Comunicação não-verbal. Bem-vestido para a entrevista!

Nota: é muito difícil causar uma “segunda boa impressão”

Roupa de entrevista de emprego nem sempre é terno. Veja as variações, mas fique atento ao código da empresa

Fonte: revista Você SA (jornalista:DEBORAH TREVIZAN)

Crédito ilustrações: Soud

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A roupa da entrevista não é mais importante que o seu currículo, mas uma impressão ruim pode diminuir suas chances com o entrevistador logo no primeiro encontro. O bom e velho terno serve para quase todas as ocasiões, mas, em alguns casos, pode ser formal demais. Dependendo da empresa e das expectativas para o cargo, uma imagem mais informal contribui para que você pareça adequado.

Para acertar, antes de ir, faça a lição de casa. Assim como você busca informações sobre os negócios da empresa, informe- se também sobre seu código de vestir. E vá um pouco mais sóbrio do que isso. Roberta Borguignon, consultora de imagem, ensina: “Por mais que as pessoas vistam-se informalmente no dia-a-dia, o perfi que se espera de um executivo em uma entrevista ainda é rígido”. Essa dica vale principalmente para empresas da área financeira, consultorias e firmas de advocacia. Conheça as outras possibilidades.

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Use o erro a seu favor

Como administrar suas falhas e tirar proveito delas para manter a produtividade em alta e a confiança do chefe

Fonte: Revista Você SA (matéria de Gabriel Penna)

Cometer erros no trabalho é um pesadelo para muita gente. Mas, se o estrago já está feito, de que adianta se desesperar? Como todos nós falhamos, o que pesa mais na avaliação de um profissional é como ele lida com a situação. Saber errar significa, por um lado, antecipar riscos para não ser completamente surpreendido. E, por outro, corrigir as falhas o mais rápido possível e aprender com elas. Companhias como 3M, Natura e Serasa estimulam seus funcionários a assumir riscos controlados e toleram erros para estimular a iniciativa das equipes. 

Um estudo publicado em novembro do ano passado pela escola de negócios IMD, da Suíça, mostra que a tolerância ao erro é o principal motivador de inovações nas empresas, pesando duas vezes mais do que itens como autonomia e premiações. “As pessoas arriscam mais quando têm segurança e apoio para lidar com as consequências de uma falha“, diz o professor Stuart Read, reitor de pesquisa e desenvolvimento do IMD e autor do estudo. Com o tempo e a experiência, a tendência é que o número de acertos supere o de enganos e o seu prestígio com o chefe cresça. “Quem erra menos ganha crédito e pode se arriscar mais”, diz o consultor Pedro Mandelli. A seguir, veja como usar os erros a seu favor.

Entenda como sua empresa lida com os erros

Companhias que investem em pesquisa e inovação, como as de tecnologia e de consumo, são mais abertas ao risco e, portanto, aos erros. “Em empresas de processos padronizados, a tolerância à falha é próxima de zero”, diz Ruy Quadros, professor da Universidade Estadual de Campinas. 

Para saber como a sua empresa lida com os erros, verifique se há produtos ou processos criados a partir de um fracasso. E se os executivos da companhia são promovidos apesar de falharem. “A empresa que reconhece o erro como parte da aprendizagem orienta em vez de punir”, diz Maria Tereza Fleury, diretora da Escola de Administração de Empresas da FGV-SP.

Planeje e compartilhe

Se você tem uma tarefa complicada ou vai propor um projeto, faça uma lista prevendo possíveis erros. Pense em medidas para evitar, reverter e compensar cada um desses problemas. E não deixe de levantar os custos envolvidos no processo. ”Antes de falar com o chefe, avalie se os benefícios do projeto fazem valer os riscos”, diz Gisela Kassoy, consultora de inovação e criatividade. Por fim, compartilhe suas ideias com as pessoas de confiança. “Busque apoios para não errar sozinho”, diz Pedro Mandelli, consultor de gestão de pessoas.

Solução, sim. Negligência, não

Não espere que a empresa tolere falhas por desleixo, negligência ou resistência a mudar de atitude. O erro por omissão ou falta de esforço é grave e pode manchar sua reputação. Por outro lado, quem comete equívocos buscando soluções para um problema ou enfrentando situações novas, e procura corrigi-los, ganha créditos. “É melhor errar fazendo do que nem tentar”, diz Denise Manfredi, consultora da BSP Career, de São Paulo.

Negocie com o chefe

Alinhar as ações com seu superior é fundamental para compartilhar responsabilidades e evitar represálias em caso de erro. Avalie a disposição do seu chefe para dialogar e discuta temas concretos, como projetos e tarefas. Seja realista e não combine metas exorbitantes: elas ajudam a conseguir recursos, mas se tornam um fardo caso o resultado não seja o esperado. “Pergunte o que a empresa está disposta a arriscar e a perder. Isso ajuda a saber até onde podemos ir”, diz Stuart Read, do IMD.

Errou? Corrija rapidamente

Esconder ou adiar a comunicação de uma falha só agrava a situação. Assuma a responsabilidade, explique o problema, mas não use frases como “estraguei tudo” ou “a culpa é toda minha”. E tome rapidamente medidas para reduzir danos. 

Na Serasa, empresa de análise de crédito, em São Paulo, os funcionários têm respaldo para inovar, mas precisam ser rápidos se algo sair errado. “Acompanho de perto a execução de tarefas para identificar e corrigir imprevistos assim que eles ocorrem”, diz a carioca Maria Sol Marques, de 38 anos, gerente corporativa de projetos.

Aprenda com as falhas, mas não as repita

Na subsidiária da americana 3M, em Sumaré, interior de São Paulo, isso é o que se espera dos funcionários. O químico paulista João Roberto Talamone, de 49 anos, sabe disso. Em 2006, ele passou seis meses testando uma película para proteger a pintura de veículos, mas o projeto foi suspenso por falta de prazo para mais testes. Meses depois, João descobriu que o material poderia servir a outro cliente. Hoje, é usado por mineradoras para revestir a carga de caminhões e impedir a dispersão de poeira. A venda anual já é de 2 milhões de dólares. “É uma de nossas patentes de maior sucesso nos últimos anos”, diz João.

Empresa israelense vai lançar “superDVD” de 1.000 Gbytes

da Folha Online
da Reuters

A empresa israelense Mempile lançará no mercado, até 2011, superDVDs com capacidade de 1 Tbyte de armazenamento –aproximadamente 1.000 Gbytes. O TeraDisc é capaz de armazenar até 250 mil fotos em alta resolução ou arquivos MP3, 40 filmes longa-metragem em alta definição ou 115 filmes em qualidade DVD.

Divulgação

 

“SuperDVD”, cujo armazenamento é de 1TB,

 será vendido até 2011, afirma fabricante

 

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A tecnologia para armazenamento é desenvolvida a partir da transparência completa do disco, tanto antes quanto depois da gravação. Isso permite que o laser se mantenha em foco, mesmo quando há leituras através de camadas previamente gravadas.

Assim, um único TeraDisc pode ler e gravar 200 camadas virtuais, cada uma com capacidade de 5 Gbytes de armazenamento de dados, que podem ser acessados aleatoriamente.

O TeraDisc é composto de plástico monolítico simples, resistente e barato –o que significa que consumidores terão alta capacidade de armazenamento a baixo custo, com mais de 50 anos de tempo de vida útil.

Lei em favor dos consumidores. Comunicação cliente-empresa deverá ficar mais ágil e justa

Agora, a partir de primeiro de dezembro, as empresas não poderão mais demorar além de um minuto para atender o consumidor. Este é um dos itens da nova lei que regulamenta SACs das empresas. A partir deste dia, a comunicação cliente-empresa deverá ficar mais justa e cômoda para o consumidor. Veja, abaixo, o começo de matéria que está na edição atual da revista B2B.

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Polêmica na fusão Itaú – Unibanco. Será que é mesmo uma boa???

A maioria dos colegas jornalistas é efusiva ao comentar a questão, certamente impelida pelo positivismo do Governo Federal. Mas nem tudo são flores nesta questão. Há quem discorde, como o economista, especializado em finanças, fusões e aquisições e MNA, Laerte Russo Farias. Leia, abaixo, o seu artigo.

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A fusão e o crédito

pelo Economista Laerte Russo Farias

Ao que parece, vivemos uma fase de euforia com a notícia da fusão Itaú-Unibanco neste início de semana. Isto se deve, no meu modo de ver, a uma necessidade do mercado em ver alguma notícia favorável diante de tantas incertezas e perdas das últimas semanas.

Entretanto, a coisa não é bem assim como parece. Quando a euforia baixar, vamos perceber que esta fusão vai criar mais dificuldades para as empresas e para o crédito do que benefícios.

Contrariando nosso ministro que saiu na frente para aproveitar a necessidade de boas novas, esta fusão, assim como a compra e a incorporação de bancos, como já vimos no passado recente, não traz benefício algum ao crédito nem as empresas que necessitam de mais capital para crescer.

Vejamos o caso de uma empresa que tem conta nos dois bancos (e não são poucas) e tem limites de crédito estabelecidos pelas instituições independentes, com avaliação de risco independente. Estas empresas, na grande maioria das vezes, têm limites que serão reduzidos quando uma única instituição de crédito for avaliá-la. É obvio que não vão revisar suas regras de concessão de crédito, nem flexibilizá-las para dizer à empresa que uma instituição avaliava individualmente por um teto, não vai duplicá-lo ou triplicá-lo. O que vai acontecer é um corte de limites como ocorreu em 100% dos casos em que um banco comprou outro até agora.

“O mercado ajusta-se”, diria um analista do setor financeiro. Eu concordo que sim, mas no médio prazo.

O que significa isto? Significa que no curto prazo a premissa de que a fusão fortalece o sistema e pode gerar aumento de crédito é falsa. Estamos sendo novamente enganados pela fala populista.

Outro ponto muito importante a ser observado é que a redução das instituições, concentrando o mercado financeiro (que vai aumentar, pois outros grandes bancos vão procurar ajustar suas posições no mercado), aumenta a força dos agentes de financiamento na concessão de fomento ao mercado, criando dificuldade na política industrial e no crescimento de setores não privilegiados por estas instituições.

Como anda o crédito para as pessoas físicas? – Deve estar ótimo para quem se dispõe a pagar de 7% a 15% ao mês de juros. Isto beneficia quem?

Como anda o financiamento de Capital de Giro para o crescimento do país? – É só tirar o BNDES da lista e ver o que sobra e quanto está disponível.

Também entendo que se nosso sistema financeiro tem instituições fortes e sólidas, cria-se um sentimento de segurança e conforto para os investimentos e para o crescimento da economia; mas o fato gerador deste crescimento, lembrem-se, não está baseado no crédito bancário e sim nos investimentos gerados pelas poupanças das famílias que se sentem mais confiantes e se dispõem a “desentesourar” suas riquezas. Lá, mais adiante, alguém vai confundir tudo novamente e dizer que, como temos um sistema financeiro forte e com grandes instituições, nossa economia vai bem….grande ilusão!

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Laerte Russo Farias é economista e já realizou mais de 60 gestões de recuperação empresarial. É especialista na área de Fusões e Aquisições, Governança Corporativa e Plano de Negócios. É diretor da LRF Consultores e conquistou, entre outros, o Prêmio “Destaque IBEF” em 1998.