Matéria de capa da Veja desta semana sobre a FORÇA DO TWITTER, FACEBOOK E REDES SOCIAIS…

Fonte: revista VEJA

O pássaro que ruge

O locutor esportivo mais conhecido do Brasil foi alvo da
campanha “Cala boca Galvão” no Twitter, que mostrou até
onde a rede de 140 caracteres pode levar um assunto: o mundo

“SALVEM O GALVÃO”
Imagem do vídeo que se seguiu à frase do Twitter: grandes jornais e sites de notícias se interessaram pelo assunto

Ferir com palavras, pondo para circular histórias falsas com o objetivo de irritar ou destruir alguém, é uma prática tão antiga quanto a história humana. A humanidade viajava ainda à velocidade de 16 quilômetros por hora das carroças, mas as notícias ruins e fofocas já pareciam ter asas. As línguas de trapo mal esperavam o conquistador romano Júlio César, talvez o mais celebrado general e estadista de todos os tempos, sair de Roma para começar seu trabalho de intriga e destruição. Conforme registrou o historiador Gaius Suetonius Tranquillus, morto por volta do ano 122 da era cristã, o patriciado “punha para circular histórias” dando conta de que César arrancava todos os pelos do corpo com pinças e era chamado de “marido de todas as esposas e esposa de todos os maridos”. Foi assim antes com gregos, macedônios e egípcios. As maledicências continuaram viajando mais rápido na Idade Média, durante e depois da Revolução Industrial. O que há de novo nesse campo? A internet. Se já voavam de ouvido em ouvido, as fofocas e falsidades ganharam o dom da instantaneidade com os milhões de computadores, celulares e tablets de todo o planeta interconectados por uma rede em que, pela primeira vez na história, todas as máquinas se comunicam na mesma linguagem, sem incompatibilidades nem fronteiras.

A fofoca digital pode criar verdadeiros tsunamis que chicoteiam o globo jogando as opiniões de milhões de pessoas de um lado para o outro. Antes que alguém possa verificar a verdade de um fato, sua versão ou versões já se tornaram o fenômeno. O caso que engolfou o locutor Galvão Bueno, a voz oficial das Copas do Mundo e das Olimpíadas nas transmissões da Rede Globo, é uma amostra do poder dessas novas correntes de pensamento criadas na internet. “Cala a boca, Galvão” era uma tirada que já circulava por aí fazia anos. Há pouco mais de uma semana, contudo, ela ganhou o mundo. Postada por usuários no Twitter, a rede social de troca de mensagens de até 140 caracteres, a frase CALA BOCA GALVAO – assim mesmo, em letras maiúsculas, sem vírgula e sem acento – virou hit e se manteve entre os dez assuntos mais comentados do serviço da internet durante toda a semana. Os brasileiros aumentaram a fervura, atribuindo sentidos absurdos à frase: segundo uma das versões, em português, cala boca significaria salve, e galvão, o nome de um pássaro em extinção. Alguns dos maiores sites e jornais do mundo, como o The New York Times, tentaram decifrar a brincadeira, e assim a difundiram ainda mais.

Nascido em 2006 como ferramenta para facilitar a troca de mensagens de trabalho via celular, o Twitter teve uma vida discreta por aproximadamente um ano, até que, durante um festival de música americano, percebeu-se que ele não precisava ficar restrito às empresas. Durante o evento, o número de posts diários saltou de 20 000, em média, para 60 000. Uma luz se acendeu na cabeça de seus criadores – jovens empreendedores do Vale do Silício, na Califórnia, com o programador Biz Stone à frente. A ideia das mensagens curtas não era propriamente uma novidade: os torpedos de celular (SMS) já permitiam apenas 160 caracteres. Mas ao adotar o slogan “O que você está fazendo?” o Twitter se apresentou como uma ferramenta que oferecia algo diferente: um canal para as pessoas dizerem ao mundo o que sentem, pensam ou fazem no exato momento em que teclam. A outra característica crucial do Twitter era permitir que aqueles que de outra forma jamais se aproximariam se ligassem numa rede de seguidos e seguidores. Inicialmente, o esforço para acumular seguidores tinha ares de brincadeira. Ostentar um grande número de fãs era um galardão vazio. Mas, no começo de 2009, quando o ator Ashton Kutcher e a rede de TV CNN disputaram tweet a tweet quem atingiria antes a marca de 1 milhão de seguidores (ele venceu), já estava claro que o Twitter não precisava ser apenas um amplificador de vaidades e irrelevâncias.

Atualmente, há 105 milhões de usuários do Twitter espalhados pelo mundo. Todos os dias, 600 milhões de buscas e 65 milhões de mensagens movimentam a rede. Por mês, são 190 milhões de visitas únicas. Esses números fazem do Twitter a segunda maior rede social do planeta, atrás do Facebook, com mais de 400 milhões de pessoas (a rede Qzone tem 310 milhões de usuários, mas só na China, em mandarim). No Brasil, a ferramenta é vice-campeã em número de acessos, ao lado do Facebook, com 10,7 milhões de visitantes únicos ao mês, atrás do Orkut, com 26,9 milhões.

A sede do Twitter, em São Francisco, reúne um pequeno corpo de funcionários: 175. Como tantas iniciativas revolucionárias da internet, o modelo de negócio da empresa ainda não está claro. Gigantes da web já tentaram “abocanhar o passarinho”, símbolo do Twitter. Em 2008, o Facebook teria posto sobre a mesa de seus donos uma oferta de meio bilhão de dólares. Um ano depois, foi a vez do Google. Biz Stone explicou por que as ofertas foram recusadas: “O Twitter está focado em desenvolver novas funcionalidades e em permanecer independente”. Em 2009, a empresa fechou as contas no azul graças a uma parceria com Microsoft e Google. Pelo acordo, avaliado em 25 milhões de dólares, as gigantes passaram a incluir tweets nos seus resultados de buscas na web.

Em quatro anos, o Twitter já provocou impactos na política, nos negócios, na cultura do entretenimento. O exemplo mais extraordinário de suas potencialidades deu-se há um ano, nas eleições iranianas. Em repúdio à reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, alinhado com o regime ditatorial dos aiatolás, uma fatia da população recorreu à rede para denunciar fraudes na apuração, organizar protestos nas ruas de Teerã e divulgar imagens da repressão policial. O movimento chegou a ser saudado como “revolução do Twitter”. “Numa rede como essa, a voz das pessoas comuns ganha enfim dimensão pública”, diz Tim Hwang, do Web Ecology Project, centro de estudos sobre a internet da Universidade Harvard.

O Twitter também se mostrou eficaz num contexto político democrático. Nas eleições americanas de 2008, o então candidato democrata Barack Obama fez uso da ferramenta para mobilizar a militância, arrecadar fundos e conquistar novos eleitores. No Brasil, os três principais candidados à Presidência – José Serra, Dilma Rousseff e Marina Silva – tuítam. “Todos os políticos brasileiros vão querer ser o Obama da eleição deste ano”, vaticina Alex Primo, pesquisador de redes sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Com base nos dados do IBGE e do Comitê Gestor da Internet no Brasil, o consultor em marketing digital Cláudio Torres calcula que 18% do eleitorado é formado por jovens entre 18 e 24 anos com acesso à internet – e, portanto, expostos às campanhas on-line.

O mundo empresarial já abraça o Twitter, uma ferramenta poderosa para anunciar e interagir com os consumidores. Uma pesquisa realizada em fevereiro com companhias americanas reflete a tendência. Segundo a Society for New Communications Research, mais de um terço das 500 maiores empresas listadas pela revista Fortune usa o Twitter de forma consistente. Companhias de diversos segmentos utilizam a rede para se relacionar com o seu público de forma mais íntima e instantânea, além de oferecer promoções exclusivas aos seus seguidores. O ator Ashton Kutcher, que, antes de bater a CNN, era mais conhecido como o namorado bonitão da atriz Demi Moore, foi outro que aprendeu a fazer negócios no Twitter. Ele dominou tão bem a arte de falar com seguidores em 140 caracteres que se tornou uma espécie de guru. Abriu uma consultoria, a Katalyst, voltada às novas mídias.

No campo do entretenimento, o Twitter transforma anônimos em famosos e abre novos horizontes para os célebres. No Brasil, quem despontou graças aos microposts foi Tessália Serighelli de Castro, que até adotou o apelido Twittess em homenagem à mãozinha recebida do Twitter. Colecionadora de 60 000 fãs quando ainda era anônima, ela foi convidada pela Globo para participar do Big Brother Brasil 10. O âncora do Jornal Nacional, William Bonner, está no segundo time, dos usuários que, já célebres, abriram uma nova seara na rede. Ele aumentou sua claque de seguidores à base de comentários fortuitos sobre o noticiário, recados para a mulher, Fátima Bernardes, e consultas como: “Que gravata usar na próxima edição do Jornal Nacional?“. As mensagens curtas se mostraram propícias a bate-bocas inusitados. Na semana passada, em um de seus monólogos radiofônicos, o ditador venezuelano Hugo Chávez jurou que Ricky Martin era um chavista. O cantor acionou imediatamente seu 1,2 milhão de seguidores para desmentir o coronel. O ex-menudo ainda emendou, usando uma hashtag, marcação típica do Twitter: “# free Venezuela”. (“Libertem a Venezuela”).

Em boa parte do tempo, o Twitter é uma espécie de vuvuzela da internet, que apenas amplifica o nada. Mas, por sua velocidade, mobilidade e alcance, é uma plataforma que, em certas circunstâncias, parece “dar poder ao homem comum”, como gostam de dizer alguns teóricos. “É como se cada indivíduo tivesse seu próprio meio de comunicação”, diz o sociólogo francês Michel Maffesoli. Empresas e celebridades já se viram em apuros por causa do Twitter. Formou-se um certo conhecimento sobre como agir nessas situações. No episódio do CALA BOCA, a Globo mobilizou artistas de seu elenco acostumados a usar a rede para que defendessem Galvão Bueno. Na terça-feira, dia da estreia do Brasil na Copa, a emissora fez com que Galvão falasse do episódio numa entrevista. Ele disse aceitar tudo como brincadeira, e isso minimizou os danos à sua imagem. Mas o passarinho do Twitter deixou sua marca no ombro do locutor.

A VOZ DO BRASIL
Com façanhas marcantes e gafes inesquecíveis, Galvão Bueno é, há mais de trinta anos, o narrador esportivo número 1 do país

Bem, amigos…

Desde 1978, quase todas as glórias e tristezas do esporte brasileiro chegaram aos olhos, ouvidos e corações dos telespectadores pela narração rascante, emocionada e ufanista do locutor carioca Carlos Eduardo dos Santos Galvão Bueno, que está às vésperas de completar 60 anos. Fosse a conquista do pentacampeonato mundial de futebol de 2002 – quando transmitia os gols de Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo multiplicando os erres até não poder mais, uma de suas marcas registradas -, a morte na pista, em 1994, de seu amigo Ayrton Senna, cujos 41 triunfos ele anunciava ao som do Tema da Vitória, ou as medalhas olímpicas do vôlei, lá estava no ar a voz mais ouvida do país.

Dono de uma audiência cativa, Galvão Bueno é tão admirado que em qualquer estádio em que esteja presente são desfraldadas faixas nas arquibancadas com seu nome. E ao mesmo tempo tão achincalhado – nos jogos, na imprensa, nos programas humorísticos, na internet – que teria todos os motivos do mundo para andar de mau humor. Ele acha graça de tudo, sempre sorridente, falando sem parar, cheio de si, dono da verdade, a começar pelo episódio da campanha “Cala boca Galvão”.

Capaz de narrar com precisão qualquer esporte, dono de timbre impecável e raciocínio rápido, Galvão é autor de façanhas como a de pedir aos telespectadores que piscassem as luzes de casa durante os jogos que passavam de madrugada na Copa de 2002, realizada na Coreia do Sul e no Japão. O país inteiro virava um vaga-lume. Só um personagem com seu poder, em uma emissora como a Globo, poderia provocar uma reação desse tamanho. Mas, da mesma forma que se orgulha disso, ele lamenta alguns momentos constrangedores que protagonizou. Dois ficaram para a história. Um foi seu grito esganiçado, quase histérico, “é tetra, é tetra!” em 1994, ao lado de Pelé e do comentarista de arbitragem Arnaldo Cézar Coelho. O outro aconteceu na Copa de 1974, quando narrou por um pool de três emissoras paulistas, diretamente de um estúdio brasileiro, a partida entre Alemanha Oriental e Austrália pensando que estivessem jogando Bulgária e Sué-cia. Só percebeu o desastre depois que as imagens transmitidas da Alemanha mostraram no placar do estádio quais seleções de fato estavam em campo. Apreciador de vinhos de qualidade, lançará em agosto um tinto e um espumante gaúchos com seu nome. Com um salário estimado em 1 milhão de reais por mês, Galvão mora a maior parte do tempo em Mônaco, mas tem também endereços no Rio de Janeiro e em Londrina (PR), cidade de sua segunda mulher. Acusado de ufanismo, tira a referência de letra, como fez no caso do Twitter. “Sou um torcedor-narrador, e daí?”, responde. “Meu trabalho é passar emoção a quem está em casa.” Bem, amigos, o homem é mesmo um prodígio.

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Ainda sobre o Twitter… que, agora, conquista a TV também!

Fonte: jornal Folha de S. Paulo

Fenômeno da internet, Twitter conquista a TV

Apresentadores brasileiros usam o microblog para se aproximar da audiência 

Oprah Winfrey ajudou a alavancar popularidade do site que agora é usado pelas TVs para expandir conteúdo e dialogar com o público 

O apresentador da MTV Marcos Mion queria poder ter mandado um recado para Sílvio Santos falar na TV, ao vivo, nos anos 1980. Não poderia, já que naquela época não havia twitter, sistema de troca de mensagens supercurtas que cresceu dez vezes em um ano.
E quem imagina Silvio e seu microfone na lapela usando o microblog? A “missão” ficou a cargo de sua filha Patrícia Abravanel que usa o Twitter para cutucar a concorrência ou falar sobre a novela “Véu de Noiva”.
A lista de personalidades da TV brasileira que aderiu ao Twitter é variada. Também estão lá a superpop Luciana Gimenez e o tradicional “Roda Viva”. Assim como o “Descarga”, de Mion, que exibe mensagens enviadas pelo site.
“Sempre me mandam coisas engraçadas”, diz Mion. Ele considera o serviço uma forma de fidelizar a audiência. “Imagina, quando eu era moleque, ouvir o Sílvio falar: “olha o que o Mion mandou”. Agora eles [público] podem”.
“É a TV multiplataforma. Eu acompanhei a final da NBA [há duas semanas] pela televisão e vi os comentários do Shaquille O’Neal pelo Twitter. Você tem ideia do que é isso?”, conta.
O astro do basquete é uma das pessoas mais seguidas no serviço. Entre os brasileiros, as contas pessoais dos apresentadores do “CQC”, o perfil do “Fantástico”, o técnico do Corinthians Mano Menezes e Marcos Mion estão entre os mais populares.
Luciano Huck entrou há 20 dias e já está nesse rol. Ele, que nunca teve “MySpace, Orkut, nem nada” acha o Twitter eficiente, mas minimiza o retorno em audiência proporcionado pelo microblog -e nem pretende misturar as coisas.
“O legal é falar como pessoa física, dar links de músicas, dicas”, diz. No entanto, ele já falou sobre os bastidores de seu programa no site.

Século 21
Foi uma megacelebridade da televisão norte-americana a responsável por fazer o Twitter deixar de ser um site adotado por usuários intensivos de internet e se tornar conhecido por pessoas comuns. Em abril, a apresentadora Oprah Winfrey disse “se sentir no século 21” por adotar o site.
No dia seguinte, 37% de todos os acessos era de novos visitantes, de acordo com a empresa de pesquisa Hitwise.
Antes da entrada de Oprah no Twitter, o “Roda Viva” já experimentava o recurso. “Usar essas ferramentas interativas no “Roda” é uma forma de dialogar com uma audiência muito importante para a “Cultura”, os jovens”, diz Ricardo Mucci, coordenador de novas mídias da emissora.
O programa de entrevistas já convidou twitteiros -como são chamadas as pessoas que mandam mensagens pelo serviço- para participar da gravação do programa. “Eles falam sobre o clima da gravação, sobre as reações do entrevistado.”
“É uma forma de atrair e tornar fiel uma audiência nova para o programa. Eles também conseguem assistir ao vivo pela internet e até mandar perguntas pela página do “Roda”, diz.

Problemas persistem no primeiro dia de vigor das novas regras para call centers

1/12/08 – 21h25

Fonte: Jornal Nacional (Rede Globo de Televisão) http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL885487-10406,00-NOVAS+REGRAS+PARA+CALL+CENTERS+ENTRAM+EM+VIGOR.html

 

 

Reprodução TV
Reprodução TV

 

 

Reprodução da TV
Reprodução da TV

 

Novas regras para call centers entram em vigor

O consumidor deve ser atendido em 1 minuto pelo atendente. Além disso, as opções têm que estar no primeiro menu eletrônico, as ligações devem ser gratuitas e o serviço deve funcionar 24 horas por dia.

Desta segunda-feira em diante, em menos de um minuto, uma pessoa de carne e osso deverá conversar com os brasileiros que ligarem para serviços de atendimento aos consumidores. Neste primeiro dia da regra nova, o Jornal Nacional refez um teste apresentado pelo Fantástico. O resultado é a reportagem de Isabela Scalabrini.

O designer Guilherme Reis já tentou reclamar várias vezes, mas ainda não conseguiu resolver o problema de uma cobrança que seria indevida feita pela operadora de celular. Ele quer cancelar o contrato. “Tentei ligar cinco vezes. Eles desligavam, passavam para outro setor”, ele reclama.

“Se houver um pedido de cancelamento, e esse é um dos grandes problemas que os consumidores enfrentam, o pedido tem que ser registrado imediatamente pela atendente, não sendo permitido, nesse caso, a transferência da ligação”, afirma Marcelo Barbosa, do Procon da Assembléia Legislativa de Minas Gerais.

Esta é uma das novas regras que começaram a valer nesta segunda-feira. A principal é que o consumidor deve ser atendido em, no máximo, um minuto, depois que ele escolher falar com o atendente.

As opções de reclamação, cancelamento e falar com um atendente têm que estar no primeiro menu eletrônico. As ligações devem ser gratuitas e o serviço deve funcionar sete dias por semana, 24 horas por dia.

Para esclarecer os principais pontos da nova legislação, o Fantástico fez uma reportagem sobre o serviço de atendimento ao consumidor pelo telefone no domingo. Foram feitas três ligações. Nesta segunda-feira, a equipe do Jornal Nacional ligou para as mesmas empresas e o atendimento não melhorou.

A funcionária de uma operadora de celular nos atendeu em um minuto e três segundos, mas ela nem tenta ouvir a reclamação.

JN: Eu queria saber por que, no momento, eu não posso fazer a reclamação.
Atendente: Porque o sistema está indisponível, nós não temos como registrar.

Em uma ligação mostrada pelo Fantástico, no domingo, para outra operadora, foram quatro minutos de espera, mas a gravação recomeçou e não houve atendimento. Na segunda tentativa, a funcionária atendeu rapidamente, mas a ligação caiu.

Nesta segunda-feira, também foram quatro minutos depois que escolhemos a opção de falar com um atendente.

Atendente: Boa tarde. Com quem falo, por gentileza?

Na segunda tentativa, oito minutos.

JN: A senhora não pode me dizer por que a senhora demorou tanto a atender.
Atendente: Senhora, estamos com um fluxo muito grande de ligação.

A multa para quem descumprir as regras pode chegar a R$ 3 milhões.

“A ordem é que haja uma fiscalização rigorosa no cumprimento do decreto. Aquele call center que não estiver dimensionado, com certeza, vai ser multado”, afirmou José Antônio Baeta, promotor da Defesa do Consumidor.

 

Reportagem sobre segurança no trânsito no programa “Mais Você”

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Toda hora vemos, nos mais diferentes órgãos de imprensa, matérias com dicas sobre segurança nas mais distintas situações. Esses textos são um serviço imprescindível para a manutenção da vida e da qualidade de vida das pessoas.

Há uma semana, por exemplo, o programa “Mais Você”, da Rede Globo (Ana Maria Braga), trouxe, pela segunda vez, o consultor de segurança Nilton Migdal, que passou dicas interessantes aos telespectadores sobre como devemos nos portar no trânsito para não sermos vítimas de assaltos ou quaisquer outros tipos de violência. Na primeira vez em que esteve no programa, Migdal falou sobre segurança em condomínios.

Para quem não viu ou para quem quer rever, segue o vídeo, logo abaixo. Fonte: Rede Globo de Televisão

Ao final, depois desta matéria, assista a mais dois vídeos:

1) um pequeno trecho de outra, onde este mesmo especialista fala, por mais de 20 minutos, ao vivo, no estúdio, para o telejornal de Rodolfo Gamberini;

2) trechos da participação de Migdal em duas edições do programa de Sônia Abrão, onde ele fala sobre procedimentos para se evitar seqüestros e assaltos a condomínios.

 

 

Mulheres são o alvo preferido dos bandidos no trânsito

As estatísticas mostram que as mulheres são os alvos preferidos dos bandidos que agem no trânsito das grandes cidades.
A jornalista Leila Mansur sabe bem o que é medo. Ela já foi assaltada duas vezes em São Paulo. “Você fica com uma seqüela. Porque você se sente tão vulnerável e se conscientiza da sua vulnerabilidade, né?”, diz ela.

Depois disso, ela resolveu deixar de lado os carros de passeio e comprou um modelo mais masculino na tentativa de “enganar” os ladrões.
Leila está certa. As estatísticas mostram que mulheres são mesmo o alvo preferido dos ladrões. Principalmente as que dirigem sozinhas.

O especialista em segurança Nílton Migdal fala que o bandido prefere pegar quem não está preparado ou atento. “Antes de sair, uma dica importante: trave as portas. Mesmo que o carro tenha travamento automático quando anda, a gente tem que travar quando ainda está parado”, diz.

Bolsa à vista? Não! “Isso é um erro muito grande e muita gente é assaltada, mesmo com o vidro fechado. O bandido quebra o vidro e leva a bolsa. Quando é só isso, menos mal. Mas a bolsa no carro é motivo para um seqüestro relâmpago, que é um risco bem maior”, ressalta.

Outra dica do especialista é chegar devagar ao sinal de trânsito e colocar película protetora nos vidros. “Ajuda bastante”, fala Nilton.

VÍDEO SOBRE A UTILIZAÇÃO DE PELÍCULA PROTETORA NOS VIDROS DOS CARROS (INSULFILM), COM INFORMAÇÕES PASSADAS NO TELEJORNAL DE RODOLFO GAMBERINI, DA REDE TV!, PELO MESMO ESPECIALISTA EM SEGURANÇA, NILTON MIGDAL

Seqüestro e Assaltos a Condomínios são explicados pelo especialista em segurança Nilton Migdal. Você assiste, aqui, a alguns trechos da participação deste profissional em DOIS PROGRAMAS de Sônia Abrão.

 

Cultura em alta, mas presidente amarela…

 

Ordem do Mérito Cultural 2008

Veja, abaixo, links para vídeos de duas matérias a respeito: CQC (Band) e RJTV (Globo)

Na noite desta terça-feira, participei, no Rio de Janeiro, a convite da querida amiga, escritora e uma das 

 

homenageadas Tatiana Belinky (foto)  da entrega dos prêmios aos agraciados pela “Ordem do Mérito Cultural 2008”, promovido pelo Ministério da Cultura. Excelente o evento e o local! Porém, um erro grave da organização foi fazer todos esperarem, em uma chuva fina, na rua, numa longa fila, composta por personalidades e vips, como, por exemplo, o maestro Júlio Medaglia e a juíza Denise Frossard, por mais de 40 minutos. Logo na entrada, alguns protestos aconteciam e estavam tomando corpo cada vez maior, na espera do presidente Lula, que havia confirmado presença no evento. A questão é que, no final, ele não veio e fez, com sua indecisão para vir, que a ação atrasasse sobremaneira. O ministro da Cultura, Juca Ferreira, em prédica, explicou a ausência de Lula dizendo que a segurança presidencial não achou o “ambiente seguro” para ele. Leia-se, sob minha interpretação, que o presidente não queria que fossem registradas as críticas e manifestações populares que aconteciam na entrada do evento contra ele – já que um grande número de jornalistas cobria o certame.

Enquanto os convidados iam entrando, a orquestra executava músicas do cancioneiro popular brasileiro de forma majestosa, o que fez com que nos acalmássemos da bagunça inicial para se entrar.

Camila Pitanga e Sérgio Mamberti apresentaram o evento de forma descontraída e gostosa. Algumas pequenas gafes foram tiradas de letra, com bom humor, por Camila.

Logo no início, para cantar o Hino Nacional, foi chamada Elza Soares. Particularmente, não acho respeitoso mudar-se o estilo de se executar hinos nacionais. Mas, de qualquer forma, tenho de concordar que ela inovou. Cantou da mesma forma que fez na abertura do jogos Panamericanos, também realizados na “Cidade Maravilhosa” (Rio de Janeiro). Ela foi muito aplaudida neste evento. Veja, no link a seguir, trecho passado, ao vivo, pelo qik.com: http://qik.com/amdanon.

Um dos pontos altos foi a apresentação da cantora Mercedes Sosa, uma das agraciadas da noite, que executou duas canções, levando o público ao delírio. Outro momento muito emocionante particularmente para mim (além da surpresa) foi a homenagem realizada ao merchand de artes Marcantônio Vilaça (in memorian) (imagem, abaixo, do livro distribuído no local), já falecido há alguns anos, em tenra idade. Quem recebeu a homenagem foi o seu irmão, o meu grande e querido amigo, Rodrigo Vilaça. As palavras da apresentadora Camila Pitanga a respeito do homenageado e o rosto compenetrado de seu irmão, no palco, me emocionaram muito.

Mais dois pontos merecem destaque: a apresentação dos músicos da Orquestra Sinfônica Heliópolis, sob a regência do maestro Roberto Tibiriçá, e o momento em que o cineasta Anselmo Duarte, um dos agraciados da noite, foi aplaudido de pé e com efusividade pelo público.

A cerimônia teve como tema celebração do centenário da morte do escritor Machado de Assis.

Que pena não ter podido ficar até o fim, pois eu já tinha vôo para São Paulo agendado….

Abaixo, você confere a lista inteira de agraciados (logo após as duas imagens).

Assista à matéria exibida pelo RJTV, da Rede Globo de Televisão: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM893754-7823-FESTA+DA+ORDEM+DO+MERITO+CULTURAL+CELEBRA+O+TALENTO+DOS+ARTISTAS,00.html

Assista também à bem humorada matéria do CQC, da Rede Bandeirantes de Televisão:

  

 

Altemar Dutra, in memoriam
Athos Bulcão, in memoriam
Dulcina de Moraes, in memoriam
Guimarães Rosa, in memoriam
Hans-Joachim Koellreutter, in memoriam
Marcantonio Vilaça, in memoriam
Otávio Afonso, in memoriam
Paulo Emilio, in memoriam
Pixinguinha, in memoriam
Ailton Krenak
Anselmo Duarte
Benedito Ruy Barbosa
Bule Bule
Carlos Lyra
Claudia Andujar
Edu Lobo
Efigênia Ramos Rolim
Elza Soares
Emanoel Araujo
Eva Todor
Goiandira do Couto
João Candido Portinari
Johnny Alf
Leonardo Villar
Maria Bonomi
Marlene
Mercedes Sosa
Milton Hatoum
Nelson Triunfo
Orlando Miranda
Paulo Moura
Roberto Corrêa
Ruy Guerra
Sérgio Ricardo
Tatiana Belinky
Teresa Aguiar
Vicente Juarimbu Salles
Zabé da Loca
Associação Ashaninka do Rio Amônia (Apiwtxa)
Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT)
Associação Brasileira de Imprensa (ABI)
Associação Comunidade Yuba
Centro Cultural Piollin
Coletivo Nacional de Cultura do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
Giramundo Teatro de Bonecos
Instituto Baccarelli
Mestres da Guitarrada
Música no Museu
Quasar Cia de Dança