Matéria de capa da Veja desta semana sobre a FORÇA DO TWITTER, FACEBOOK E REDES SOCIAIS…

Fonte: revista VEJA

O pássaro que ruge

O locutor esportivo mais conhecido do Brasil foi alvo da
campanha “Cala boca Galvão” no Twitter, que mostrou até
onde a rede de 140 caracteres pode levar um assunto: o mundo

“SALVEM O GALVÃO”
Imagem do vídeo que se seguiu à frase do Twitter: grandes jornais e sites de notícias se interessaram pelo assunto

Ferir com palavras, pondo para circular histórias falsas com o objetivo de irritar ou destruir alguém, é uma prática tão antiga quanto a história humana. A humanidade viajava ainda à velocidade de 16 quilômetros por hora das carroças, mas as notícias ruins e fofocas já pareciam ter asas. As línguas de trapo mal esperavam o conquistador romano Júlio César, talvez o mais celebrado general e estadista de todos os tempos, sair de Roma para começar seu trabalho de intriga e destruição. Conforme registrou o historiador Gaius Suetonius Tranquillus, morto por volta do ano 122 da era cristã, o patriciado “punha para circular histórias” dando conta de que César arrancava todos os pelos do corpo com pinças e era chamado de “marido de todas as esposas e esposa de todos os maridos”. Foi assim antes com gregos, macedônios e egípcios. As maledicências continuaram viajando mais rápido na Idade Média, durante e depois da Revolução Industrial. O que há de novo nesse campo? A internet. Se já voavam de ouvido em ouvido, as fofocas e falsidades ganharam o dom da instantaneidade com os milhões de computadores, celulares e tablets de todo o planeta interconectados por uma rede em que, pela primeira vez na história, todas as máquinas se comunicam na mesma linguagem, sem incompatibilidades nem fronteiras.

A fofoca digital pode criar verdadeiros tsunamis que chicoteiam o globo jogando as opiniões de milhões de pessoas de um lado para o outro. Antes que alguém possa verificar a verdade de um fato, sua versão ou versões já se tornaram o fenômeno. O caso que engolfou o locutor Galvão Bueno, a voz oficial das Copas do Mundo e das Olimpíadas nas transmissões da Rede Globo, é uma amostra do poder dessas novas correntes de pensamento criadas na internet. “Cala a boca, Galvão” era uma tirada que já circulava por aí fazia anos. Há pouco mais de uma semana, contudo, ela ganhou o mundo. Postada por usuários no Twitter, a rede social de troca de mensagens de até 140 caracteres, a frase CALA BOCA GALVAO – assim mesmo, em letras maiúsculas, sem vírgula e sem acento – virou hit e se manteve entre os dez assuntos mais comentados do serviço da internet durante toda a semana. Os brasileiros aumentaram a fervura, atribuindo sentidos absurdos à frase: segundo uma das versões, em português, cala boca significaria salve, e galvão, o nome de um pássaro em extinção. Alguns dos maiores sites e jornais do mundo, como o The New York Times, tentaram decifrar a brincadeira, e assim a difundiram ainda mais.

Nascido em 2006 como ferramenta para facilitar a troca de mensagens de trabalho via celular, o Twitter teve uma vida discreta por aproximadamente um ano, até que, durante um festival de música americano, percebeu-se que ele não precisava ficar restrito às empresas. Durante o evento, o número de posts diários saltou de 20 000, em média, para 60 000. Uma luz se acendeu na cabeça de seus criadores – jovens empreendedores do Vale do Silício, na Califórnia, com o programador Biz Stone à frente. A ideia das mensagens curtas não era propriamente uma novidade: os torpedos de celular (SMS) já permitiam apenas 160 caracteres. Mas ao adotar o slogan “O que você está fazendo?” o Twitter se apresentou como uma ferramenta que oferecia algo diferente: um canal para as pessoas dizerem ao mundo o que sentem, pensam ou fazem no exato momento em que teclam. A outra característica crucial do Twitter era permitir que aqueles que de outra forma jamais se aproximariam se ligassem numa rede de seguidos e seguidores. Inicialmente, o esforço para acumular seguidores tinha ares de brincadeira. Ostentar um grande número de fãs era um galardão vazio. Mas, no começo de 2009, quando o ator Ashton Kutcher e a rede de TV CNN disputaram tweet a tweet quem atingiria antes a marca de 1 milhão de seguidores (ele venceu), já estava claro que o Twitter não precisava ser apenas um amplificador de vaidades e irrelevâncias.

Atualmente, há 105 milhões de usuários do Twitter espalhados pelo mundo. Todos os dias, 600 milhões de buscas e 65 milhões de mensagens movimentam a rede. Por mês, são 190 milhões de visitas únicas. Esses números fazem do Twitter a segunda maior rede social do planeta, atrás do Facebook, com mais de 400 milhões de pessoas (a rede Qzone tem 310 milhões de usuários, mas só na China, em mandarim). No Brasil, a ferramenta é vice-campeã em número de acessos, ao lado do Facebook, com 10,7 milhões de visitantes únicos ao mês, atrás do Orkut, com 26,9 milhões.

A sede do Twitter, em São Francisco, reúne um pequeno corpo de funcionários: 175. Como tantas iniciativas revolucionárias da internet, o modelo de negócio da empresa ainda não está claro. Gigantes da web já tentaram “abocanhar o passarinho”, símbolo do Twitter. Em 2008, o Facebook teria posto sobre a mesa de seus donos uma oferta de meio bilhão de dólares. Um ano depois, foi a vez do Google. Biz Stone explicou por que as ofertas foram recusadas: “O Twitter está focado em desenvolver novas funcionalidades e em permanecer independente”. Em 2009, a empresa fechou as contas no azul graças a uma parceria com Microsoft e Google. Pelo acordo, avaliado em 25 milhões de dólares, as gigantes passaram a incluir tweets nos seus resultados de buscas na web.

Em quatro anos, o Twitter já provocou impactos na política, nos negócios, na cultura do entretenimento. O exemplo mais extraordinário de suas potencialidades deu-se há um ano, nas eleições iranianas. Em repúdio à reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, alinhado com o regime ditatorial dos aiatolás, uma fatia da população recorreu à rede para denunciar fraudes na apuração, organizar protestos nas ruas de Teerã e divulgar imagens da repressão policial. O movimento chegou a ser saudado como “revolução do Twitter”. “Numa rede como essa, a voz das pessoas comuns ganha enfim dimensão pública”, diz Tim Hwang, do Web Ecology Project, centro de estudos sobre a internet da Universidade Harvard.

O Twitter também se mostrou eficaz num contexto político democrático. Nas eleições americanas de 2008, o então candidato democrata Barack Obama fez uso da ferramenta para mobilizar a militância, arrecadar fundos e conquistar novos eleitores. No Brasil, os três principais candidados à Presidência – José Serra, Dilma Rousseff e Marina Silva – tuítam. “Todos os políticos brasileiros vão querer ser o Obama da eleição deste ano”, vaticina Alex Primo, pesquisador de redes sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Com base nos dados do IBGE e do Comitê Gestor da Internet no Brasil, o consultor em marketing digital Cláudio Torres calcula que 18% do eleitorado é formado por jovens entre 18 e 24 anos com acesso à internet – e, portanto, expostos às campanhas on-line.

O mundo empresarial já abraça o Twitter, uma ferramenta poderosa para anunciar e interagir com os consumidores. Uma pesquisa realizada em fevereiro com companhias americanas reflete a tendência. Segundo a Society for New Communications Research, mais de um terço das 500 maiores empresas listadas pela revista Fortune usa o Twitter de forma consistente. Companhias de diversos segmentos utilizam a rede para se relacionar com o seu público de forma mais íntima e instantânea, além de oferecer promoções exclusivas aos seus seguidores. O ator Ashton Kutcher, que, antes de bater a CNN, era mais conhecido como o namorado bonitão da atriz Demi Moore, foi outro que aprendeu a fazer negócios no Twitter. Ele dominou tão bem a arte de falar com seguidores em 140 caracteres que se tornou uma espécie de guru. Abriu uma consultoria, a Katalyst, voltada às novas mídias.

No campo do entretenimento, o Twitter transforma anônimos em famosos e abre novos horizontes para os célebres. No Brasil, quem despontou graças aos microposts foi Tessália Serighelli de Castro, que até adotou o apelido Twittess em homenagem à mãozinha recebida do Twitter. Colecionadora de 60 000 fãs quando ainda era anônima, ela foi convidada pela Globo para participar do Big Brother Brasil 10. O âncora do Jornal Nacional, William Bonner, está no segundo time, dos usuários que, já célebres, abriram uma nova seara na rede. Ele aumentou sua claque de seguidores à base de comentários fortuitos sobre o noticiário, recados para a mulher, Fátima Bernardes, e consultas como: “Que gravata usar na próxima edição do Jornal Nacional?“. As mensagens curtas se mostraram propícias a bate-bocas inusitados. Na semana passada, em um de seus monólogos radiofônicos, o ditador venezuelano Hugo Chávez jurou que Ricky Martin era um chavista. O cantor acionou imediatamente seu 1,2 milhão de seguidores para desmentir o coronel. O ex-menudo ainda emendou, usando uma hashtag, marcação típica do Twitter: “# free Venezuela”. (“Libertem a Venezuela”).

Em boa parte do tempo, o Twitter é uma espécie de vuvuzela da internet, que apenas amplifica o nada. Mas, por sua velocidade, mobilidade e alcance, é uma plataforma que, em certas circunstâncias, parece “dar poder ao homem comum”, como gostam de dizer alguns teóricos. “É como se cada indivíduo tivesse seu próprio meio de comunicação”, diz o sociólogo francês Michel Maffesoli. Empresas e celebridades já se viram em apuros por causa do Twitter. Formou-se um certo conhecimento sobre como agir nessas situações. No episódio do CALA BOCA, a Globo mobilizou artistas de seu elenco acostumados a usar a rede para que defendessem Galvão Bueno. Na terça-feira, dia da estreia do Brasil na Copa, a emissora fez com que Galvão falasse do episódio numa entrevista. Ele disse aceitar tudo como brincadeira, e isso minimizou os danos à sua imagem. Mas o passarinho do Twitter deixou sua marca no ombro do locutor.

A VOZ DO BRASIL
Com façanhas marcantes e gafes inesquecíveis, Galvão Bueno é, há mais de trinta anos, o narrador esportivo número 1 do país

Bem, amigos…

Desde 1978, quase todas as glórias e tristezas do esporte brasileiro chegaram aos olhos, ouvidos e corações dos telespectadores pela narração rascante, emocionada e ufanista do locutor carioca Carlos Eduardo dos Santos Galvão Bueno, que está às vésperas de completar 60 anos. Fosse a conquista do pentacampeonato mundial de futebol de 2002 – quando transmitia os gols de Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo multiplicando os erres até não poder mais, uma de suas marcas registradas -, a morte na pista, em 1994, de seu amigo Ayrton Senna, cujos 41 triunfos ele anunciava ao som do Tema da Vitória, ou as medalhas olímpicas do vôlei, lá estava no ar a voz mais ouvida do país.

Dono de uma audiência cativa, Galvão Bueno é tão admirado que em qualquer estádio em que esteja presente são desfraldadas faixas nas arquibancadas com seu nome. E ao mesmo tempo tão achincalhado – nos jogos, na imprensa, nos programas humorísticos, na internet – que teria todos os motivos do mundo para andar de mau humor. Ele acha graça de tudo, sempre sorridente, falando sem parar, cheio de si, dono da verdade, a começar pelo episódio da campanha “Cala boca Galvão”.

Capaz de narrar com precisão qualquer esporte, dono de timbre impecável e raciocínio rápido, Galvão é autor de façanhas como a de pedir aos telespectadores que piscassem as luzes de casa durante os jogos que passavam de madrugada na Copa de 2002, realizada na Coreia do Sul e no Japão. O país inteiro virava um vaga-lume. Só um personagem com seu poder, em uma emissora como a Globo, poderia provocar uma reação desse tamanho. Mas, da mesma forma que se orgulha disso, ele lamenta alguns momentos constrangedores que protagonizou. Dois ficaram para a história. Um foi seu grito esganiçado, quase histérico, “é tetra, é tetra!” em 1994, ao lado de Pelé e do comentarista de arbitragem Arnaldo Cézar Coelho. O outro aconteceu na Copa de 1974, quando narrou por um pool de três emissoras paulistas, diretamente de um estúdio brasileiro, a partida entre Alemanha Oriental e Austrália pensando que estivessem jogando Bulgária e Sué-cia. Só percebeu o desastre depois que as imagens transmitidas da Alemanha mostraram no placar do estádio quais seleções de fato estavam em campo. Apreciador de vinhos de qualidade, lançará em agosto um tinto e um espumante gaúchos com seu nome. Com um salário estimado em 1 milhão de reais por mês, Galvão mora a maior parte do tempo em Mônaco, mas tem também endereços no Rio de Janeiro e em Londrina (PR), cidade de sua segunda mulher. Acusado de ufanismo, tira a referência de letra, como fez no caso do Twitter. “Sou um torcedor-narrador, e daí?”, responde. “Meu trabalho é passar emoção a quem está em casa.” Bem, amigos, o homem é mesmo um prodígio.

Grandes empresas aderem ao Twitter

Ficou definitivamente para trás o tempo em que o Twitter era apenas a mídia social queridinha dos usuários de Internet. Em 2009, a ferramenta do singelo passarinho azul consolidou-se como uma poderosa arma de relacionamento para gigantes multinacionais.

Segundo estudo da Society New Communications Research, uma em cada três empresas presentes na lista das 500 maiores da revista Fortune tinham uma conta ativa no Twitter no ano passado.

Por conta ativa no Twitter entenda-se alimentar o micro-blog com ao menos um post a cada trinta dias.

A parcela de grandes empresas twitando sobe de 35% para 47% entre as cem primeiras do ranking da Fortune. O índice sobre para impressionantes 80% no topo da lista: dentre as Top 5, apenas a ExxonMobil não aderiu ao Twitter, enquanto o Walmart, a Chevron, a ConocoPhillips e a General Electric atualizam suas contas constantemente.

As companhias da área de seguros são as maiores adeptas do microblog, seguidas pelas do ramo de alimentação.

Ainda em respeito às novas mídias, a pesquisa apontou que 20% das empresas presentes na Fortune 500 mantém um blog corporativo de relacionamento, 19%usam podcast e 31% aderiram ao videoblog.

Fontes: M&M e Evento em Foco

Redes Sociais ajudam no dia-a-dia de doentes

O concorrido consultório do doutor internet

(fonte:  Zero Hora )

13/02/2010 – De repente, os pacientes deixaram de ser simples pacientes. Tornaram-se ativos nos consultórios, com opinião própria. Uma revolução. Debatem com os médicos o diagnóstico e as melhores formas de tratamento e até sugerem a troca de medicamentos. A mudança radical no comportamento foi resultado da adesão ao Google, a principal ferramenta de busca da internet. Graças ao “doutor Google”, informações antes restritas a profissionais da saúde podem ser acessadas rapidamente. Hoje uma segunda revolução na rede chega com força: as comunidades virtuais em sites de relacionamento como Orkut e Facebook.

As comunidades servem como um ponto de encontro entre pacientes, familiares e profissionais da saúde. Eles discutem, trocam informações, experiências e conhecem mais sobre como enfrentar alguma doença.

– No primeiro momento, o Google ajudou as pessoas a terem acesso ao conhecimento técnico. Agora, as comunidades virtuais ajudam os pacientes e familiares em questões do dia-a-dia, como superar problemas da rotina, que muitas vezes desgastam o doente – conta a pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) Wilma Madeira, que em 2006 escreveu uma tese sobre o dr. Google e agora se dedica a entender a influência das comunidades virtuais.

Ela dá um exemplo: muitas vezes, quem sofre com doenças crônico-degenerativas, como câncer e Alzheimer, precisa de remédios caros ou difíceis de encontrar. Pela comunidade, o paciente conversa com pessoas que enfrentaram o mesmo problema e já encontraram a solução. Pode, assim, saber onde comprar os medicamentos pelo menor preço.

Outra vantagem é a orientação para pacientes recém-diagnosticados. No início, é comum a presença de tristeza, medo e desânimo. Nos grupos virtuais, essas sensações podem ser amenizadas. Muitos usuários publicam depoimentos contando suas histórias, os desafios superados, as dificuldades dribladas. Esses testemunhos de superação confortam o leitor.

“Um paciente bem informado ajuda no nosso trabalho. Ele sabe se expressar melhor e tem noção da importância do tratamento. Podem surgir ideias que ajudem na recuperação”, analisa o psiquiatra Alceu Gomes Correia Filho.

É o que faz o estudante José Miguel Volkweis Júnior, 20 anos. Ele sempre busca a orientação do médico e debate com ele os melhores tratamentos para o diabetes 1, diagnosticado há seis anos. Já em casa, diante do computador, participa de comunidades virtuais e ajuda outros pacientes com dúvidas corriqueiras.

“Uma vez, uma usuária estava para colocar a bomba de insulina e tinha várias dúvidas. Tinha medo de a bomba ficar aparecendo e temia pela adaptação do corpo. Como já uso a bomba há um bom tempo, incentivei-a e dei umas dicas de como se adaptar. Falei que dava para esconder a bomba nos bolsos. É bem fácil. Nas comunidades, todo mundo se ajuda”, finaliza o estudante.

Usuário de Twitter e Facebook é sociável também na vida real

Internautas estão mais inclinados a frequentar parques e cafés, diz pesquisa

Diariamente são enviadas ao Facebook e ao Twitter centenas de atualizações de amigos, mas será que as pessoas se sentem realmente mais próximas umas das outras?

Com base no número de amigos com os quais as pessoas revelaram trocar confidências, percebe-se que o tamanho médio do círculo social dos norte-americanos é hoje menor do que era há 20 anos.

Mas, contrariando a opinião popular, segundo um novo estudo divulgado em novembro pelo Pew Internet & American Life Project, o uso de telefones celulares e da internet não é o culpado disso.

Baseado em entrevistas feitas por telefone com uma amostragem nacional de 2.512 adultos que moram na parte continental dos EUA, o estudo revelou que as pessoas que regularmente usam tecnologias digitais são mais sociáveis do que a média dos norte-americanos e estão possivelmente mais inclinadas a frequentar parques e cafés ou a realizar trabalhos voluntários em instituições locais.

Isolamento

O estudo identificou, porém, alguns comportamentos antissociais. Pessoas que usam redes de relacionamento como o Facebook ou o Linkedin têm 30% menos chance de conhecer seus vizinhos e 26% menos chance de oferecer companhia a eles.

O Pew fez perguntas capazes de chegar ao cerne da relação entre o isolamento social nos EUA e o uso de tecnologias digitais, com o intuito de desbancar a ideia segundo a qual a tecnologia leva as pessoas a vestir seus pijamas e a hibernar ou a perder alguns amigos.

Dois anos atrás, uma pesquisa nacional de opinião fez supor que a maioria dos norte-americanos estivesse se sentindo socialmente mais isolada devido à ascensão da internet e do telefone celular. Esse estudo mostrou que, de 1985 a 2004, o número de amizades íntimas citadas pelas pessoas havia diminuído de três para dois.

O relatório do Pew confirmou essas descobertas, mas desqualificou dados do estudo anterior, segundo o qual o número de pessoas que afirmavam não ter ninguém para trocar confidências havia quase triplicado de 1985 a 2004.

O Pew mostrou que apenas 6% da população se encaixa nessa categoria de isolamento -grupo esse que não apresentou nenhuma mudança significativa nos últimos 25 anos.

O círculo de amigos íntimos entre os usuários de telefone celular tende a ser 12% maior do que entre os não usuários, e as pessoas que compartilham fotos on-line ou mensagens instantâneas têm círculos sociais 9% maiores do que as que não o fazem.

Cara a cara

O Pew confirmou que as redes sociais norte-americanas estavam se tornando menos diversificadas (consideram-se diversificados os relacionamentos mantidos entre pessoas de origens diferentes). Na média, porém, os círculos sociais de usuários de telefone celular e mensagem instantânea eram mais diversificados do que os de não usuários.

O estudo mostrou que as pessoas preferem a comunicação cara a cara como meio principal para se manterem em contato com os amigos e a família (pessoas que compartilham laços de afeto entre si se encontram pessoalmente, em média, 210 dias por ano). Os entrevistados disseram manter contato por telefone celular, em média, 195 dias por ano.

fonte: Folha de S. Paulo e New York Times

Pesquisa revela comportamento dos internautas brasileiros em mídias sociais

Estudo confirmou o potencial influenciador dos usuários

redes-sociais

Para fazer o melhor aproveitamento desse novo fenômeno virtual, as mídias sociais, foi realizado estudo específico sobre os hábitos de uso e principais interesses dos internautas brasileiros ativos nas redes sociais. Mais de 1.200 questionários foram distribuídos para concluir quais ferramentas eles mais utilizam, qual o uso que fazem de cada uma delas e qual a influência delas como fontes de informações para formar opinião entre os usuários.

Foram entrevistados internautas de todas as capitais brasileiras, apesar da maior concentração estar entre São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, reflexo também da penetração de internet no Brasil. A média de idade dos entrevistados é de 28 anos e a maioria tem alta renda familiar, trabalha, estuda e tem nível de escolaridade superior completo. Em torno de 63% dos participantes do estudo são homens e por volta de 36% são mulheres.

Entre as mídias sociais citadas no estudo estão: Twitter, Orkut, blogs, grupos de e-mail, Facebook, YouTube, Windows Live Spaces, Linkedln, Flickr/Fotolog, Fóruns e outros. Dentre eles, os mais utilizados são: Twitter, Orkut, YouTube e blogs.

Um dos grandes destaques da pesquisa foi a descoberta dos diferentes usos de cada mídia social pelos internautas. Os principais motivos que levam os usuários a acessar essas ferramentas e as torna as mais usadas na rede são:

– Twitter: Manter-se atualizado;

– Orkut: Manter-se próximo a sua rede social;

– YouTube: Busca por passatempo e informações sobre lazer e entretenimento;

– Blogs: Divulgar o próprio conteúdo e busca de informações e notícias.

A pesquisa buscou também descobrir o grau e a forma de atuação dos usuários na web 2.0. Algumas atividades de maior destaque são:

– Assistir a vídeos online: 98,2%;

– Deixar algum tipo de comentário em um blog ou site de notícias: quase 90%;

– Escrever um blog próprio: cerca de 74%.

Gerar discussão sobre produtos e serviços também é rotina para alguns usuários. No Twitter, 27% dos usuários reclamam sobre produtos ou serviços. E nos blogs, cerca de 15%. Ambos somam os maiores índices dessa atividade entre as ferramentas mais utilizadas. Na pesquisa, 90% dos entrevistados afirmam pesquisar opções de produtos e serviços na internet antes de comprar e 43% recomendam produtos e serviços a outras pessoas na rede.

Sobre o uso da internet no cotidiano, foi constatado que os internautas permanecem até 41 horas semanais navegando. Cerca de 63% dos twiteiros e 44,7% dos blogueiros ficam mais de 41h por semana online. Já 28,8% dos orkuteiros ficam online menos de 16h por semana.

Entre as ferramentas que receberam o maior número de cadastros novos nos últimos três meses destacam-se: o Twitter, com 43,6%; seguido do Facebook, com 10%; e do Linkedln, com 4,3%. Já o Orkut, que reúne o maior número de usuários pesquisados, 89,6%, mostra-se estagnado em atração de novos usuários nesse período.O Twitter é o segundo colocado em número de cadastrados identificados no estudo, com 80,1%. Em terceiro, vem o YouTube, depois os blogs e o Facebook. Além disso, 65,5% dos entrevistados têm blog ativo.

Fonte: In Press Porter Novelli
Autor: Adriana Rodrigues
Revisão e Edição: Jaqueline Crestani

Conversa é chave em redes sociais

Atitude colaborativa substitui propaganda tradicional na web

Fonte: jornal Folha de S. Paulo

Entre na conversa antes que falem de você. Diga coisas interessantes, traga informações novas, dê dicas e, assim, melhore as chances de vender seus produtos e serviços.

Essas são as recomendações de especialistas ouvidos pela Folha sobre como micro e pequenas empresas podem usar redes sociais -como Twitter, Orkut, Facebook e blogs- para melhorar a exposição de seus produtos e se relacionar com o cliente, tirando dúvidas e ouvindo ideias e reclamações.

As ferramentas beneficiam as pequenas e as médias empresas por democratizarem o acesso ao público, opina Roberta Raduan, sócia-diretora da Digital Stand Up, de estratégias de marcas no mundo digital.

Ela afirma que os empresários também devem usar esses espaços para consultar o público sobre possíveis inovações, como uma receita diferente.

O comportamento nas redes sociais é próximo ao de uma conversa normal. “É igual a namoro: você não vai fazer alguém gostar de você só contando suas qualidades. O primeiro ímpeto é falar, mas a grande sacada é ouvir”, diz Raduan.

Assim, diferentemente do anúncio tradicional, é preciso, como em um bate-papo, manter as pessoas interessadas em você, mostrando mais do que apenas o seu produto, expondo sentimentos, imagens e histórias nas quais ele se insira.

Propagandas diretas não são malvistas, desde que sejam usadas como uma forma de diferenciar o relacionamento com o cliente. Os restaurantes PobreJuan avisam pelo Twitter: “Clientes que visitarem os restaurantes poderão brindar com uma taça de prosecco cortesia”. As mensagens são enviadas por Alice Amaral, do marketing.

Para Fábia Juliasz, diretora-executiva do Ibope Nielsen Online (pesquisa de mercado), antes de se aventurar em novas mídias, deve-se ter primeiro uma estrutura mínima na empresa, para atender aos chamados, e uma página na web.
“É preciso ter uma página para o usuário “pousar'”, diz, referindo-se à navegação que, por exemplo, começa no Facebook, mas deve ser direcionada a uma página mais completa, com as informações da empresa.

Principal
Entretanto, há quem siga esse conselho no sentido inverso. Carla Schultz, sócia da Caminhos de Pano, que vende artigos para bebês, vai diminuir o conteúdo do site principal. Depoimentos e histórias de clientes serão distribuídos por Orkut, Twitter e blog.”Quero apenas o comércio eletrônico na página principal.”