Segunda edição do “Prêmio ABED / SENAI de Jornalismo”

Idealizado por nós, a Associação Brasileira de Educação a Distância – ABED, em conjunto com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI, realizou a segunda edição do “Prêmio ABED / SENAI de Jornalismo”, cujo foco central é incentivar jornalistas a conhecerem mais a fundo esta importante modalidade educacional e elaborar matérias mais profundas e abrangentes a respeito da EaD.

Abaixo, uma entrevista que realizamos com um dos jurados, o jornalista Hermano Henning.

Link direto da revista Caras: http://www.caras.com.br/imagens/183529/

Mas antes, a nota que saiu na revista Caras na edição de 1º de dezembro de 2010… (pode ser vista também por este link: http://twitpic.com/3bwovr )

Anúncios

A vírgula… quem diria!

Embora já venha circulando há algum tempo pela internet, é sempre interessante vermos como tudo pode interferir no correto entendimento da mensagem. Uma única vírgula – quem diria? – pode alterar totalmente o sentido de uma expressão. Ao utilizá-la, poderemos ir ao encontro (a favor)  ou, então, de encontro (contra) ao que desejamos. Tudo depende de como a utilizamos!

Vale a pena a leitura, abaixo, da campanha realizada pela Academia Brasileira de Imprensa (ABI):

Vírgula pode ser uma pausa… ou não.

Não, espere.
Não espere..

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Detalhes Adicionais:

“Se o HOMEM soubesse o valor que tem a MULHER andaria de quatro à sua procura”

* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER…
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM…

Redes sociais facilitam rotina no trânsito

Nesta matéria do portal da Confederação Nacional do Transporte (CNT), pudemos explicar como planejamos as redes sociais da Associação Brasileira de Logística (ASLOG) e como elas atuam. Confira, abaixo, a íntegra da matéria (ou, se preferir, através do link original: http://www.sistemacnt.org.br/portal/webCanalNoticiasCNT/noticia.aspx?id=ef3c735f-b18b-4397-a99e-630af0aca8d4 )

Foto:

Engarrafamento registrado por colaboradores de Belém

Redes sociais facilitam rotina no trânsito
27/9/2010

Quando decidiu abrir um microblog sobre o trânsito em Manaus, o educador físico Luiz Eduardo Negro Vaz Leal esperava a mobilização dos conterrâneos para enfrentar o tráfego intenso no centro da cidade. Hospedado no site Twitter, o perfil@TransitoManaus superou as expectativas. Em pouco mais de um ano, acumulou 6,5 mil seguidores – espécie de assinante que recebe as publicações daquele perfil.

Os assuntos abordados no microblog, administrado por Luiz e outros quatro amigos, hoje abrangem engarrafamentos, acidentes e imagens de infrações registradas por eles e colaboradores nas ruas de Manaus. “Em média, recebemos umas 50 mensagens ao dia, que repassamos para os nossos leitores. Eles também ajudam a difundir nossas informações na internet”, explica o “twitteiro”. Em média, são publicadas 120 mensagens diariamente no perfil.

A estreia bem sucedida dos amigos no projeto explicita uma tendência de integração dos usuários nas redes sociais. De acordo de uma pesquisa do Instituto Nielsen, oito em cada dez internautas brasileiros acessam esse tipo de ambiente virtual, que relaciona perfis individuais, empresas e compartilhamento de dados e arquivos.

No caso dos amigos de Manaus, a popularidade veio com o maior acesso de usuários às redes agregado ao aumento da frota de veículos na cidade, que cresceu 10,7% de 2009 para 2010. Para facilitar o acesso, os administradores do@TransitoManaus disponibilizaram o envio de notícias por SMS, tornando as mensagens acessíveis para quem não tem acesso à internet durante todo o dia.

O modelo está popular em diversas regiões do país. A capital do Rio de Janeiro possui três perfis sobre o assunto no mesmo site de microblog. Os endereços @transitoRJO,  @TransitoRJ @ILSRJ reproduzem informação próprias e conteúdo de portais de notícias, e possuem, respectivamente, 2.450, 929 e 699 seguidores. Belém também possui representantes na rede virtual, que reúnem informações no @BelemTransito.

Canal direto com usuários

A popularidade das redes sociais chamou atenção de empresas, organizações e até mesmo de órgãos públicos. De olho no potencial de comunicação das plataformas disponíveis na internet, a Associação Brasileira de Logística (Aslog) decidiu apostar nas redes no início do ano.

De acordo com o jornalista Alberto Danon, responsável pelos projetos de redes sociais da Aslog, cada plataforma diferencia público e tipo de informação divulgada. No Orkut, a associação publica cursos e direciona mensagens diretamente aos usuários inscritos. No Twitter e no Facebook, o foco são as notícias do setor (conheça os endereços abaixo).

“No começo, percebemos que existia uma demanda reprimida. Muitas pessoas começaram a acompanhar nossos perfis na rede assim que anunciamos e difundiram a notícia para outros conhecidos”, recorda o Alberto Danon. “A vantagem é criar uma comunicação mais direta e rápida, sem intermediário. Isso nos aproximou muito dos associados e interessados em notícias e capacitação”, complementa.

No estado de São Paulo, as redes se tornaram importante ferramenta para os órgãos públicos. O Governo de São Paulo decidiu investir em diversas plataformas, e abriu perfis no Twitter, Facebook e Orkut, além de usar ambientes de compartilhamento de dados como YouTube (vídeos), Flickr (fotos), Formspring (perguntas) e Slideshare (arquivos de texto).

A Secretaria de Transportes também ganhou perfis próprios. Na capital, Metrô e Companhia Metropolitana de Trens Urbanos estão em contato direto com os usuários via Twitter e Flickr. A Secretaria de Transportes e Trânsito da Prefeitura de Guarulhos também adotou a ideia.

Serviço:

Perfis da Associação Brasileira de Logística:

– Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=8984965
– Twitter: http://twitter.com/AslogLog
– Facebook: http://www.facebook.com/album.php?profile=1&id=100001114596330

Perfis de órgãos públicos de trânsito de São Paulo:

– Secretaria de Transportes: http://www.twitter.com/transportessp
e http://www.flickr.com/photos/transportessp
– Metrô de São Paulo – twitter.com/metrosp_oficial
– Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos: http://twitter.com/emtu_oficial
– Secretaria de Transportes e Trânsito da Prefeitura de Guarulhos: http://www.twitter.com/transporte_grs

Marina Severino
Redação CNT

Programa de TV discute televisão brasileira com participação deste blogueiro…

DSC03040 menor

Texto: produção do programa “Ver TV”:

Primeiro os telespectadores assistiram ao avanço da TV Record no terreno da Globo, a líder da audiência entre as emissoras brasileiras. A disputa foi direta, com programas semelhantes no mesmo horário e contratação de vários profissionais da emissora carioca. Agora a disputa é pela vice-liderança. SBT perdeu audiência em vários programas para a Record e reagiu tirando da emissora alguns profissionais. Foi uma resposta à contratação do animador de auditório Gugu Liberato, que comandou programas do SBT desde 1988. Os apresentadores e jornalistas foram atraídos por contratos milionários. É uma nova face da já antiga disputa pela audiência, característica da televisão comercial. O que o público ganha com isso e quais são as consequências dessas mudanças para o mercado televisivo brasileiro? Participam deste programa: Alberto Danon, diretor da empresa ADCom Comunicação Empresarial; Bia Abramo, professora de comunicação e colunista da folha de TV da Folha de São Paulo; e Rosualdo Rodrigues, editor de TV do Jornal Correio Braziliense.

Há possibilidade de se assistir ao programa de duas formas: ou através dos links imediatamente abaixo ou via YouTube, cujos endereços estão na sequência (abaixo)…

BLOCO 1: http://www.camara.gov.br/internet/TVcamara/default.asp?selecao=MAT&velocidade=100k&Materia=90285

BLOCO 2: http://www.camara.gov.br/internet/TVcamara/default.asp?selecao=MAT&velocidade=100k&Materia=90286

BLOCO 3: http://www.camara.gov.br/internet/TVcamara/default.asp?selecao=MAT&velocidade=100k&Materia=90287

http://www.youtube.com/watch?v=Yo7rl_xvdGA

http://www.youtube.com/watch?v=N5ZVfgWiJCA

http://www.youtube.com/watch?v=QhG96vRcwPY

http://www.youtube.com/watch?v=Z7q9Wi9kDbE

http://www.youtube.com/watch?v=sNKxVGHFPqg

http://www.youtube.com/watch?v=K20LWa6OvpM

O USO DAS TECNOLOGIAS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA PODE AUXILIAR AS ESCOLAS NO COMBATE À GRIPE A (H1N1)

Inserimos neste espaço um importante ponto na COMUNICAÇÃO entre escolas, professores e alunos, principalmente neste momento de temor em relação à “gripe suína”. Vale a pena a leitura do artigo da professora e conselheira da Associação Brasileira de Educação a Distância – ABED, Profa. Dra. Rita Maria Lino Tarcia.

criancascomputador

Profª. Dra. Rita Maria Lino Tarcia*

Com o objetivo de conter a gripe A (H1N1), minimizar as condições de contágio e garantir a saúde dos alunos, a Secretaria Estadual de Educação, a partir de orientações da Secretaria Estadual de Saúde, decidiu adiar a início do semestre letivo em duas semanas nas escolas públicas e recomendou que o mesmo acontecesse nas escolas particulares.

Como tudo na vida tem dois lados, se por um lado a decisão contribui com as ações de controle em relação à doença, por outro, traz um problema para as escolas, este relacionado ao cumprimento do calendário letivo e das atividades pedagógicas planejadas.

Uma forma de equacionar esse problema pedagógico encontra-se no uso de tecnologias de educação a distância. As escolas podem, por meio de seus portais na Internet ou por meio de ambientes virtuais, além de intensificar as orientações sobre os cuidados necessários para evitar o contágio da gripe, propor a realização de atividades.

Apesar de a proposta parecer simples, cabe ressaltar alguns aspectos que devem ser observados pela equipe pedagógica e pelos professores com relação ao uso das tecnologias de educação a distância para auxiliar a enfrentar uma situação que pode ser considerada emergencial.

Os professores devem propor atividades que de fato os alunos tenham condições de realizar de forma autônoma, além de apresentarem a proposta da atividade de forma didática e com detalhamento dos objetivos e dos procedimentos.

Caso os docentes não considerem adequado dar continuidade ao programa iniciado no primeiro semestre ou iniciar conteúdos novos utilizando recursos igualmente novos, é possível orientar o estudo dos alunos com o objetivo de retomar ou revisar o que já foi discutido e trabalhado durante as aulas.

Outra opção interessante é a de os alunos assistirem a vídeos de curta duração referente aos conteúdos já trabalhados, de forma a aprofundá-los ou revisá-los. Imaginem como os alunos reagiriam se pudessem assistir a um filme de curta duração no qual o professor apresentasse orientações sobre o trabalho a ser realizado e entregue no início das aulas. O professor pode utilizar até um podcast: ele pode fazer um breve roteiro e gravar explicações sobre um tema ou atividade.

Ainda como uma forma de enfrentar a gripe A (H1N1), coordenadores, diretores e médicos podem gravar vídeos com as observações e cuidados que devem ser tomados em casa e no retorno às aulas, já no ambiente escolar. Essas são algumas das possibilidades que as tecnologias voltadas para o ensino a distância oferecem, sem falar nos e-mails que professores podem enviar diretamente para os alunos fazendo comentários e proposições acerca de trabalhos escolares. Também podem ser enviadas mensagens pelo celular. Imaginem a surpresa se os alunos recebessem, em seus celulares, mensagens da equipe pedagógica com explicações sobre as medidas necessárias para controlar a gripe A (H1N1)! Eles sentiriam que a equipe está preocupada com eles e sentir-se-iam mais próximos dela.

Todas essas sugestões se configuram como uma nova forma de trabalhar com o conhecimento, de aproximação dos alunos e de aproveitar uma situação emergencial para disseminar conhecimentos e fazer educação. A decisão de prorrogação de período de férias foi importante, sem dúvida.

 Entretanto, não podemos desconsiderar que muitos alunos já estavam com a mala e o “espírito” preparados para o retorno às aulas; então, por que perder essa preparação por parte dos alunos? Por que não fazer uma educação diferenciada que contribua com a formação dos nossos alunos e que esteja alinhada com perfil deles: nativos digitais!! Antes de negar, talvez seja interessante experimentar.

* Profª. Dra. Rita Maria Lino Tarcia é Conselheira Fiscal da Associação Brasileira de Educação a Distância – ABED

Economia brasileira é atrativa para quem está ávido por lucros

Fonte: jornal Financial Times
lucros

 

A forte alta das ações e moeda brasileiras nos últimos dois meses deixou muitos analistas à procura de explicações convincentes.

O índice da Bolsa de Valores de São Paulo, a Bovespa, valorizou de 35 mil pontos no início de março para quase 52 mil pontos na manhã de quarta-feira.

O índice subiu mais de 75% desde sua queda em outubro passado, apesar de ainda estar longe de sua alta de mais de 73 mil pontos há um ano.

Enquanto isso, o real – que se desvalorizou frente ao dólar americano de R$ 1,62 para R$ 2,48 entre agosto e dezembro – era negociado a R$ 2,12 na manhã de quarta-feira.

Ele se recuperou tão rapidamente nesta semana que o Banco Central começou novamente a comprar os dólares americanos pela primeira vez desde setembro.

“Eu vou te dizer, é muito confuso”, disse Alvise Marino, analista de mercados emergentes da IDEAglobal, uma firma de pesquisa de Nova York.

Por um lado, as notícias econômicas que vêm do Brasil – assim como de todos os mercados emergentes e do mundo em geral – não são tão boas.

A produção industrial caiu mais de 10% em março, em comparação ao ano passado, após três quedas mensais consecutivas de cerca de 17%.

As vendas de veículos – um indicador chave, que despencou em dezembro mas se recuperou neste ano, graças a uma isenção temporária de impostos – caiu de novo em abril em 13,6% em comparação a março.

Pequenas recuperações nas vendas no varejo e na confiança dos consumidores e das empresas não são suficientes para explicar o ânimo dos investidores.

Por outro lado, entretanto, as perspectivas do Brasil certamente são favoráveis se comparadas às de outros países.

Suas reservas de moeda estrangeira de US$ 200 bilhões fornecem um amortecimento sólido contra volatilidade e afastam qualquer ameaça de calote à dívida.

De fato, o Brasil é credor líquido para o mundo e está se preparando para emprestar dinheiro ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Apesar do espaço de manobra do governo no lado fiscal ser limitado pela queda da receita tributária e aumento de gastos com folha de pagamento, deixando pouco dinheiro para gastos destinados a estímulo econômico, o governo conta com bastante espaço na política monetária.

O Banco Central tem reduzido sua taxa de juros referencial neste ano, mas a 10,25% ela ainda é muito alta e o banco deverá prosseguir nos cortes enquanto a inflação permanecer sob controle.

Outra explicação é que com as taxas de juros reais nos países desenvolvidos próximas de zero, os investidores que estavam guardando seu dinheiro estão novamente à procura de rendimento.

Os investidores estrangeiros retiraram mais de R$ 26 bilhões da Bolsa de Valores de São Paulo entre junho e janeiro.

De lá para cá, mais de R$ 5,7 bilhões retornaram, incluindo R$ 3,8 bilhões apenas no mês passado.

“Os Estados Unidos estão buscando políticas monetárias muito agressivas, expansionistas, e isso cria um aumento muito forte na liquidez”, disse Marino. “Investidores que estavam avessos a risco agora estão mais à vontade em retornar ao mercado. O fato é que o real brasileiro continua atraindo o apetite internacional por risco.”

Temos de divulgar um feito desses… Brasileiros vão ao Chile para tentar entrar no mapa do rúgbi

Esta informação deve ser divulgada pois é um motivo de orgulho para o Brasil.

Fonte: portal UOL

No país do futebol, o rúgbi é pouco divulgado, apesar de mover multidões em outros países, como a Argentina. Aqui, entretanto, é essencialmente amador e constantemente confundido com o similar norte-americano. Quem pratica esse esporte no Brasil tem que pagar para jogar. Mas, no próximo sábado, tudo pode começar a mudar.
A seleção brasileira de rúgbi treina desde janeiro para um único jogo – contra o Chile, em Viña del Mar, pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2011. Mais do que a classificação, está em jogo a esperança brasileira de entrar na primeira divisão mundial da modalidade, o que significaria receber uma verba dez vezes maior da IRB (International Rugby Board), entidade máxima do esporte. Além disso, o Brasil pode quebrar o tabu de nunca ter vencido os chilenos em 70 anos de tentativas.

Além do Chile, a Argentina também nunca perdeu para os brasileiros. Os “hermanos” ocupam a quinta posição no ranking e estão garantidos no Mundial. Os uruguaios estão em 20º, e os chilenos em 24º. O Brasil, em 27º, pode alcançar o top 25 com uma única vitória contra o Chile.

Quem fez as contas foi o francês Pierre Paparemborde, filho de Robert, que fez história no rugby do seu país. Pierre chegou no Brasil há quatro anos e assumiu a missão de desenvolver o esporte. Ele lembra que o potencial brasileiro é reconhecido internacionalmente, mas a estrutura por aqui ainda é bem precária e a parte técnica deixa a desejar.

Pierre explica que o Brasil está no limite que separa o amadorismo do profissionalismo. “Todas as seleções do top 20 do ranking são consideradas de padrão profissional”, explica o francês, lembrando que os 25 primeiros da lista, que tem 95 países, já são considerados parte da elite do esporte. O Brasil saltou da 45ª para a 27ª posição nos últimos três anos – o último avanço veio com a inédita vitória contra o Paraguai, no ano passado.

Assim, os paraguaios foram eliminados da disputa por uma vaga na Copa, que agora está entre Brasil, Chile e Uruguai. Os brasileiros se classificam se vencerem os dois próximos jogos contra os rivais. Uma tarefa quase impossível, segundo o próprio treinador. “O Brasil é como a Costa Rica tentando ganhar da seleção brasileira no futebol. Mas há sempre uma chance”, avalia Pierre, que está focado mesmo é na vaga para o Mundial de 2015.
O grande objetivo da seleção nessas eliminatórias é uma vitória contra o Chile. Já bastaria para que o Brasil entrasse na elite. Assim, a verba da federação internacional, que atualmente é de US$ 50 mil por ano, aumentaria para US$ 500 mil. Um grande incentivo para os praticantes, que bancam a maior parte dos custos dos treinamentos da seleção brasileira.

Segundo o treinador, a preparação para a competição sul-americana custou R$ 250 mil. Deste valor, R$ 130 mil saiu do bolso dos jogadores. A Associação Brasileira de Rúgbi entrou com R$ 70 mil, e o recém-criado Grupo de Apoio ao Rúgbi Brasileiro contribuiu com R$ 50 mil. As passagens aéreas para os compromissos no exterior são pagas pela federação internacional.

O valor para cobrir esses custos poderia vir a partir do ano que vem, com uma simples vitória sobre o Chile, contabiliza Pierre. Ganhar do Uruguai, no entanto, é muito pouco provável. Mas, para os jogadores, somente entrar em campo já é uma satisfação – afinal, pagaram para isso. Capitão da seleção, Ramiro Mina, de 35 anos, não reclama: “A base do grupo é muito unida, estamos juntos quatro vezes por semana, todo mundo na amizade, treinando forte desde janeiro”.

Com 13 anos de seleção brasileira e 20 de rúgbi, Ramiro ganha a vida como empresário do ramo de segurança, e começou no esporte por influência de seu irmão mais velho. Antes, ele jogava tênis, mas a maioria dos jogadores veio do handebol ou do próprio futebol. “Quando se descobre o rúgbi, não tem como largar”, comenta Ramiro, que já não tem esperanças de se profissionalizar.

“Isso vai ficar para os mais novos”, diz o capitão. “Eles teriam que partir para a Argentina, porque lá tem muitos olheiros. Os times de lá também são amadores, mas têm apoio, e o jogador não paga nada para jogar. O caminho é ser descoberto por um olheiro e ir para a Europa”, explica Ramiro.

A seleção brasileira de rúgbi está concentrada em São José dos Campos, sede do clube campeão brasileiro da modalidade. O time embarca para o Chile nesta quinta-feira, e a menos importante das metas é conseguir se classificar para o Mundial. “Nosso projeto é se preparar para 2015”, afirma Pierre, lembrando que a competição é a mais importante da modalidade e a terceira de maior audiência – perde apenas para a Copa do Mundo de Futebol e para as Olimpíadas.