Redes Sociais ajudam no dia-a-dia de doentes

O concorrido consultório do doutor internet

(fonte:  Zero Hora )

13/02/2010 – De repente, os pacientes deixaram de ser simples pacientes. Tornaram-se ativos nos consultórios, com opinião própria. Uma revolução. Debatem com os médicos o diagnóstico e as melhores formas de tratamento e até sugerem a troca de medicamentos. A mudança radical no comportamento foi resultado da adesão ao Google, a principal ferramenta de busca da internet. Graças ao “doutor Google”, informações antes restritas a profissionais da saúde podem ser acessadas rapidamente. Hoje uma segunda revolução na rede chega com força: as comunidades virtuais em sites de relacionamento como Orkut e Facebook.

As comunidades servem como um ponto de encontro entre pacientes, familiares e profissionais da saúde. Eles discutem, trocam informações, experiências e conhecem mais sobre como enfrentar alguma doença.

– No primeiro momento, o Google ajudou as pessoas a terem acesso ao conhecimento técnico. Agora, as comunidades virtuais ajudam os pacientes e familiares em questões do dia-a-dia, como superar problemas da rotina, que muitas vezes desgastam o doente – conta a pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) Wilma Madeira, que em 2006 escreveu uma tese sobre o dr. Google e agora se dedica a entender a influência das comunidades virtuais.

Ela dá um exemplo: muitas vezes, quem sofre com doenças crônico-degenerativas, como câncer e Alzheimer, precisa de remédios caros ou difíceis de encontrar. Pela comunidade, o paciente conversa com pessoas que enfrentaram o mesmo problema e já encontraram a solução. Pode, assim, saber onde comprar os medicamentos pelo menor preço.

Outra vantagem é a orientação para pacientes recém-diagnosticados. No início, é comum a presença de tristeza, medo e desânimo. Nos grupos virtuais, essas sensações podem ser amenizadas. Muitos usuários publicam depoimentos contando suas histórias, os desafios superados, as dificuldades dribladas. Esses testemunhos de superação confortam o leitor.

“Um paciente bem informado ajuda no nosso trabalho. Ele sabe se expressar melhor e tem noção da importância do tratamento. Podem surgir ideias que ajudem na recuperação”, analisa o psiquiatra Alceu Gomes Correia Filho.

É o que faz o estudante José Miguel Volkweis Júnior, 20 anos. Ele sempre busca a orientação do médico e debate com ele os melhores tratamentos para o diabetes 1, diagnosticado há seis anos. Já em casa, diante do computador, participa de comunidades virtuais e ajuda outros pacientes com dúvidas corriqueiras.

“Uma vez, uma usuária estava para colocar a bomba de insulina e tinha várias dúvidas. Tinha medo de a bomba ficar aparecendo e temia pela adaptação do corpo. Como já uso a bomba há um bom tempo, incentivei-a e dei umas dicas de como se adaptar. Falei que dava para esconder a bomba nos bolsos. É bem fácil. Nas comunidades, todo mundo se ajuda”, finaliza o estudante.

Usuário de Twitter e Facebook é sociável também na vida real

Internautas estão mais inclinados a frequentar parques e cafés, diz pesquisa

Diariamente são enviadas ao Facebook e ao Twitter centenas de atualizações de amigos, mas será que as pessoas se sentem realmente mais próximas umas das outras?

Com base no número de amigos com os quais as pessoas revelaram trocar confidências, percebe-se que o tamanho médio do círculo social dos norte-americanos é hoje menor do que era há 20 anos.

Mas, contrariando a opinião popular, segundo um novo estudo divulgado em novembro pelo Pew Internet & American Life Project, o uso de telefones celulares e da internet não é o culpado disso.

Baseado em entrevistas feitas por telefone com uma amostragem nacional de 2.512 adultos que moram na parte continental dos EUA, o estudo revelou que as pessoas que regularmente usam tecnologias digitais são mais sociáveis do que a média dos norte-americanos e estão possivelmente mais inclinadas a frequentar parques e cafés ou a realizar trabalhos voluntários em instituições locais.

Isolamento

O estudo identificou, porém, alguns comportamentos antissociais. Pessoas que usam redes de relacionamento como o Facebook ou o Linkedin têm 30% menos chance de conhecer seus vizinhos e 26% menos chance de oferecer companhia a eles.

O Pew fez perguntas capazes de chegar ao cerne da relação entre o isolamento social nos EUA e o uso de tecnologias digitais, com o intuito de desbancar a ideia segundo a qual a tecnologia leva as pessoas a vestir seus pijamas e a hibernar ou a perder alguns amigos.

Dois anos atrás, uma pesquisa nacional de opinião fez supor que a maioria dos norte-americanos estivesse se sentindo socialmente mais isolada devido à ascensão da internet e do telefone celular. Esse estudo mostrou que, de 1985 a 2004, o número de amizades íntimas citadas pelas pessoas havia diminuído de três para dois.

O relatório do Pew confirmou essas descobertas, mas desqualificou dados do estudo anterior, segundo o qual o número de pessoas que afirmavam não ter ninguém para trocar confidências havia quase triplicado de 1985 a 2004.

O Pew mostrou que apenas 6% da população se encaixa nessa categoria de isolamento -grupo esse que não apresentou nenhuma mudança significativa nos últimos 25 anos.

O círculo de amigos íntimos entre os usuários de telefone celular tende a ser 12% maior do que entre os não usuários, e as pessoas que compartilham fotos on-line ou mensagens instantâneas têm círculos sociais 9% maiores do que as que não o fazem.

Cara a cara

O Pew confirmou que as redes sociais norte-americanas estavam se tornando menos diversificadas (consideram-se diversificados os relacionamentos mantidos entre pessoas de origens diferentes). Na média, porém, os círculos sociais de usuários de telefone celular e mensagem instantânea eram mais diversificados do que os de não usuários.

O estudo mostrou que as pessoas preferem a comunicação cara a cara como meio principal para se manterem em contato com os amigos e a família (pessoas que compartilham laços de afeto entre si se encontram pessoalmente, em média, 210 dias por ano). Os entrevistados disseram manter contato por telefone celular, em média, 195 dias por ano.

fonte: Folha de S. Paulo e New York Times

Pesquisa revela comportamento dos internautas brasileiros em mídias sociais

Estudo confirmou o potencial influenciador dos usuários

redes-sociais

Para fazer o melhor aproveitamento desse novo fenômeno virtual, as mídias sociais, foi realizado estudo específico sobre os hábitos de uso e principais interesses dos internautas brasileiros ativos nas redes sociais. Mais de 1.200 questionários foram distribuídos para concluir quais ferramentas eles mais utilizam, qual o uso que fazem de cada uma delas e qual a influência delas como fontes de informações para formar opinião entre os usuários.

Foram entrevistados internautas de todas as capitais brasileiras, apesar da maior concentração estar entre São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, reflexo também da penetração de internet no Brasil. A média de idade dos entrevistados é de 28 anos e a maioria tem alta renda familiar, trabalha, estuda e tem nível de escolaridade superior completo. Em torno de 63% dos participantes do estudo são homens e por volta de 36% são mulheres.

Entre as mídias sociais citadas no estudo estão: Twitter, Orkut, blogs, grupos de e-mail, Facebook, YouTube, Windows Live Spaces, Linkedln, Flickr/Fotolog, Fóruns e outros. Dentre eles, os mais utilizados são: Twitter, Orkut, YouTube e blogs.

Um dos grandes destaques da pesquisa foi a descoberta dos diferentes usos de cada mídia social pelos internautas. Os principais motivos que levam os usuários a acessar essas ferramentas e as torna as mais usadas na rede são:

– Twitter: Manter-se atualizado;

– Orkut: Manter-se próximo a sua rede social;

– YouTube: Busca por passatempo e informações sobre lazer e entretenimento;

– Blogs: Divulgar o próprio conteúdo e busca de informações e notícias.

A pesquisa buscou também descobrir o grau e a forma de atuação dos usuários na web 2.0. Algumas atividades de maior destaque são:

– Assistir a vídeos online: 98,2%;

– Deixar algum tipo de comentário em um blog ou site de notícias: quase 90%;

– Escrever um blog próprio: cerca de 74%.

Gerar discussão sobre produtos e serviços também é rotina para alguns usuários. No Twitter, 27% dos usuários reclamam sobre produtos ou serviços. E nos blogs, cerca de 15%. Ambos somam os maiores índices dessa atividade entre as ferramentas mais utilizadas. Na pesquisa, 90% dos entrevistados afirmam pesquisar opções de produtos e serviços na internet antes de comprar e 43% recomendam produtos e serviços a outras pessoas na rede.

Sobre o uso da internet no cotidiano, foi constatado que os internautas permanecem até 41 horas semanais navegando. Cerca de 63% dos twiteiros e 44,7% dos blogueiros ficam mais de 41h por semana online. Já 28,8% dos orkuteiros ficam online menos de 16h por semana.

Entre as ferramentas que receberam o maior número de cadastros novos nos últimos três meses destacam-se: o Twitter, com 43,6%; seguido do Facebook, com 10%; e do Linkedln, com 4,3%. Já o Orkut, que reúne o maior número de usuários pesquisados, 89,6%, mostra-se estagnado em atração de novos usuários nesse período.O Twitter é o segundo colocado em número de cadastrados identificados no estudo, com 80,1%. Em terceiro, vem o YouTube, depois os blogs e o Facebook. Além disso, 65,5% dos entrevistados têm blog ativo.

Fonte: In Press Porter Novelli
Autor: Adriana Rodrigues
Revisão e Edição: Jaqueline Crestani

Conversa é chave em redes sociais

Atitude colaborativa substitui propaganda tradicional na web

Fonte: jornal Folha de S. Paulo

Entre na conversa antes que falem de você. Diga coisas interessantes, traga informações novas, dê dicas e, assim, melhore as chances de vender seus produtos e serviços.

Essas são as recomendações de especialistas ouvidos pela Folha sobre como micro e pequenas empresas podem usar redes sociais -como Twitter, Orkut, Facebook e blogs- para melhorar a exposição de seus produtos e se relacionar com o cliente, tirando dúvidas e ouvindo ideias e reclamações.

As ferramentas beneficiam as pequenas e as médias empresas por democratizarem o acesso ao público, opina Roberta Raduan, sócia-diretora da Digital Stand Up, de estratégias de marcas no mundo digital.

Ela afirma que os empresários também devem usar esses espaços para consultar o público sobre possíveis inovações, como uma receita diferente.

O comportamento nas redes sociais é próximo ao de uma conversa normal. “É igual a namoro: você não vai fazer alguém gostar de você só contando suas qualidades. O primeiro ímpeto é falar, mas a grande sacada é ouvir”, diz Raduan.

Assim, diferentemente do anúncio tradicional, é preciso, como em um bate-papo, manter as pessoas interessadas em você, mostrando mais do que apenas o seu produto, expondo sentimentos, imagens e histórias nas quais ele se insira.

Propagandas diretas não são malvistas, desde que sejam usadas como uma forma de diferenciar o relacionamento com o cliente. Os restaurantes PobreJuan avisam pelo Twitter: “Clientes que visitarem os restaurantes poderão brindar com uma taça de prosecco cortesia”. As mensagens são enviadas por Alice Amaral, do marketing.

Para Fábia Juliasz, diretora-executiva do Ibope Nielsen Online (pesquisa de mercado), antes de se aventurar em novas mídias, deve-se ter primeiro uma estrutura mínima na empresa, para atender aos chamados, e uma página na web.
“É preciso ter uma página para o usuário “pousar'”, diz, referindo-se à navegação que, por exemplo, começa no Facebook, mas deve ser direcionada a uma página mais completa, com as informações da empresa.

Principal
Entretanto, há quem siga esse conselho no sentido inverso. Carla Schultz, sócia da Caminhos de Pano, que vende artigos para bebês, vai diminuir o conteúdo do site principal. Depoimentos e histórias de clientes serão distribuídos por Orkut, Twitter e blog.”Quero apenas o comércio eletrônico na página principal.”

Ainda sobre o Twitter… que, agora, conquista a TV também!

Fonte: jornal Folha de S. Paulo

Fenômeno da internet, Twitter conquista a TV

Apresentadores brasileiros usam o microblog para se aproximar da audiência 

Oprah Winfrey ajudou a alavancar popularidade do site que agora é usado pelas TVs para expandir conteúdo e dialogar com o público 

O apresentador da MTV Marcos Mion queria poder ter mandado um recado para Sílvio Santos falar na TV, ao vivo, nos anos 1980. Não poderia, já que naquela época não havia twitter, sistema de troca de mensagens supercurtas que cresceu dez vezes em um ano.
E quem imagina Silvio e seu microfone na lapela usando o microblog? A “missão” ficou a cargo de sua filha Patrícia Abravanel que usa o Twitter para cutucar a concorrência ou falar sobre a novela “Véu de Noiva”.
A lista de personalidades da TV brasileira que aderiu ao Twitter é variada. Também estão lá a superpop Luciana Gimenez e o tradicional “Roda Viva”. Assim como o “Descarga”, de Mion, que exibe mensagens enviadas pelo site.
“Sempre me mandam coisas engraçadas”, diz Mion. Ele considera o serviço uma forma de fidelizar a audiência. “Imagina, quando eu era moleque, ouvir o Sílvio falar: “olha o que o Mion mandou”. Agora eles [público] podem”.
“É a TV multiplataforma. Eu acompanhei a final da NBA [há duas semanas] pela televisão e vi os comentários do Shaquille O’Neal pelo Twitter. Você tem ideia do que é isso?”, conta.
O astro do basquete é uma das pessoas mais seguidas no serviço. Entre os brasileiros, as contas pessoais dos apresentadores do “CQC”, o perfil do “Fantástico”, o técnico do Corinthians Mano Menezes e Marcos Mion estão entre os mais populares.
Luciano Huck entrou há 20 dias e já está nesse rol. Ele, que nunca teve “MySpace, Orkut, nem nada” acha o Twitter eficiente, mas minimiza o retorno em audiência proporcionado pelo microblog -e nem pretende misturar as coisas.
“O legal é falar como pessoa física, dar links de músicas, dicas”, diz. No entanto, ele já falou sobre os bastidores de seu programa no site.

Século 21
Foi uma megacelebridade da televisão norte-americana a responsável por fazer o Twitter deixar de ser um site adotado por usuários intensivos de internet e se tornar conhecido por pessoas comuns. Em abril, a apresentadora Oprah Winfrey disse “se sentir no século 21” por adotar o site.
No dia seguinte, 37% de todos os acessos era de novos visitantes, de acordo com a empresa de pesquisa Hitwise.
Antes da entrada de Oprah no Twitter, o “Roda Viva” já experimentava o recurso. “Usar essas ferramentas interativas no “Roda” é uma forma de dialogar com uma audiência muito importante para a “Cultura”, os jovens”, diz Ricardo Mucci, coordenador de novas mídias da emissora.
O programa de entrevistas já convidou twitteiros -como são chamadas as pessoas que mandam mensagens pelo serviço- para participar da gravação do programa. “Eles falam sobre o clima da gravação, sobre as reações do entrevistado.”
“É uma forma de atrair e tornar fiel uma audiência nova para o programa. Eles também conseguem assistir ao vivo pela internet e até mandar perguntas pela página do “Roda”, diz.