“É impossível não regular mídia”, diz FHC

Gostei muito desta matéria veiculada na edição deste sábado, 27 de novembro de 2010, no jornal Folha de S. Paulo (reproduzida abaixo), com posição equilibrada do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. É importante salientar que ter parâmetros é salutar para que haja como se basear em análises e julgamentos, porém é imprescindível que nunca haja controle no conteúdo.

Antes da matéria em si, indico link de um post anterior meu, neste blog, a respeito do assunto “liberdade de expressão”.

https://amdanon.wordpress.com/2010/10/01/liberdade-de-expressao-tentativa-de-calar-a-imprensa/

A matéria:

“É impossível não regular mídia”, diz FHC

Ex-presidente afirma que conteúdo da imprensa deve ser livre e que debate não pode ser imposto “goela abaixo’

Para vice-presidente do STF, Ayres Britto, Poder Judiciário é hoje a maior ameaça à liberdade de imprensa no país

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou ontem que é “impossível” não haver regulação da mídia no que diz respeito aos meios de difusão, mas destacou que o controle do conteúdo é contrário ao espírito da democracia.
Para FHC, porém, a discussão sobre o tema é complexa e precisa demorar “muito tempo”. Não deve ser colocada “goela abaixo” do Congresso e do país, diz ele.
“No debate atual, existe uma certa confusão. Estamos misturando a necessidade eventual da organização dos meios de difusão, inclusive por causa das novas tecnologias e da convergência entre plataformas, que requerem alguma regulação, com aquilo que não requer regulação, que é o conteúdo”, afirmou.
“Por outro lado, é impossível não haver regulação no que diz respeito aos meios de difusão”, acrescentou.
FHC participou ontem de manhã do segundo dia do seminário “Cultura de Liberdade de Imprensa”, promovido pela TV Cultura. Em sua palestra, criticou a atual situação das agências reguladoras, introduzidas no Brasil durante o seu governo.
Segundo o ex-presidente, as agências estão sendo “minadas em termos de confiabilidade” por causa da “ingerência política”, com a indicação de “pessoas de partido” para cargos relevantes.
Para FHC, o enfraquecimento das agências é ruim num debate que discute a regulação das concessões.
O ex-presidente também afirmou que a ostensiva propaganda do governo é uma forma de apertar as rédeas sobre a imprensa.
“Acho que o monopólio estatal é tão ruim quanto o privado. O risco maior é o do monopólio estatal, porque o Estado tem mais poder hoje em dia do que qualquer parte da sociedade.”
À tarde, no mesmo seminário, o ministro Carlos Ayres Britto, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, analisou a legislação sobre liberdade de imprensa.
De acordo com o ministro, o país passa por uma fase de transição que deixa a própria imprensa e o Judiciário “aturdidos” com tanta liberdade após recentes decisões do STF, como o “sepultamento” da Lei de Imprensa.
“O Poder Judiciário é hoje a maior ameaça à liberdade de imprensa, nos ensinando, tristemente, que é muito difícil enterrar ideias mortas.”
Segundo ele, “a grande lei sobre liberdade de imprensa no país é uma só: a Constituição”. Como consequência, diz ele, “nenhuma outra lei pode ter a pretensão de conformar o regime jurídico da liberdade de imprensa em nosso país”.
De acordo com o ministro, outras leis podem tratar de assuntos indiretamente relacionados com a liberdade de imprensa, como direito de resposta, indenização e propaganda, entre outros. Mas, em sua opinião, tais leis são desnecessárias.

IRMÃS SIAMESAS
Para ele, como “a imprensa desempenha papel único na sociedade contemporânea” e atua como “causa e efeito do regime democrático”, é plenamente justificável que a Constituição Federal tenha radicalizado” em sua proteção.
O ministro, cuja apresentação foi a mais aplaudida dos dois dias de seminário, afirmou que a imprensa é “irmã siamesa, mais que irmã gêmea, da democracia”.
Em seguida, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), a senadora eleita Ana Amélia Lemos (PP-RS), o juiz Rodrigo Collaço e o advogado Luís Francisco de Carvalho Filho debateram o tema.
Para Carvalho Filho, advogado da Folha, ainda é motivo de preocupação o fato de a posição expressa por Ayres Britto, favorável à ampla liberdade de imprensa, não ser “unanimidade no STF”.


Editor do Jornal da Globo fala sobre Israel e Oriente Médio

Este blogueiro entrevistou o jornalista José Alan Dias, editor de internacional do Jornal da Globo, para saber sua opinião sobre o que viu, in loco, em Israel, em particular, e a visão, em geral, da situação no Oriente Médio. As posições são bastante equilibradas, pertinentes e muito interessantes. Vale a pena assistir à entrevista.

Uma leitora de nossos informes, Elisabeth C. Wajnryt, enviou sua avaliação, que reproduzo: “Muito bom mesmo. Tanto entrevistador quanto entrevistado são perfeitos. O entrevistador escolheu as perguntas mais relevantes e as formula de maneira inteligente e sensata. O entrevistado se coloca de maneira sensível emocionalmente e reflexiva intelectualmente sobre as verdades que confrontou.
Vale muito a pena, repassem para suas listas.”

Assista, logo abaixo.

Pesquisa revela comportamento dos internautas brasileiros em mídias sociais

Estudo confirmou o potencial influenciador dos usuários

redes-sociais

Para fazer o melhor aproveitamento desse novo fenômeno virtual, as mídias sociais, foi realizado estudo específico sobre os hábitos de uso e principais interesses dos internautas brasileiros ativos nas redes sociais. Mais de 1.200 questionários foram distribuídos para concluir quais ferramentas eles mais utilizam, qual o uso que fazem de cada uma delas e qual a influência delas como fontes de informações para formar opinião entre os usuários.

Foram entrevistados internautas de todas as capitais brasileiras, apesar da maior concentração estar entre São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, reflexo também da penetração de internet no Brasil. A média de idade dos entrevistados é de 28 anos e a maioria tem alta renda familiar, trabalha, estuda e tem nível de escolaridade superior completo. Em torno de 63% dos participantes do estudo são homens e por volta de 36% são mulheres.

Entre as mídias sociais citadas no estudo estão: Twitter, Orkut, blogs, grupos de e-mail, Facebook, YouTube, Windows Live Spaces, Linkedln, Flickr/Fotolog, Fóruns e outros. Dentre eles, os mais utilizados são: Twitter, Orkut, YouTube e blogs.

Um dos grandes destaques da pesquisa foi a descoberta dos diferentes usos de cada mídia social pelos internautas. Os principais motivos que levam os usuários a acessar essas ferramentas e as torna as mais usadas na rede são:

– Twitter: Manter-se atualizado;

– Orkut: Manter-se próximo a sua rede social;

– YouTube: Busca por passatempo e informações sobre lazer e entretenimento;

– Blogs: Divulgar o próprio conteúdo e busca de informações e notícias.

A pesquisa buscou também descobrir o grau e a forma de atuação dos usuários na web 2.0. Algumas atividades de maior destaque são:

– Assistir a vídeos online: 98,2%;

– Deixar algum tipo de comentário em um blog ou site de notícias: quase 90%;

– Escrever um blog próprio: cerca de 74%.

Gerar discussão sobre produtos e serviços também é rotina para alguns usuários. No Twitter, 27% dos usuários reclamam sobre produtos ou serviços. E nos blogs, cerca de 15%. Ambos somam os maiores índices dessa atividade entre as ferramentas mais utilizadas. Na pesquisa, 90% dos entrevistados afirmam pesquisar opções de produtos e serviços na internet antes de comprar e 43% recomendam produtos e serviços a outras pessoas na rede.

Sobre o uso da internet no cotidiano, foi constatado que os internautas permanecem até 41 horas semanais navegando. Cerca de 63% dos twiteiros e 44,7% dos blogueiros ficam mais de 41h por semana online. Já 28,8% dos orkuteiros ficam online menos de 16h por semana.

Entre as ferramentas que receberam o maior número de cadastros novos nos últimos três meses destacam-se: o Twitter, com 43,6%; seguido do Facebook, com 10%; e do Linkedln, com 4,3%. Já o Orkut, que reúne o maior número de usuários pesquisados, 89,6%, mostra-se estagnado em atração de novos usuários nesse período.O Twitter é o segundo colocado em número de cadastrados identificados no estudo, com 80,1%. Em terceiro, vem o YouTube, depois os blogs e o Facebook. Além disso, 65,5% dos entrevistados têm blog ativo.

Fonte: In Press Porter Novelli
Autor: Adriana Rodrigues
Revisão e Edição: Jaqueline Crestani

Governo argentino tenta reeditar censura

Antes da reprodução da matéria do jornal O Estado de S. Paulo (logo abaixo), digo que, infelizmente, depois de anos de ditadura e cerceamento dos meios de comunicação e da liberdade de imprensa e individual, governos da América Latina tentam, de alguma forma, estabelecer censura para poder controlar a opinião pública. Aqui mesmo, no Brasil, o governo Lula tentou, por diversas vezes, instaurar o fatídico Conselho Federal de Jornalismo, que, graças a D´us, não vingou. Mas, vira e mexe, tenta-se, de alguma forma, cercear a liberdade de informação. De repente, eis que vemos jornalistas de oposição perderem emprego, serem afastados, ficarem “na geladeira”. Muito estranho…

Se este tal Conselho Federal de Jornalismo tivesse passado, escândalos como os de mensalão, dos dólares na cueca e outros inúmeros, que nos enojam – tanto pelo ato em si como por ninguém ser culpado e pagar a conta, a não ser a população – certamente não viriam à tona.

Agora vemos, na Argentina, a mesma coisa. E os Kitcher cada vez mais próximos do ditador venezuelano Hugo Chávez. Sim, embora não seja oficialmente, Chávez é realmente um ditador e um demagogo da mais baixa qualidade.

Foi ridículo – para não dizer até leviano, apesar de abusivo e ditatorial – este casal Kirchner, que “controla a Argentina”, mandar um mutirão de fiscais, juntos, ao jornal Clarín numa clara demonstração de intimidação. E depois, na maior cara de pau, dizer que não tem nada a ver com isso. Além de abuso de poder e cerceamento de liberdade, Cristina e seu marido Néstor são mentirosos da pior espécie (isso sem dizer que também são péssimos administradores do país).

Bem, temos de ficar de olho pois nunca, jamais, poderemos voltar a perder nosso direito – e também o dever – de falar, reclamar, criticar e até elogiar quando assim for o caso.

Abaixo, reprodução da matéria do Estadão…

Kirchner e Lula... união na tentativa de calar a boca da imprensa?!?
Kirchner e Lula… união na tentativa de calar a boca da imprensa?!?

  

Kirchners mantêm conflitos constantes com a mídia

Casal evita o contato com jornalistas e não digere com facilidade as críticas veiculadas

BUENOS AIRES – Desde que chegaram ao poder, em 2003, Néstor e Cristina Kirchner mantiveram a relação mais tensa entre o Poder Executivo e a imprensa desde o final da Ditadura Militar, em 1983. O casal – que costuma evitar o contato com jornalistas – não digere com facilidade as críticas das mídia e com frequência afirma que os meios de comunicação são “golpistas”. A própria presidente Cristina esbravejou, dias atrás: “sou vítima de um fuzilamento midiático”.

 

 

Em 2007, quando os Kirchners estavam no auge do poder, um dos ministros do gabinete disse, em off a um grupo de correspondentes estrangeiros, entre eles o Estado, que “Néstor e Cristina falam direto com o povo. Portanto, não precisam de intermediários como os jornais”.

 

Desde o início do ano passado, quando o governo entrou em conflito com os produtores ruralistas, o casal Kirchner está acusando permanentemente diversos meios de comunicação – especialmente o Clarín e seu canal da notícias por TV a cabo Todo Notícias – tentar “desestabilizar” o governo.

 

Organismos de defesa da liberdade de imprensa afirmam que vários jornais, canais de TV e rádios foram comprados nos últimos anos por empresários sem tradição na área de mídia. No entanto, todo tinham em comum o fato de serem amigos dos Kirchners.

 

Associações de jornalistas denunciaram ao longo dos últimos anos intensas pressões do governo aos profissionais da mídia, grampos telefônicos e ameaças diversas. Nos últimos meses, escritórios do jornal Clarín foram atacados por ‘comandos anônimos’ com pichações de simpatizantes do casal Kirchner.

 

Sequer os jornalistas famosos salvaram-se das pressões. Esse foi o caso de Pepe Eliaschev, removido da estatal Rádio Nacional por entrevistar líderes opositores em seu programa de notícias. Outro caso é de Nelson Castro, um dos mais famosos jornalistas políticos do país, demitido da Rádio Del Plata – por pressões dos Kirchners – após fazer comentários sobre um estranho desmaio da presidente Cristina. “Esse é o verdadeiro Kirchner. O Kirchner intolerante!”, diz Castro.

 

Kirchner, enquanto foi presidente, nunca deu uma coletiva de imprensa, sequer aceitou entrevistas com meios internacionais. Sua esposa Cristina concedeu um punhado de coletivas. Ela só aceitou entrevistas exclusivas com meios de comunicação aliados do governo.

 

‘Não-indepentente’

 

O governo não coloca publicidade oficial nos jornais críticos com a administração Kirchner. Mas, os empresários amigos do governo conseguem publicidade oficial farta. Esse é o caso de Rudy Ulloa, ex-office boy e ex-chofer dos Kirchners, que transformou-se em magnata da mídia no sul do país.

 

No ano passado Ulloa lançou a revista “Atitude”, que na capa ostentava um controvertido slogan: “uma revista que não é independente”.

 

O que contam e o que não contam os jornais…

Repasso, abaixo, coluna do excelente “Observatório da Imprensa”, para análise e discussão…

Fonte: Observatório da Imprensa: www.observatoriodaimprensa.com.br

Link do post: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=511IMQ008

midia

CASAS BAHIA & POLÍCIA FEDERAL
O que contam os jornais.
E o que não contam

Por Luciano Martins Costa em 13/11/2008

Comentários para o programa radiofônico do OI, 13/11/2008

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/images/transp.gif

Os jornais de São Paulo seguem na trilha do assassinato de um jovem cliente, cometido por um segurança das Casas Bahia. Mas o leitor atento há de sentir falta de algumas perguntas básicas. Discute-se, por exemplo, se o jovem Alberto Milfont Júnior tinha ou não passagem pela polícia, como se isso justificasse o crime ou pudesse ser tomado como atenuante.

O Estado de S.Paulo foi visitar a Casa do Zezinho, no bairro do Capão Redondo, instituto de assistência social onde o jovem foi atendido na adolescência. Alberto Milfont Júnior freqüentou a entidade na adolescência e acabou se tornando educador voluntário e mediador de conflitos. Sua história é a de muitas crianças e jovens da periferia, que superam as dificuldades com a ajuda de entidades de assistência social.

A polícia ainda enxerga esses cidadãos como marginais, e o mesmo preconceito costuma resvalar para os sistemas privados de segurança. A imprensa ofereceu detalhes sobre o episódio, mas passa longe de sutilezas como essa. O leitor merece um debate mais profundo sobre as questões que estão na raiz desse tipo de incidente.

Questão adicional

Seria interessante conhecer, por exemplo, se a rede de lojas mantém guardas armados em todos os seus estabelecimentos, ou só naqueles situados na periferia da grande cidade. Deve-se discutir, entre outras coisas, os privilégios concedidos às empresas de segurança privada, muitas das quais são controladas por oficiais da Polícia Militar.

Também cabe investigar como são recrutados e capacitados esses homens armados, se seu perfil é adequado ao tipo de trabalho que exercem. É sabido que muitos deles são ex-policiais, mas pouco se sabe sobre por que deixaram as forças de segurança pública.

Outro detalhe que poderia dar mais qualidade ao noticiário se refere à eficácia desse tipo de proteção. O número de crimes cometidos por seguranças privados já poderia ter recomendado alguma reportagem mais alentada sobre o sistema. E uma questão adicional é: quanto o interesse de empresas particulares de vigilância controlados por policiais influencia as decisões das autoridades na logística do sistema público de segurança?

Perfil psicológico

Um crime nunca é apenas um crime, mas a imprensa segue preocupada com os detalhes factuais e passa longe de discutir o sistema.

O que não passou ainda pelas páginas dos jornais é o risco que correm milhares de clientes que ingressam em bancos e lojas onde armas de fogo estão em mãos de pessoas cuja qualificação e cujo perfil psicológico não se pode ler no crachá.

***

Duas polícias

O noticiário de quinta-feira (13/11) dos jornais pode induzir o leitor a entender que há duas polícias atuando no caso do Banco Opportunity: uma investigando crimes atribuídos ao banqueiro Daniel Dantas e seus sócios e outra investigando os investigadores.

Enquanto uma das partes alimenta a imprensa com supostos abusos cometidos pelo delegado Protógenes Queiroz e seus assistentes, outra segue tentando esclarecer até onde foram as ações ilegais do banqueiro.

Entre os dois principais jornais de São Paulo, observa-se claramente que a Folha de S.Paulo dá mais destaque à apuração de possíveis abusos da polícia, enquanto o Estado de S.Paulo oferece mais espaço para novidades nas denúncias contra Dantas.

Em destaque na edição de quinta-feira (13) no Estadão, a notícia de que nova investigação da Polícia Federal encontra mais indícios para incriminar o controlador do Banco Opportunity. Em destaque na Folha, a estratégia dos advogados de Daniel Dantas, que pretendem pedir a anulação de todos os processos penais e de inquéritos produzidos pela Operação Satiagraha e levar o processo para o Supremo Tribunal Federal.

O noticiário pode levar o leitor a entender duas coisas: primeiro, que o barulho em torno da apuração dos métodos da Polícia Federal ajuda o acusado. Segundo, que os advogados de Dantas confiam plenamente em um julgamento favorável no Supremo Tribunal Federal.

Fraturas do sistema

Paralelamente ao caso específico da chamada Operação Satiagraha, o Estado de S.Paulo oferece uma entrevista com o diretor dos Serviços Judiciários do Principado de Mônaco, responsável pela extradição do banqueiro Salvatore Cacciola para o Brasil. Ali estão expostas as fragilidades do controle do Estado sobre grandes somas de dinheiro que circulam pelo sistema financeiro internacional, o que facilita fraudes e estimula o crime do colarinho branco.

A imprensa poderia fazer mais desses trabalhos: em vez de se perder nos detalhes confusos de uma investigação, explicar para o leitor como funcionam os grandes esquemas, e por que nenhum governo até hoje produziu um sistema eficiente para controlar o fluxo do dinheiro sujo pelo mundo.

Pelas fraturas do sistema financeiro internacional se movimentam o dinheiro do narcotráfico, os lucros da corrupção e os ganhos de especuladores.