izidoro Blikstein, responde à algumas dúvidas e dá dicas para encarar de frente e sem tremedeiras qualquer platéia.
1. Basta saber se comunicar para falar bem em público?
Para falar bem em público, é preciso saber comunicar-se, isto é, é necessário conhecer os pontos de honra da comunicação (ficha mental, persuasão, fala, expressão corporal, recursos audiovisuais, estilo e domínio de ouvinte, cenário). Mas é preciso algo mais: conhecimento do repertório do público-alvo, planejamento e ensaio. Essas três condições são fundamentais para poder falar bem em público.

2. Como aprimorar a comunicação? O que podemos fazer?
A comunicação exige uma prática constante e ela será tanto mais eficaz se o comunicador for filmado e avaliado por um especialista em media training. A possibilidade de rever o próprio desempenho no vídeo conduz o comunicador a um auto-conhecimento e a uma auto-crítica que o preparam para o desafio de falar em público.

3. Falar em público envolve um certo grau de improviso e criatividade. Mas e quem não é criativo ou não consegue improvisar? Essa pessoa sempre terá problemas para falar para uma sala cheia ou uma multidão?
Vale lembrar que o improviso é o grande pecado mortal da comunicação. A comunicação eficaz exige sempre planejamento e ensaio. À essas condições deve-se somar a criatividade que nos ajuda a enfrentar situações difíceis e inesperadas. A criatividade está ao alcance de todos: é uma qualidade que depende do enriquecimento e aprimoramento de nosso repertório (leituras, cinema, teatro, artes, viagens etc.) e de nossa percepção. É claro que quem não lê, não pesquisa e não se interessa em perceber as pessoas, os cenários, as experiências e a realidade não será capaz de ser criativo e terá, evidentemente, dificuldades em comunicar-se.

4. O que fazer se alguém fizer uma pergunta cuja resposta eu não sei?
Primeiramente, o palestrante deve fazer um contorno estratégico, isto é, um comentário sobre a pergunta, usando sempre o nome da pessoa que perguntou. Esse contorno é importante, pois um palestrante deve manter-se sereno, não perder a pose e ganhar tempo para montar uma ficha mental, a fim de tentar responder à pergunta. Caso ele não saiba a resposta, nada melhor do que ser transparente e dizer: Não sei, vou pesquisar e lhe responderei oportunamente (por e-mail).

5. E se eu perceber que não estou agradando, que há pessoas bocejando…o que faço?
Nada melhor do que usar ganchos, estratégias para animar a platéia, que podem ser comentários, perguntas, dramatização, exemplos, casos, recursos audiovisuais (filmes), dinâmica de grupo.

Publicidade brasileira cresce e atinge R$ 1,2 bi em janeiro

 

A crise mundial que desestabiliza inúmeros setores mundo afora ainda não causou tantos estragos na propaganda brasileira. Apesar do baque em investimentos publicitários, o faturamento dos veículos brasileiros com publicidade atingiu R$ 1.256 bilhão em janeiro, alta de 2,1% quando comparado ao mesmo mês do ano passado. 

Os números divulgados pelo projeto Inter-Meios mostram que o cinema obteve o melhor desempenho: cresceu 132% e dobrou seu share de 0,2% para 0,4% do total. A internet manteve-se em alta e melhorou a performance em 23,6%, atingindo participação de 4,4% no bolo publicitário. Já na televisão, os canais pagos ganharam mais 9,5% com publicidade e seu share chegou a 3%. Enquanto isso, os canais abertos apresentaram alta de 4%, representando 59,3% do total.

A mídia impressa teve queda na receita publicitária. As revistas caíram 8,4% e sua participação total caiu de 6,6% para 5,9%. Nos jornais, o faturamento publicitário teve queda 5,7% e sua participação também, de 18,2% para 16,8%. O rádio permaneceu estável, com uma pequena queda de 0,2% e share de 5%. Entre os guias e as listas, a participação foi mantida em 1,4%.

A mídia exterior se manteve estável, com crescimento de 0,14%, quando comparado a janeiro do ano passado. Mobiliário urbano, mídia móvel e painéis caíram nos índices com -25,4%, -17,8% e 6,4%, respectivamente. Já o outdoor teve alta de 5%.

O faturamento publicitário de painéis eletrônicos (telas de plasma e LCD) subiu 61,2% e continua ganhando espaço em diversos pontos de venda. 

Fontes: Adnews e MMOnLine