Congresso de Síndicos e Administradores

Este missivista com o querido amigo e empresário, Ricardo Karpat (organizador do evento), e os jornalistas Carlos Alberto Sardenberg e Hermano Henning. O evento anual, que está em sua terceira edição, foi mais um sucesso de público, conteúdo e crítica! 👏👏👏👏👏 #ADCom #GaborRH

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Comunicação de Bolsonaro usa tática militar de ponta, diz especialista

Para antropólogo, não se trata de uma propaganda, mas sim um conjunto de informações dissonantes

Fonte: Folha de S. Paulo:

https://www1.folha.uol.com.br/amp/poder/2018/10/comunicacao-de-bolsonaro-usa-tatica-militar-de-ponta-diz-especialista.shtml

Guilherme Seto
SÃO PAULO

Os recursos escassos, a estética do material de divulgação e as constantes contradições de Jair Bolsonaro (PSL) e seus aliados podem levar à impressão de que a estratégia de comunicação do candidato é amadora.

Contudo, segundo o antropólogo Piero Leirner, professor da Universidade Federal de São Carlos que estuda instituições militares há quase 30 anos, a comunicação de Bolsonaro tem se valido de métodos e procedimentos bastante avançados de estratégias militares, manejados de maneira “muito inteligente, precisa, pensada”.

“Não se trata exatamente de uma campanha de propaganda; é muito mais uma estratégia de criptografia e controle de categorias, através de um conjunto de informações dissonantes”, explica Leirner.

“É parte do que tem sido chamado de ‘guerra híbrida’: um conjunto de ataques informacionais que usa instrumentos não convencionais, como as redes sociais, para fabricar operações psicológicas com grande poder ofensivo, capazes de ‘dobrar a partir de baixo’ a assimetria existente em relação ao poder constituído”.

O candidato à Presidência Jair Bolsonaro em entrevista após gravação de programa eleitoral no Jardim Botânico, Rio de Janeiro.

O candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) em entrevista após gravação de programa eleitoral, no Rio de Janeiro. – Erick Dau /Farpa /Folhapress

Nesse novo paradigma político descrito por Leirner, gestado em guerras “assimétricas” como a do Vietnã —nas quais os poderes e táticas militares são muito discrepantes entre os adversários— e colocado em prática nas “primaveras” do Oriente Médio, as redes sociais têm papel central, pois “descentralizam e multiplicam as bombas semióticas”.

A cúpula bolsonarista conta com a participação de diversos membros das Forças Armadas, que tiveram contato com essas doutrinas. Reportagem da Folha mostrou que Bolsonaro é o candidato preferido da maioria dos 17 generais de quatro estrelas da corporação –o topo da hierarquia. Uma dos protagonistas do grupo de Bolsonaro é o general quatro estrelas da reserva Augusto Heleno, que chegou a ser cotado como seu vice.

Há diversos recursos de “guerra híbrida” identificáveis na campanha bolsonarista com a participação de seus eleitores: a disseminação de “fake news” e as contradições (chamadas por Bolsonaro de “caneladas”) entre as figuras de proa da campanha são alguns deles.

As divergências entre o presidenciável e o vice, general Hamilton Mourão (PRTB), sobre o 13º salário, e também entre ele e o economista Paulo Guedes sobre a criação de imposto aos moldes da CPMF, são ilustrativas desse vaivém que, ao fim, gera dividendos políticos para Bolsonaro.

“Esses movimentos criam um ambiente de dissonância cognitiva: as pessoas, as instituições e a imprensa ficam completamente desnorteados. Mas, no fim das contas, Bolsonaro reaparece como elemento de restauração da ordem, com discurso que apela a valores universais e etéreos: força, religião, família, hierarquia”, analisa Leirner.

Nesse ambiente de dissonância, a troca de informações passa a ser filtrada pelo critério da confiança. As pessoas confiam naqueles que elas conhecem. Nesse universo, então, as pessoas funcionam como “estações de repetição”: fazem circular as informações em diversas redes de pessoas conhecidas, liberando, assim, o próprio Bolsonaro de produzir conteúdo.

“Ele aparece só no momento seguinte, transportando seu carisma diretamente para as pessoas que realizaram o trabalho de repetição. As pessoas ficam com uma sensação de empoderamento, quebra-se a hierarquia. O resultado é a construção da ideia de um candidato humilde, que enfrenta os poderosos, que é ‘antissistema’”, diz o antropólogo.

Esses poderosos contra os quais se voltam Bolsonaro e seus seguidores são justamente os agentes que tradicionalmente transmitem as informações de maneira vertical, como políticos, imprensa, instituições, que são lançados ao descrédito.

Concorrentes como o tucano Geraldo Alckmin e o petista Fernando Haddad, então, sofrem para atingir o eleitorado com ferramentas clássicas de propaganda. Torna-se difícil estabelecer um laço com os eleitores, especialmente com aqueles que já participam da rede bolsonarista.

“O trabalho dos marqueteiros dos outros partidos ficou a anos luz de distância. A tática de Alckmin foi um incrível laboratório: quanto mais atacou, mas aumentou a resistência de Bolsonaro. E isso com ele lá no hospital.  Os ataques ao Bolsonaro foram então encarados como ataques a essas ‘estações de repetição’, e sua mobilidade tornou eles inócuos”, afirma Leirner.

Se está claro que essas “fake news” geram desinformação e desorientação, o antropólogo acredita que ainda não se sabe exatamente o que se pode fazer para combatê-las. Nestas eleições, o Tribunal Superior Eleitoral tem sido pressionado para tomar alguma providência em relação a elas, mas tem tido dificuldades em fornecer respostas.

“Se uma fake news é punida, outras são geradas e estações novas entram na artilharia. No fim o que vai se fazer? Punir todas as redes? Prender milhões de pessoas? O que a gente vai ver é se as instituições vão continuar assistindo sua própria implosão.”

Para Leirner, por fim, a proliferação de notícias falsas colabora para o deslocamento de poder dentro de instituições centrais à democracia, como a Justiça e as Forças Armadas.

“Hoje vemos  setores do Estado, especialmente do judiciário, entrando em modo invasivo, cada um se autorizando a tentar estabelecer uma espécie de hegemonia própria”, diz.

Para ele, a especificidade da instituição militar, aquela que tem um poder que no limite só ela mesmo controla, deveria motivar reflexões sobre o perigo de misturá-la à política.

“O que me pergunto é se o pessoal da ativa está preparado para perceber que um pedaço desse ‘caos’ está saindo de uma força política que se juntou com alguns dos seus ex-quadros (…) A instituição militar diz: ‘obedecemos a Constituição e nos autocontemos’. Invadir esse poder com a ‘política’ não é boa ideia”, diz Leirner, concluindo com reflexão sobre a conjuntura.

“Parece-me que estamos vivendo um Estado bipolar: resta saber como, depois da fase eufórica, vamos encarar a fase maníaco-depressiva”.

 

Comunicação é tema do programa “Coronel Ricardo Entrevista”

Tive o prazer de participar do programa do Coronel Ricardo Jacob para falar sobre os vários aspectos que envolvem a Comunicação. Por uma hora, respondi sobre vários assuntos relativos a este apaixonante assunto.

Confira como foi em quatro vídeos logo abaixo…

PARTE 1:

PARTE 2:

PARTE 3:

PARTE 4:

As 10 mídias mais estranhas da história

Fonte: Meio & Mensagem

http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/noticias/2012/05/03/As-10-midias-mais-estranhas-de-todos-os-tempos.html

Shareen Pathak e Alexandra Bruell, do Advertising Age

Já que em nossos dias os consumidores são inundados por mensagens publicitárias – nos meios de transporte, em seus celulares, nos aviões, no cinema – em outras palavras, a todo e qualquer momento – como os marqueteiros podem ser notados? Uma solução para enfrentar a sobrecarga de mensagens e pôr um anúncio em locais onde os consumidores menos esperam. O uso criativo já levou a propaganda para lugares como mictórios, sapatos e canudos. Conheça  alguns dos 10 usos mais estranhos e inteligentes do uso de mídia dos últimos anos.

Clique no link acima para conhecer os cases. Abaixo, um dos exemplos…

Projeto novo implantado pela ADCom Comunicação em cliente atrai imprensa…

Salão de Chá do Restaurante Gigetto no Programa Lehaim 

Matéria especial do programa de TV Lehaim, de Markus Elman (www.lehaim.etc.tv), sobre o Salão de Chá do Restaurante Gigetto, um dos mais tradicionais e conhecidos de São Paulo. O projeto é uma ação gastronômica-cultural, que teve início em abril de 2008, desenvolvida para resgatar tradições e proporcionar à cidade um ponto forte de cultura, arte e entretenimento, que ocorre todas as quartas-feiras, das 15h30 às 17h30, sempre com a participação especial de alguma personalidade ligada à área cultural. Já participaram: Laura Cardoso, Adriana Lessa, Vida Alves, Etty Fraser, Wanderléa, Ana Lúcia Torre, entre outros. Inúmeros veículos de comunicação cobriram e repercutiram a ação idealizada pela ADCom Comunicação Empresarial (www.adcompress.com.br).

O principal objetivo do Salão de Chá é oferecer um agradável espaço de celebração e prazer entre famílias e amigos, abrilhantado pelo glamour do mundo das artes. “São momentos de verdadeiro deleite ao corpo, à mente e à alma!” explica Ana Paula Lenci, administradora da casa e idealizadora do projeto.