Lobby não é corrupção

Fonte: O Globo (escrito por Cristiane Brasil em 22/6/2017 – hoje)

 
Os denominados ‘lobistas’ pela mídia ou Ministério Público estão bem longe de qualquer definição clássica dessa profissão. O termo ganhou conotação pejorativa

 

Lobby é diferente de corrupção. Numa democracia moderna, a defesa de interesses legítimos de empresas, entidades e organizações junto aos agentes públicos é fundamental para a vitalidade do processo democrático e na tomada de decisões estratégicas pelo Poder Executivo ou Congresso Nacional. A melhor forma de decidir é ter à disposição inúmeras visões e perspectivas antagônicas em relação ao mesmo fato. Tudo precisa acontecer de maneira transparente para todos os lados, sem movimentos nas sombras ou em conversas sem testemunhas. É nesse contexto que defendo a regulamentação da atividade de lobby no Brasil, como já acontece nas maiores economias do planeta. Se queremos ser uma nação vibrante, atrativa para investidores e transparente para os cidadãos, precisamos criar um marco regulatório para essa questão. Isso é lobby.

 
Corrupção é diferente de lobby. O que assistimos nos últimos anos a partir da Operação Lava-Jato — sucessivas prisões de figurões da República, tenebrosas transações e malas de dinheiro sendo distribuídas na calada da noite — é corrupção. Os denominados “lobistas” pela mídia ou Ministério Público estão bem longe de qualquer definição clássica dessa profissão. O termo ganhou conotação pejorativa e se transformou em sinônimo de tramoias, fraudes contra o patrimônio público e acordos nos quais apenas os envolvidos se beneficiam em prejuízo da sociedade. Isso é corrupção.

 
Os brasileiros que acompanham o noticiário e ficam estupefatos com a prisão quase diária de “lobistas” precisam entender que essas pessoas são corruptas no sentido mais preciso da palavra. Elas não defendem posições legítimas de grupos organizados da sociedade, mas os seus próprios interesses ou das organizações criminosas que as abrigam.

 
Minha obrigação como parlamentar, eleita pelo povo do Rio de Janeiro, é levar aos meus outros 512 colegas da Câmara dos Deputados e também aos 81 senadores, quando possível, a visão de que o lobby regulamentado será melhor para o país.
Dessa forma, poderemos ter um mapa mais claro dos interesses que gravitam em torno de determinados assuntos em discussão no Poder Legislativo. Tanto aqueles de interesse do setor privado quanto dos trabalhadores, representados nas ações de lobby dos seus sindicatos.

 
Ao apresentar esse projeto de lei, também ambicionei envolver os brasileiros interessados no assunto. E não são poucos. As consultas feitas mensalmente no Google Brasil sobre esses temas mostram os movimentos dessa opinião pública digital. Há 47 formas de buscas para as palavra lobby e lobista. Por mês, em média, ocorrem 23 mil pesquisas sobre o que é lobista e cinco mil para a expressão lobby.
A discussão do projeto que regulamenta o lobby precisa sair de Brasília. Vou utilizar as redes sociais para chegar a cada um dos 117 milhões de brasileiros com acesso à internet, e assim influenciar a maior quantidade de pessoas nesse debate.

 
Normatizar o lobby é dar dignidade a uma categoria profissional, hoje confundida com saqueadores do dinheiro público, e permitir que eles saibam — e que todos nós saibamos — como devem trabalhar. É preciso dar transparência às atividades de representação de interesses e regular a forma como são remuneradas.

 
Acreditar que exista a simples dicotomia entre interesse público e privado não é postura democrática. O interesse público é uma construção que deve ser erguida a partir de instrumentos transparentes. O sistema eleitoral brasileiro, o princípio democrático que estabelece o valor de “uma pessoa, um voto” é o melhor e mais justo que pudemos construir na busca de igualdade, mas é incompleto.

 
É preciso regulamentar a representação de interesses, garantindo transparência às escolhas públicas e assegurando que agentes privados não prevaleçam sobre os interesses da sociedade, mas possam contribuir com informações para a tomada de decisão.
Cristiane Brasil é deputada federal (PTB-RJ) e relatora na Comissão de Constituição e Justiça do projeto que prevê a regulamentação do lobby

Nossa crise de imagem de todos os dias

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Redes Sociais amplificaram e pulverizaram mini crises de imagem que, se não tratadas, podem ser explosivas

 

Por Alberto M. Danon

 

Quem me conhece sabe que não gosto de usar a palavra “crise”. Geralmente uso: “momento delicado”, “situação que requer maior atenção”. Porém, ela está aí, instalada, e não podemos negar.

Contudo, desejo falar de outra: a crise de imagem. Muitas organizações e pessoas, em determinado momento, passam por esta situação que, se não for bem conduzida, pode ocasionar prejuízos substantivos e irrecuperáveis. Tanto de imagem como na lucratividade diretamente. Para tal, quanto maior o “capital positivo” que se tem, menos a crise de imagem afetará a organização. Trocando em miúdos, se a empresa tem um planejamento consistente e atuação contínua em comunicação em suas várias frentes, certamente terá uma reputação positiva junto a seus diversos públicos-alvos. A crise de imagem irá requerer, portanto, um pouco menos de esforço para ser resolvida. De qualquer forma, se não for conduzida de maneira correta, profissional e eficiente, pode colocar tudo a perder em algumas horas apenas.

Sabemos de casos onde a imagem de pessoas e organizações foram construídas, por anos a fio, tijolo por tijolo, e, por uma má resposta a uma crise de imagem, pôs tudo a perder e amargou prejuízos estratosféricos – muitas vezes sem condição alguma de voltar ao patamar anterior.

Sempre brinco que desisti do curso de engenharia civil na Poli-USP para o bem da humanidade pois um projeto mal feito pode matar pessoas. Saibam que a comunicação mal feita, também. Há alguns anos, um profissional da área de saúde foi capa de uma revista semanal por seus erros em suas atividades. Não aguentou a repercussão e, depois de três meses, suicidou-se. Todos sabem que a palavra fere mais que uma espada. Porém, poucos se lembram disso numa situação destas.

Quando um cenário mais grave se instala, antes de comunicarmos para o público externo, urge que conversemos e expliquemos a situação aos funcionários e, se possível, também a seus familiares. Primeiramente, é uma questão de respeito. Em segundo, o colaborador será também um porta-voz para a sua respectiva rede sobre os reais fatos, diminuindo drasticamente ruídos e informações desencontradas.

Na sequência, fornecedores e clientes devem ser informados e, imediatamente depois, a imprensa e o público em geral. É importante um comunicado sucinto, direto, objetivo, verdadeiro do que ocorre. E o porta-voz deve ser alguém com equilíbrio, treinado, já que momentos como este trazem impactos emocionais intensos.

Mas o artigo em questão é mais focado nas mini crises que ocorrem no dia a dia, nas redes sociais. Hoje em dia, nenhuma organização pode ficar fora da internet. Quem não está lá não existe para o público. Ou até pior: se for alvo de crítica dura, as pessoas não têm um ponto de referência para conhecerem a versão verdadeira e o diz que diz aumenta e até altera a reclamação inicial. É importante ter, no mínimo, um site, uma Fan Page no Facebook, um perfil no Twitter, outro no Instagram, uma Company Page no Linkedin, um canal no Youtube e até, se possível, um Blog também. E, como sabemos, estes meios – graças a D´us – são democráticos. Deram voz e vez às pessoas comuns que podem emitir livremente seu ponto de vista. A ideia é sempre se trabalhar sobre a verdade para que uma marca possa encantar, tornar-se referência, criar paixão e elo inquebrantável entre ela e seus diversos públicos. Porém, como sabemos, não dá para agradar todos o tempo todo. E, óbvio, opiniões divergentes estarão nos comentários.

Uma empresa inteligente poderá aproveitar os construtivos para efetuar melhorias. Mas, tanto em relação a estes e aos outros que estão lá para apenas detonar, é preciso que se responda rapidamente, de maneira educada e consistente. O público também acompanha como é o diálogo da marca com os seus interlocutores. Se passar a imagem arrogante, aí tudo cai por terra. Por isso, uma política planejada e embasada de comunicação não é apenas imprescindível e estratégico; é vital!

Hoje em dia, a maioria das pessoas anda ansiosa e quer resolver tudo imediatamente. Então, falando destas reclamações ou críticas nas redes, a resposta deve ser a mais rápida possível. Há pouco tempo, dizíamos que em até 24 horas. Este prazo agora ficou muito longo. Em até oito horas é o ideal. Enfatizo o “em até” pois, o quanto antes, melhor. E, mais do que isto, deve ser personalizada pois cada problema é único – mesmo parecido com outro, cada caso deve ser tratado de forma individualizada.

Caso a empresa comece a ter um volume muito grande de reclamações, ela deve resolver imediatamente o(s) problema(s) gerador(es) de tais críticas e, de forma concomitante, dimensionar a quantidade de profissionais que cuidará da ação de gerenciamento para resolver em tempo hábil e reverter a tendência de queda da imagem e reputação.

Mesmo quando o problema for de um fornecedor ou de um funcionário, nunca os culpe. Chame para si a responsabilidade. Afinal, você concordou em fazer aquela determinada ação e é o responsável por ela. Passar para outros irá irritar muito mais ao passo que assumir a responsabilidade irá demonstrar seriedade, humildade, honestidade e comprometimento.

Se a reclamação for mal educada, num tom mais alto, cuidado para não jogar álcool no fogo. Apazigue a situação, fale com educação, seja cordial e desate o nó. Certa vez, aqui na agência, o cliente de um cliente nosso foi muito mal educado e conseguimos reverter, com educação, resolvendo o problema rapidamente. Ele pediu que então nós apagássemos toda a conversa pois ficou com vergonha. Nós pedimos para manter a fim de mostrar para outros que tudo pode ser resolvido de forma pacífica e ordeira. E assim foi feito, ficando o exemplo para outros eventuais casos também.

Todavia se a falta de educação persistir – com o uso de palavrões, por exemplo –, este fato desrespeita os demais participantes. Aí não tem jeito mesmo. A pessoa deve, primeiramente, ser advertida para não usar tais termos. Caso ela não respeite, então deve ser bloqueada e o comentário, apagado (veja artigo recente meu a respeito). Porém, reitero que isto somente em caso extremo, quando há total falta de respeito e educação.

Last but nos least, a premissa maior é humildade. Se houve erro mesmo, tem-se de reconhecer e resolver imediatamente. E se não houve, tentar explicar, de forma educada, ouvindo mais do que falando, porém informando a situação real. Além disso, a comunicação deve ser curta, direta e objetiva para não permitir dupla interpretação. E, claro, trabalhar para que ele não volte a se repetir e manter uma política de comunicação constante para que os diversos públicos conheçam mais a fundo a organização diminuindo eventuais impactos negativos que possam surgir novamente.

“Se esta rua fosse minha”. Participação em mais um programa de TV. Confira!

“Se esta rua fosse minha”

Tema do programa Acontessência, da querida Larissa Pilz, onde tive o prazer de participar para falarmos, juntamente com os demais convidados, como tornar a vida mais fácil em nossas cidades… 

Falamos sobre #modernidade, #comunicação, #inovação, entre inúmeros temas. 

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: este programa foi ao ar NO ANO PASSADO e por isso minhas críticas são alusivas ao então prefeito Fernando Haddad… 

Aí vai o programa na íntegra, dividido em quatro partes. 

Parte 1:

Parte 2: 

Parte 3:

Parte 4: 

A verdade. Sempre a verdade

por Alberto Maurício Danon

Verdade

Há alguns anos, um famoso apresentador de TV, com imensa credibilidade à época, ávido por liderança na audiência, forjou uma entrevista com falsos integrantes de uma facção criminosa onde os indivíduos ameaçavam personalidades de todos os meios, incluindo apresentadores de TV, políticos, empresários, entre outros. É claro que, naquele momento, o caso gerou um grande barulho, com enorme visibilidade e pavor.

Todavia, esta busca frenética por audiência corrompeu as regras do bom jornalismo ao inventar uma entrevista totalmente absurda, falsa, mentirosa. Era tudo lorota! Ele subestimou a capacidade investigativa dos colegas jornalistas e foi desmascarado na hora. E, aí, mergulhou numa profunda crise de imagem a qual teve graves consequências para ele e seu programa.

A regra, sempre, é falar a verdade. Mesmo quando se erra, de forma proposital, dá para se fazer uma mea culpa, reconhecer humildemente o fato, e pedir desculpas.

Frente a isso, o apresentador teve chance de ouro – e única – de se recuperar, mas a jogou no lixo. Foi aí que sua caída foi derradeira. O espaço dado a ele –  o “sofá da Hebe” -, no programa de Hebe Camargo, com enorme audiência, seria a salvação, mas ele não soube aproveitar.

No dia seguinte, em cadeia nacional, neste prestigiado programa, o sofá da apresentadora era todo seu para dizer, exatamente, o que aconteceu. Ele vivia uma séria CRISE DE IMAGEM e, numa hora destas, SOMENTE A VERDADE deve ser dita, mesmo se for preciso “cortar na própria carne”. Mas, em vez de assumir para si a molecagem e a falta de responsabilidade por aquele grave ato (a vida de pessoas estava envolvida, entre outros agravantes), disse que estava gripado, que chegara mais tarde à emissora e que a culpa toda era de sua produção. Balela e o Brasil não engoliu. Aliás, mesmo que fosse, ele era líder daquela equipe e deveria assumir a responsabilidade. Em vez de chamar a si a verdadeira culpa, conseguiu piorar, e muito, a sua imagem e reputação.

Nunca mais se recuperou. Perdeu credibilidade, audiência, anunciantes, verbas publicitárias, parceiros de negócios, sendo, a emissora e ele, multados. Nunca mais ganhou do principal concorrente, naquela época, em audiência. Mudou de horário para não precisar mais passar pela humilhação da derrota a quem sempre disputava, ponto a ponto, a índice de audiência. Mas não adiantou. Mais do que isso, a emissora perdera a confiança nele.

Passados 14 anos desta história, o apresentador hoje está em outro canal de TV e parece ter recuperado boa parte do capital perdido. Contudo, demorou muito para que isto ocorresse e, certamente, não voltou plenamente como fora no passado. A história é implacável com a mentira, com a enganação, sendo que, em qualquer crise, a verdade tem de ser admitida, doa a quem doer. Somente a verdade, aliada à humildade e ao reconhecimento do erro, é que faz com que a reputação possa ser restabelecida mais rapidamente. Do contrário, como se vê neste caso concreto, a perda da reputação e a desvalorização da imagem, além de acarretar um prejuízo moral, afetou substancialmente o faturamento e lucro financeiro das empresas do apresentador, do programa e da emissora.

Daí concluímos que agir corretamente, falarmos sempre a verdade e comunicarmos corretamente aos nossos públicos não é somente estratégico, mas vital para qualquer pessoa e organização. Agir de forma ética e comunicar nossas ações sempre de forma coerente, certa e verdadeira é, sem dúvida, o capital mais precioso do ser humano e de qualquer organização.

 

Inspiração de sucesso em época de tanta sujeira e falcatrua

Exemplo de empresários bem sucedidos como Elie Horn, fundador da Cyrela, nos inspiram, nos motivam e nos fazem seguir no caminho do crescimento honesto, ético, humano e colaborativo

por Alberto M. Danon

Elie e Ovadia Horn
Elie Horn (à esquerda) ao lado de um de seus irmãos, o nosso querido amigo Ovadia Horn z”l, falecido há um ano, e cujo livro de família em homenagem a ele tenho a honra de revisar e organizar
Há algum tempo, participei de uma palestra deste empreendedor de sucesso que contou com numeroso público ávido por ouvir um dos empresários mais respeitados da sociedade brasileira (e até internacional) – tanto pelo sucesso que conquistou, como pela sua maneira de agir e jeito de ser.

Avesso aos holofotes e com estilo low-profile, Horn resolveu falar ao público para passar a mensagem de que é possível ter sucesso com honestidade e ética, praticar a caridade e seguir os desígnios de D´us por meio da fé.

O empresário, avesso a badalações, fotos e aparições na mídia, falou de como chegou, com sua família, ao Brasil, em 1956, quando tinha 12 anos. “Meu pai (Rafael) já tinha certa idade e não era fácil começar tudo outra vez, em outro país, numa nova realidade, juntamente com a família. Mas, mesmo assim, ainda conseguia praticar a caridade, ajudando instituições de ensino religioso para meninos. Foi daí que aprendi a importância da beneficência”, afirmou.

Horn disse que começou a trabalhar com 19 anos e que seu pai faleceu quando ele tinha 35. Logo depois de se casar, começou, em suas atividades profissionais, a fazer e acumular dinheiro rapidamente. Disse também trabalhar muito, sempre de forma prazerosa. “Não sou diferente de ninguém; apenas trabalho muito mais que a média. Tirando o período de Shabat (sábado, onde é proibido realizar quaisquer tipos de atividades na fé judaica), labuto de domingo a sexta-feira, das 5h às 22h”, revela. Horn também disse que soube realizar, ao longo de sua vida profissional, sociedade com pessoas influentes e importantes e que este fator também o auxiliou no crescimento.

O palestrante citou casos bastante interessantes de sua vida pessoal e profissional fazendo com que o público não piscasse um minuto sequer. Por meio destes relatos, falou como foi acumulando riqueza e auxiliando as pessoas que precisam. “O dinheiro pode ser vilão ou santificado; tudo depende do uso que fazemos dele. O ego e a exposição exagerada podem fazer com que ele seja um bandido que corrói a pessoa e a sociedade também”, alertou. Um dos casos mais marcantes para ele foi quando auxiliou na cirurgia urgente de uma criança de dois anos que, depois, se salvou. “É esse o verdadeiro uso do dinheiro: salvar vidas e almas, abençoando-o”.

Dando sequência, Horn afirmou que nenhum de nós está neste mundo por acaso. “Todos temos uma missão. Cabe a cada um conectar-se a D´us para descobri-la. Cada pessoa que deseja auxiliar o seu semelhante saberá, através desta conexão, para quem e onde destinar seu auxílio, seus recursos – sejam de qual natureza forem, pois não precisam ser apenas financeiros”, aconselhou.

O empresário contou que nasceu em uma família sefaradi (judeus de origem espanhola que seguiram para o norte da África, Oriente Médio, Holanda e região dos Bálcãs após sua expulsão da Península Ibérica na Idade Média)  religiosa e fez uma revelação: “Em determinado momento, procurei, avidamente, por D´us e demorei alguns anos para entendê-Lo perfeitamente. Tanto é que quase casei com uma pessoa não adequada aos preceitos judaicos”.

Com ideias claras e ordenadas, Horn seguiu em sua prédica. Ele alertou para que as pessoas sigam fortemente as suas convicções e não se deixem levar pelos modismos e pela sociedade, em geral, pois sucumbir a essas tentações, de acordo com ele, enfraquece os indivíduos. “E nem se deixar contaminar por comportamentos antiéticos e por energia negativa”, complementou.

Um outro ponto importante foi a questão da educação. Horn participa de uma rede mundial de empresários que proporciona a 18 mil jovens universitários de todo o planeta estudo periódico. Ele salientou a importância de se ler, capacitar-se continuamente. “Há livros à disposição em muitas entidades, de forma gratuita, para toda a comunidade. Eu gosto de ler e leio muito! Eu não iria gostar, nem um pouquinho, de chegar ao mundo vindouro sem conhecimento, sem cultura. Pois, o que levamos realmente desta vida é a nossa essência, nossa educação e cultura”, disse.

Horn continua: “Posso afirmar que o único dinheiro que é realmente nosso é aquele que doamos para beneficência. O resto não é. Ele pode ir e vir. Porém, o que é investido em auxiliar o próximo gera ‘créditos’ para a vida eterna. Quanto mais se dá para este fim, mais se ganha. Além de enriquecer, pode-se dar sentido ao recurso financeiro, transformando o dinheiro em algo sagrado”, continuou o palestrante. De acordo com Horn, se alguém pedir para D´us, de forma sincera, a possibilidade de enriquecer para que se possa auxiliar o semelhante, ele será atendido. “É importante praticarmos o altruísmo, pois o egoísmo não leva a nada, não traz benefício algum”, aconselhou.

É sabido que no ramo de atuação de sua empresa, construção civil, os finais de semana são os mais rentáveis para a realização de negócios. São os períodos onde as pessoas mais procuram visitar e conhecer os empreendimentos para se decidirem pela compra. Mesmo assim, em determinado momento, resolveu fazer algo arriscado: não deixar que nenhuma empresa e funcionário de seu grupo ou prestadores de serviço (em ação para o grupo Cyrela) trabalhassem aos sábados (por conta de sua fé). Funcionários de confiança o alertaram para o perigo, mas Horn, tranquilo e confiante no seu modus vivendi fundamentado nos preceitos judaicos e ligados a D´us, foi em frente e ratificou a decisão. Resultado: no ano seguinte, o faturamento triplicou. “Realmente, quando se segue sua missão, se é coerente consigo mesmo, dentro dos preceitos de sua fé, o resultado é o sucesso. Não há o que temer pois a bênção de D´us sempre vem!”, finalizou tranquilizando os presentes.

Recentemente, Elie Horn doou mais de 60% de sua fortuna ao The Giving Pledge, programa criado em 2010 por Bill Gates e Warren Buffett com a finalidade de reunir bilionários dispostos a doar metade de suas fortunas ao longo da vida para investir em causas sociais. É o primeiro brasileiro a aderir.

“E é sempre tempo de darmos início a novas iniciativas, colocarmos em prática ideias criativas” aconselhar Horn que, depois de 55 anos de atividades no setor de construção civil, quer partir para novos negócios – e vai começar pelo segmento de saúde.

É deste Brasil inspirador, motivante, honesto, ético, altruísta, colaborativo e construtivo que esperamos ter notícia cada vez mais daqui para frente.

Post apagado. Certo ou errado?

Por Alberto Maurício Danon

Primeiramente, é importantíssimo dizer que nunca mais poderemos nos sujeitar à censura, seja ela de que forma for. A seleção natural do mercado é que determina a qualidade e a possibilidade de, consequentemente, aquela ação, produto, texto, serviço ter continuidade, sucesso ou não.

O que pretendo apresentar aqui é a questão de comentários grosseiros, mal educados, que são postados como respostas em fóruns de discussão.
Tanto no meio virtual como no real, o que rege é a educação. Acima de tudo, a educação. Podemos ser duros, defender uma posição com efusividade, vigor, energia, porém a educação deve nortear toda a conversa. Sem este item, não há diálogo!
Recentemente, em uma rede social de um cliente administrada por nosso time, foi postado um comentário que até era pertinente, mas com extrema falta de educação pelo uso de palavras de baixo calão. Como então manter um texto como aquele, abaixando o nível do que poderia ser um debate enriquecedor? Aqueles termos certamente ofenderiam qualquer pessoa de bem.
Conversamos muito aqui na agência e decidimos pelo seguinte: apagar o post e dizer que fulano havia postado um comentário de forma mal educada, usando termos inapropriados e que o espaço estava aberto para ele repostar, caso quisesse, sem utilizá-los. E também o avisamos.
Vejam bem; repito: não se trata de cercear e sim manter o nível de debate saudável e agradável, respeitando os diversos pontos de vista e os participantes. Aliás, um debate tem este nome pois apresenta várias visões. E é isso que o enriquece e o torna rico e democrático.
Dois dias depois do episódio, ele voltou a postar, de forma mais calma, sem as palavras ofensivas, o que resultou numa troca de ideias bastante produtiva com resoluções efetivas e realizáveis para a área de atuação daquele grupo específico.
Por isso, amigos, amigas, vamos sempre expressar nossos pensamentos, mesmo de forma apaixonada, mas com civilidade e educação. Temos direitos mas, também, deveres. E isso é viver em sociedade, sempre respeitando os outros para também sermos respeitados.