Murdoch: “o jornal do futuro será lido em uma tela”

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Aos 78 anos, Rupert Murdoch (foto) mostra que de tradicional não tem nada. Presidente do grupo News Corp., o executivo acredita que todos os jornais impressos serão digitais em 10 ou 15 anos. A afirmação foi feita nesta quinta-feira (28), durante uma entrevista ao canal Fox Business Network. Segundo infomações da AFP, com a crise e queda mundial do formato impresso, as publicações serão obrigadas a cobrar por seu conteúdo online ou não vão sobreviver.

O magnata prevê que esse novo formato de consumo de mídia ficará pronto em breve. “Este novo jornal eletrônico deverá estar pronto dentro de dois ou três anos, mas levará 10 ou 15 anos para que o público se acostume a ele. O jornal do futuro será lido em uma tela, atualizada a cada uma ou duas horas.” O presidente da News Corp. também anunciou medidas para cobrar as edições internet dos jornais. “O leitor terá de pagar para ter acesso a seu jornal favorito”, declarou. A News Corp. é proprietária dos jornais americanos Wall Street Journal e New York Post, os jornais ingleses Times e Sun e, também do The Australian, entre outros. Murdoch também afirmou que as melhores companhias eletrônicas do mundo já estão trabalhando para desenvolver esse modelo e dar continuidade ao projeto. 

Fonte Adnews

Análise de reações corporais é útil em ambiente de trabalho

fonte: jornal Folha de S. Paulo

Linguagem não verbal pode mostrar desconforto ou satisfação do interlocutor em reuniões e entrevistas

Um mero erguer de sobrancelhas ou um enrugar dos lábios significam mais do que uma ação involuntária. Podem demonstrar se o interlocutor gosta ou não do que está ouvindo -informação útil em situações profissionais.
Mais da metade do impacto das mensagens vem dos sinais não verbais, afirma a especialista em comportamento social e comunicação Judi James no livro “Linguagem Corporal no Trabalho – Como Usar os Sinais Não-Verbais para Alavancar Sua Carreira”, da editora Best Seller (336 págs., R$ 34,90).
Parecer interessado na conversa e evitar gestos que indiquem desconforto, diz James, ajuda quem quer se projetar no trabalho, pois transmite segurança e atenção (veja quadros baseados no livro de James nesta e na próxima páginas).
Boa parte dos gestos é inconsciente -quem rói a unha de nervosismo ou tamborila os dedos porque quer terminar a conversa faz isso sem perceber.

Empatia
De forma sutil, a linguagem do corpo ajuda a perceber se o colega está distraído. E os outros também notam se o profissional está confiante ou se quer se esconder debaixo da mesa.
Esse tipo de conhecimento atrai quem precisa lidar com clientes e equipes internas, criando empatia com eles para que a conversa possa fluir.
Sérgio Ribeiro da Cruz, 32, gerente de relacionamento da Medical Systems (soluções em tecnologia da informação para a área de diagnósticos médicos), resolveu estudar técnicas para melhorar fala e expressão depois de perceber, durante uma apresentação, que havia pessoas desatentas.
Em um curso feito no Instituto Cláudio Ayabe, aprendeu, junto com técnicas para melhorar a fala, que era preciso olhar nos olhos dos espectadores, movimentar as mãos sem ser espalhafatoso e andar pelo palco, “[mas] sem parecer uma bolinha de pingue-pongue”.
Ele pratica a comunicação não verbal também com colegas e superiores. “Se falo algo que merece um sorriso como resposta, é um bom sinal.”
A empresária Marie Claire Bijoux, 32, que trabalha com produtos de inox para cozinha, foi atrás de dicas para melhorar a comunicação nos negócios e fez um curso na SBPNL (Sociedade Brasileira de Programação Neurolínguística).
Além de reparar no tom de voz, atenta no movimento dos olhos, na postura e nos gestos do interlocutor, para se ajustar. “Abrir uma negociação [com o cliente] é o principal.”
Para que o profissional obtenha melhoras na sua linguagem corporal, Judi James sugere que a pessoa realize uma autoavaliação -desde o jeito do corpo até a expressão do rosto quando não está fazendo nada.
A partir dessas mensagens, sugere a autora, ele pode trabalhar a imagem que quer passar.

CORPO QUE FALA

Gestos devem condizer com o currículo e com a entrevista

Movimentos causam desconfiança quando não são embasados em conteúdo

A linguagem corporal é importante, mas não convencerá cliente, chefe ou entrevistador se for apenas um teatro sem conteúdo. É preciso ter conhecimento do tema abordado e do público espectador.
“O assunto [da reunião] tem de ser relevante para quem está ouvindo”, afirma o gerente de relacionamento Sérgio Ribeiro da Cruz, da Medical Systems.
Sem consciência do que se fala, a encenação é percebida, e a discordância entre gestos e discurso causa desconfiança.
“Numa entrevista [para emprego] de uma ou duas horas, o candidato que estiver atuando não conseguirá manter isso por muito tempo”, ressalta Margareth Mendes, gerente de recursos humanos do Grupo Linx, especializado em soluções tecnológicas para empresas de varejo e atacado.

Cautela
É importante que os gestos sejam condizentes com personalidade e experiência. “A chave é o autoconhecimento. Isso se traduz nos gestos”, diz Solange Iara de Souza Teixeira, da consultoria em RH Dimensão.
Numa entrevista de emprego, por exemplo, ter consciência de suas limitações, assim como de seu potencial, dá ao candidato a segurança para enfrentar o desafio. Isso transparece na linguagem corporal, analisa Teixeira.
Apesar dos manuais e glossários de linguagem corporal, é preciso cautela para não levar sinais não verbais sempre ao pé da letra. Eles podem virar armadilhas se não forem analisados junto com outros fatores.
Em uma entrevista para emprego, gerentes e consultores de recursos humanos levam a postura e o gestual em conta, mas como parte de uma avaliação mais geral.
“É preciso aliá-las à parte verbal, ao currículo e à entrevista”, alerta Teixeira.
A consultora acrescenta que o correto é falar em “possíveis interpretações de sinais”. Uma atitude que, às vezes, é entendida como indicação de mentira, como encolher os braços e as pernas, na tentativa de se retrair, pode significar apenas que o candidato é tímido.
“É impossível atribuir o mesmo significado de um gesto para muitas pessoas”, acrescenta Gilberto Cury, presidente da SBPNL.
Cruzar os braços, por exemplo, em geral é traduzido como um gesto defensivo ou de discórdia. Mas, aponta Cury, durante uma palestra, essa ação pode simplesmente ser parte do esforço que a pessoa faz para ouvir com mais atenção.

Leituras múltiplas
A escritora Judi James dá a essa atitude diversos significados. Enquanto cruzar os braços em um autoabraço pode significar insegurança, uma pessoa descontraída, mas atenta, pode fazê-lo de maneira uniforme, sem pressionar o corpo.
Cruzar as pernas e ficar balançando o pé geralmente é sinal de ansiedade. “[Mas, às vezes,] a pessoa tem muita energia e não consegue ficar uma ou duas horas só falando. Pode ser um tique, que ela faz mesmo quando está assistindo à TV”, pondera Margareth Mendes, do Grupo Linx.

Temos de divulgar um feito desses… Brasileiros vão ao Chile para tentar entrar no mapa do rúgbi

Esta informação deve ser divulgada pois é um motivo de orgulho para o Brasil.

Fonte: portal UOL

No país do futebol, o rúgbi é pouco divulgado, apesar de mover multidões em outros países, como a Argentina. Aqui, entretanto, é essencialmente amador e constantemente confundido com o similar norte-americano. Quem pratica esse esporte no Brasil tem que pagar para jogar. Mas, no próximo sábado, tudo pode começar a mudar.
A seleção brasileira de rúgbi treina desde janeiro para um único jogo – contra o Chile, em Viña del Mar, pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2011. Mais do que a classificação, está em jogo a esperança brasileira de entrar na primeira divisão mundial da modalidade, o que significaria receber uma verba dez vezes maior da IRB (International Rugby Board), entidade máxima do esporte. Além disso, o Brasil pode quebrar o tabu de nunca ter vencido os chilenos em 70 anos de tentativas.

Além do Chile, a Argentina também nunca perdeu para os brasileiros. Os “hermanos” ocupam a quinta posição no ranking e estão garantidos no Mundial. Os uruguaios estão em 20º, e os chilenos em 24º. O Brasil, em 27º, pode alcançar o top 25 com uma única vitória contra o Chile.

Quem fez as contas foi o francês Pierre Paparemborde, filho de Robert, que fez história no rugby do seu país. Pierre chegou no Brasil há quatro anos e assumiu a missão de desenvolver o esporte. Ele lembra que o potencial brasileiro é reconhecido internacionalmente, mas a estrutura por aqui ainda é bem precária e a parte técnica deixa a desejar.

Pierre explica que o Brasil está no limite que separa o amadorismo do profissionalismo. “Todas as seleções do top 20 do ranking são consideradas de padrão profissional”, explica o francês, lembrando que os 25 primeiros da lista, que tem 95 países, já são considerados parte da elite do esporte. O Brasil saltou da 45ª para a 27ª posição nos últimos três anos – o último avanço veio com a inédita vitória contra o Paraguai, no ano passado.

Assim, os paraguaios foram eliminados da disputa por uma vaga na Copa, que agora está entre Brasil, Chile e Uruguai. Os brasileiros se classificam se vencerem os dois próximos jogos contra os rivais. Uma tarefa quase impossível, segundo o próprio treinador. “O Brasil é como a Costa Rica tentando ganhar da seleção brasileira no futebol. Mas há sempre uma chance”, avalia Pierre, que está focado mesmo é na vaga para o Mundial de 2015.
O grande objetivo da seleção nessas eliminatórias é uma vitória contra o Chile. Já bastaria para que o Brasil entrasse na elite. Assim, a verba da federação internacional, que atualmente é de US$ 50 mil por ano, aumentaria para US$ 500 mil. Um grande incentivo para os praticantes, que bancam a maior parte dos custos dos treinamentos da seleção brasileira.

Segundo o treinador, a preparação para a competição sul-americana custou R$ 250 mil. Deste valor, R$ 130 mil saiu do bolso dos jogadores. A Associação Brasileira de Rúgbi entrou com R$ 70 mil, e o recém-criado Grupo de Apoio ao Rúgbi Brasileiro contribuiu com R$ 50 mil. As passagens aéreas para os compromissos no exterior são pagas pela federação internacional.

O valor para cobrir esses custos poderia vir a partir do ano que vem, com uma simples vitória sobre o Chile, contabiliza Pierre. Ganhar do Uruguai, no entanto, é muito pouco provável. Mas, para os jogadores, somente entrar em campo já é uma satisfação – afinal, pagaram para isso. Capitão da seleção, Ramiro Mina, de 35 anos, não reclama: “A base do grupo é muito unida, estamos juntos quatro vezes por semana, todo mundo na amizade, treinando forte desde janeiro”.

Com 13 anos de seleção brasileira e 20 de rúgbi, Ramiro ganha a vida como empresário do ramo de segurança, e começou no esporte por influência de seu irmão mais velho. Antes, ele jogava tênis, mas a maioria dos jogadores veio do handebol ou do próprio futebol. “Quando se descobre o rúgbi, não tem como largar”, comenta Ramiro, que já não tem esperanças de se profissionalizar.

“Isso vai ficar para os mais novos”, diz o capitão. “Eles teriam que partir para a Argentina, porque lá tem muitos olheiros. Os times de lá também são amadores, mas têm apoio, e o jogador não paga nada para jogar. O caminho é ser descoberto por um olheiro e ir para a Europa”, explica Ramiro.

A seleção brasileira de rúgbi está concentrada em São José dos Campos, sede do clube campeão brasileiro da modalidade. O time embarca para o Chile nesta quinta-feira, e a menos importante das metas é conseguir se classificar para o Mundial. “Nosso projeto é se preparar para 2015”, afirma Pierre, lembrando que a competição é a mais importante da modalidade e a terceira de maior audiência – perde apenas para a Copa do Mundo de Futebol e para as Olimpíadas.

Comunicação moderna: e-mail perde espaço para sites de relacionamento

Fonte: programa Fantástico de 19 de abril…

Por que essas redes virtuais fazem sucesso?

Uma estatística surpreendente: você sabia que existe na internet uma ferramenta de comunicação que já é mais usada do que o e-mail? São as redes sociais, aqueles sites de relacionamento que fazem o maior sucesso no Brasil.

Acompanhe o Fantástico no Twitter

De cada cinco brasileiros com acesso à internet, quatro já fazem parte de algum grupo de amigos virtuais. Amigos esses que estão cada vez mais conectados.

Uma galera nem sabia que ia se encontrar a menos de 24 horas. Aí o Fernando mandou uma mensagem. “Mandei uma mensagem, o pessoal normalmente é a mesma galera que vem, e está aí”, explicou.

Dois terços dos internautas do mundo, cerca de um bilhão de pessoas, estão nas redes sociais. Mais da metade deles tem mais de 35 anos de idade.

Otália Durval tem 64 anos. Às vezes menos. O que define a idade de dona Otália são os namorados na internet. “Eu tenho dois. Um com a minha idade real e outro com a minha idade virtual: 18, 25, depende do namorado”, comentou. 

A internet ainda é um lugar para a fantasia. A novidade é que ela se tornou, também, o espaço mais usado para a troca de informações reais, como trânsito, por exemplo.

“Começou a chover em um lugar, a pessoa fala que está chovendo. Então você, se consegue saber se em tal lugar está chovendo, você fala: ‘vou passar por ali?’ Ou vou fazer outro caminho, ou vou esperar um pouquinho. E o pessoal vai se ajudando”, explicou Mário Eduardo.

Muitos se comunicam direto com o Twitter, um novo tipo de rede social, que funciona como um miniblog: textos curtos, aberto para que quiser seguir essas mensagens.

“A ferramenta se modifica com uma facilidade enorme. Ela pode ser pra cobertura de evento, pra notícia, falar com os amigos, ou pra organizar eventos”, diz Fernando Souza.

Você arrumou um emprego com o Twitter?

“Meu emprego atual, eu estou lá há uns dois meses. Foi assim: eu vi que tinha uma vaga anunciada, o pessoal anunciou no Twiter. No momento eu estava empregado, mas depois quando fiquei desempregado, eu lembrei. Voltei lá, entrei em contato. E eles falaram, está aberto, traz o currículo. E eu estou lá até agora”, conta Adriano Trotta.

E a internet virou até um tipo de defesa do consumidor. É possível fazer uma campanha contra um produto?

“Pessoas falando para pessoas sobre as suas opiniões têm muito mais valor do que um comercial ou uma página na revista ou alguma coisa do tipo”, explicou Alê.

“Já tem empresa que está antenada no que está acontecendo e segue a palavra-chave da empresa e se alguém fala mal a empresa entra em contato”, contou Fernando.

Patrícia Moura, analista de mídias digitais, passa dez horas por dia em redes sociais, a trabalho. “Eu preciso mesmo pesquisar dentro dessas redes e os usos que a gente pode fazer como marca para poder interagir com os usuários”, conta.

A analista de mídias digitais traz para empresas as tendências de consumo encontradas em conversas na internet. Mas essa passagem do virtual para o real pode trazer surpresas. O cantor Léo Jaime chegou a ter nove mil amigos em um site que ele já abandonou.

“A internet ajuda muito as pessoas a se aproximarem, mas também dá oportunidade aos chatos e às aproximações indesejáveis”, comenta o cantor.

“Já aconteceu comigo e com ela da gente twittar que a gente ia num lugar X e alguma pessoa que a gente não faz idéia de quem era aparecer lá sozinha, ficar cercando a gente pelo lugar”, contou Ale Ferreira.

Ana conheceu Marina, que conhecia André, que apresentou Marcelle Correia. A quadrilha se fez em um site de relacionamento e continua a se espalhar.

“A gente pode virar bem amigo de alguém que se conheceu pela internet, como minha melhor amiga, que mora do outro lado do país, em Rondônia. Mantemos contato e ela é tudo pra mim, assim, de amiga. Porque tem gente que a gente vê, fala todo dia e não tem tanta intimidade que nem eu tenho com ela”, explicou Marcelle.

A troca de informações em redes sociais mudou a noção de distância. Estar perto, agora, é se parecer com o outro. 

“Há o aumento da possibilidade de escolha por afinidade. Isso é uma coisa bastante interessante e de fato, na internet, se você é amante de calhambeques, pode entrar em uma comunidade de calhambeques e conversar com pessoas que são amantes dessa comunidade de calhambeques. Você está procurando amizade de acordo com uma afinidade, e isso realmente a internet ampliou de uma maneira nunca antes vista”, observa a antropóloga Vanessa Pereira.

Falar em público não é tão complicado como parece…

falar

Fonte: Revista Você S.A. (matéria de Amanda Salim)

Falar em público não é a tarefa mais fácil do mundo. Suadouro, mãos frias, palpitações, taquicardia…fácil mesmo é travar, gaguejar e dar vexame. Para evitar situações constrangedoras, o professor da Universidade de São Paulo e professor adjunto da FGV/SP, Izidoro Blikstein, responde à algumas dúvidas e dá dicas para encarar de frente e sem tremedeiras qualquer platéia.
1. Basta saber se comunicar para falar bem em público?
Para falar bem em público, é preciso saber comunicar-se, isto é, é necessário conhecer os pontos de honra da comunicação (ficha mental, persuasão, fala, expressão corporal, recursos audiovisuais, estilo e domínio de ouvinte, cenário). Mas é preciso algo mais: conhecimento do repertório do público-alvo, planejamento e ensaio. Essas três condições são fundamentais para poder falar bem em público.

2. Como aprimorar a comunicação? O que podemos fazer?
A comunicação exige uma prática constante e ela será tanto mais eficaz se o comunicador for filmado e avaliado por um especialista em media training. A possibilidade de rever o próprio desempenho no vídeo conduz o comunicador a um auto-conhecimento e a uma auto-crítica que o preparam para o desafio de falar em público.

3. Falar em público envolve um certo grau de improviso e criatividade. Mas e quem não é criativo ou não consegue improvisar? Essa pessoa sempre terá problemas para falar para uma sala cheia ou uma multidão?
Vale lembrar que o improviso é o grande pecado mortal da comunicação. A comunicação eficaz exige sempre planejamento e ensaio. À essas condições deve-se somar a criatividade que nos ajuda a enfrentar situações difíceis e inesperadas. A criatividade está ao alcance de todos: é uma qualidade que depende do enriquecimento e aprimoramento de nosso repertório (leituras, cinema, teatro, artes, viagens etc.) e de nossa percepção. É claro que quem não lê, não pesquisa e não se interessa em perceber as pessoas, os cenários, as experiências e a realidade não será capaz de ser criativo e terá, evidentemente, dificuldades em comunicar-se.

4. O que fazer se alguém fizer uma pergunta cuja resposta eu não sei?
Primeiramente, o palestrante deve fazer um contorno estratégico, isto é, um comentário sobre a pergunta, usando sempre o nome da pessoa que perguntou. Esse contorno é importante, pois um palestrante deve manter-se sereno, não perder a pose e ganhar tempo para montar uma ficha mental, a fim de tentar responder à pergunta. Caso ele não saiba a resposta, nada melhor do que ser transparente e dizer: Não sei, vou pesquisar e lhe responderei oportunamente (por e-mail).

5. E se eu perceber que não estou agradando, que há pessoas bocejando…o que faço?
Nada melhor do que usar ganchos, estratégias para animar a platéia, que podem ser comentários, perguntas, dramatização, exemplos, casos, recursos audiovisuais (filmes), dinâmica de grupo.

Autoridades de todo o país reúnem-se em SP para discutir ações de melhoria na Segurança Pública

Evento conta com a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. Documento com sugestões debatidas será encaminhado ao Congresso Nacional.

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 Na próxima semana, a cidade de São Paulo recebe Desembargadores de Justiça, Promotores Públicos, Comandantes Gerais da Polícia Militar e de Corpos de Bombeiros Militares Estaduais para debaterem questões relacionadas à segurança pública nacional. As discussões ocorrerão durante a 7ª edição do Encontro Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais (ENEME), que será realizada entre os dias 18 e 20 de março, na sede da Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo (AOPM). O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, também participa do encontro, bem como o Secretário Nacional de Segurança Pública, Dr. Ricardo Ballestreri, o Presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, Dr. Álvaro Lazzarini e o Secretário de Administração Penitenciária, Dr. Antônio Ferreira Pinto, entre outros. Ao término do evento, um documento oficial com sugestões para a evolução da segurança pública será elaborado e enviado ao Congresso Nacional. O objetivo é que, pelo menos parte das sugestões sejam discutidas pelos deputados e tornem-se projetos de lei.

Comunicação e Casamento…

Fonte: portal Cidade Viva

A comunicação é um processo complexo, pois, além de transcender a própria linguagem, visto que falar não é necessariamente comunicar, vive cercada por ruídos que dificultam, ainda mais, a sua eficácia e eficiência. Desse modo, comunicar bem requer paciência, sensibilidade, atenção, clareza e … a contínua preocupação com o feed-back, isto é, a resposta daquele que recebe a nossa mensagem escrita, falada, gesticulada etc., para que se complete o processo de comunicação com êxito e tenhamos a certeza de que alcançamos os objetivos propostos. A boa comunicação aproxima as pessoas, possibilita o crescimento qualitativo dos relacionamentos, amplia a nossa rede de amizades e permite-nos maior realização pessoal e familiar; enquanto a má comunicação acaba amizades, afasta-nos das pessoas, destrói casamentos e produz danos em grandes proporções. Desse modo, precisamos entender que o processo de comunicação possui inúmeros inimigos e um deles aparece quando pensamos que entendemos o que o outro quis dizer. Para ilustrar a complexidade dessa realidade, alguém chegou a escrever o seguinte: “Eu sei que você acredita que entendeu o que você pensou que eu disse, mas eu não estou certo se você percebeu que o que você ouviu foi exatamente o que eu quis dizer”. Viu como é difícil? Até para colocar o problema da comunicação em palavras é uma tarefa árdua. Mas será que você entendeu mesmo o que eu disse? Deixe pra lá, vamos em frente.

O Dr. Gary Chapman, especialista em casamento e relacionamento, apresenta um solução simples para esse problema. Ele propõe que sempre repitamos para o nosso cônjuge aquilo que nós ouvimos dele, quando ele nos pede alguma coisa, pois assim damos ao outro a oportunidade de clarificar o que nos disse e de ser mais preciso. Existem várias perguntas e/ou afirmações que podemos dirigir ao nosso cônjuge quando por ele somos solicitados a fazer ou deixar de fazer alguma coisa e que podem ser muito úteis para o aprimoramento de nossa comunicação no casamento: “Você está dizendo que…?”, “O que eu ouvi você dizer foi…?”, “Deixe-me ter certeza de que entendi você”, “Você poderia repetir novamente?”. No final das contas, para que possamos cultivar uma comunicação clara, nós precisamos ser bons ouvintes, isto é, pessoas que estão atentas ao que o outro quer dizer e que lutam para ter cada vez mais convicção de que realmente entenderam o que o outro quis dizer. Desse modo, ser um bom ouvinte é muito mais que ficar quieto ouvindo o que o outro diz. Ouvir bem é um ato de amor e de sabedoria, que nos move a procurar entender o que o outro quis realmente dizer. Tudo isso pode parecer apenas uma boa dica baseada no senso comum, mas, na realidade, trata-se de um princípio bíblico.

A busca por uma comunicação mais ampla e clara com o nosso cônjuge seja uma constante em nossas vidas, pois, se assim agirmos, estaremos obedecendo ao conselho de Deus e plantando sementes de alegria e realização dentro do nosso casamento.

Sérgio Queiroz

Empresa israelense vai lançar “superDVD” de 1.000 Gbytes

da Folha Online
da Reuters

A empresa israelense Mempile lançará no mercado, até 2011, superDVDs com capacidade de 1 Tbyte de armazenamento –aproximadamente 1.000 Gbytes. O TeraDisc é capaz de armazenar até 250 mil fotos em alta resolução ou arquivos MP3, 40 filmes longa-metragem em alta definição ou 115 filmes em qualidade DVD.

Divulgação

 

“SuperDVD”, cujo armazenamento é de 1TB,

 será vendido até 2011, afirma fabricante

 

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A tecnologia para armazenamento é desenvolvida a partir da transparência completa do disco, tanto antes quanto depois da gravação. Isso permite que o laser se mantenha em foco, mesmo quando há leituras através de camadas previamente gravadas.

Assim, um único TeraDisc pode ler e gravar 200 camadas virtuais, cada uma com capacidade de 5 Gbytes de armazenamento de dados, que podem ser acessados aleatoriamente.

O TeraDisc é composto de plástico monolítico simples, resistente e barato –o que significa que consumidores terão alta capacidade de armazenamento a baixo custo, com mais de 50 anos de tempo de vida útil.

Lula diz que não lê jornais, revistas e internet

Sob o argumento de sofrer com “problema de azia”, o presidente Lula revelou não acompanhar o noticiário em jornais, revistas, sites e blogs. A declaração foi dada em entrevista à revista Piauí.

“Faz mal ao fígado” acompanhar as notícias, disse ao lembrar que não é motivo de preocupação a forma como é retratado pelas diversas mídias. Lula afirmou confiar na “inteligência de quem assina uma revista ou um jornal, de quem vê televisão e escuta rádio”.

Lula disse se manter distante da mídia mesmo quando dispõe de tempo livre. “Recomendaria a qualquer presidente que se afaste dos políticos e da imprensa nos fins de semana”, afirmou.

O avanço tecnológico também foi citado pelo presidente, como forma de pluralidade de fontes de informação para os brasileiros. “Não tem mais apenas a informação de tal revista ou de tal jornal”, disse, citando a existência de inúmeros sites noticiosos na internet e “300 blogs com comentários diferentes”. “Isso democratiza a imprensa, aumenta a capacidade do cidadão em interpretar o que lê.”

Mesmo longe do acompanhamento frequente, Lula considera-se bem informado. “Um homem que conversa com o tanto de pessoas que eu converso por dia deve ter uns 30 jornais na cabeça todo santo dia”, explicou, acrescentando que é avisado pelo ministro Franklin Martins (Comunicação Social) ou por Clara Ant, sua assessora especial, “quando sai alguma coisa importante”.

Fontes: Adnews, com informações de “O Estado de S.Paulo”.

O que há por trás de um nome

Fonte: jornal Folha de S. Paulo

Antes de planejarmos o trabalho de valorização de um nome, de uma marca, existe o também relevante trabalho da criação deste nome. Leia a interessante matéria veiculada pelo jornal Folha de S. Paulo a respeito…

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O que há por trás de um nome

Pesquisas de mercado e preocupação com o politicamente correto interferem na escolha da identidade de empresas e produtos

DANIELA ARRAIS
DA REPORTAGEM LOCAL 

São 26 as letras do alfabeto inglês, mas infinitas as combinações que podem ser feitas com elas. Diversas empresas de tecnologia trabalham duro para criar nomes que caiam na boca do povo e se transformem em referência. Afinal, muita gente quer um iPod, e não um Zune, prefere o Orkut ao Facebook e assim por diante.
É pelo nome que uma marca começa a vender sua filosofia. E o processo para chegar a ele é trabalhoso. O nome tem que ser original, criativo, único; deve transmitir o conceito do produto e não pode ser ofensivo a um determinado grupo.
“O nome tem que ser único e diferente de todo o resto. Tem que ser apelativo, inspirador, sem ser completamente descritivo. Não pode entrar na vala do vulgar, do comum, do usual”, afirma Vanessa Pasquini, especialista em “naming”, que é o nome da área de atuação responsável por esse tipo de trabalho.
Segundo ela, o processo envolve pesquisas, busca de referências e entrevista com consumidores. “O primeiro passo é saber se o nome pode ser registrado. Também pensamos como o nome será visto em diversos países”, diz. “O nome é uma convergência de significados, letras, sons, cores, texturas, associações. É um trabalho ao mesmo tempo muito criativo e muito técnico.”
David Placek, especialista norte-americano que criou nomes como BlackBerry -o onipresente celular especializado em e-mails- e Zune -a tentativa da Microsoft de enfrentar o iPod-, ressalta o caráter duradouro do nome. “Olhando a competição, a longo prazo o nome é a única coisa que não podem tirar você. Podem até mexer com cores, padrões, logotipos, mas o nome você pode proteger pelo tempo que durar o produto”, diz.

Famosos
A criação de um nome de uma marca também pode seguir caminhos inusitados e bem mais simples. Reza a lenda que o nome Apple surgiu quando, depois de três meses de trabalho, Steve Jobs decretou: “Se não me entregarem um nome até as cinco da tarde, a empresa vai ter o nome da minha fruta favorita, maçã.”
Já a Adobe, empresa que faz programas como o Photoshop, teve seu nome tirado do rio Adobe Creek, que corria nos fundos da casa do fundador da empresa, John Warnock.
Nesta edição, descubra a origem de nomes de empresas e produtos relacionados à tecnologia, como Google, Yahoo!, Sony e LG.
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Batismo de novo produto pode custar até US$ 150 mil

   

DA REPORTAGEM LOCAL

Para dar nome a uma marca, David Placek conta com uma equipe de 26 pessoas em seu escritório, o Lexicon Branding, sediado em Sausalito, Califórnia. Mais 80 lingüistas espalhados por 40 países ao redor do mundo fazem análises para garantir que uma palavra em inglês, por exemplo, não tem uma conotação completamente negativa quando levada para outra cultura. O processo, chamado de “naming”, é requisitado por grandes empresas, como Apple, Microsoft e RIM. PowerBook, Zune e BlackBerry, produtos dessas três marcas, foram nomeados por Placek e sua equipe ao longo de 26 anos de atividade -no total, ele estima já ter dado nome a 2.000 negócios. Na entrevista concedida à Folha por telefone, ele detalha como é feito o trabalho. (DANIELA ARRAIS) 
 FOLHA – Como é o processo de escolher o nome de uma empresa e de um produto? 
DAVID PLACEK 
– O processo começa a partir do momento em que entendemos exatamente o que o cliente está tentando fazer, e o que os consumidores já estão fazendo e pensando sobre a categoria em que a empresa atua, ou em relação a uma marca específica.
O segundo estágio é desenvolver um esqueleto para o papel que esse nome deve exercer ao se comunicar com o consumidor, criando uma personalidade única. A idéia é transmitir uma nova idéia e uma nova personalidade ao produto.
A terceira fase é a do trabalho criativo. Trabalhamos em times pequenos, de duas pessoas. Há grupos de lingüistas que nos ajudam a entender sons, pedaços de palavras. O quarto passo é uma série de sessões com os clientes para ver o que está funcionando.
O quinto estágio é dar uma olhada apurada no esqueleto criativo, refiná-lo. A partir daí, duplicamos o processo novamente. Temos 82 lingüistas em mais de 40 países. Eles trabalham para ter certeza que algo como BlackBerry não tem conotações negativas, nem signifique algo que poderia confundir o consumidor. O processo demora entre seis e dez semanas.
Depois, vamos falar com consumidores para saber qual é o sentimento deles em relação a esse novo produto. É um processo criativo e bastante disciplinado.

FOLHA – O que uma marca espera quando solicita um trabalho como o seu? 
PLACEK 
– As empresas sabem que o mercado é competitivo e que o nome da marca é o princípio da personalidade dela, é o que chama a atenção dos consumidores. As empresas vêem o nome como estratégia.
Outras companhias podem achar que qualquer nome funciona se você tiver um bom produto. Mas pessoas com muita experiência tomam um caminho diferente. O nome de uma marca é estratégico para o sucesso dela. Você não está criando uma palavra, mas um pedaço de propriedade intelectual que a companhia terá.
Olhando a competição, a longo prazo, o nome é a única coisa que não podem tirar você. Podem até mexer com cores, padrões, logotipos, mas o nome é o pedaço da propriedade que você pode proteger pelo tempo que durar o produto.

FOLHA – Como lidar com a pressão de ter que escolher um nome, quando existem cada vez mais produtos? 
PLACEK 
– Existem milhões de marcas de tecnologia registradas nos Estados Unidos. E apenas 26 letras no alfabeto. É difícil. Mas o fato é que muitos marqueteiros sabem que bons nomes, bem construídos, representam vantagens nas estratégias competitivas.

FOLHA – Quais são os aspectos mais fortes que um nome de uma marca devem ter? 
PLACEK 
– Eles devem ter uma autêntica ligação com o que a marca é. Gostamos de criar nomes simples. Palavras simples são as melhores. Tentamos criar nomes naturais -nem sempre estão no dicionário. Eles são simples de pronunciar, têm um bom ritmo. A coisa mais difícil de fazer: na categoria em que o produto vai competir, queremos ser distintivamente originais e únicos, representando uma nova idéia.

FOLHA – É comum vocês chegarem a um nome e, fazendo uma análise mais detalhada, perceberem que ele já existe? 
PLACEK 
– Isso acontece bastante e é frustrante. Mas você tem que ter disciplina para continuar procurando.

FOLHA – Como você chegou ao famoso nome BlackBerry? 
PLACEK 
– Nas pesquisas iniciais que fizemos, falávamos com as pessoas sobre e-mail. E percebemos que, quando se fala de e-mail, a pressão sangüínea das pessoas sobe. Se você é um executivo, recebe milhares de e-mails por dia, incluindo lixo. Nós queríamos criar algo que pudesse deleitar os consumidores. Tornar um e-mail um processo de comunicação prazeroso. E não queríamos algo que tivesse o nome e-mail, porque sabíamos que a tendência era a tecnologia começar a combinar e-mail, telefone, mensagens de texto. Queríamos algo que tivesse flexibilidade. Aí apareceu na lista o nome BlackBerry.
A letra b tem um som que exprime confiança. Preto [black] é uma cor industrial, tecnológica. Berry [cereja] é fácil de pronunciar. Não é reconhecida ao redor do mundo, mas é uma parte reconhecível em várias línguas. Pensamos na fruta e vimos que o teclado se assemelhava a sementes.

FOLHA – E o Zune? 
PLACEK 
– O competidor era o iPod. Não queríamos reproduzir isso de forma alguma. Eliminamos todas essas letras. Zune soa como tune [tom], é rápido, pequeno, um nome muito musical. Tem apenas quatro letras, uma boa construção -consoante, vogal, consoante, vogal. Fizemos pesquisas ao redor do mundo e o nome foi bem recebido pelos consumidores.

FOLHA – Existe algum nome que você se arrepende de ter criado? 
PLACEK 
– É sempre uma questão complicada de responder. Mas posso dizer que, em todos esses anos, não tivemos nenhuma grande decepção.

FOLHA – E você gostaria de ter criado algum nome famoso hoje em dia? 
PLACEK 
– Oracle é um bom nome. Apple e Dreamworks também. Esses três vêm à minha mente.

FOLHA – E Google? 
PLACEK 
– Claro, seria outro, pode apostar! E é interessante, porque acho Google um nome muito mais forte que Yahoo!. Os dois “g”, assim como no BlackBerry, inspiram confiança. Os dois “o” são bem cheios. Yahoo! tem conotações positivas e negativas.

FOLHA – Quanto custa nomear uma marca? 
PLACEK 
– Geralmente, nossos projetos variam de US$ 50 mil a US$ 150 mil. O preço mais alto significa uma pesquisa com consumidores ao redor do mundo. Em relação aos gastos que a companhia vai ter para começar, é uma porcentagem bem pequena.