Como gerenciar uma crise de imagem

O artigo abaixo, da revista “Pequenas Empresas Grandes Negócios”, ilustra muito bem uma situação que vivenciamos há mais de 15 anos, gerenciando crises de imagem para os nossos clientes. Uma de maiores trabalhadas por nós foi o caso da clínica Santé e a modelo Cláudia Liz, em outubro de 1996, onde todos ficaram bem e a imagem, idem.

De lá para cá grande número de crises de imagens foi gerenciada pela ADCom (www.adcompress.com.br) de setores como saúde, construção civil, entre outros…

Atualmente, com a web 2.0,  as redes sociais e a voz do internauta de forma ativa, opinativa, imediata, quaisquer ações podem se tornar muito grandes em questão de pouco tempo. E aí os gestores da comunicação e da empresa devem ficar muito mais atentos, rápidos e preparados.

Dois pontos que desejo ressaltar no artigo descrito abaixo:

1) Mensalmente, o porta-voz deve inserir uma lista de perguntas incômodas a serem respondidas e fazer um exercício de como respondê-las e/ou (se for o caso) resolver a questão da forma mais rápida possível para que a vulnerabilidade seja minimizada ao máximo;

2) Assim que o texto-base estiver pronto, antes de reunir a imprensa, deve-se comunicar aos funcionários e, se possível, ao mesmo tempo, a clientes e fornecedores para que sejam os primeiros a saber a real situação e possam, consequentemente, também serem disseminadores da mensagem.

Bem, já falei muito… :-))))) rs… o interessante neste post é o artigo em si (logo abaixo).

Forte abraço,

Danon

Ter as atitudes corretas em um momento delicado pode resguardar a credibilidade da empresa e evitar desgastes com clientes, funcionários e público em geral

Nos últimos tempos, principalmente com o desenvolvimento das redes sociais, temos visto o crescimento do número de crises públicas vividas pelas organizações. Essas crises podem variar de recall de produtos, crise financeira, crise societária e fraude de sócios até boatos associados à organização, seus gestores ou sócios.
Esses momentos são extremamente delicados, pois, além de colocarem em risco a operação de um negócio, trazem aspectos emocionais de grande impacto na saúde e no equilíbrio psicológico das pessoas envolvidas, sejam elas empreendedores ou gestores.

Ter uma lista de ações já pré-desenhadas e discutidas entre os principais colaboradores e sócios, da mesma forma que em uma simulação de incêndio, ajudará na obtenção do necessário equilíbrio para sair da zona de risco e evitar saltar pela janela a cinco minutos da chegada do resgate.

Durante minha vida profissional como consultor de empreendedores, e também como empreendedor, assisti a diversas crises e identifiquei atitudes que funcionaram – e outras que conseguiram agravar muito mais o problema.

Partindo do pressuposto de que não se cometeu nenhum ato ilícito, aqui vai a lista de ações que normalmente funcionam em uma crise de imagem.

Pior do que o inferno é esperar por ele
O problema está aí e deve ser resolvido. O primeiro passo é traçar um plano de ação. Esse plano deverá contemplar os piores cenários e os mais prováveis. Simule o pior cenário e prepare-se para ele. Em momentos assim, a falta de planejamento e a adrenalina gerada pelo desconhecido poderão gerar atitudes desastrosas de que, muito provavelmente, você se arrependerá depois.

Mostre a sua cara
Se você não fez nada ilícito, tem as suas responsabilidades identificadas e um plano de ação desenhado, é importante assumir as suas responsabilidades e dar satisfação aos interessados de como pretende gerenciar o problema. Não tenha medo de se expor. Esconder-se fará com que as pessoas façam suposições sobre o que realmente está acontecendo e, pode ter certeza, essas suposições serão piores do que o real.

Troque de lugar com o outro
Um dos melhores exercícios é imaginar-se na posição daquele que está do lado oposto ao seu, ou seja, os eventuais prejudicados ou ameaçados pelos fatos que geraram a crise. Assim, será mais claro saber as suas motivações, necessidades e possíveis reações. Muito provavelmente, se você estivesse do outro lado, teria atitudes muito parecidas.

Seu maior ativo é sua credibilidade
Coloque como prioridade a defesa do seu nome e de sua credibilidade, antes do seu patrimônio pessoal. A ética deve estar antes de tudo. Você pode até garantir algum dinheiro com uma estratégia focada apenas em preservar seus bens materiais, mas lembre-se: muito provavelmente você será penalizado para sempre, principalmente quando tiver outros projetos que dependam de sua credibilidade.

O mundo está cada vez menor
Tudo o que você fizer irá alastrar-se rapidamente. Hoje em dia, não só os jornais mas também as redes sociais conseguem fazer com que um assunto ou uma percepção tome vida própria rapidamente. Se você prejudicar uma pessoa que seja, o efeito multiplicador será mais rápido que a luz.

Esqueça o “nada a declarar”
Todos têm algo a declarar. O posicionamento claro de sua visão do problema ajudará trazer a solidariedade de outras pessoas com você e sua organização. Muitas vezes, isso irá ajudá-lo a resolver o problema. Se a crise envolver jornalistas, lembre-se de que eles estão fazendo o trabalho deles e que são instruídos a sempre checar todas as variáveis de um problema. Não dar satisfação indica falta de respeito com esses profissionais e levanta suspeitas, mesmo que infundadas.

Seus colaboradores merecem respeito
A pior coisa que pode acontecer em uma crise é o colaborador ficar inseguro. Passe a real dimensão dos problemas, assim como os piores cenários e os cenários mais prováveis. Da mesma forma que pior do que o inferno é esperar por ele, o colaborador inseguro poderá imaginar cenários piores que os reais e, no desespero, “abandonar o barco”.

Lembre-se: empreendedores e empresas de bem não estão livres de crises de imagem. Tenha serenidade, mostre a sua cara, comprometa-se com a solução dos problemas e, acima de tudo, respeite as pessoas. Pode ter certeza que, se seguir essa fórmula, você ainda terá muitos anos pela frente como empreendedor.

*Carlos Miranda é presidente e fundador do fundo de Private Equity BR Opportunities, mestre em administração de empresas pelo IBMEC RJ e co-autor do livro “Empresas Familiares Brasilieiras”, organizado pelo Prof. Ives Gandra Martins


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Editor do Jornal da Globo fala sobre Israel e Oriente Médio

Este blogueiro entrevistou o jornalista José Alan Dias, editor de internacional do Jornal da Globo, para saber sua opinião sobre o que viu, in loco, em Israel, em particular, e a visão, em geral, da situação no Oriente Médio. As posições são bastante equilibradas, pertinentes e muito interessantes. Vale a pena assistir à entrevista.

Uma leitora de nossos informes, Elisabeth C. Wajnryt, enviou sua avaliação, que reproduzo: “Muito bom mesmo. Tanto entrevistador quanto entrevistado são perfeitos. O entrevistador escolheu as perguntas mais relevantes e as formula de maneira inteligente e sensata. O entrevistado se coloca de maneira sensível emocionalmente e reflexiva intelectualmente sobre as verdades que confrontou.
Vale muito a pena, repassem para suas listas.”

Assista, logo abaixo.

Publicidade brasileira cresce e atinge R$ 1,2 bi em janeiro

 

A crise mundial que desestabiliza inúmeros setores mundo afora ainda não causou tantos estragos na propaganda brasileira. Apesar do baque em investimentos publicitários, o faturamento dos veículos brasileiros com publicidade atingiu R$ 1.256 bilhão em janeiro, alta de 2,1% quando comparado ao mesmo mês do ano passado. 

Os números divulgados pelo projeto Inter-Meios mostram que o cinema obteve o melhor desempenho: cresceu 132% e dobrou seu share de 0,2% para 0,4% do total. A internet manteve-se em alta e melhorou a performance em 23,6%, atingindo participação de 4,4% no bolo publicitário. Já na televisão, os canais pagos ganharam mais 9,5% com publicidade e seu share chegou a 3%. Enquanto isso, os canais abertos apresentaram alta de 4%, representando 59,3% do total.

A mídia impressa teve queda na receita publicitária. As revistas caíram 8,4% e sua participação total caiu de 6,6% para 5,9%. Nos jornais, o faturamento publicitário teve queda 5,7% e sua participação também, de 18,2% para 16,8%. O rádio permaneceu estável, com uma pequena queda de 0,2% e share de 5%. Entre os guias e as listas, a participação foi mantida em 1,4%.

A mídia exterior se manteve estável, com crescimento de 0,14%, quando comparado a janeiro do ano passado. Mobiliário urbano, mídia móvel e painéis caíram nos índices com -25,4%, -17,8% e 6,4%, respectivamente. Já o outdoor teve alta de 5%.

O faturamento publicitário de painéis eletrônicos (telas de plasma e LCD) subiu 61,2% e continua ganhando espaço em diversos pontos de venda. 

Fontes: Adnews e MMOnLine


Internet e comunicação viram armas eficazes para crescer durante crise

Fonte: jornal Folha de S. Paulo deste domingo, 15 de março

Para aumentar as vendas on-line, que representam 15% do faturamento, o coordenador de marketing da Santana Eletrônicos, Daniel Alexis, pretende criar “podcasts” e vídeos

Ao decidir que custos cortar para diminuir despesas, um item deve ser avaliado antes de ser excluído: o marketing.

Na batalha para aumentar o tíquete médio e a carteira de clientes, reduzir a zero a divulgação de marca e de produtos pode dar à concorrência mais espaço para ganhar mercado e alavancar vendas.
Para quem não pode gastar muito, usar a internet e suas redes sociais é uma tática eficaz para se manter em evidência, segundo especialistas. “A tendência são as campanhas digitais”, esclarece Roberto Calderón, diretor de Novos Negócios da ABCZ Comunicação.
Pela internet, é possível alcançar 24,5 milhões de usuários ativos residenciais no Brasil, segundo o Ibope Nielsen Online. O número, coletado em janeiro, permaneceu estável em relação a dezembro e cresceu 16% na comparação com o mesmo mês de 2008. Pessoas com mais de 16 anos e acesso à web totalizam 43,1 milhões.
A publicidade on-line é a terceira que mais impacta a decisão de compra do brasileiro que tem acesso à internet, segundo levantamento feito pela consultoria Deloitte e divulgado com exclusividade para a Folha. Fica atrás da televisão (75%) e de revistas (57%).
Divulgar produtos e serviços na rede influenciou a decisão de compra de 45% dos 1.022 entrevistados (com idades de 14 a 75 anos) em dezembro do ano passado. O percentual aumenta para 52% entre os que têm de 20 a 25 anos.
A internet é o meio mais recomendado para micro e pequenas empresas, conforme pondera Wlamir Bello, consultor do Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).
“Essas firmas não precisam ter estratégia de massa. Isso é desperdício de verba e de estratégia de marketing”, sentencia.
Em meios de grande alcance, como a TV, corre-se o risco de gerar excesso de demanda sem ter condição de atendê-la.

Mais barato
Sites e blogs simples não exigem grande investimento. Soluções caseiras, por exemplo, saem a custo zero para a firma.
“Basta fazer o que chamamos de “landing page”, uma página simples”, destaca Leandro Kenski, CEO da Media Factory.
Contudo, os sites ou as páginas sem muitos recursos são apenas um meio, e não a solução, assinala Bello. “É preciso conduzir o consumidor até lá.”
Para isso, há alternativas. Uma das principais chama-se link patrocinado -no qual a empresa aparece em posições de destaque em sistemas de busca, como Google e Yahoo!.
“O investimento inicial fica entre R$ 100 e R$ 300”, afirma Mirko Mayeroff, diretor de Novos Negócios da WEBTraffic.
Basta ao empresário selecionar palavras relacionadas a seus produtos e serviços, orienta. “Quanto melhor a escolha, mais efetivo o resultado.”

Empresário deve focar fidelização

“O marketing é elementar na crise”, ressalta o consultor Marcelo Ortega, também autor do livro “Sucesso em Vendas”.
O especialista não recrimina a redução de gastos nessa área, mas recomenda que o empresário faça as contas e não invista mais do que 20% do faturamento em marketing.
Para Wlamir Bello, do Sebrae, é importante ter estratégias para anunciar e captar novos clientes.
No entanto, há um fator que muitos empresários desconsideram: o marketing de relacionamento.
“Manter contato com clientes é mais barato do que conquistar novos”, destaca, acrescentando que cadastrar consumidores e suas demandas ainda é uma prática pouco recorrente entre as firmas.

Ação diferenciada fortalece marca
Redes de relacionamento e estratégias combinadas são ferramentas para captar clientes

Ter uma página na internet não é o único recurso dos empresários para divulgar marca e produtos. Hoje, uma teia de ações pode ser feita na web -com custo próximo de zero- e trazer retorno financeiro significativo para a empresa.
Uma delas, que tem ganhado força recentemente, é a combinação de site, blog, YouTube e redes sociais, como Orkut, Facebook e Twitter (ferramenta que permite aos usuários enviar atualizações em textos de, no máximo, 140 caracteres).
Basta eleger um tema no qual a empresa tem conhecimento e investir em atualizações constantes, resume o sócio-proprietário da agência de marketing Espalhe Gustavo Fortes, 39.
Foi o que ele fez em 2003. Criou comunidade no Orkut e transformou o site em blog. Em 2007, aderiu ao Twitter. Tudo com o mesmo foco: trazer novidades sobre marketing de guerrilha, estratégias diferenciadas para que empresas ganhem mais visibilidade frente a concorrentes grandes.
O tempo consumido por semana, afirma o empresário, não passa de duas horas. Valem atualizações sobre o tema, relacionadas ou não à agência.
Virou referência na web, diz. “Hoje, somos convidados para até três palestras por mês.”
Segundo ele, não há segredo. “Qualquer pessoa pode fazer isso: um padeiro pode colocar receitas na web”, exemplifica.
O presidente do IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau) e do Yahoo! para a América Latina, Guilherme Ribenboim, porém, orienta: “É preciso ter estratégia definida. Entrar na internet “mais ou menos” compromete a imagem”.

Combinação
Se o empresário estiver disposto a investir mais para fortalecer produtos ou serviços, vale também combinar ações na internet que levem o consumidor fisicamente à empresa.
O Hotel Fazenda Fonte Colina Verde, no interior de São Paulo, levou para a web no fim do ano passado um tradicional entretenimento do negócio: uma espécie de caça ao tesouro para crianças, na qual seriam distribuídos toca-MP3.
Elas tinham de encontrar pistas na rede, mas só poderiam chegar aos presentes se estivessem hospedadas.
“Investimos R$ 10 mil na ação e, com ela, tivemos 15% a mais de clientes”, diz Lisia Peres, 48, diretora operacional.

O QUE FAZER

Trace estratégia com ferramentas a serem usadas

Mapeie concorrentes -vale pesquisar até a estratégia de firmas estrangeiras

Atualize blogs e Twitter ao menos uma vez ao dia

Aposte numa linguagem leve e descontraída

Seja relevante: não crie comentários e “posts” que não despertem atenção

Estabeleça prazos para responder a internautas

Analise o retorno das iniciativas -como quantos consumidores foram direcionados para a empresa por meio dessas ferramentas

Caso verifique que a ação não tem atingido o resultado, reformate-a

Estratégias precisam se diversificar

Manter uma página na internet não significa que o empresário deva abandonar estratégias de divulgação fora do ambiente virtual.
“Não se deve apostar num único caminho, nem mesmo fazer uma ação isolada uma única vez”, recomenda o consultor Marcelo Ortega.
Em 2008, enquanto mantinha uma vitrine na web focada em atacadistas, a diretora de marketing da Senso Shoes, Carolina Danielian, 27, investiu em outra.
Contratou cinco modelos, vestiu-as com calçados e bolsas produzidos pela firma e pediu que passeassem na frente de duas lojas com sacolas de compras com o logotipo da marca -na hora do almoço e no fim da tarde.
Na ação, que durou uma semana, Danielian investiu R$ 10 mil. “As vendas aumentaram 47%”, comemora.

Síntese das principais notícias de hoje, 18 de novembro de 2008

Fonte: clipping Radiobrás

18 de novembro de 2008

bebejornal1

O Globo

Manchete: BB e CEF dão mais R$ 13 bi para ampliar financiamentos
A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil já se preparam para jogar mais R$ 13 bilhões na economia. A Caixa oferecerá R$ 8 bilhões para servidores públicos federais comprarem imóveis em até 30 anos. Além disso, a própria Caixa e o Banco do Brasil estão ampliando os recursos para crédito com desconto em folha (consignado) em até R$ 5 bilhões no ano que vem. Ontem, o Citigroup anunciou que cortará 53 mil empregos no mundo, incluindo o Brasil. O JPMorgan deve demitir 3 mil pessoas e o banco UBS vai suspender temporariamente o pagamento de bônus a altos executivos. (págs. 1 e 17 a 19)

MEC fecha 1.337 centros de teleaulas
O Ministério da Educação desativou 1.337 centros de ensino superior a distância, proibindo novos vestibulares. Cerca de 60 mil alunos estudam nesses centros, ligados a quatro universidades. De acordo com o MEC, eles funcionam precariamente, sem biblioteca e laboratório. (págs. 1 e 5)

Juiz que prendeu Dantas é mantido

Por dois votos a um, o juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal, foi mantido pelo Tribunal Regional Federal de SP à frente do processo em que o banqueiro Daniel Dantas é acusado de corrupção. Hoje, o juiz será julgado pelo Conselho Nacional de Justiça. A pedido dos ministros Tarso Genro e Jorge Félix, a AGU vai recorrer da decisão do juiz Ali Mazloum que proibiu a Abin de acompanhar a perícia da PF sobre documentos apreendidos na agência. (págs. 1, 3 e Luiz Garcia)

Cultura: ‘Da miséria para a desimportância’

Na posse de Sérgio Mamberti como presidente da Funarte, o primeiro a reclamar da verba oficial foi o ministro da Cultura, Juca Ferreira: “Saímos da miserabilidade para a desimportância.” Mamberti substitui Celso Frateschi, que se demitiu após O GLOBO revelar irregularidades em sua gestão. (págs. 1 e 5)

Taxa de homicídios cai ainda mais

O número de homicídios dolosos no Estado do Rio caiu 17,9%, em agosto, em comparação com o mesmo mês de 2007. Foi a sétima queda consecutiva no índice, de acordo com o boletim divulgado pelo estado. “Para nós, é um alento”, disse o secretário de Segurança, Mariano Beltrame, para quem, no entanto, ainda não é possível comemorar. Em SP, 20 homens armados, usando camisetas com inscrição da Polícia Civil, invadiram um condomínio, amarraram moradores e fugiram levando carros. Ninguém foi preso. (págs. 1, 10 e 11)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Juiz do caso Dantas deve permanecer, Diz tribunal

TRE (tribunal Regional Federal) da 3ª Rgião decidiu manter o juiz federal Fausto de Sanctis como magistrado responsável pela ação penal e pelos inquéritos relativos a acusações contra o banqueiro Daniel Dantas de crimes de corrupção e delitos financeiros. Por dois votos a um, a decisão contrariou o pedido de afastamento do juiz feito pelos defensores da Dantas. Os advogados elegaram que de Sanctis estava alinhado á Policia Fedral e ao Ministério Público para condena-lo. A defesa disse que recorrerá ao Superior Tribunal de Justiça. Hoje, o conselho Nacional de justiça julga pedido de abertura de processo administrativo contra De Sanstis por supostos repasse de senha de cadastro delefônico a policia Federal. A AGU (Advogacia Geral da União) encaminhou também hoje á 7ª Vara Federal criminal de SP pedido para que equipe da Abin possa acompanhar perícia da PF nos computadores apreendidos no orgão. ( Págs. 1 Brasil )
“Bolha do subprime agrícola estourou”, avalia Blairo Maggi 

Os EUA disseram ao brasil que o presidente do Tribunal de contas do Estado de SP, Eduardo Bittencourt. Movimentou lá pelo menos US$ 2 milhoões, relata Lilian Cristofoletti. A saida do valor não foi declarada ao fisco. Investigado por suposto enriquecimento ilicito, lavagem e evasão de divisas, Bittencourt nega. (Págs . 1 e A 10 )

Médicos criticam o Incra por não indicar exame de toque retal

Urologistas contestam decisão do Instituto Nacional de Câncer de desaconselhar os exames de toque retal e PSA para homens sem sintomas de câncer de próstata. Para a Sociedade Brasileira de Urologia, esperar pelos sintomas ”pode fazer com que o câncer de próstata esteja em estágio avançado, com impssibilidade de curar”. O Incra diz não haver evidências de que o rastreamento reduza a mortalidade causada pela doença. (Págs. 1 e C 9 )

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O Estado de S. Paulo

Manchete: FMI defende gastos de US$ 1,2 tri contra a crise
O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, defendeu ontem o uso de até 2% do PIB mundial, ou USS 1,2 tri­lhão, como estímulo fiscal para estancar a espiral de recessão – que agora é oficial no Japão e na zona do euro. Segundo o FMI, as economias avançadas devem ter um recuo de 0,3% do PIB em 2009, “É hora de usar todos os instrumentos”, disse Strauss-Kahn. Em comunicado conjunto, as maiores empresas da Europa pediram aos governos redução de impostos, corte de juros, acesso a crédito e a conclusão da Rodada Doha para enfrentar a crise. Fortalecidas pela recessão nos países ricos, China e Índia informaram ontem que não abrirão seus mercados. Segundo ambos, serão os países ricos que terão de fazer concessões para permitir um acordo comercial até o fim do ano, conforme acertado pelo G-20. (págs. 1 e B4 a B7)

BC já injetou R$ 158 bi para crédito e câmbio

O governo já injetou R$ 158 bilhões para combater os efeitos da crise. Segundo dados do Banco Central, só na tentativa de estabilizar o câmbio foram gastos R$ 106 bilhões, pela cotação de sexta. O governo já havia usado R$ 44 bilhões para restabelecer o crédito, e ontem anunciou R$ 8 bilhões em financiamento imobiliário para servidores. A conta exclui R$ 56 bilhões em depósitos compulsórios liberados. (págs. 1 e B1)

Com verba maior, saúde indígena tem resultado pior

Especialistas dizem que o ministro José Gomes Temporão acertou ao criticar a Funasa. Embora a saúde indígena receba R$ 900 per capita, contra R$ 270 do resto da população, a mortalidade segue alta. (págs. 1 e A6)

TAM: polícia deve indiciar ex-dirigentes da Anac

A Polícia Civil de São Paulo, com base em laudo antecipado pelo Estado, anunciou que vai indiciar cerca de dez pessoas pelo acidente com o Airbus da TAM em julho de 2007, que deixou 199 mortos. Os nomes dos indiciados só serão revelados na sexta, mas é dado como certo que entre eles figuram ex-integrantes da cúpula da Anac, além de funcionários da Infraero e da TAM. Em caso de condenação, cada réu poderá pegar até seis anos de prisão. (págas. 1 e C1)

Tribunal nega pedido para afastar juiz da Satiagraha

A Justiça negou o pedido de afastamento do juiz Fausto de Sanctis e o manteve no comando da Satiagraha, investigação sobre suposta organização cri­minosa envolvendo o banqueiro Daniel Dantas. Foi a primeira vitória dele no caso. (págs. 1 e A4)

Artigo: A tarefa do Brasil

Ilan Goldfain: A melhor contribuição do Brasil na crise é se manter estável. (págs. 1 e A2)

Notas e informações: O G-20 e o desafio imediato

A primeira reunião do G-20 foi mais produtiva do que se esperava, mas o principal desafio não é reformar o sistema financeiro internacional e sim atenuar e abreviar a crise. (págs. 1 e A3)

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Jornal do Brasil

Manchete: Crise já consumiu R$ 150 bi do Brasil

O governo brasileiro já retirou de seus cofres cerca de R$ 150 bilhões, destinados a evitar a contaminação da crise financeira internacional. Na conta, incluem-se gastos com leilões de dólares e linhas de empréstimos para os setores automobilístico, comércio exterior e construção civil. Mais otimista do que em declarações anteriores, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse que o Brasil vai crescer acima da média mundial. Mais pessimista, o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, anunciou que vai segurar a maior parte dos US$ 700 bilhões do pacote anticrise até que Barack Obama assuma o governo em janeiro. (pág. 1 e Tema do dia, págs. A2 a A5)

Com menos fiscais, Ibama trabalha melhor

Quatro fiscais do Ibama foram afastados, acusados de integrar uma quadrilha que cobrava por laudos ambientais irregulares e ignorava crimes contra a fauna e florestas do estado. No total, 31 fiscais já saíram desde 2006, mas, apesar disso, os que sobraram garantem que não houve queda na produtividade. (pág. 1 e Cidade, pág. A13)

Governo decide votar reforma

A reforma tributária vai a votação até quinta-feira. O governo quer tirar da equipe econômica a responsabilidade do atraso, mas a tática é de risco: não há garantia de apoio dos governistas ao parecer do relator, deputado Sandro Mabel (PR-GO). (pág. 1 e País, págs. A6 e A7)

Juca Ferreira

Ministro anuncia: não vai tirar do Rio a sede da Funarte. (pág. 1 e Hildegard Angel, pág. B5)

Juiz afastado do caso VarigLog

A Justiça de São Paulo acolheu o pedido de suspeição formulado pelos sócios brasileiros da VarigLog Marco Audi e Marcos Haftel, e determinou o afastamento do juiz José Paulo Camargo Magano do processo de dissolução de sociedade da Volo/VarigLog. (pág. 1 e País, pág. A12)

Mutação torna tuberculose letal

Diferentemente do que muitos pensam, a tuberculose não é uma doença do passado. Uma das mutações mais recentes e letais é a conhecida pela sigla XDR-TB, causada por bactérias que resistem aos antibióticos usados normalmente. (pág. 1 e Vida, Saúde & Ciência, pág. A24)

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Correio Braziliense

Manchete: Servidor terá R$ 8 bi para comprar imóvel

Banco do Brasil e Caixa Econômica abrem linhas de crédito com juro subsidiado para funcionários públicos federais ativos e inativos. Empréstimos começam hoje. Objetivo é esquentar a economia em tempo de crise. (págs. 1 e 17) 

Recessão já paira sobre o Brasil

Economistas brasileiros calculam que o país vai entrar oficialmente em recessão, tal qual o Japão e a Europa. A má notícia, segundo eles, será dada em março do ano que vem, quando o PIB deve cair pelo segundo trimestre seguido. Com a perspectiva de desemprego, as centrais sindicais pedem cláusulas antidemissão nos contratos com empresas que receberem ajuda do governo. (págs. 1 e 13 a 15)

Mensalidade escolar até 30% mais cara

Levantamento feito pelo Correio revela que escolas particulares preparam aumentos que variam de 5% a 30,9% para o próximo ano. Procon orienta pais a analisarem com cuidado a planilha de custos. (págs. 1 e 19)

Concurso do Senado sub júdice

Ministério Público Federal inicia ação civil pública e pede à Justiça que anule provas subjetivas ministradas no último dia 9. Procurador vê falhas no edital e quer que regras e exames sejam refeitos. (págs. 1 e 18)
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Valor Econômico 

Manchete: BB negocia alterações radicais no crédito rural

Maior financiador do setor agrícola, com uma carteira de dois milhões de contratos, o Banco do Brasil negocia com o governo uma ampla alteração nas regras do sistema de crédito rural, instituído em 1965. O banco propôs uma “reengenharia” para ampliar garantias de preços, indenizar perdas climáticas e assumir riscos e custos de crédito do produtor.
Em documento inédito, o BB defende o estabelecimento de taxas de juros pelo risco da operação, a obrigatoriedade da adesão ao seguro rural, proteção de preços (hedge), fundos garantidores e de catástrofe, além da criação de um plano de safra plurianual com bandas de intervenção e políticas diferenciadas de acordo com o perfil do produtor e do segmento.

A proposta do BB inclui o fim das prorrogações das dívidas rurais e o compartilhamento de riscos entre bancos e o Tesouro Nacional a partir do histórico do produtor. Defende ainda a criação de empréstimos rotativos e renováveis para o conjunto de empreendimentos da propriedade. Hoje, o produtor tem de fazer contratos individuais para cada lavoura. Também propõe a subvenção para a produção e os preços rurais. 

União prepara novas normas na mineração

No início de 2009, o governo deverá encaminhar ao Congresso projetos de lei para promover a maior reforma no marco regulatório da mineração desde que o código do setor foi promulgado, em 1967. Entre as propostas estão a criação de uma agência reguladora, a permissão à exploração por estrangeiros na faixa de fronteira e o uso do direito minerário como garantia ao crédito bancário.
Ao contrário do esperado, a reforma não deve alterar o monopólio constitucional na exploração de urânio, restrita às Indústrias Nucleares do Brasil (INB), mas poderá viabilizar parcerias com a livre iniciativa. Às mineradoras estrangeiras será dado o direito minerário em faixa de fronteira desde que a empresa avance na cadeia produtiva da matéria-prima explorada. (págs. 1 e A14) 

Sistema de preços de minério em xeque

As negociações de preços do minério de ferro de 2009 poderão ser mais duras e demoradas do que o previsto. Vale, Rio Tinto e BHP Billiton, que dominam 75% do mercado, deverão propor a adoção de sistemas diferentes de fixação de preços.
Segundo o diretor de ferrosos da Vale, José Carlos Martins, já existe urna proposta para substituir o tradicional sistema de “benchmark” por um novo esquema de cotação conhecido como Index. “A posição da Vale será de defesa do benchmark”, afirma Martins. (págs. 1 e B1) 

Oi desenha o plano de integração com a BrT

Enquanto aguarda a autorização do governo para concluir a compra da Brasil Telecom (BrT), a Oi (ex-Telemar) trabalha no plano de integração. A companhia prepara o desmembramento de algumas diretorias, como a financeira, de infra-estrutura e de gestão de negócios.
Na diretoria financeira, uma nova área será mais estratégica – cuidará, por exemplo, da gestão de custos e do endividamento da Oi, que vai crescer bastante por causa da aquisição. O diretor escolhido é Alex Zornig, vice-presidente do Banco Safra e ex-executivo do BankBoston no Brasil. A outra diretoria será responsável pela controladoria e por integrar a estrutura interna da BrT.
 
A diretoria de infra-estrutura dará lugar às áreas de engenharia e tecnologia da informação, de um lado, e de construção e operação de rede, de outro. A gestão dos negócios terá dois segmentos: de serviços integrados – os da atividade principal da companhia, como telefonia fixa, móvel e banda larga – e o de serviços não integrados – TV por assinatura e pagamentos via celular. “Quando você tem um negócio novo, achamos que o melhor modelo é deixá-lo rodar sozinho até ele gerar receita suficiente”, explicou Luiz Eduardo Falco, presidente da Oi. (págs. 1 e B3) 

Exportações de maçã

Produtores de maçãs estão otimistas com a venda da produção de 2008, que será colhida no primeiro trimestre. Mesmo com a crise nos países ricos, a alta da taxa de câmbio garantirá rentabilidade maior na exportação. A União Européia é a principal compradora da maçã brasileira. (págs. 1 e B12)

Perdas na previdência

Fundos de pensão dos países desenvolvidos já perderem mais de US$ 4 trilhões até meados de outubro, segundo a OCDE. Algumas carteiras mais arriscadas, com grande presença de ações, perderam quase 50% de seu valor. (págs. 1 e C3)

Responsabilidade social

Vencedora do Prêmio Eco na categoria Comunidade, a Microsoft Brasil investiu R$ 35,6 milhões no ano passado em inclusão digital e educação a distância, beneficiando diretamente 668 mil pessoas, entre estudantes e educadores, diz o presidente da empresa, Michel Levy. (pág. 1)

Indústria americana

A produção industrial nos Estados Unidos se recuperou em outubro e aumentou 1,3% em relação ao mês anterior, depois de recuar 3,7% em setembro. A recuperação foi superior às previsões dos analistas, que esperavam uma alta de 0,2%. A utilização da capacidade instalada ficou em 76,4%. (págs. 1 e A10)

Queda da cotação leva Rússia a cortar imposto de exportação de petróleo (págs. 1 e A10)

GM reduz projeção de receitas no Brasil, mas preserva investimentos, diz Jaime Ardila (págs. 1 e B7)

Idéias

Delfim Netto: Estados autárquicos tornaram-se inviáveis hoje. (págs. 1 e A2)

Idéias

Yoshiaki Nakano: crise obriga Brasil a fazer ajustes de forma favorável. (págs. 1 e A13)

Idéias

Raymundo Costa: Dilma e Serra usam figurino de melhor gestor da crise. (págs. 1 e A8)

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Gazeta Mercantil

Manchete: GM teme contaminação da matriz na venda local

A General Motors do Brasil, que se considera blindada contra o perfil deficitário da matriz nos Estados Unidos, anunciou que finaliza projeto para investir mais US$ 1 bilhão no Brasil para renovação da maior parte da linha de veículos até 2012. Mas a manutenção dos postos de trabalho vai depender da reação das vendas até o fim do primeiro trimestre de 2009. “Vamos esperar o
comportamento do mercado para saber que decisão tomar”, afirmou Jaime Ardila, presidente da General Motors no Brasil e no Mercosul.
O sindicato que reúne fabricantes de autopeças termina estudo sobre efeitos da crise no setor, que antecipou investimentos, adotou terceiro turno e que agora enfrenta ociosidade. “Não há dúvidas de que haverá demissões na indústria de autopeças”, disse Paulo Butori, presidente do Sindipeças.

Jaime Ardila considera que a injeção de R$ 8 bilhões dos governos federal e paulista para o financiamento de veículos já começou a recuperar as vendas, que caíram 12% em outubro. Para 2009, ele trabalha com dois cenários: conservador (2,6 milhões de unidades) e otimista (2,9 milhões). Para a GM, as vendas totais crescerão este ano 15% e chegarão a 2,85 milhões – a previsão anterior era de 3 milhões. 

Exportações

Comércio Brasil-Coréia soma US$ 8 bilhões. (págs. 1 e A7)

Liminar favorece Sabesp contra ECT

A Sabesp conseguiu liminar na Justiça que a autoriza a continuar entregando as contas de água diretamente aos consumidores. A ECT deve recorrer da decisão. (págs. 1 e A11)

Pequenos produtores de petróleo adiam projetos

Pequenos produtores de petróleo, que normalmente atuam em poços terrestres, não aproveitados pelas grandes empresas por serem considerados de baixa produção para o tamanho das petrolíferas, já adiam os seus projetos exploratórios por conta da queda livre do preço do barril, que ontem fechou abaixo de US$ 55 na bolsa nova-iorquina. A Aurizônia começaria a perfurar novos poços no Sergipe no próximo ano, mas o recuo do petróleo, aliado à escassez de crédito, inviabilizou o projeto. “Vamos postergar o projeto de desenvolvimento, que seria feito em 2009”, afirma o diretor-presidente da Aurizônia, Oswaldo Pedrosa.
O projeto campo-escola, realizado pela Agência Nacional do Petróleo em parceria com universidades federais, também resolveu adiar “investimentos em perfuração”, conta Luiz Medeiro Júnior, um dos responsáveis pelo programa. (págs. 1, C1 e A12) 

Cinco brasileiros entre os bancos mais lucrativos

As instituições financeiras latinas ganharam espaço no ranking dos vinte bancos de capital aberto mais lucrativos da América Latina e dos Estados Unidos, elaborado pela Economatica. Pouco ou nada expostos às hipotecas de alto risco do mercado norte-americano, havia nove latinos na lista ao final de setembro, em relação aos cinco contabilizados um ano antes, sendo cinco brasileiros. Bradesco, com lucro de US$ 997,9 milhões, e Banco do Brasil, com US$ 975,3 milhões, ocupam o terceiro e quarto lugares, respectivamente. (págs. 1 e B3)

Governo baiano dá garantias ao investimento da Stora Enso

A Stora Enso reafirmou ontem ao governador baiano, Jaques Wagner, em Estocolmo, na Suécia, a disposição de manter o investimento de US$ 2,5 bilhões no projeto Veracel 2 para duplicar a produção de celulose. Inaugurada há três anos no sul da Bahia, a Veracel teve sua ampliação comprometida em função da grave crise financeira pela qual passa a Aracruz, sócia brasileira no empreendimento. Do encontro participaram também o presidente da Veracel, Antonio Sergio Alipio, e os secretários Rafael Amoedo, da Indústria e Comércio, e Juliano Mattos, do Meio Ambiente. O governador baiano está otimista com a solução do impasse e a possível transferência do controle da companhia para o grupo sueco-finlandês. “Vamos aguardar nosso retorno ao Brasil, receber a documentação da Stora Enso e trabalhar junto ao governo federal a fim de facilitar esse importante investimento para a Bahia.” (págs. 1 e A5)

Citigroup vai demitir 50 mil funcionários

O Citigroup confirmou, ontem, que planeja cortar 50 mil funcionários. A crise econômica e a piora das condições globais de crédito pressionam o banco norte-americano a rever sua estrutura de custos no mundo. Os cortes, que devem acontecer no curto prazo, vão se somar às 23 mil vagas que foram fechadas pela instituição nos primeiros nove meses de 2008.
O banco perdeu mais de US$ 20 bilhões no último ano, atingido por dívidas de difícil recuperação freqüentemente vinculadas a hipotecas. Alguns analistas afirmam que a instituição pode não ser lucrativa antes de 2010.
 
Em nota, a unidade brasileira alega que não há dados precisos referentes ao Brasil, pois “trata-se de mais um trabalho em andamento do que um fato consumado”. (págs. 1 e B3) 

O 13º será gasto no consumo

Apesar das turbulências, neste fim de ano 37% dos trabalhadores pretendem gastar o 13º salário com compras. Apenas 9% vão aplicar o dinheiro. (págs. 1 e INVESTNEWS.COM.BR)

Reforma tributária é a prioridade

“A principal medida a ser adotada para facilitar os negócios no Brasil é a reforma tributária e não se deve permitir que as discussões a seu respeito sejam interrompidas devido à crise mundial”, disse ontem o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, no Congresso Paulista de Jovens Empreendedores, promovido pela Fiesp e Gazeta Mercantil. (págs. 1 e A6)

Custos de fretes caem e beneficiam exportadores

A desaceleração da economia mundial começa a se refletir nos custos das operações de comércio exterior. A queda na cotação do barril de petróleo provocou a redução nos preços dos fretes marítimos e aéreos. Segundo Ary Chander, gerente da Hellmann Worldwide Logistics do Brasil, o frete aéreo para Estados Unidos e Europa caiu 11% desde julho.
Na Indústrias Romi, fabricante de máquinas-ferramenta, essa redução foi inferior a 10%. “Quando o preço do insumo dispara, o repasse é imediato. Mas quando as cotações despencam a inércia é grande”, avalia Hermes Lago, diretor da empresa.
 
A queda dos preços de commodities como o cobre melhora a competitividade de empresas como a Black & Decker. Segundo Domingos Dragone, diretor da companhia, com esse ganho, mais a variação cambial, a companhia espera recuperar competitividade e enfrentar a concorrência chinesa no mercado latino-americano. (págs. 1 e A4)

Agravamento da recessão preocupa Japão

A economia japonesa, a segunda maior do mundo, entrou em recessão no terceiro trimestre de 2008, afetada pela crise financeira que derrubou os investimentos das empresas, segundo dados oficiais divulgados ontem em Tóquio.
O governo japonês e economistas disseram acreditar que as condições podem ainda piorar, pois a crise financeira global afeta as exportações e isso leva as empresas a reduzirem significativamente suas previsões de lucros e cortarem investimentos.
 
O PIB do Japão retrocedeu 0,1% em comparação com o segundo trimestre e 0,4% no cálculo anual, marcando a entrada oficial do país em recessão, tecnicamente definida como dois trimestres consecutivos de crescimento negativo. (págs. 1 e A12) 

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Estado de Minas

Manchete: IPTU vai ficar 6% mais caro em BH

Esta é a projeção da inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E), que deve ser usado no reajuste do imposto, a exemplo dos anos anteriores. Outra opção seria a correção pela planta de valores que leva em conta as melhorias e a valorização dos imóveis, mas dependeria de aprovação este ano pela Câmara Municipal. Por maioria de dois terços, de projeto de lei não enviado até ontem pela prefeitura, o prazo é curto para costurar difícil acordo político. (pág. 1)

Brasil deve cumprir meta do milênio antes do prazo (pág.1) 

Bancos do país estão entre os mais lucrativos

O Brasil tem cinco bancos entre os 20 mais lucrativos das Américas. Há outras empresas, porém, tendo e ver investimentos para pagar o 13º. Segundo o presidente do banco Central, Henrique Meirelles, o país já ganhou R$ 150 bilhões no combate à crise. (pág.1) 

R$ 3,2 milhões

É a verba para obras que os mineiros tentam garantir no Orçamento da União de 2009.(pág.1) 

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Jornal do Commercio

Manchete: Arrastão e terror em rua do Rosarinho

Usando dois carros para fazer uma espécie de sanduíche, quadrilha prendeu veículos na Rua Teles Júnior. Depois, sob ameaça de armas, recolheu os pertences dos passageiros e motoristas acuados. Moradores cobram segurança na área. (pág.1)

Newton se livra da intervenção (pág.1)

Falta de recursos suspende internações no Barão de Lucena (pág.1) 

Segunda economia do mundo, Japão também já enfrenta recessão (pág.1)

Além de convocar ontem uma entrevista coletiva, a GM publica hoje comunicado em jornais para evitar que o clima de incerteza da matriz contamine o consumidor brasileiro. Ardila diz que o Brasil tem operação rentável desde 2006 e que a matriz aguarda empréstimo-ponte do governo norte-americano. O executivo afirmou que a GM foi pega de surpresa nos EUA pela crise quando se reestruturava, “mas não vai pedir concordata”. (págs. 1 e C3) 

Segundo cálculos do BB, para “proteger” toda a safra de soja e milho, de 118 milhões de toneladas, com subsídio para 50% do prêmio, o governo gastaria apenas R$ 864 milhões em seguro rural e R$ 460 milhões em hedge de preços. Com R$ 1,324 bilhão, portanto, protegeria R$ 38 bilhões em produção. Para comparar: o Tesouro gastou R$ 10,6 bilhões de 2005 a 2007 em subsídios na comercialização, equalização de juros e Proagro. E outros R$ 10,1 bilhões para rolar as dívidas rurais de 2000 a 2006.

Desde 2002, os produtores “perderam” 31 milhões de toneladas (diferença entre safra projetada e colhida), cuja receita evaporou-se. Além disso, o setor viu a fatia do crédito rural cair para apenas um terço do custo de produção. Isso fez o crédito minguar, o custo financeiro explodir e o risco aumentar, inclusive na carteira do banco, cujas provisões foram elevadas. (págs. 1 e B12) 

Para governador de MT, falta de crédito tem consequências graves. Máquinas de agricultores inadimplentes já são recolhidas no Estado ( Págs. 1 e B 1 )