Eleições 2012 – NOSSO AGRADECIMENTO

BS”D

Eleições 2012 – NOSSO AGRADECIMENTO

Conquistamos a 4ª  colocação (de 48) de nosso partido

Caro amigo, cara amiga, venho a público para agradecer, de forma efusiva, o apoio, a confiança, os dizeres e o grande número de mensagens e telefonemas tanto ao longo de todo o período eleitoral como logo após o término das eleições 2012, neste domingo, 7 de outubro.

Tive o grande mérito de participar de um pleito eleitoral bastante acirrado, numa cidade enorme como São Paulo, e ter aprendido muito. Muito mesmo. A cada debate, a cada palestra, a cada reunião, a cada ação, um enorme aprendizado e a certeza de que a bagagem ajudará na nossa jornada futura. De forma humilde, entendo que precisamos sempre aprender, constantemente nos aprimorar e é este caminho que, como jornalista inquieto e curioso que sou, desejo continuar a fazer.

Ser o quarto colocado de meu partido (PRP) entre os 48 candidatos que disputaram, de forma corajosa e guerreira, me motiva, como vários líderes e formadores de opinião me disseram no início, a dar continuidade. Agradeço, portanto, os dizeres para dar prosseguimento e o convite do partido para irmos em frente com projetos maiores.

Quando demos início a esta jornada (há apenas cinco meses), sabíamos que seria uma luta muito difícil e o objetivo principal realmente era plantar uma semente para o futuro. E eis que agora ela começa a germinar graças a: D´us; ao importante apoio e envolvimento da minha família; e a você, amigo, amiga, que apoiou,  confiou e segue confiando sempre em mim.

Muita, mas muita gente, nas semanas que antecederam a votação, entraram em contato para se desculpar por não votarem em mim por conta da alta rejeição que o nosso candidato a prefeito tinha. Realmente, foi algo muito forte e que influenciou meu resultado nas urnas. Inclusive, há várias manifestações neste sentido nas redes sociais.

Agradeço também às inúmeras declarações em relação à nossa postura – segundo os adjetivos direcionados ao nosso grupo em várias mensagens – guerreira, honesta, ética, limpa e transparente. Estas palavras, além de nos estimularem enormemente, nos fazem ter a certeza de que acima de qualquer ação está a nossa história, construída pedra por pedra, ação por ação, que deve ser sempre preservada e ampliada no sentido de tornarmos nossa convivência mais harmoniosa e nosso mundo melhor.

Felicidades aos eleitos e que D´us possa iluminá-los a fazer o melhor por nós e nossa cidade. Muito, muito sucesso!!!

Mais uma vez, nosso agradecimento mais profundo e efusivo!!! Esperamos contar com vocês num futuro próximo!!

Beijocas estaladas e forte abraço,

Alberto Maurício Danon

Um minuto de SUA atenção, caro amigo, cara amiga!!!

 

BS”D

Olá, caro amigo, cara amiga,

Muitos de vocês já me conhecem e outros ainda não. Sou Alberto Maurício Danon, jornalista, 46 anos, casado e atuo na área de comunicação corporativa. Sou diretor da ADCom Comunicação Empresarial, agência com foco na valorização da imagem de empresas, produtos e pessoas, através da comunicação direta, transparente, ética e verdadeira – pilares sobre os quais conduzo a minha vida pessoal e profissional.

Gosto muito de gente. Quem me conhece sabe disso! Adoro me relacionar com pessoas de todas as origens, de culturas diferentes, de realidades distintas. A cada conversa, por mais simples que possa ser, há um grande aprendizado.

Estudei desde o maternal até o então terceiro colegial no colégio Iavne Beit Chinuch, participei dos movimentos juvenis Netzah Israel e Kesher, estudei Engenharia na Escola Politécnica da USP,  Jornalismo na Universidade São Judas Tadeu e frequento sinagoga constantemente.

Como grande amante da música, estudei violão, piano, canto lírico e cursei sapateado e dança de salão, tornando-me depois, como agradável hobby, também professor nesta apaixonante modalidade.

Antes de trabalhar na área de comunicação, atuei no comércio, o que me deu forte base para conhecer pessoas das mais distintas realidades e aprender com cada uma delas. Fui repórter de TV por sete anos.

A entrada na política

Há mais de 10 anos, amigos insistem em me incentivar a entrar para a política tanto pelo perfil combativo, questionador e moralizador, como pelo auxílio que sempre estou disposto a prestar a inúmeras pessoas e entidades em vários aspectos. Muitos diziam: “você foi um excelente e respeitado síndico, que modernizou a gestão de seu condomíno no comecinho dos anos 90, adora ajudar pessoas e instituições, irrita-se – e a age – quando vê algo injusto. Por que não se candidata?”. Ainda não era o momento. Mas agora ele chegou!

Desde a época que fui síndico até hoje (período de 20 anos), muita coisa se passou, muita experiência foi acumulada, o olhar crítico foi sendo aguçado e a intuição, o conhecimento e o relacionamento com as pessoas e com os seus direitos foi sendo otimizado.

Participei de várias instituições e trabalhos beneficentes. Hoje em dia, sou diretor de comunicação do Instituto Brasileiro de Eventos (Ibev), com sede na cidade de São Paulo e umas das importantes entidades que promovem e potencializam o turismo em nossa metrópole.

Atualmente, mais maduro, com ideias novas, com muita força de vontade, garra, determinação para trabalhar ainda mais e muita humildade, resolvi me engajar na vida pública. Candidato-me ao cargo de vereador pela cidade de São Paulo, pelo partido PRP (Partido Republicano Progressista, da coligação “Por uma Nova São Paulo”), com o número 44418. E, por isso, conto COM VOCÊ, para que juntos possamos fazer uma gestão limpa, bonita, dinâmica, moderna, com ações práticas e eficazes para uma cidade melhor, mais justa e com qualidade de vida. Queremos ouvir muito você para podermos trabalhar com foco no atendimento às suas necessidades.

Tem muita, mas muita coisa que deve ser mudada, criada, transformada, adaptada. É claro que é impossível, pelos anos onde nada foi feito, implantar tudo de uma só vez. Mas é preciso começar, ter vontade política para tal. E isso tenho de sobra!  Possuo inúmeras propostas e todas realizáveis. Entre elas: fortalecer o apoio e a defesa ao consumidor, apoiando a criação dos Procons municipais, dando mais importância e voz para as pessoas; combater a odiosa “indústria das multas”, ou seja, desejo enveredar esforços para que os agentes de trânsito voltem a trabalhar como antigamente, ajudando na fluidez do trânsito, orientando, desatando nós viários e não somente multando indiscriminadamente. Em muitos casos, é importante sim a multa, mas não do jeito que está sendo feito! Além disso, nossa preocupação está ligada a uma maior iluminação das ruas e avenidas para aumentar a segurança da população e inibir a ação de marginais; tratamento correto e justo aos animais abandonados, trabalhando em prol do aumento da quantidade e qualidade de atendimento das CCZs (Centros de Controle da Zoonose) e da posse responsável; tratar o mendigo de tal forma a restabelecer sua dignidade e, ao mesmo tempo, dar segurança à população, entre outros inúmeros aspectos. Também tenho planejadas ações para diversas comunidades, entre elas – e muito fortemente -, à comunidade judaica,onde faremos de tudo para combater ações preconceituosas, com atuação forte em prol do entendimento entre todos e respeito às tradições religiosas. Estamos ouvindo muito, sentindo as necessidades das pessoas, e adaptando ao nosso programa para que possamos, efetivamente, ser a SUA voz atuante na Câmara Municipal de São Paulo.

Não podemos ficar na inércia, dizendo que não há jeito. HÁ SIM JEITO E DEPENDE DE NÓS!!! De você, de mim e de todos os(as) amigos(as) que desejam uma jornada de qualidade e uma São Paulo REALMENTE MELHOR para todos(as)!!!

Muito obrigado, desde já, por sua confiança, pelo seu apoio e pelo seu voto.

Mude de Tom, Vote no Danon 44418

Forte e grande abraço,

Danon – 44418

Marqueteiro de Dilma fala como atuou…

Entrevista publicada na edição de domingo, 7 de novembro de 2010, no jornal Folha de S. Paulo mostra a estratégia utilizada pelo marqueteiro João Santana para ganhar as eleições presidenciais no recente pleito.

Em comunicação, assim como em todas as áreas, precisamos analisar as variadas situações, o contexto e o público com o qual desejamos nos comunicar para que não haja ruído algum no trajeto entre emissor e receptor. Os meios devem ser cada vez mas variados, graças às opções que temos hoje em dia.

Porém, devemos lembrar que não trabalhamos, neste caso, com ciência exata. E, quando lidamos com o fator humano, erros ou resultados inesperados podem aparecer.

É claro que experiência e anos de ação permitem-nos ter uma visão mais apurada, crítica, global e com menos indução ao erro e a problemas de foco. Mas, mesmo assim, eles ocorrem.

Prestigiado e com sucesso ímpar, João Santana já teve também derrotas no passado (citadas na matéria) as quais serviram, certamente, como forte experiência.

Recomendo a leitura (logo abaixo).

Forte abraço,

Danon

Marketing custou R$ 44 mi; até russo tentou vender estratégia 

Santana acha que Lula cometeu erros, mas saldo final foi positivo

DO ENVIADO A SALVADOR

Neste trecho da entrevista, João Santana declara que o custo de marketing da campanha de Dilma Rousseff atingiu R$ 44 milhões. Revela que havia dúvidas entre vários petistas sobre a capacidade de transferência de votos de Lula para Dilma. Em maio passado, alguns pensavam até em pedir ajuda a um especialista russo. Sobre as aparições exaltadas de Lula no final do primeiro turno, Santana cita a “personalidade vulcânica” do assessorado. Às vezes, diz ele, o presidente se esquece de que cenas do palanque serão usadas em telejornais. (FR)

Folha – Lula errou na parte final do 1º turno, falando em extirpar o DEM da política?
João Santana –
O presidente tem uma personalidade vulcânica. Sua intuição emocional faz com que ele acerte bastante, e às vezes cometa erros. O saldo foi positivo.

Mas houve uma certa overdose no 1º turno?
Na propaganda eleitoral, não. Uma das coisas mais difíceis era a modulação da presença de Lula.
Fiz um desenho estático que considero correto. Dividi os 45 dias de TV e rádio em três fases iguais de 15 dias cada uma. A primeira consistiu em colar bastante Lula a Dilma. Depois, seria preciso atenuar um pouco a presença dele no meio da campanha. E, por fim, voltar a colá-los fortemente no final.
Isso só seria possível se as pessoas conseguissem enxergar Dilma sem a sombra luminosa de Lula.

Mas Lula não se excedeu nos comícios?
De certa forma, sim. Mas isso é até explicável. A presença de um político no palanque permite certo tipo de arroubo que a propaganda eleitoral não comporta.
Acontece que alguém, quando está no palanque, esquece que trechos editados de sua fala podem aparecer em telejornais de grande audiência.

Como Dilma reagiu à operação plástica e a mudar o vestuário?
Variou. A decisão de fazer a operação plástica, por exemplo, foi dela. Como toda mulher, quando se trata de estética, ela gosta de ela mesma tomar iniciativa. Ou, pelo menos, de pensar que foi dela a decisão.

Como era sua equipe?
Cerca de 200 pessoas. Alguns já trabalhavam comigo como Eduardo Costa, braço direito e um dos grandes responsáveis pelo sucesso.
Outros se reaproximaram e foram fundamentais, como Marcelo Kértesz, Lo Politi e Giovani Lima. Sem falar da presença essencial de Mônica Moura, minha mulher.

Quanto o sr. cobrou para fazer a campanha?
Propaganda e marketing, incluindo as pesquisas qualitativas e as quantitativas, foi um total de R$ 44 milhões.

Há semelhanças entre a transferência de poder do russo Vladimir Putin para Dmitri Medvedev, em 2008, e agora no caso de Lula e Dilma?
É um equívoco absoluto, uma leitura caricata e ligeira. A democracia no Brasil é mais complexa e sofisticada. Mas isso me faz lembrar uma história curiosa.
No início de maio, um emissário não oficial do governo russo mandou um recado. Queria oferecer o que seria uma técnica que dizia ser infalível de transferência de votos baseada na experiência de Putin para Medvedev. Demos muita risada. Recusamos. Mas um ou outro integrante da campanha chegou a ficar tentado em pelo menos ouvir os russos.
O episódio demonstra como era imprevisível para alguns a capacidade de Lula de transferir votos.

RAIO-X JOÃO SANTANA

ENTREVISTADO
João Cerqueira de Santana Filho, jornalista e publicitário

VITÓRIAS
Lula (presidente, 2006); Maurício Funes (presidente de El Salvador, 2009); Dilma Rousseff (presidente, 2010)

DERROTAS
Antonio Britto (governador do RS, 1998); Eduardo Duhalde (presidente da Argentina, 1999); Marta Suplicy (prefeita de SP, 2008)

PRÊMIO
Esso (1992) pela entrevista com Eriberto França (caso PC)

Tiririca, o fenômeno. Comunicação certa e eficaz!

Assunto em todos os veículos de comunicação – do Brasil e do exterior – Tiririca hoje é um fenômeno (gostemos ou não, quanto a isso não há o que discutir pois é fato!). Este post tem o objetivo de visualizar, rapidamente, a comunicação que o fez ser eleito com mais de 1,3 milhões de votos.

A fórmula é antiga e, à primeira vista, simples: EMISSOR – MENSAGEM – RECEPTOR. Ou seja, devemos, ao comunicar algo, saber para quem é direcionada e, portanto, formatar a mensagem para que seja bem absorvida pelo público receptor. Embora à primeira vista simples, os erros nesta questão são inúmeros. Um dos equívocos mais comuns é não se saber quem é o público de interesse e, consequentemente, errar no conteúdo da mensagem.

No caso de Tiririca, independentemente de todas as opiniões e pensando especificamente no aspecto comunicacional, devemos analisar o fato como um sucesso estrondoso de comunicação eficiente e eficaz onde, com foco no público-alvo, a mensagem foi construída de forma inteligente e com criatividade.

Começando do primeiro dia em que foi gravar o programa, quando Tiririca, ou Francisco Everardo Oliveira Silva (seu nome), foi de terno e gravata e sem peruca e o marqueteiro decretou: “você não vai gravar assim: coloque suas roupas do personagem Tiririca. Afinal, você é um personagem e tem uma mensagem a passar para o nosso público-alvo. Ninguém conhece o Francisco Everardo, mas, sim, o Tiririca”. Na mosca! Acertadíssimo!! Se não fosse assim, certamente passaria batido como mais um que pleteia uma vaga na Câmara dos Deputados.

Se ele sabe ler? Ainda não temos certeza. Mas a minha opinião é que sabe sim e todo o “fuzuê” criado nas recentes duas semanas a respeito foi para que ele conquistasse ainda mais mídia espontânea e tivesse seu nome ligado ao “público menos favorecido, alvo de preconceito”, o que reforçou, certamente, esta quantidade enorme de votos.

Um detalhe importante: embora somente agora, há pouco mais de um mês, todo este movimento tenha vindo à tona, a construção desta estratégia veio aos poucos, há muito tempo, com paciência, inteligência e criatividade.

Sempre digo e repito: a comunicação é como um prédio: tem de ser construída, ter alicerces fortes e todo o projeto já determinado para o público que deseja atingir, moldando, consequentemente, a mensagem.

Se é uma vergonha ou não o termos como representante no Congresso Nacional, esta análise é de cada um e só o tempo revelará. Mas uma coisa todos temos de concordar (e, frente a números, não tem como ser diferente): Tiririca e seus comunicadores são muito eficientes e eficazes na arte de comunicar e encantar seu público-alvo.

Abaixo, alguns dos vídeos do programa eleitoral de Tiririca:

Mais sobre comunicação:  http://www.adcompress.com.br

Comissão do Senado aprova uso da Internet em campanhas políticas fora do período eleitoral

Veja, abaixo, matéria sobre esta importante decisão da Comissão do Senado. Fonte: portal da revista Imprensa

http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2008/11/05/imprensa23942.shtmlPortal Imprensa » Últimas Notícias
 
 
 
 
 
Comissão do Senado aprova uso da Internet em campanhas fora do período eleitoral

Redação Portal IMPRENSA

Nesta quarta-feira (5), a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado aprovou um projeto de lei que permite realização de campanhas políticas pela Internet fora das restrições de tempo impostas pela legislação eleitoral.

A mudança, proposta pelo senador Expedito Júnior (PR-RO), tem como objetivo tornar livre a propaganda eleitoral na web em qualquer momento, impedindo apenas a veiculação de mensagens sob anonimato ou por outros métodos contrários à lei penal, informou a Agência Senado. Atualmente, a Lei Eleitoral permite propaganda apenas após o dia 5 de julho do ano da eleição.

 
 
 

Apesar da legislação não mencionar o uso da Internet pelos candidatos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vem incorporando as restrições aplicadas ao rádio e à televisão. A lei atual determina que a propaganda virtual seja feita apenas em página destinada exclusivamente à campanha eleitoral, admitindo que o concorrente mantenha o site até a antevéspera da eleição, cancelando-o em seguida. 

Expedito Júnior acredita que a Internet pode servir de “instrumento da democracia” ao aproximar eleitores e candidatos. Para o senador Wellington Salgado (PMDB-MG), relator da matéria, os temores do TSE – como benefício maior a alguns candidatos – que acabaram restringindo o uso da web nas campanhas não têm fundamento.

“A ampla liberdade de informação e opinião pela rede, para fins eleitorais, inclusive fora dos limites legais do período de campanha, é garantia de equidade maior, não menor, das condições de disputa eleitoral”, declarou. Já o senador Renato Casagrande (PSB-ES) resistiu à aprovação da matéria, alegando que com a Internet, aumentam os recursos utilizados pelos candidatos nas campanhas, já que televisão e rádio estão convergindo para o mundo virtual.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) declarou ser favorável à liberação por duas razões: “uma política, porque a rede é profundamente democrática; a outra, técnica, porque é impossível impedir a propaganda pela Internet. O que se deve inibir são as mensagens falsas, as mentiras, mas o que devemos fazer é acionar a polícia quando isso ocorrer”. O projeto ainda deverá ser votado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

 

 

 

 

A comunicação nas eleições nos EUA

Olá, pessoal.

Veja como a comunicação, literalmente, move e remove montanhas. Quando falamos em eleições nos EUA, este termo se aplica quase literalmente, pela influência deste país no resto do mundo, como podemos acompanhar, por exemplo, na turbulência financeira que ocorre no momento. Nesta matéria veiculada pelo portal G-1, nota-se, claramente, a diferença de estilos comunicacionais entre os cadidatos à vice-presidência dos Estados Unidos e como esta questão pode ser mais um peso na balança neste pleito eleitoral.

Confira: http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL780122-15525,00-ANALISE+DEBATE+DOS+VICES+NOS+EUA+FOGE+A+REGRA+DA+IRRELEVANCIA.html

30/09/08 – 20h50 – Atualizado em 30/09/08 – 21h07

Análise: Debate dos vices nos EUA foge à regra da irrelevância

Embate entre Palin e Biden deve atrair grande número de telespectadores.
Os holofotes estarão principalmente sobre a republicana.

 

Da Reuters

Os debates dos candidatos a vice-presidente raramente influem na corrida para a Casa Branca, mas o confronto de quinta-feira (2) entre a republicana Sarah Palin e o democrata Joe Biden pode escapar à habitual irrelevância.
É possível que o duelo entre o verborrágico Biden e a blindada Palin atraia mais telespectadores do que o
debate da semana passada entre os cabeças de chapa Barack Obama e John McCain.
Os holofotes estarão principalmente sobre Palin, que até um mês atrás era apenas a praticamente desconhecida governadora do Alasca, mãe de cinco filhos. A indicação a transformou em estrela política, impulsionou momentaneamente a candidatura de McCain, mas já despertou dúvidas sobre a preparação dela para eventualmente assumir a Presidência.
O Partido Republicano então blindou Palin da imprensa, e desde a indicação ela concedeu entrevistas apenas a três canais de TV, e nenhuma coletiva. É uma estratégia que só alimentou a desconfiança, a tornou alvo de piadas nos programas de TV e agora dá mais importância à sua primeira aparição não-coreografada.
“Vice-presidentes normalmente não importam, mas há um limite que eles devem cruzar para provar que podem se apresentar e ser presidentes”, disse o especialista em comunicação Mitchell McKinney, da Universidade de Missouri. “A barra está baixa, mas se ela não cruzar esse limite ela pode prejudicar McCain”, disse ele.
Já Biden é quase a antítese da sua rival. Aos 65 anos, eloquente, mas propenso a gafes, ele preside a Comissão de Relações Exteriores do Senado e é um dos mais respeitados especialistas democratas em assuntos diplomáticos.
Ele tentará tranqüilizar os eleitores que ainda desconfiam da inexperiência de Obama em questões diplomáticas.
 

  Expectativas

Palin, 44 anos, que se descreve como uma “mãe do hóquei” (por levar os filhos para praticar o esporte), pareceu hesitante e muito ensaiada nas suas entrevistas. Para ela, o importante será convencer os eleitores de que estará à altura do desafio caso algo impossibilite McCain, que tem 72 anos.
“Será bastante fácil para ela superar as expectativas – elas não poderiam estar mais baixas”, disse David Steinberg, especialista de debates na Universidade de Miami, Flórida, que recentemente viu gravações de debates dela na disputa para o governo do Alasca em 2006.
“Ela estava muito articulada, certamente competente e assertiva. Estava bastante bem”, disse ele.
A campanha de McCain se apressa em chamar qualquer um que critique Palin de machista e arrogante. Biden terá de ter cuidado para não parecer agressivo demais.
“O medo para os democratas é que Joe Biden escorregue e diga algo que não deva, ou que seja arrogante com ela. É exatamente isso que eles estão trabalhando nos ensaios para evitar”, disse Steinberg.
Debates dos candidatos a vice raramente alteram as campanhas, mas às vezes geram episódios memoráveis. Como em 1988, quando o democrata Lloyd Bentsen soltou sua clássica frase para o republicano Dan Quayle: “Você não é nenhum Jack Kennedy”.
Em 1992, o destaque foi a perplexa participação do almirante James Stockdale, vice do candidato independente Ross Perot. “Quem sou eu? Por que estou aqui?”, divagou ele diante da platéia.