Comunicação é tema do programa “Coronel Ricardo Entrevista”

Tive o prazer de participar do programa do Coronel Ricardo Jacob para falar sobre os vários aspectos que envolvem a Comunicação. Por uma hora, respondi sobre vários assuntos relativos a este apaixonante assunto.

Confira como foi em quatro vídeos logo abaixo…

PARTE 1:

PARTE 2:

PARTE 3:

PARTE 4:

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“É impossível não regular mídia”, diz FHC

Gostei muito desta matéria veiculada na edição deste sábado, 27 de novembro de 2010, no jornal Folha de S. Paulo (reproduzida abaixo), com posição equilibrada do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. É importante salientar que ter parâmetros é salutar para que haja como se basear em análises e julgamentos, porém é imprescindível que nunca haja controle no conteúdo.

Antes da matéria em si, indico link de um post anterior meu, neste blog, a respeito do assunto “liberdade de expressão”.

https://amdanon.wordpress.com/2010/10/01/liberdade-de-expressao-tentativa-de-calar-a-imprensa/

A matéria:

“É impossível não regular mídia”, diz FHC

Ex-presidente afirma que conteúdo da imprensa deve ser livre e que debate não pode ser imposto “goela abaixo’

Para vice-presidente do STF, Ayres Britto, Poder Judiciário é hoje a maior ameaça à liberdade de imprensa no país

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou ontem que é “impossível” não haver regulação da mídia no que diz respeito aos meios de difusão, mas destacou que o controle do conteúdo é contrário ao espírito da democracia.
Para FHC, porém, a discussão sobre o tema é complexa e precisa demorar “muito tempo”. Não deve ser colocada “goela abaixo” do Congresso e do país, diz ele.
“No debate atual, existe uma certa confusão. Estamos misturando a necessidade eventual da organização dos meios de difusão, inclusive por causa das novas tecnologias e da convergência entre plataformas, que requerem alguma regulação, com aquilo que não requer regulação, que é o conteúdo”, afirmou.
“Por outro lado, é impossível não haver regulação no que diz respeito aos meios de difusão”, acrescentou.
FHC participou ontem de manhã do segundo dia do seminário “Cultura de Liberdade de Imprensa”, promovido pela TV Cultura. Em sua palestra, criticou a atual situação das agências reguladoras, introduzidas no Brasil durante o seu governo.
Segundo o ex-presidente, as agências estão sendo “minadas em termos de confiabilidade” por causa da “ingerência política”, com a indicação de “pessoas de partido” para cargos relevantes.
Para FHC, o enfraquecimento das agências é ruim num debate que discute a regulação das concessões.
O ex-presidente também afirmou que a ostensiva propaganda do governo é uma forma de apertar as rédeas sobre a imprensa.
“Acho que o monopólio estatal é tão ruim quanto o privado. O risco maior é o do monopólio estatal, porque o Estado tem mais poder hoje em dia do que qualquer parte da sociedade.”
À tarde, no mesmo seminário, o ministro Carlos Ayres Britto, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, analisou a legislação sobre liberdade de imprensa.
De acordo com o ministro, o país passa por uma fase de transição que deixa a própria imprensa e o Judiciário “aturdidos” com tanta liberdade após recentes decisões do STF, como o “sepultamento” da Lei de Imprensa.
“O Poder Judiciário é hoje a maior ameaça à liberdade de imprensa, nos ensinando, tristemente, que é muito difícil enterrar ideias mortas.”
Segundo ele, “a grande lei sobre liberdade de imprensa no país é uma só: a Constituição”. Como consequência, diz ele, “nenhuma outra lei pode ter a pretensão de conformar o regime jurídico da liberdade de imprensa em nosso país”.
De acordo com o ministro, outras leis podem tratar de assuntos indiretamente relacionados com a liberdade de imprensa, como direito de resposta, indenização e propaganda, entre outros. Mas, em sua opinião, tais leis são desnecessárias.

IRMÃS SIAMESAS
Para ele, como “a imprensa desempenha papel único na sociedade contemporânea” e atua como “causa e efeito do regime democrático”, é plenamente justificável que a Constituição Federal tenha radicalizado” em sua proteção.
O ministro, cuja apresentação foi a mais aplaudida dos dois dias de seminário, afirmou que a imprensa é “irmã siamesa, mais que irmã gêmea, da democracia”.
Em seguida, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), a senadora eleita Ana Amélia Lemos (PP-RS), o juiz Rodrigo Collaço e o advogado Luís Francisco de Carvalho Filho debateram o tema.
Para Carvalho Filho, advogado da Folha, ainda é motivo de preocupação o fato de a posição expressa por Ayres Britto, favorável à ampla liberdade de imprensa, não ser “unanimidade no STF”.


Segunda edição do “Prêmio ABED / SENAI de Jornalismo”

Idealizado por nós, a Associação Brasileira de Educação a Distância – ABED, em conjunto com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI, realizou a segunda edição do “Prêmio ABED / SENAI de Jornalismo”, cujo foco central é incentivar jornalistas a conhecerem mais a fundo esta importante modalidade educacional e elaborar matérias mais profundas e abrangentes a respeito da EaD.

Abaixo, uma entrevista que realizamos com um dos jurados, o jornalista Hermano Henning.

Link direto da revista Caras: http://www.caras.com.br/imagens/183529/

Mas antes, a nota que saiu na revista Caras na edição de 1º de dezembro de 2010… (pode ser vista também por este link: http://twitpic.com/3bwovr )

Liberdade de expressão: tentativa de calar a imprensa e povo!

Nunca, mas nunca poderemos permitir que a censura volte a dominar o nosso país. Ainda mais por aqueles que se julgam acima do bem e do mal, que violam documentos, que inventam dossiês, que escondem informações, que tratam o povo verdadeiramente como massa de manobra!!! Desde o início do atual governo, inúmeras tentativas de calar a imprensa e, consequentemente, esconder os verdadeiros fatos da opinião pública, foram feitas. E, infelizmente, tenho certeza de que continuarão a tentar. Mas nós todos temos a obrigação e o poder de não permitir.

Se algum jornalista ou missivista errar ou escrever algo que venha a denegrir alguma imagem, que responda na Justiça e que a “seleção natural” se estabeleça, ou seja, seus leitores, ouvintes, telespectadores o julgarão, colocando a sua credibilidade em jogo. Mas que seja pelo povo e não por uma imposição do poder. E, ainda mais, um poder que deseja esconder suas sujeiras mais abomináveis.

A política brasileira está na tênue fronteira do risco da volta a uma ditadura. O governo, cego pelo poder, acha que pode tudo – seja a que preço for – para ganhar.  Já não bastassem as inúmeras tentativas de cercear a imprensa (com a vontade de se instalar o Conselho Federal de Jornalismo, por exemplo), agora o atual governo deseja passar, como um trator violento, por cima de tudo e de todos, fragilizando instituições . Isto não pode ser ignorado e deve ter reação forte de todos nós. Não podemos permitir que um período negro da história de nosso país volte a acontecer como os tristes e revoltantes fatos vêm demonstrando!

Redes sociais facilitam rotina no trânsito

Nesta matéria do portal da Confederação Nacional do Transporte (CNT), pudemos explicar como planejamos as redes sociais da Associação Brasileira de Logística (ASLOG) e como elas atuam. Confira, abaixo, a íntegra da matéria (ou, se preferir, através do link original: http://www.sistemacnt.org.br/portal/webCanalNoticiasCNT/noticia.aspx?id=ef3c735f-b18b-4397-a99e-630af0aca8d4 )

Foto:

Engarrafamento registrado por colaboradores de Belém

Redes sociais facilitam rotina no trânsito
27/9/2010

Quando decidiu abrir um microblog sobre o trânsito em Manaus, o educador físico Luiz Eduardo Negro Vaz Leal esperava a mobilização dos conterrâneos para enfrentar o tráfego intenso no centro da cidade. Hospedado no site Twitter, o perfil@TransitoManaus superou as expectativas. Em pouco mais de um ano, acumulou 6,5 mil seguidores – espécie de assinante que recebe as publicações daquele perfil.

Os assuntos abordados no microblog, administrado por Luiz e outros quatro amigos, hoje abrangem engarrafamentos, acidentes e imagens de infrações registradas por eles e colaboradores nas ruas de Manaus. “Em média, recebemos umas 50 mensagens ao dia, que repassamos para os nossos leitores. Eles também ajudam a difundir nossas informações na internet”, explica o “twitteiro”. Em média, são publicadas 120 mensagens diariamente no perfil.

A estreia bem sucedida dos amigos no projeto explicita uma tendência de integração dos usuários nas redes sociais. De acordo de uma pesquisa do Instituto Nielsen, oito em cada dez internautas brasileiros acessam esse tipo de ambiente virtual, que relaciona perfis individuais, empresas e compartilhamento de dados e arquivos.

No caso dos amigos de Manaus, a popularidade veio com o maior acesso de usuários às redes agregado ao aumento da frota de veículos na cidade, que cresceu 10,7% de 2009 para 2010. Para facilitar o acesso, os administradores do@TransitoManaus disponibilizaram o envio de notícias por SMS, tornando as mensagens acessíveis para quem não tem acesso à internet durante todo o dia.

O modelo está popular em diversas regiões do país. A capital do Rio de Janeiro possui três perfis sobre o assunto no mesmo site de microblog. Os endereços @transitoRJO,  @TransitoRJ @ILSRJ reproduzem informação próprias e conteúdo de portais de notícias, e possuem, respectivamente, 2.450, 929 e 699 seguidores. Belém também possui representantes na rede virtual, que reúnem informações no @BelemTransito.

Canal direto com usuários

A popularidade das redes sociais chamou atenção de empresas, organizações e até mesmo de órgãos públicos. De olho no potencial de comunicação das plataformas disponíveis na internet, a Associação Brasileira de Logística (Aslog) decidiu apostar nas redes no início do ano.

De acordo com o jornalista Alberto Danon, responsável pelos projetos de redes sociais da Aslog, cada plataforma diferencia público e tipo de informação divulgada. No Orkut, a associação publica cursos e direciona mensagens diretamente aos usuários inscritos. No Twitter e no Facebook, o foco são as notícias do setor (conheça os endereços abaixo).

“No começo, percebemos que existia uma demanda reprimida. Muitas pessoas começaram a acompanhar nossos perfis na rede assim que anunciamos e difundiram a notícia para outros conhecidos”, recorda o Alberto Danon. “A vantagem é criar uma comunicação mais direta e rápida, sem intermediário. Isso nos aproximou muito dos associados e interessados em notícias e capacitação”, complementa.

No estado de São Paulo, as redes se tornaram importante ferramenta para os órgãos públicos. O Governo de São Paulo decidiu investir em diversas plataformas, e abriu perfis no Twitter, Facebook e Orkut, além de usar ambientes de compartilhamento de dados como YouTube (vídeos), Flickr (fotos), Formspring (perguntas) e Slideshare (arquivos de texto).

A Secretaria de Transportes também ganhou perfis próprios. Na capital, Metrô e Companhia Metropolitana de Trens Urbanos estão em contato direto com os usuários via Twitter e Flickr. A Secretaria de Transportes e Trânsito da Prefeitura de Guarulhos também adotou a ideia.

Serviço:

Perfis da Associação Brasileira de Logística:

– Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=8984965
– Twitter: http://twitter.com/AslogLog
– Facebook: http://www.facebook.com/album.php?profile=1&id=100001114596330

Perfis de órgãos públicos de trânsito de São Paulo:

– Secretaria de Transportes: http://www.twitter.com/transportessp
e http://www.flickr.com/photos/transportessp
– Metrô de São Paulo – twitter.com/metrosp_oficial
– Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos: http://twitter.com/emtu_oficial
– Secretaria de Transportes e Trânsito da Prefeitura de Guarulhos: http://www.twitter.com/transporte_grs

Marina Severino
Redação CNT

Governo argentino tenta reeditar censura

Antes da reprodução da matéria do jornal O Estado de S. Paulo (logo abaixo), digo que, infelizmente, depois de anos de ditadura e cerceamento dos meios de comunicação e da liberdade de imprensa e individual, governos da América Latina tentam, de alguma forma, estabelecer censura para poder controlar a opinião pública. Aqui mesmo, no Brasil, o governo Lula tentou, por diversas vezes, instaurar o fatídico Conselho Federal de Jornalismo, que, graças a D´us, não vingou. Mas, vira e mexe, tenta-se, de alguma forma, cercear a liberdade de informação. De repente, eis que vemos jornalistas de oposição perderem emprego, serem afastados, ficarem “na geladeira”. Muito estranho…

Se este tal Conselho Federal de Jornalismo tivesse passado, escândalos como os de mensalão, dos dólares na cueca e outros inúmeros, que nos enojam – tanto pelo ato em si como por ninguém ser culpado e pagar a conta, a não ser a população – certamente não viriam à tona.

Agora vemos, na Argentina, a mesma coisa. E os Kitcher cada vez mais próximos do ditador venezuelano Hugo Chávez. Sim, embora não seja oficialmente, Chávez é realmente um ditador e um demagogo da mais baixa qualidade.

Foi ridículo – para não dizer até leviano, apesar de abusivo e ditatorial – este casal Kirchner, que “controla a Argentina”, mandar um mutirão de fiscais, juntos, ao jornal Clarín numa clara demonstração de intimidação. E depois, na maior cara de pau, dizer que não tem nada a ver com isso. Além de abuso de poder e cerceamento de liberdade, Cristina e seu marido Néstor são mentirosos da pior espécie (isso sem dizer que também são péssimos administradores do país).

Bem, temos de ficar de olho pois nunca, jamais, poderemos voltar a perder nosso direito – e também o dever – de falar, reclamar, criticar e até elogiar quando assim for o caso.

Abaixo, reprodução da matéria do Estadão…

Kirchner e Lula... união na tentativa de calar a boca da imprensa?!?
Kirchner e Lula… união na tentativa de calar a boca da imprensa?!?

  

Kirchners mantêm conflitos constantes com a mídia

Casal evita o contato com jornalistas e não digere com facilidade as críticas veiculadas

BUENOS AIRES – Desde que chegaram ao poder, em 2003, Néstor e Cristina Kirchner mantiveram a relação mais tensa entre o Poder Executivo e a imprensa desde o final da Ditadura Militar, em 1983. O casal – que costuma evitar o contato com jornalistas – não digere com facilidade as críticas das mídia e com frequência afirma que os meios de comunicação são “golpistas”. A própria presidente Cristina esbravejou, dias atrás: “sou vítima de um fuzilamento midiático”.

 

 

Em 2007, quando os Kirchners estavam no auge do poder, um dos ministros do gabinete disse, em off a um grupo de correspondentes estrangeiros, entre eles o Estado, que “Néstor e Cristina falam direto com o povo. Portanto, não precisam de intermediários como os jornais”.

 

Desde o início do ano passado, quando o governo entrou em conflito com os produtores ruralistas, o casal Kirchner está acusando permanentemente diversos meios de comunicação – especialmente o Clarín e seu canal da notícias por TV a cabo Todo Notícias – tentar “desestabilizar” o governo.

 

Organismos de defesa da liberdade de imprensa afirmam que vários jornais, canais de TV e rádios foram comprados nos últimos anos por empresários sem tradição na área de mídia. No entanto, todo tinham em comum o fato de serem amigos dos Kirchners.

 

Associações de jornalistas denunciaram ao longo dos últimos anos intensas pressões do governo aos profissionais da mídia, grampos telefônicos e ameaças diversas. Nos últimos meses, escritórios do jornal Clarín foram atacados por ‘comandos anônimos’ com pichações de simpatizantes do casal Kirchner.

 

Sequer os jornalistas famosos salvaram-se das pressões. Esse foi o caso de Pepe Eliaschev, removido da estatal Rádio Nacional por entrevistar líderes opositores em seu programa de notícias. Outro caso é de Nelson Castro, um dos mais famosos jornalistas políticos do país, demitido da Rádio Del Plata – por pressões dos Kirchners – após fazer comentários sobre um estranho desmaio da presidente Cristina. “Esse é o verdadeiro Kirchner. O Kirchner intolerante!”, diz Castro.

 

Kirchner, enquanto foi presidente, nunca deu uma coletiva de imprensa, sequer aceitou entrevistas com meios internacionais. Sua esposa Cristina concedeu um punhado de coletivas. Ela só aceitou entrevistas exclusivas com meios de comunicação aliados do governo.

 

‘Não-indepentente’

 

O governo não coloca publicidade oficial nos jornais críticos com a administração Kirchner. Mas, os empresários amigos do governo conseguem publicidade oficial farta. Esse é o caso de Rudy Ulloa, ex-office boy e ex-chofer dos Kirchners, que transformou-se em magnata da mídia no sul do país.

 

No ano passado Ulloa lançou a revista “Atitude”, que na capa ostentava um controvertido slogan: “uma revista que não é independente”.

 

STF julga nesta quarta-feira futuro da Lei de Imprensa

Entidades representativas dos meios de comunicação e dos jornalistas apoiam o fim da lei, mas defendem novas normas 

Em 2008, o Supremo já havia suspendido provisoriamente a eficácia de 20 dos 77 artigos dessa legislação, criada em 67, sob a ditadura 

Fonte: jornal Folha de S. Paulo 

O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) pode decidir hoje a manutenção ou a revogação de dois preceitos criados pela ditadura militar (1964-85) para disciplinar assuntos relativos à imprensa: a Lei de Imprensa (1967), conjunto de 77 artigos que preveem atos como apreensão de publicações e censura prévia, e a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão (1969, leia texto nesta página).
Em fevereiro do ano passado, o STF já havia suspendido provisoriamente a eficácia de 20 dos 77 artigos da lei (5.250/67), grande parte dela já transformada em “letra morta” pela jurisprudência firmada pelos tribunais após a promulgação da Constituição de 1988.
Caso mantenha-se a tendência de anulação parcial ou total da Lei de Imprensa, reforça-se o debate sobre a necessidade de haver uma nova regra. Entidades representativas dos meios de comunicação e dos jornalistas apoiam o fim da lei, mas defendem novas normas.
A ANJ (Associação Nacional de Jornais) é a favor de uma legislação mínima que conteria, entre outros pontos, mecanismos para inibir a censura prévia e regras para que o direito de resposta e as indenizações por dano moral não extrapolem limites considerados inibidores da atividade jornalística.
“Essa regulamentação deve ser mínima e de natureza instrumental, com o objetivo de regular os direitos individuais que se contrapõem à liberdade de expressão”, escreveu em artigo no mês passado a presidente da ANJ, Judith Brito, diretora-superintendente da Folha.
O presidente da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), Daniel Pimentel Slaviero, afirma que o assunto extrapola o interesse de empresas de comunicação e de jornalistas e defende, para a nova legislação, mecanismos que inibam decisões judiciais que têm barrado a veiculação de notícias de interesse geral.
A Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) propõe, entre outras coisas, um rito sumário para o direito de resposta, o fim da pena de prisão para os delitos de imprensa (que passariam a ser punidos com multa ou prestação de serviço à comunidade) e a obrigatoriedade dos meios de comunicação de terem um canal no qual o cidadão possa se manifestar.
O problema é que o principal projeto de lei sobre o assunto que tramita no Congresso Nacional, o 3.232/92, do ex-deputado Vilmar Rocha, está parado desde 1997. E vários congressistas defendem a tese de que não é necessária nova lei, já que a Constituição e os códigos Penal e Civil seriam suficientes para disciplinar o assunto.
“A Constituição já fixa todos os critérios para assegurar a liberdade de imprensa. Não há razão para uma lei menor se a maior já fixou as regras”, escreveu em artigo no ano passado o hoje presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). Ele mantém a posição.
O deputado Miro Teixeira (PTD-RJ), autor da ação que resultou no julgamento de hoje, também argumenta que uma nova lei poderia servir a tentativas de restrição à liberdade de imprensa. “A Constituição assegura o direito do cidadão de se manifestar e de ser informado livremente. Esse direito é “irregulamentável'”, afirmou.
Hoje ele defenderá no STF a interpretação de que, pelo artigo 37 da Constituição (que submete a administração pública aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência), o agente público não pode mover processos por crime contra a honra por causa de reportagens jornalísticas.
O governo federal se manifestou no processo, por meio da AGU (Advocacia Geral da União), defendendo a permanência, entre outros, da previsão de penas mais duras para jornalistas condenados por crime contra a honra.