Redes sociais facilitam rotina no trânsito

Nesta matéria do portal da Confederação Nacional do Transporte (CNT), pudemos explicar como planejamos as redes sociais da Associação Brasileira de Logística (ASLOG) e como elas atuam. Confira, abaixo, a íntegra da matéria (ou, se preferir, através do link original: http://www.sistemacnt.org.br/portal/webCanalNoticiasCNT/noticia.aspx?id=ef3c735f-b18b-4397-a99e-630af0aca8d4 )

Foto:

Engarrafamento registrado por colaboradores de Belém

Redes sociais facilitam rotina no trânsito
27/9/2010

Quando decidiu abrir um microblog sobre o trânsito em Manaus, o educador físico Luiz Eduardo Negro Vaz Leal esperava a mobilização dos conterrâneos para enfrentar o tráfego intenso no centro da cidade. Hospedado no site Twitter, o perfil@TransitoManaus superou as expectativas. Em pouco mais de um ano, acumulou 6,5 mil seguidores – espécie de assinante que recebe as publicações daquele perfil.

Os assuntos abordados no microblog, administrado por Luiz e outros quatro amigos, hoje abrangem engarrafamentos, acidentes e imagens de infrações registradas por eles e colaboradores nas ruas de Manaus. “Em média, recebemos umas 50 mensagens ao dia, que repassamos para os nossos leitores. Eles também ajudam a difundir nossas informações na internet”, explica o “twitteiro”. Em média, são publicadas 120 mensagens diariamente no perfil.

A estreia bem sucedida dos amigos no projeto explicita uma tendência de integração dos usuários nas redes sociais. De acordo de uma pesquisa do Instituto Nielsen, oito em cada dez internautas brasileiros acessam esse tipo de ambiente virtual, que relaciona perfis individuais, empresas e compartilhamento de dados e arquivos.

No caso dos amigos de Manaus, a popularidade veio com o maior acesso de usuários às redes agregado ao aumento da frota de veículos na cidade, que cresceu 10,7% de 2009 para 2010. Para facilitar o acesso, os administradores do@TransitoManaus disponibilizaram o envio de notícias por SMS, tornando as mensagens acessíveis para quem não tem acesso à internet durante todo o dia.

O modelo está popular em diversas regiões do país. A capital do Rio de Janeiro possui três perfis sobre o assunto no mesmo site de microblog. Os endereços @transitoRJO,  @TransitoRJ @ILSRJ reproduzem informação próprias e conteúdo de portais de notícias, e possuem, respectivamente, 2.450, 929 e 699 seguidores. Belém também possui representantes na rede virtual, que reúnem informações no @BelemTransito.

Canal direto com usuários

A popularidade das redes sociais chamou atenção de empresas, organizações e até mesmo de órgãos públicos. De olho no potencial de comunicação das plataformas disponíveis na internet, a Associação Brasileira de Logística (Aslog) decidiu apostar nas redes no início do ano.

De acordo com o jornalista Alberto Danon, responsável pelos projetos de redes sociais da Aslog, cada plataforma diferencia público e tipo de informação divulgada. No Orkut, a associação publica cursos e direciona mensagens diretamente aos usuários inscritos. No Twitter e no Facebook, o foco são as notícias do setor (conheça os endereços abaixo).

“No começo, percebemos que existia uma demanda reprimida. Muitas pessoas começaram a acompanhar nossos perfis na rede assim que anunciamos e difundiram a notícia para outros conhecidos”, recorda o Alberto Danon. “A vantagem é criar uma comunicação mais direta e rápida, sem intermediário. Isso nos aproximou muito dos associados e interessados em notícias e capacitação”, complementa.

No estado de São Paulo, as redes se tornaram importante ferramenta para os órgãos públicos. O Governo de São Paulo decidiu investir em diversas plataformas, e abriu perfis no Twitter, Facebook e Orkut, além de usar ambientes de compartilhamento de dados como YouTube (vídeos), Flickr (fotos), Formspring (perguntas) e Slideshare (arquivos de texto).

A Secretaria de Transportes também ganhou perfis próprios. Na capital, Metrô e Companhia Metropolitana de Trens Urbanos estão em contato direto com os usuários via Twitter e Flickr. A Secretaria de Transportes e Trânsito da Prefeitura de Guarulhos também adotou a ideia.

Serviço:

Perfis da Associação Brasileira de Logística:

– Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=8984965
– Twitter: http://twitter.com/AslogLog
– Facebook: http://www.facebook.com/album.php?profile=1&id=100001114596330

Perfis de órgãos públicos de trânsito de São Paulo:

– Secretaria de Transportes: http://www.twitter.com/transportessp
e http://www.flickr.com/photos/transportessp
– Metrô de São Paulo – twitter.com/metrosp_oficial
– Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos: http://twitter.com/emtu_oficial
– Secretaria de Transportes e Trânsito da Prefeitura de Guarulhos: http://www.twitter.com/transporte_grs

Marina Severino
Redação CNT

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Canais corporativos no Youtube são fundamentais hoje em dia…

Atualmente, com a web 2.0, onde o consumidor tem voz, poder, força, nada mais importante do que dialogar com ele através de diversas formas, atendendo seus anseios, dirimindo suas dúvidas, acalmando sua ansiedade e se corrigindo eventual erro, quando assim for o caso. As redes sociais vieram para ficar e ampliar sua forma de atuação. Frente a esta nova (e vibrante!) realidade, os canais corporativos no Youtube são ferramentas muito importantes para que a informação possa ser passada com mais brilho e força, mesclando comunicação verbal e não-verbal, criando empatia, informando e formando opinião.

Veja, abaixo, alguns dos inúmeros vídeos produzidos por nossa agência de comunicação, a ADCom (www.adcompress.com.br), tendo este blogueiro como entrevistador…

Brasil: 90% das empresas usam redes sociais para negócios

A comunicação está mais em alta do que nunca. Novas ações, novos comportamentos, novos paradigmas. Temos de estar sempre atentos para usufruirmos das benfeitorias que um diálogo aberto entre todos possa beneficiar também a todos e, consequentemente, às corporações também. Leia esta interessante matéria do portal Terra.

Mais informações: http://www.adcompress.com.br

Brasil está entre os países que mais adotaram aplicativos de rede social da internet – como Facebook e Twitter – como ferramentas de negócios, segundo uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira.

De acordo com um estudo feito pela fabricante de softwares McAfee em 17 países, empresas do Brasil, Índia e Espanha estão entre as que mais adotaram as tecnologias conhecidas genericamente como Web 2.0, que incluem redes sociais como Facebook e Twitter.

Nos 17 países, mais de 75% das empresas pesquisadas utilizam algum tipo de software como Facebook ou Twitter nos seus negócios. No Brasil, Espanha e Índia, o índice superou 90%.

Três entre quatro empresas que utilizam ferramentas Web 2.0 afirmam que estão conseguindo ganhar dinheiro com os aplicativos. No Brasil, nove em cada dez empresas afirmam que estão lucrando com as ferramentas. O mesmo índice foi registrado na Índia, Emirados Árabes Unidos e México.

Segundo o estudo da McAfee, o Brasil e a Índia foram os únicos países do estudo onde as empresas disseram receber pressão do mercado para adotar ferramentas como Facebook e Twitter nos seus negócios. No Brasil, 58% das empresas pesquisadas afirmam que seus consumidores ou clientes exigem aplicativos Web 2.0.

De acordo com a consultora brasileira em informática Vanda Scartezini, citada no relatório da McAfee, o fato de os brasileiros “amarem novidades e se adaptarem rapidamente a novas tecnologias” explica o sucesso da Web 2.0 no país.

A analista de tecnologia Charlene Li, também citada no relatório, destaca que o uso empresarial das ferramentas Web 2.0 reflete a penetração das redes sociais nos países. Uma grande parcela de internautas no Brasil e na Coreia do Sul, por exemplo, participam de redes sociais.

O estudo foi encomendado pela McAfee à universidade americana de Purdue. Os pesquisadores ouviram 1.055 empresários em 17 países diferentes, dos setores público e privado.

Matéria de capa da Veja desta semana sobre a FORÇA DO TWITTER, FACEBOOK E REDES SOCIAIS…

Fonte: revista VEJA

O pássaro que ruge

O locutor esportivo mais conhecido do Brasil foi alvo da
campanha “Cala boca Galvão” no Twitter, que mostrou até
onde a rede de 140 caracteres pode levar um assunto: o mundo

“SALVEM O GALVÃO”
Imagem do vídeo que se seguiu à frase do Twitter: grandes jornais e sites de notícias se interessaram pelo assunto

Ferir com palavras, pondo para circular histórias falsas com o objetivo de irritar ou destruir alguém, é uma prática tão antiga quanto a história humana. A humanidade viajava ainda à velocidade de 16 quilômetros por hora das carroças, mas as notícias ruins e fofocas já pareciam ter asas. As línguas de trapo mal esperavam o conquistador romano Júlio César, talvez o mais celebrado general e estadista de todos os tempos, sair de Roma para começar seu trabalho de intriga e destruição. Conforme registrou o historiador Gaius Suetonius Tranquillus, morto por volta do ano 122 da era cristã, o patriciado “punha para circular histórias” dando conta de que César arrancava todos os pelos do corpo com pinças e era chamado de “marido de todas as esposas e esposa de todos os maridos”. Foi assim antes com gregos, macedônios e egípcios. As maledicências continuaram viajando mais rápido na Idade Média, durante e depois da Revolução Industrial. O que há de novo nesse campo? A internet. Se já voavam de ouvido em ouvido, as fofocas e falsidades ganharam o dom da instantaneidade com os milhões de computadores, celulares e tablets de todo o planeta interconectados por uma rede em que, pela primeira vez na história, todas as máquinas se comunicam na mesma linguagem, sem incompatibilidades nem fronteiras.

A fofoca digital pode criar verdadeiros tsunamis que chicoteiam o globo jogando as opiniões de milhões de pessoas de um lado para o outro. Antes que alguém possa verificar a verdade de um fato, sua versão ou versões já se tornaram o fenômeno. O caso que engolfou o locutor Galvão Bueno, a voz oficial das Copas do Mundo e das Olimpíadas nas transmissões da Rede Globo, é uma amostra do poder dessas novas correntes de pensamento criadas na internet. “Cala a boca, Galvão” era uma tirada que já circulava por aí fazia anos. Há pouco mais de uma semana, contudo, ela ganhou o mundo. Postada por usuários no Twitter, a rede social de troca de mensagens de até 140 caracteres, a frase CALA BOCA GALVAO – assim mesmo, em letras maiúsculas, sem vírgula e sem acento – virou hit e se manteve entre os dez assuntos mais comentados do serviço da internet durante toda a semana. Os brasileiros aumentaram a fervura, atribuindo sentidos absurdos à frase: segundo uma das versões, em português, cala boca significaria salve, e galvão, o nome de um pássaro em extinção. Alguns dos maiores sites e jornais do mundo, como o The New York Times, tentaram decifrar a brincadeira, e assim a difundiram ainda mais.

Nascido em 2006 como ferramenta para facilitar a troca de mensagens de trabalho via celular, o Twitter teve uma vida discreta por aproximadamente um ano, até que, durante um festival de música americano, percebeu-se que ele não precisava ficar restrito às empresas. Durante o evento, o número de posts diários saltou de 20 000, em média, para 60 000. Uma luz se acendeu na cabeça de seus criadores – jovens empreendedores do Vale do Silício, na Califórnia, com o programador Biz Stone à frente. A ideia das mensagens curtas não era propriamente uma novidade: os torpedos de celular (SMS) já permitiam apenas 160 caracteres. Mas ao adotar o slogan “O que você está fazendo?” o Twitter se apresentou como uma ferramenta que oferecia algo diferente: um canal para as pessoas dizerem ao mundo o que sentem, pensam ou fazem no exato momento em que teclam. A outra característica crucial do Twitter era permitir que aqueles que de outra forma jamais se aproximariam se ligassem numa rede de seguidos e seguidores. Inicialmente, o esforço para acumular seguidores tinha ares de brincadeira. Ostentar um grande número de fãs era um galardão vazio. Mas, no começo de 2009, quando o ator Ashton Kutcher e a rede de TV CNN disputaram tweet a tweet quem atingiria antes a marca de 1 milhão de seguidores (ele venceu), já estava claro que o Twitter não precisava ser apenas um amplificador de vaidades e irrelevâncias.

Atualmente, há 105 milhões de usuários do Twitter espalhados pelo mundo. Todos os dias, 600 milhões de buscas e 65 milhões de mensagens movimentam a rede. Por mês, são 190 milhões de visitas únicas. Esses números fazem do Twitter a segunda maior rede social do planeta, atrás do Facebook, com mais de 400 milhões de pessoas (a rede Qzone tem 310 milhões de usuários, mas só na China, em mandarim). No Brasil, a ferramenta é vice-campeã em número de acessos, ao lado do Facebook, com 10,7 milhões de visitantes únicos ao mês, atrás do Orkut, com 26,9 milhões.

A sede do Twitter, em São Francisco, reúne um pequeno corpo de funcionários: 175. Como tantas iniciativas revolucionárias da internet, o modelo de negócio da empresa ainda não está claro. Gigantes da web já tentaram “abocanhar o passarinho”, símbolo do Twitter. Em 2008, o Facebook teria posto sobre a mesa de seus donos uma oferta de meio bilhão de dólares. Um ano depois, foi a vez do Google. Biz Stone explicou por que as ofertas foram recusadas: “O Twitter está focado em desenvolver novas funcionalidades e em permanecer independente”. Em 2009, a empresa fechou as contas no azul graças a uma parceria com Microsoft e Google. Pelo acordo, avaliado em 25 milhões de dólares, as gigantes passaram a incluir tweets nos seus resultados de buscas na web.

Em quatro anos, o Twitter já provocou impactos na política, nos negócios, na cultura do entretenimento. O exemplo mais extraordinário de suas potencialidades deu-se há um ano, nas eleições iranianas. Em repúdio à reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, alinhado com o regime ditatorial dos aiatolás, uma fatia da população recorreu à rede para denunciar fraudes na apuração, organizar protestos nas ruas de Teerã e divulgar imagens da repressão policial. O movimento chegou a ser saudado como “revolução do Twitter”. “Numa rede como essa, a voz das pessoas comuns ganha enfim dimensão pública”, diz Tim Hwang, do Web Ecology Project, centro de estudos sobre a internet da Universidade Harvard.

O Twitter também se mostrou eficaz num contexto político democrático. Nas eleições americanas de 2008, o então candidato democrata Barack Obama fez uso da ferramenta para mobilizar a militância, arrecadar fundos e conquistar novos eleitores. No Brasil, os três principais candidados à Presidência – José Serra, Dilma Rousseff e Marina Silva – tuítam. “Todos os políticos brasileiros vão querer ser o Obama da eleição deste ano”, vaticina Alex Primo, pesquisador de redes sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Com base nos dados do IBGE e do Comitê Gestor da Internet no Brasil, o consultor em marketing digital Cláudio Torres calcula que 18% do eleitorado é formado por jovens entre 18 e 24 anos com acesso à internet – e, portanto, expostos às campanhas on-line.

O mundo empresarial já abraça o Twitter, uma ferramenta poderosa para anunciar e interagir com os consumidores. Uma pesquisa realizada em fevereiro com companhias americanas reflete a tendência. Segundo a Society for New Communications Research, mais de um terço das 500 maiores empresas listadas pela revista Fortune usa o Twitter de forma consistente. Companhias de diversos segmentos utilizam a rede para se relacionar com o seu público de forma mais íntima e instantânea, além de oferecer promoções exclusivas aos seus seguidores. O ator Ashton Kutcher, que, antes de bater a CNN, era mais conhecido como o namorado bonitão da atriz Demi Moore, foi outro que aprendeu a fazer negócios no Twitter. Ele dominou tão bem a arte de falar com seguidores em 140 caracteres que se tornou uma espécie de guru. Abriu uma consultoria, a Katalyst, voltada às novas mídias.

No campo do entretenimento, o Twitter transforma anônimos em famosos e abre novos horizontes para os célebres. No Brasil, quem despontou graças aos microposts foi Tessália Serighelli de Castro, que até adotou o apelido Twittess em homenagem à mãozinha recebida do Twitter. Colecionadora de 60 000 fãs quando ainda era anônima, ela foi convidada pela Globo para participar do Big Brother Brasil 10. O âncora do Jornal Nacional, William Bonner, está no segundo time, dos usuários que, já célebres, abriram uma nova seara na rede. Ele aumentou sua claque de seguidores à base de comentários fortuitos sobre o noticiário, recados para a mulher, Fátima Bernardes, e consultas como: “Que gravata usar na próxima edição do Jornal Nacional?“. As mensagens curtas se mostraram propícias a bate-bocas inusitados. Na semana passada, em um de seus monólogos radiofônicos, o ditador venezuelano Hugo Chávez jurou que Ricky Martin era um chavista. O cantor acionou imediatamente seu 1,2 milhão de seguidores para desmentir o coronel. O ex-menudo ainda emendou, usando uma hashtag, marcação típica do Twitter: “# free Venezuela”. (“Libertem a Venezuela”).

Em boa parte do tempo, o Twitter é uma espécie de vuvuzela da internet, que apenas amplifica o nada. Mas, por sua velocidade, mobilidade e alcance, é uma plataforma que, em certas circunstâncias, parece “dar poder ao homem comum”, como gostam de dizer alguns teóricos. “É como se cada indivíduo tivesse seu próprio meio de comunicação”, diz o sociólogo francês Michel Maffesoli. Empresas e celebridades já se viram em apuros por causa do Twitter. Formou-se um certo conhecimento sobre como agir nessas situações. No episódio do CALA BOCA, a Globo mobilizou artistas de seu elenco acostumados a usar a rede para que defendessem Galvão Bueno. Na terça-feira, dia da estreia do Brasil na Copa, a emissora fez com que Galvão falasse do episódio numa entrevista. Ele disse aceitar tudo como brincadeira, e isso minimizou os danos à sua imagem. Mas o passarinho do Twitter deixou sua marca no ombro do locutor.

A VOZ DO BRASIL
Com façanhas marcantes e gafes inesquecíveis, Galvão Bueno é, há mais de trinta anos, o narrador esportivo número 1 do país

Bem, amigos…

Desde 1978, quase todas as glórias e tristezas do esporte brasileiro chegaram aos olhos, ouvidos e corações dos telespectadores pela narração rascante, emocionada e ufanista do locutor carioca Carlos Eduardo dos Santos Galvão Bueno, que está às vésperas de completar 60 anos. Fosse a conquista do pentacampeonato mundial de futebol de 2002 – quando transmitia os gols de Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo multiplicando os erres até não poder mais, uma de suas marcas registradas -, a morte na pista, em 1994, de seu amigo Ayrton Senna, cujos 41 triunfos ele anunciava ao som do Tema da Vitória, ou as medalhas olímpicas do vôlei, lá estava no ar a voz mais ouvida do país.

Dono de uma audiência cativa, Galvão Bueno é tão admirado que em qualquer estádio em que esteja presente são desfraldadas faixas nas arquibancadas com seu nome. E ao mesmo tempo tão achincalhado – nos jogos, na imprensa, nos programas humorísticos, na internet – que teria todos os motivos do mundo para andar de mau humor. Ele acha graça de tudo, sempre sorridente, falando sem parar, cheio de si, dono da verdade, a começar pelo episódio da campanha “Cala boca Galvão”.

Capaz de narrar com precisão qualquer esporte, dono de timbre impecável e raciocínio rápido, Galvão é autor de façanhas como a de pedir aos telespectadores que piscassem as luzes de casa durante os jogos que passavam de madrugada na Copa de 2002, realizada na Coreia do Sul e no Japão. O país inteiro virava um vaga-lume. Só um personagem com seu poder, em uma emissora como a Globo, poderia provocar uma reação desse tamanho. Mas, da mesma forma que se orgulha disso, ele lamenta alguns momentos constrangedores que protagonizou. Dois ficaram para a história. Um foi seu grito esganiçado, quase histérico, “é tetra, é tetra!” em 1994, ao lado de Pelé e do comentarista de arbitragem Arnaldo Cézar Coelho. O outro aconteceu na Copa de 1974, quando narrou por um pool de três emissoras paulistas, diretamente de um estúdio brasileiro, a partida entre Alemanha Oriental e Austrália pensando que estivessem jogando Bulgária e Sué-cia. Só percebeu o desastre depois que as imagens transmitidas da Alemanha mostraram no placar do estádio quais seleções de fato estavam em campo. Apreciador de vinhos de qualidade, lançará em agosto um tinto e um espumante gaúchos com seu nome. Com um salário estimado em 1 milhão de reais por mês, Galvão mora a maior parte do tempo em Mônaco, mas tem também endereços no Rio de Janeiro e em Londrina (PR), cidade de sua segunda mulher. Acusado de ufanismo, tira a referência de letra, como fez no caso do Twitter. “Sou um torcedor-narrador, e daí?”, responde. “Meu trabalho é passar emoção a quem está em casa.” Bem, amigos, o homem é mesmo um prodígio.

Redes Sociais ajudam no dia-a-dia de doentes

O concorrido consultório do doutor internet

(fonte:  Zero Hora )

13/02/2010 – De repente, os pacientes deixaram de ser simples pacientes. Tornaram-se ativos nos consultórios, com opinião própria. Uma revolução. Debatem com os médicos o diagnóstico e as melhores formas de tratamento e até sugerem a troca de medicamentos. A mudança radical no comportamento foi resultado da adesão ao Google, a principal ferramenta de busca da internet. Graças ao “doutor Google”, informações antes restritas a profissionais da saúde podem ser acessadas rapidamente. Hoje uma segunda revolução na rede chega com força: as comunidades virtuais em sites de relacionamento como Orkut e Facebook.

As comunidades servem como um ponto de encontro entre pacientes, familiares e profissionais da saúde. Eles discutem, trocam informações, experiências e conhecem mais sobre como enfrentar alguma doença.

– No primeiro momento, o Google ajudou as pessoas a terem acesso ao conhecimento técnico. Agora, as comunidades virtuais ajudam os pacientes e familiares em questões do dia-a-dia, como superar problemas da rotina, que muitas vezes desgastam o doente – conta a pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) Wilma Madeira, que em 2006 escreveu uma tese sobre o dr. Google e agora se dedica a entender a influência das comunidades virtuais.

Ela dá um exemplo: muitas vezes, quem sofre com doenças crônico-degenerativas, como câncer e Alzheimer, precisa de remédios caros ou difíceis de encontrar. Pela comunidade, o paciente conversa com pessoas que enfrentaram o mesmo problema e já encontraram a solução. Pode, assim, saber onde comprar os medicamentos pelo menor preço.

Outra vantagem é a orientação para pacientes recém-diagnosticados. No início, é comum a presença de tristeza, medo e desânimo. Nos grupos virtuais, essas sensações podem ser amenizadas. Muitos usuários publicam depoimentos contando suas histórias, os desafios superados, as dificuldades dribladas. Esses testemunhos de superação confortam o leitor.

“Um paciente bem informado ajuda no nosso trabalho. Ele sabe se expressar melhor e tem noção da importância do tratamento. Podem surgir ideias que ajudem na recuperação”, analisa o psiquiatra Alceu Gomes Correia Filho.

É o que faz o estudante José Miguel Volkweis Júnior, 20 anos. Ele sempre busca a orientação do médico e debate com ele os melhores tratamentos para o diabetes 1, diagnosticado há seis anos. Já em casa, diante do computador, participa de comunidades virtuais e ajuda outros pacientes com dúvidas corriqueiras.

“Uma vez, uma usuária estava para colocar a bomba de insulina e tinha várias dúvidas. Tinha medo de a bomba ficar aparecendo e temia pela adaptação do corpo. Como já uso a bomba há um bom tempo, incentivei-a e dei umas dicas de como se adaptar. Falei que dava para esconder a bomba nos bolsos. É bem fácil. Nas comunidades, todo mundo se ajuda”, finaliza o estudante.