Entrevista com a autora de “Fazendo meu Filme”, Paula Pimenta.

Numa entrevista bastante descontraída concedida a mim, Paula Pimenta fala de sua vida e como conquistou o grande sucesso com o livro “Fazendo Meu Filme” (1, 2 e, agora, o 3). Uma fã também fala da relação com a Paula. Vale a pena assistir às duas partes.

Parte 1:

Parte 2:

Sucesso na comunicação literária…

Em pouco tempo, a escritora Paula Pimenta, autora de “Fazendo Meu Filme” (Editora Gutenberg), conquistou estrondoso sucesso com seus três livros. Um case de comunicação bem sucedida. Ela nos conta um pouco de seu perfil e o que fez para chegar a este ponto, numa entrevista dividida em duas partes. Confira abaixo…

A proeza na comunicação infantil e com todos os públicos

Reproduzimos, com grande satisfação, matéria publicada na edição desta semana da Vejinha sobre a nossa querida amiga Tatiana Belinky, uma das precursoras da TV brasileira e uma das autoras mais lidas e premiadas da literatura infantil. Tivemos o privilégio e a felicidade de estar na festa de seus 90 anos, realizada pelo filho, Ricardo Gouveia, e pela nora, Fathia de Nordon, na noite de quarta-feira passada, 18 de março de 2009. Abaixo, a íntegra da matéria.

Menina nonagenária

Autora de dezenas de livros infantis, Tatiana Belinky completa 90 anos com a imaginação a mil e trabalhos em catorze editoras

 

Por Helena Galante

| 25.03.2009

 

Fernando Moraes
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Com a boneca Emília: a escritora adaptou para a televisão a obra de Monteiro Lobato

 

A bordo de um transatlântico, em 1929, a viagem da garotinha russa Tatiana Belinky para o Brasil pareceu uma brincadeira. Entusiasmada com a possibilidade de comer muitas bananas, a menina nascida na cidade de Petrogrado (hoje São Petersburgo) e criada em Riga, na Letônia, acompanhava sua família em busca de melhores oportunidades de emprego. Hoje, com 90 anos de idade completados na última quarta, Tatiana conta o passado como se fosse o enredo de um de seus mais de 120 livros e traduções. Autora de obras do universo infantil como Cinco Trovinhas para Duas Mãozinhas, Mentiras… e Mentiras e Limeriques do Bípede Apaixonado, ela adora anedotas – principalmente aquelas nas quais é a personagem principal.

Numa casa ampla e escura no Pa–caembu, a senhora de movimentos vagarosos e fala agitada passa a maior parte do dia em uma poltrona, ao lado da gata preta Nina. De lá, aponta para uma boneca Emília e recorda um de seus orgulhos. Na década de 50, adaptou para a televisão a obra de Monteiro Lobato. Foi a primeira versão do programa Sítio do Picapau Amarelo. “Fazia vários roteiros por dia, uma loucura”, conta. De tanto martelar na máquina de escrever, foi vítima de uma artrite nas mãos. Por isso, há anos escreve seus textos em cadernos de capa mole, que envia às editoras. “Uso a mão esquerda e a direita”, acrescenta. Além da habilidade de ambidestra, exibe um currículo de poliglota. Fala russo, alemão, letão, inglês e um português irretocável. Tatiana Belinky trabalha com catorze editoras e não se assusta ao ver mudanças – nem as ortográficas. “Podem fazer essa reforma bobo-ortográfica”, diverte-se. “Os tais tremas nunca me fizeram tremer.”

Imersa no mundo dos pequenos, Tatiana conquistou também os adultos. “Os livros dela são cúmplices”, afirma o cartunista e escritor Ziraldo. Foi ele quem lhe entregou o Prêmio Jabuti de melhor produção editorial infantil e/ou juvenil em 1991, por Di-Versos Russos. “Para os leitores, fica a impressão de que ela é uma criança.” Entre os fãs mirins, os mais espevitados ocupam lugar de destaque no cancioneiro de Tatiana. É o caso de um menino que, desconsolado por ter esquecido seu livro de autógrafos, ofereceu um papelzinho e disse: “Assina aqui, Tati, que eu copio depois”. Ela prontamente atendeu ao seu pedido, sem esboçar uma risada. “Não devemos rir das crianças”, explica. “Eu rio com elas.” Nem sempre, porém, as aproximações do público são delicadas. Quando perguntada por um garoto negro se era racista, não titubeou. “Você vê orelhas de burro na minha cabeça? Só é racista quem é burro”, respondeu.

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 Episódios marcantes: em 1991, ao receber de Ziraldo o Prêmio Jabuti; aos 18 anos, na formatura do curso de secretariado do Mackenzie; e com o marido e parceiro de trabalho, Júlio Gouveia

A capacidade de fugir de saias-justas vem da longa experiência com o público. Seu primeiro texto, uma adaptação de Peter Pan, do escocês J.M. Barrie, foi apresentado no Teatro Municipal em 1948. No elenco estavam Gilberta Autran (grande amiga de Tatiana e irmã do ator Paulo Autran, à época chamado apenas de Paulinho) e os críticos Clóvis Garcia e Alberto Guzik, entre outros. A direção ficou a cargo de Júlio Gouveia, seu marido, morto em 1989 aos 75 anos de idade. Ela gosta de contar como o conheceu – embaixo de uma mesa, num casamento, devorando uma travessa de ovos recheados. “O Júlio era bonitão”, lembra, com a mão sobre a aliança de casamento, que nunca tirou. “E um ótimo profissional.” Bisavó ativa, alfabetizou as crianças de sua família sem lições, apenas com joguinhos. Para incentivar o gosto pela leitura, não manda ninguém ler. “Livro não é castigo para mandar”, diz. “Se a criança quiser, eu deixo, é um prazer.” Um recente trabalho, a peça Tamanho Não É Documento, ilustrada por Flávio Fargas, é dedicado às crianças, “sempre importantes e maiores por dentro do que por fora”. Da mesma forma, a energia e a criatividade dessa escritora extrapolam seu corpo já frágil de 1,57 metro de altura. “A carcaça não é mais a mesma”, brinca. “Mas cuido de me manter ocupada, para não deixar o miolo enferrujar.”
 
 

 

Fonte: revista Veja São Paulo desta semana

Mercado de e-books começa a crescer

 

Fonte: Jornal Folha de S. Paulo, quarta-feira, 3 de dezembro de 2008 (matéria de capa do caderno Informática)

Mercado de e-books começa a crescer

AINDA RESTRITO >> Kindle só é vendido para os EUA; leitor eletrônico da Sony é difícil de encontrar nas lojas tradicionais

BRUNO ROMANI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA,
EM BERKELEY

No final de outubro, a apresentadora americana Oprah Winfrey classificou o Kindle, o leitor de livros eletrônicos da Amazon, como seu novo aparelho favorito.
Naquele instante, ficou claro que, apesar de não ser o primeiro leitor de livros eletrônicos a existir, o Kindle poderá ser o responsável pela popularização desse tipo de aparelho. Mas ele vai ter muito trabalho.
No primeiro aniversário do Kindle, o mercado de livros eletrônicos se encontra em fase de crescimento, porém seu tamanho ainda é muito pequeno em comparação com o mundo livreiro tradicional.
Mesmo assim, quem quer comprá-lo tem de encarar uma espera de cerca de três meses. Ao anunciar os ganhos no terceiro trimestre do ano, um executivo da Amazon disse que os livros eletrônicos do Kindle já representam mais de 10% nas vendas totais de publicações -eletrônicas e tradicionais.
No geral, porém, estima-se que as vendas de livros eletrônicos sejam equivalentes a apenas 1% das vendas de publicações quando o mercado impresso é considerado.
Para piorar as coisas, encontrar aparelhos leitores de livros eletrônicos não é fácil. O Kindle só é vendido on-line, na Amazon, para pessoas que moram em território americano. Além disso, leitores de outras marcas, como a Sony, dificilmente são encontrados nas lojas.
No único estabelecimento em que um Sony PRS-505 -antecessor do recém-lançado PRS-700- foi encontrado pela reportagem, o vendedor dizia: “É claro que eu vendo mais iPods do que leitores de livros”.
De fato: enquanto a Apple deve atingir em 2009 a marca de 200 milhões de iPods vendidos, as vendas do Kindle, o mais popular de sua classe, são estimadas em 200 mil unidades.

Kindle e iPod
Apesar da grande diferença no número de unidades vendidas, o Kindle, juntamente com os outros leitores de livros eletrônicos, vai desenvolvendo uma relação de amor e ódio com as pessoas, que lembra a época do lançamento do iPod. Uns amam e enumeram os benefícios. Outros odeiam e apontam os defeitos. Blogs e fóruns na rede abrigam debates sobre os aparelhos.
Entre os benefícios apontados pelos usuários estão a capacidade de armazenar centenas de livros em apenas um aparelho, a tecnologia da tela, que evita o cansaço dos olhos, a leveza do produto e até mesmo a preservação do ambiente.
Já aqueles que se posicionam contra dizem que os preços dos livros e dos leitores são muito altos. Um título eletrônico custa em média US$ 12. O Kindle sai por US$ 359 -outros leitores têm custo que varia de US$ 300 a US$ 800.
Como a maioria dos leitores é vendida apenas on-line, algumas pessoas preferem não investir o dinheiro em um produto que não podem testar pessoalmente. Para os que não gostam do Kindle, o fato de o aparelho ler livros apenas comprados na Amazon também é fator que pesa contra ele.

JORNAL
A Plastic Logic planeja lançar, na primeira metade de 2009, um leitor de jornais eletrônico com E Ink; com pequena espessura, ele tem 21,6×28 cm

Aparelho peca por ser monofuncional

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA,
EM BERKELEY

Encontrar um aparelho leitor de livro eletrônico não foi fácil. A maioria é vendida apenas na internet, pois a demanda ainda é baixa. Após um périplo pelas grandes lojas de eletrônicos, encontrei um Sony PRS-505, um modelo da segunda geração. Apesar das particularidades de cada aparelho, o PRS-505 proporciona uma idéia do que os leitores são capazes.
O produto é mais leve do que qualquer título em versão impressa. Portanto, a idéia de uma pesada bolsa cheia de livros na hora de viajar já pode se tornar uma idéia antiquada.
A tecnologia E Ink não cansa os olhos por reproduzir bem páginas de papel. Ler algo nesse leitor é mais prazeroso do que em uma tela de laptop.
A E Ink, porém, é uma tecnologia monocromática. Fotos e gráficos no aparelho não são bem reproduzidos. Numa era em que até os jornais possuem páginas coloridas, ficar limitado ao mundo preto-e-branco parece coisa do passado.
Outro elemento que faz com que o leitor de livro eletrônico pareça fadado a se tornar peça de museu é a sua limitação ao seu próprio território. Em tempos em que o iPhone ensina que funções diferentes devem ser integradas, ter um aparelho apenas para ler livros parece estar na contramão da tecnologia. Laptop, celular, iPod… Quem quer carregar tantos aparelhos assim?
O fato de os leitores eletrônicos não possuírem conexão à internet similar à de celulares 3G e serem tão caros quanto eles leva a crer que, se os leitores não mudarem, logo serão absorvidos por aparelhos que oferecem outras funções, principalmente acesso à rede. (BR)

Celulares, como o iPhone, são alternativas a dispositivo dedicado

DA REPORTAGEM LOCAL

Aparelhos leitores de livros eletrônicos ainda custam caro e muitos deles não estão à venda no Brasil. Uma alternativa é recorrer a telefones celulares -de preferência, com tela grande e boa resolução.
Com suas generosas telas de 3,5 polegadas e resolução de 480×320, o iPhone e o iPod Touch, da Apple, fazem bem as vezes de leitores de e-books.
Na categoria Books (livros) da App Store, loja virtual de aplicativos da Apple, há centenas de obras disponíveis para download -algumas gratuitas, outras com preços a partir de US$ 0,99.
Entre os títulos mais populares estão clássicos como “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri (gratuito, em italiano), e “O Princípe”, de Nicolau Maquiavel (US$ 0,99, em inglês).
Além de oferecer obras que vêm em programa próprio, a App Store disponibiliza softwares para leitura de livros eletrônicos diversos.
O mais popular deles é o gratuito Stanza. Ele é compatível com arquivos DOC (do Microsoft Word), PDF e HTML, entre outros formatos, mas não suporta livros com DRM (em inglês, gerenciamento de direitos digitais), o que limita seu uso a obras de domínio público, como as encontradas no Projeto Gutenberg.
Já o eReader, também gratuito, é compatível com e-books dos sites www.ereader.com e www.fictionwise.com, que vendem títulos de autores como Stephen King e Nora Roberts a preços que giram em torno de US$ 10.

Outros
O gratuito Mobipocket é uma boa alternativa para celulares de diversas marcas. Ele é compatível com Palm OS, Windows Mobile, Symbian e BlackBerry. Livros em www.mobipocket.com também custam cerca de US$ 10. (RC)

Leitor da Amazon é promissor

DAVID POGUE
DO “NEW YORK TIMES”

O Kindle é uma placa fina de plástico branco envolta por uma capa de material semelhante a couro. Ele não é, humm, deslumbrante; com seus ângulos quadrados e junções visíveis, tem o jeitão de um Commodore 64.
A tela usa a mesma extraordinária tecnologia E Ink vista no Sony Reader. A “tinta” fica tão próxima da superfície da tela que parece que foi impressa lá, então ler é satisfatório, imersivo e natural.
Os livros do Kindle geralmente custam menos da metade do preço de livros impressos. No Kindle, cabem cerca de 200 livros. Você pode usar um cartão SD para abrigar mais milhares deles.
A Amazon afirma que você terá dois dias de leitura depois de uma carga da bateria -ou, se você desligar o recurso de rede sem fio, uma semana.
Há desvantagens, porém. As margens direita e esquerda são botões gigantes de próxima página e página anterior; é quase impossível evitar clicar neles por acidente.
No navegador de internet, não há um botão para avançar. Não é possível ler em modo paisagem.
Embora a maioria das pessoas preferirá a sensação, o custo e a simplicidade de um livro de papel, o Kindle é de longe o mais bem-sucedido golpe para levar o material de leitura para a era digital.
Não é a última palavra em leitura de livros. Mas, quando seu preço (US$ 359) diminuir e seu design ficar mais arrojado, o Kindle pode ser o começo de um ótimo novo capítulo.
Futuro promete telas flexíveis, vídeo e cores

DA REPORTAGEM LOCAL

Chega a ser irônico o fato de aparelhos modernos como o Kindle, da Amazon, e o Reader, da Sony, ainda terem telas monocromáticas.
Esses leitores de livros eletrônicos, assim como o Digital Reader, da iRex, e o Plastic Logic Reader, empregam a tecnologia E Ink (www.eink.com), da empresa homônima.
Atualmente, o sistema só exibe material em preto-e-branco. Mas o futuro promete, além de cores, telas eletrônicas dobráveis e exibição de imagens em movimento.
Um protótipo de E Ink colorido foi apresentado em 2005, no Japão, mas a tecnologia ainda não está pronta para produção em massa.
“Diferentemente do papel impresso, nossa tela pode ser atualizada em uma fração de segundo, permitindo menus, barras de rolagem e animação”, afirmou, à época, o vice-presidente de vendas e marketing da empresa, Ryosuke Kuwada.
Fundada em 1997, a E Ink é resultado de pesquisas desenvolvidas no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).
A tecnologia também foi usada na capa da edição comemorativa de 75 anos da revista “Esquire”, em setembro deste ano. As fotos coloridas que aparecem na capa foram impressas em papel comum, combinado com E Ink. (RC)

Best-sellers também chegam à internet

MERCADO >> Random House vai disponibilizar 15 mil títulos em formato digital; Paulo Coelho compara editores a monges

DANIELA ARRAIS
DA REPORTAGEM LOCAL

O professor de idiomas Giuliano Reali, 30, começou a ler livros digitais quando o escritor Stephen King lançou “Riding the Bullet”, em 2000. Logo depois, quis ler um título que não existia no Brasil e acabou adquirindo a versão eletrônica em um site. Desde que comprou um smartphone, ler e-books se tornou tão comum quanto usar o e-mail ou consultar o GPS.
No dia-a-dia de Reali e de inúmeros leitores, os e-books já são realidade. O mercado editorial busca soluções para atender a esse tipo de leitor, que forma um contingente que vem ganhando expressão, segundo dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pelo Instituto Pró-Livro ao Ibope: 3% (ou 4,6 milhões de pessoas) do universo estudado, que equivale a 92% da população brasileira, lêem livros digitais e 2% (ou 2,9 milhões) usam audiolivros.
No universo de leitores, que corresponde a 95 milhões de pessoas, 7% (ou 7 milhões) baixam livros gratuitamente da internet, segundo a pesquisa.
Editoras investem em catálogos digitais. A inglesa Random House (www.randomhouse.com) anunciou na semana passada que está disponibilizando milhares de livros nesse formato -já existem 8.000 títulos e a idéia é chegar a 15 mil, segundo a Associated Press.
No Brasil, a Lex Editora (www.lex.com.br) tem obras digitalizadas sobre legislação. A partir de uma assinatura, que custa entra R$ 420 e R$ 2.000, a editora permite acesso ao conteúdo, que pode ser lido por celular ou PDA.

Vantagens
Para Reali, a principal vantagem dos e-books é a mobilidade. “Não acho nem um pouco cansativo. Acho até mais fácil de segurar um smartphone do que um livro aberto. A iluminação passa a ser secundária, você pode até mesmo ler no escuro, pois a tela do telefone basta.”
No entanto, ele acha que a tecnologia ainda tem muito a crescer no Brasil. “O brasileiro é muito impermeável ao uso de conveniências eletrônicas. As pessoas te olham como um ET ou um nerd quando te vêem lendo um e-book ou usando a função GPS no seu celular, quando, na verdade, você está apenas dando um passo para tornar a sua vida mais prática.”

Mago
Para o best-seller Paulo Coelho, editores são tão ruins quanto os monges copistas que lamentavam a chegada dos livros impressos no século 16 -ele declarou isso na Feira de Frankfurt, em outubro.
Para o mago -que disponibiliza seus livros em www.piratecoelho.wordpress.com-, há uma falta de entendimento sobre a internet fazer parte da indústria. “Em vez de olharem a nova mídia como uma oportunidade de criar novas formas de promoção, editores se concentram em criar microssites, que são completamente fora de moda, e alguns se queixam dos “infortúnios” das outras indústrias culturais, percebendo a internet como inimiga”, disse.

Audiolivros são aposta de editoras brasileiras

DA REPORTAGEM LOCAL

Na disputa pela atenção de consumidores que buscam novas formas de leitura, o mercado editorial brasileiro investe nos audiolivros.
A maioria das editoras disponibiliza títulos em formato de CD, mas já é possível encontrar iniciativas como a da Plugme (www.plugme.com.br), editora que conta tanto com best-sellers em formato de CD quanto com títulos disponíveis para download em MP3, que podem ser colocados em smartphones, por exemplo.
A iniciativa é da Ediouro e conta com parceria com várias outras editoras. Os CDs custam entre R$ 24,90 e R$ 29,90. Já os arquivos para baixar ficam entre R$ 14,90 e R$ 19,90.
Um dos diferenciais da Plugme é que alguns títulos são narrados por personalidades.
O ator José Wilker lê “Quando Nietzsche Chorou”, o escritor Nelson Motta empresta sua voz ao seu “Vale Tudo -Tim Maia” e a consultora de moda Glória Kalil narra seu livro “Alô Chics!”.

Som
A Saraiva (www.editorasaraiva.com.br) investe em audiolivros há cerca de um ano e conta com séries como a “Superdicas” (para viver bem, se tornar um verdadeiro líder), que custam a partir de R$ 19.
“Quem gosta de agregar conhecimento se interessa por um produto para ouvir no carro, nesse trânsito maluco que a gente enfrenta”, diz José Luiz Próspero, diretor-presidente da Saraiva.
A Nossa Cultura (www.nossacultura.com.br) tem hoje 23 títulos no formato, o que, segundo a editora, corresponde a 10% do total de audiolivros nacionais do mercado. (DA)

ON-LINE:
DOMÍNIO PÚBLICO, PROJETO GUTENBERG E GOOGLE REÚNEM LIVROS

Em diversos endereços na internet, é possível ler livros na íntegra -alguns permitem que você faça o download e imprima o conteúdo. O Domínio Público (www.dominiopublico.gov.br) traz obras de Machado de Assis e Fernando Pessoa. O Projeto Gutenberg (www.gutenberg.org), que se intitula o primeiro produtor de livros eletrônicos, agrega títulos em diversas línguas. Já o Google Book Search (books.google.com.br) funciona para pesquisa, mas também disponibiliza livros que não são protegidos por direitos autorais.

Publique seu livro com ajuda de editoras especializadas

DA REPORTAGEM LOCAL

Se a sua literatura não encontra espaço no mercado das grandes editoras brasileiras, você pode recorrer a pequenas editoras que publicam livros sob demanda, ou seja, a partir da necessidade do autor.
Partindo da declaração de que cerca de 40 mil autores têm seus livros rejeitados pelas editoras tradicionais, a Papel & Virtual (www.papelvirtual.com.br) se propõe a lançar títulos, tanto impressos quanto em formato digital, por um baixo custo -o serviço básico custa R$ 800, segundo o site.
A Fábrica de Livros (www.fabricadelivros.com.br) oferece serviços de diagramação, ilustração, revisão, entre outros. Se você precisar de uma forcinha com o texto, a empresa disponibiliza até um “ghost writer”, ou autor fantasma, que faz a redação.
A Armazém Digital (www.armazemdigital.com.br) se propõe a fazer publicação, divulgação, distribuição e comercialização da sua obra por meio da internet.
E há, ainda, opções como a Livro Pronto (www.livropronto.com.br), a Giz Editorial (www.gizeditorial.com.br) e a Virtual Livr (www.virtuallivr.com). (DA)